I Wanna be With You.
20 Capítulo 20 - V for Vendetta, S for Santana.
Notas iniciais
– Vai ser muito chato aqui sem você. – Disse Marley. –
A morena estava sentada em sua cama, observando Quinn terminar de guardar algumas roupas em uma mala.
– Não é como se você não fosse me ver nunca mais. – Respondeu a loira. –
– E pelo lado bom, você vai poder transar com a Kitty quando ela dormir aqui. – Completou ela, terminando de fechar a mala. –
– Sempre que ela dormia com você aqui eu transava com ela, só que no banheiro. – A morena deu de ombros, coçando ligeiramente a cabeça. –
– Ninguém percebeu. – Comentou sarcasticamente a loira; As duas pareciam dois gatos brigando dentro do banheiro. –
– E você vai me abandonar por que mesmo? – Indagou a garota de olhos azuis. –
– Rachel está grávida de seis meses, é bom me ter por perto por enquanto. – Respondeu Quinn, se deitando ao lado de Marley na cama de casal de colcha do Star Wars. –
– E nem sei por que você vai sentir a minha falta; Eu já quebrei seu nariz, quase coloquei fogo na sua cozinha e rolei escada a baixo com você. Duas vezes. –
– E com quem eu vou fazer isso quando você se for? –
– Ryder? – Respondeu a loira, como se fosse óbvio. -
– Marley, eu não vou me mudar para outro país. – Ela girou os olhos; as vezes a morena era tão dramática quanto a própria Rachel. –
– Mas Q ... –
– Marley, nós trabalhamos juntas, estudamos juntas e estamos juntas desde a quinta série. Você não vai morrer se deixar de ver minha cara por menos oito horas do dia. – Disse a loira, dando a enteder que a conversa estava encerrada. –
A morena bufou tristonha, com um sorriso sem graça no rosto, que logo foi trocado por um sorriso bobo.
– Hey, que tal uma partida de despedida? – Pediu ela, com um sorriso bobo deixando a mostra suas covinhas infantis. –
– Mortal Kombat? – Indagou a loira, com o mesmo sorriso que a morena. –
...
As duas estavam no meio da provavel décima partida, jogando habilidosamente, seus dedos apertavam os botões em uma velocidade quase desumana, quando o celular de Quinn tocou, para o desespero da loira. Ela estava quase ganhando, poxa!
Num movimento rápido, ela tomou o celular, prensando-o entre o ombro e a orelha.
Ligação ON.
– Hey, Rach! – Disse ela, sem retirar os olhos verdes da tela da televisão. –
– Oi amor! Tá ocupada? – Indagou a judia. –
– Um ... Pouco. Por que? –
– Quinnie ... – Respondeu a judia, de um jeito arrastado. Quinn sabia oque isso significava; ela iria pedir alguma coisa. – Eu estou com desejo. – Disse por fim. –
A loira revirou os olhos, com um sorriso bobo no rosto. Antes mesmo de Rachel pedir algo, seu estômago já embrulhou; Os ultimos ‘desejos’ de Rachel tinham sido as coisas mais nojentas que ela já vira na vida, mas quem era ela para contrariar uma Rachel grávida de seis meses?
– O que você quer, minha pequenininha? – Ela pode escutar Marley falhando em segurar o riso, mas apenas revirou os olhos e ignorou. –
– Quero sorvete de chocolate com bacon ... Mas eu não posso comer nenhum dos dois, o que eu faço Quinnie? – Pediu ela, e dessa vez quem quase soltou o riso foi Quinn. –
– Bem ... Na verdade eu não sei. Mas você está grávida, então dê um tempo pra sua ... ‘Dieta’ vegan. – Respondeu a loira, dando de ombros. –
– M-mas ... É um pobre animalzinho, Quinn! Como pode me dizer uma coisa dessas!? –
– B-bem ... Eu gosto de bacon ... E de sorvete ... – Respondeu ela, num fio de voz. As vezes, Quinn tinha medo do que hormônios a flor da pele poderiam fazer com ela. –
– A partir de hoje não gosta mais! E traga meu bacon e meu sorvete ... Beijo, te amo! – Sem esperar uma resposta, ela desligou na cara da loira. –
Ligação OFF.
Quinn ficou parada com cara de nada, encarando o celular. O que foi isso? Antes que pudesse notar, seu personagem estava sem cabeça jogado no chão, e Marley comemorava consigo mesma.
– Ta ok ... O que houve? – Indagou a morena, voltando a se sentar ao lado da loira. –
– Rachel está com desejo ... – Respondeu ela, após sair do seu pequeno estado de colapso. –
– Oh ... Bem, daí o problema é seu! – Disse Marley, com um sorriso idiota no rosto. –
– Eu pensei que você estava chateada porque eu ia embora. –
– Passou. – A morena deu de ombros. –
– Você é esquisita. –
A loira se levantou e alcançou a chave do seu carro e sua carteira, antes de sair do quarto de Marley, afinal, se ela demorasse Rachel seria capaz de cortar suas cabeças ... Isso mesmo, as duas.
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Quinn estava tentando escolher algum doce entre as prateleiras – Se conhecia bem Rachel, sabia que a pequena só se acalmaria depois de engerir açúcar ... Ou jogaria na sua cara, falando que Quinn estava tentando engordá-la, mas ok – quando escutou duas vozes familiares.
Santana fora obrigada por sua mãe a ir fazer compras, e Brittany se voluntariou para ir com a namorada.
– Quinn! – Gritou uma Brittany sorridente, correndo até a loira mais baixa. –
– Hey, Satã, Britt! – Cumprimentou Quinn, recebendo um abraço de urso da Pierce. –
– O que faz aqui? – Indagou a latina. –
– Comprando algumas coisas para Rachel. –
– Oh ... Esqueci que você tem que alimentar a mini-Quinn que cresce dentro da sua namorada. -
– Sant! – Ralhou Brittany. –
– Tá ... Desculpe ... –
Um rapaz um pouco mais alto que Quinn, com um boné vermelho com os dizeres ‘Boston’ em branco sem querer trombou na latina, que foi empurrada para o lado.
– Olha por onde anda! – Ralhou ela, irritada. –
O rapaz olhou para trás, murmurou um ‘Desculpe’ e saiu andando. Santana bufou e colocou as mãos dentro dos bolsos do moletom vermelho com os dizeres ‘Bazinga!’ e para sua supresa, sua carteira não estava lá. Ela passou as mãos pelos bolsos da calça, porém nada.
– Não, não, não! –
As duas loiras se entreolharam, antes de encarar a latina.
– O que foi, Sant? – Indagou Brittany. –
– Ese hijo de puta de robó! – Exclamou a latina, em meio ao grito. –
O rapaz, que já estava um pouco mais longe, conseguiu escutar o grito da latina, e saiu correndo sem pensar muito.
– Não, eu não vou ser roubada de novo! Britt, vá avisar o segurança! – Um vulto loiro saiu correndo entre as prateleiras, e a latina voltou o olhar para Quinn. –
A loira entendeu as intenções da amiga, e bufou antes de jogar suas coisas no carrinho da latina e subir no mesmo.
...
A situação era no mínimo cômica e no máximo estranha, não é todo dia que você vê uma garota correndo com um carrinho de supermercado com outra garota dentro.
– Direita! – Gritou Quinn, visualizando as cabeças das pessoas por cima das prateleiras. -
– ... Você já pensou que ele pode ter saido daqui? – Indagou a loira. –
– Você já pensou que ele pode estar esperando a gente sair pensando que ele saiu pra daí ele sair de verdade? –
– Eu não entendi metade do que você falou. – Comentou Quinn, dando de ombros. –
Após dito isso, a latina bateu o carrinho em alguém, jogando Quinn sem querer em cima da pessoa. A loira se levantou, seu corpo doía muito, mas preferiu ignorar quando viu que havia caído em cima do trombadinha que roubou Santana, e vendo bem ele parecia ter uns quatorze anos.
– A sorte está do seu lado. – Disse ela, retirando suas compras de dentro do carrinho da latina. –
– Tenta não matar ele. –
– Oh, eu vou tentar. – Respondeu a latina, com um tom assassino que fez o garoto se encolher. –
Quinn sabia que Santana só o xingaria aos montes e depois o soltaria com um aviso de que se roubasse novamente ela o caçaria, então não havia com o que se preocupar. Ela se despediu do casal e partiu para a casa da judia, que fazia uma cara de choro a cada mordida que dava no bacon coberto de sorteve de chocolate.
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Norah bufou; Não foi fácil conseguir 100 dólares para cada aluno que fazia parte do seu plano, mas depois de dois meses, sua vingança estava completa.
Se vingar do que exatamente? Sim, não tinha motivo. Estar furiosa por Rachel estar grávida de Quinn, quando ela deveria estar com a loira, e também estar furiosa por Finn a abandonar e começar a andar com o grupinho de nerds não era motivo para enchê-los de ovadas, era?
Depois do fim das aulas, Marley decidiu que iriam para a casa dela jogar video-games, e como ninguém tinha mais nada para fazer, todos foram.
Finn conversava com Quinn e Marley sobre um novo jogo em lançamento, Brittany e Kitty enchiam Rachel de perguntas sobre maternidade, enquanto Santana conversava por ligação com sua prima de NY, Dani.
Assim que adentraram o estacionamento, deram de cara com Norah e seu sorrisinho presunçoso.
– Olha só quem eu encontro aqui ... – Disse ela, e Quinn notou que a Cheerio tinha um pacote em mãos. –
Algo atingiu o braço de Finn. Ele de uma visualizada; Era um ovo. Oh não, ele entendeu oque iria acontecer.
No mínimo uns trinta alunos sairam detrás dos carros, todos com uns cinco ovos em mãos. Uma chuva de pequenos vultos brancos cairam sobre eles, enquanto Norah filmava tudo, em meio aos risos. A judia deu o aparelho celular para outra Cheerio segurar, logo se aproximando do grupo em passos lentos, sendo seguida pelos risos dos alunos.
Ela retirou um ovo de dentro do pacote, jogando a embalagem no chão. Um sorriso surgiu em seu rosto quando a casca se quebrou no topo da cabeça da latina, e um líquido amarelo desceu por sua face.
Quinn apertou a mão de Rachel, lançando-a um sorriso amigavél. Ela sabia que aquilo não iria terminar assim. Marley puxou Kitty contra si, apoiando o queixo no topo da cabeça da Cheerio baixinha. Finn lançou um olhar decepcionado para Norah, ela já estava passando dos limites. Já Santana ... Oh, Santana tremia. Não por estar envergonhada ou chorando. Ela tremia era de raiva.
A latina retirou seu óculos e o limpou na barra da camiseta, o que não adiantou muito; ambos estavam no mesmo estado. Ela colocou a mão no ombro de Brittany e a estendeu o óculos para que a loira segurasse. Feito isto, a latina se virou para Norah.
Ela já tinha levado ovada antes, mas fora de Quinn, Sam, Ryder e Marley para comemorar seu aniversário. Agora era diferente, Norah estava humilhando-a.
– Vai fazer o que, Lopez? – Indagou a Cheerio em deboche, e os alunos riram. –
Marley levou a mão a testa; Norah estava tão ferrada ...
Um estalo pode ser escutado de longe; Santana dera um tapa no rosto de Norah. A tensão e o silêncio eram palpáveis. A Cheerio levantou o rosto com um olhar assustado; Ninguém nunca a enfrentara nesses três anos no McKinley, tirando Rachel, é claro.
– Você está louca!? Quem você pensa que é!? – Outro estalo ecoou. A latina a acertou do outro lado. –
Ainda em estado de choque, Norah conseguiu devolver um tapa fraco no rosto da latina, na qual nem moveu o rosto e um sorriso assassino surgiu em sua boca, para o desespero da Cheerio. Santana a pegou pelo rabo de cavalo alto e a arrastou até o monte de cascas e gemas de ovo formado no meio do grupo, jogando-a de cara na estranha pasta que tudo aquilo junto tinha se tornado.
Quando a Cheerio tentou levantar a cabeça, a latina pisou em sua nuca, empurrando-a para baixo, consequentemente fazendo seu rosto se afundar ainda mais no monte.
Todos estavam quietos; Ninguém acreditava que Norah Puckerman estava sendo humilhada daquele jeito. Até Marley se esqueceu de falar algum de seus bordões idiotas naquele momento.
Como se nada tivesse acontecido, Santana pegou a mão de Brittany e saiu andando normalmente, deixando todos perplexos atrás de si.
Marley olhou para Quinn, Finn e finalmente o corpo da Cheerio jogado no chão. Talvez ela tivesse apagado ... Ou estivesse fingindo que apagou, Marley não sabia ao certo.
– E-eu acho que ela morreu ... – Disse Marley, referindo-se a Cheerio jogada no chão. –
– Cutuca ela. – Disse Finn. –
– Cutuca ela, Quinn. – Incentivou a morena. -
– Cutuca você. – Respondeu Quinn, apertando Rachel ainda mais em um abraço. –
– Eu não. Vamos embora antes que ela acorde ... Ou reviva, sei lá. – A morena deu de ombros e saiu andando com Kitty, sendo seguida por Quinn, Rachel e Finn. –
Todos olharam para Norah jogada no chão e em seguida para o grupo que se retirava do estacionamento. Ninguém esperava que fosse acabar assim.
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