I Wanna be With You.
27 Capítulo 27 - Important decisions.
Notas iniciais
O McKinley não era a mesma coisa depois do acontecido; Quinn não tinha animo para nada, Santana abandonou seu humor ácido, Marley não era mais animadamente idiota, até Norah parou com suas maldades.
Finn se foi, e levou com ele um pedaço de cada um de seus amigos. Uma mistura letal de heroína e álcool em uma festa acabou tirando a vida do rapaz. Ninguém acreditava naquilo; Poucos dias antes ele estava lá, brincando e sorrindo, agora ele nunca mais sorriria de novo.
A partida de Finn mexeu com todos, mas principalmente com Quinn. Ele nem sempre foi um cara bom, mas abriu mão de sua popularidade por amizade.
Eles poderiam até superar, mas Finn nunca seria substituído.
...
Longos cinco meses se passaram após isso, e aos poucos tudo voltava ao normal.
Charlie já estava com seis meses, e era uma criança extremamente ... Quieta. Só chorava quando sentia fome e coisas do tipo, isso era preocupante, ter um bebê tão tranquilo em casa. Quinn podia estar na sala, jogando video-game ou lendo algum livro, quando se vira e encontra sua filha sentada no chão encarando a mãe com seus grandes olhos de Rachel Berry. Chegava a ser assustador.
Rachel, Shelby, Beth e até mesmo Ruby já se encontraram e situações parecidas; Depois que Charlie começou a engatinhar, seria impossível parar a criança em um lugar só.
– Você não vai dizer nada? — Indagou Quinn para sua filha, ainda sentanda no chão encarando-a.
A criança continuou encarando-a, até que segundos depois levantou os braços gordinhos e arqueou a sobrancelha, pedindo colo. Era estranho como Charlie arqueava as sobrancelhas a estilo Fabray, como se perguntasse "E aí, fiz certo?" ao invés de fazer a festa como a maioria dos bebês normais faziam.
A loira pegou o bebê nos braços e a sentou em suas coxas, de modo que elas continuassem com os olhos fixos uma na outra.
– Não vai mesmo dizer nada? — Insistiu a mãe loira. -
– ... Ada! Falou então a pequena, sorridente. -
A cara da loira se torceu em descrença.
– Sua primeira palavra é nada? -
– Ada! — Repetiu a pequena. -
Barulhos de passos apressados descendo as escadas alcançaram os ouvidos de Quinn. Um vulto tirou Charlie de suas pernas em uma velocidade quase sobre-humana. Rachel segurava a filha nos braços e Charlie ria abobadamente da situação, como se fosse um jogo de bobinho, onde ela era a bola.
– Eu não acredito que você finalmente falou! — Disse a judia, observando o bebê sorridente nos braços. -
– Wow ... Você deveria desistir das Cheerios e se tornar uma ninja furtiva, HBIC. — Brincou a loira, abraçando a pequena por trás e depositando beijos em sua nuca. -
– HBIC? — Indagou Rachel. -
– Head Bitch In Charge. Você foi apelidada assim depois de ... Bem, você sabe. -
Oh, ela sabia sim. Foi divertido amarrar Norah e Azimio no meio da quadra, enquanto no mínimo trinta alunos jogavam bolas neles, e pra encerrar com chave de ouro, um ovo quebrado na testa de cada um. O McKinley se lembrou do quão cruel a Rachel HBIC poderia ser depois daquilo.
– Você é má! — Disse Quinn, em tom de brincadeira. -
As duas juntaram os lábios em um selinho demorado, até que sentiram duas mãozinhas em seus rostos. Charlie as encarava como se dissesse "Hey, eu ainda estou aqui!".
– Ão! — A pequena silabou um não. -
– Que criança decidida ... — Disse a loira, arqueando uma sobrancelha. -
– Bons genes. — Respondeu a judia, referindo a si mesma com seu sorriso de Head Cheerio. -
E com uma risada maligna ela se dirigiu até a cozinha, com Charlie nos braços. A loira ficou processando por um tempo.
– Bons genes ... Bons genes ... — Ela sussurrou para si mesma, tentando entender a frase da namorada. -
– Hey! — Protestou ela, após entender o comentário. -
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— Sabe, eu estava pensando ... Como vai ser o futuro? — Indagou Blaine. -
Os quatro estavam no auditório que não era usado a anos. Ninguém dizia uma palavra, todos estavam quietos apreciando o silêncio.
– Os macacos vão dominar o planeta. — Respondeu Santana. -
– As maquinas vão criar vida própria. — Emendou Marley. -
– A humanidade vai conseguir criar naves espaciais que alcança a velocidade da luz. — Terminou Quinn. -
O silêncio se instalou novamente.
– Por favor, vamos parar com isso. — Pediu Blaine. -
As garotas se entreolharam e depois olharam para ele.
– Vamos parar com isso! Faz cinco meses que o Finn se foi, e mesmo assim continua esse clima todo! Eu também sinto falta dele, mas vocês acham que ele iria querer que todo mundo ficasse de luto por tanto tempo? —
As três se entreolharam novamente; Marley afundou na cadeira, Santana suspirou e Quinn coçou ligeiramente a cabeça. Por fim as três concordaram, murmurando algo como Tem razão.
– Superaremos. — Disseram por fim, em uníssono. -
O rapaz apenas assentiu. Ele sentia tanta falta de Finn quanto as garotas, mas eles não podiam continuar assim, essa depressão toda apenas os arrastaria ainda mais pro fundo do poço.
– É difícil. — Disse ele. -
Apesar da escuridão no local ele conseguiu enxergar o sorriso de Quinn e Marley, e a cara normal de vadia de Santana.
– Vai ficar tudo bem. — Assegurou Marley. -
– É uma promessa. — Terminou Quinn. -
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Mais tempo se passou após isso. Agora, para qualquer lugar que se olhasse no McKinley, você veria a cara de Rachel em um dos cartazes com os dizeres Rainha do Baile. As garotas julgavam pela aparência seu par no baile, os professores tentavam como loucos evitar que os alunos levassem bebidas alcoólicas na festa, tudo normal.
– Olhem ... Eu vou precisar da ajuda de vocês. — Disse Quinn aos três amigos.
Já no final do ano, com as notas que tinham todos já haviam passado, então não era realmente necessário continuar assistindo as aulas.
– Diga, GayFabray. — Respondeu a latina, com seu humor ácido recentemente recuperado. -
– Nós vamos nos formar daqui a pouco tempo, certo? Certo. Eu e Rachel temos uma filha, um ótimo relacionamento e planos para o futuro ... Eu quero pedi-la em casamento. -
Os três se entreolharam, meio perplexos. -
– O que? — Pediram, em uníssono. -
– Bem ... Nós já temos uma filha, e ano que vem vamos nos mudar para NY juntas ... Mas primeiro eu preciso da opinião dos meus melhores amigos. — A loira andava de um lado para o outro, em frente ao pequeno grupo nas arquibancadas. -
Os três pareceram pensar. Marley mordeu o lábio inferior com um olhar vago, Santana arqueou as sobrancelhas e cruzou os braços, e Blaine mordiscava ligeiramente a ponta do dedão. Por fim, chegaram a uma conclusão.
– Bem, vocês tem tudo pra ser um casal a um nível a mais, level up, conquiste sua princesa. — Respondeu uma Marley sorridente. -
– Tô me sentindo um jurado de programa de culinária. Bem, você ama a Oompa Loompa, a Oompa Loompa ama você, todo mundo sai ganhando. — Disse Santana, coçando a cabeça. -
– Quinnie, ela é sua namorada, mãe da sua filha, peça! — Incentivou Blaine. -
A loira olhou para os três sem saber o que dizer. Rachel não diria não. Rachel não diria sim. Essas perguntas explodiam em sua cabeça. Muito apressado, talvez? Talvez não.
– Argh! Isso tá muito confuso ... E se ela disser não? —
– Ela não vai dizer não. — Asseguraram os três, em uníssono. -
– E se ela disser sim? -
– Vocês vão se casar. — Responderam novamente em uníssono. -
– Um casamento é a mesma coisa que um namoro, não é? -
– Sim, é. — Eles reviraram os olhos. -
– Mas e se ela se tornar extremamente ciumenta e controladora? -
O estalo foi escutado de longe, Santana estapeou Quinn dos dois lados.
– Desgraça, para com isso! Deixa de ser pessimista, mulher! Se continuar assim eu peço a ela por você! — Esbravejou a latina. -
A loira passou a mão sobre o local ardente na face que começava a ficar vermelha, e mordeu o lábio inferior.
– Doeu. Mas te agradeço por isso. — Disse ela, alisando a bochecha vermelha. -
– Eu posso te bater o dia todo todo dia, é só pedir. — A latina lançou uma piscadela para a loira, que revirou os olhos verdes. -
Ela respirou fundo, e por fim chegou a decisão.
– Eu ... Vou pedi-la! -
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