I Wanna be With You.
16 Capítulo 16 - Childhood.
Notas iniciais
– O-olá ... – Disse a pequena garota judia a loirinha que lia uma revista em quadrinhos. –
A loira tirou seus olhos verdes da vigésima página para encarar uma garota pequena e nariguda que vestia um suéter rosa-claro.
Ela analisou a garota de cima a baixo, enquanto ajustava seus óculos que escorregaram para a ponta de seu nariz.
– Oi ... – Respondeu ela, estranhando a situação. –
Já fazia dois meses que as aulas tinham começado e todos já tinham se enturmado, menos a garota judia por parte de pai e a loira filha dos Fabray.
– Como se chama? – Indagou a pequena, tomando coragem o suficiente para se sentar ao lado da loirinha que parecia ser maior que ela, mesmo sentada. –
– Lucy. Lucy Quinn Fabray, mas meu irmão me chama só de Quinn, então você também pode. – Respondeu ela, indiferente. –
– Tem quantos anos? – Indagou a judia, hesitante. –
– Onze ... E você? –
– Onze também. –
– Ah, tá ... Mas não me disse seu nome. – Disse a loirinha, sem demonstrar muito interesse. -
– Rachel Barbra Berry. – A garotinha sorriu ao pronunciar o seu nome, e a loirinha riu. –
– Oque foi? – Indagou a pequena. –
– ‘Barbra’ ... Isso é nome de gente velha. – Disse a Fabray, em meio ao riso. –
– Hey! Minha mãe disse que é por causa de Barbra Streisand! Ela é meu ídolo! – Ralhou a judia. –
– ... Quem é essa? – Perguntou a Fabray, e a judia parecia assustada, como ela não conhecia Barbra Streisand? –
– Como assim!? Ela é, tipo, a melhor atriz-cantora-compositora do mundo! –
– Chato. – Cochichou a Fabray, voltando a atenção a revista em quadrinhos. –
– Não seja chata! Gibis são coisas de meninos e eu acho chatos, mas eu não reclamei! –
– Hey! Quadrinhos, não gibis, não são coisas chatas e de meninos, meninas também leem! Aquela garota de óculos e aquela garota de olhos azuis mais nova vivem juntas e leem quadrinhos! –
– Sim, mas elas não são tão meninas, todo mundo fala que elas namoram! – Disse a judia, cruzando os braços. –
– Meninas podem namorar meninas. Meu pai sempre fala pra mim arrumar uma namorada legal algum dia, mesmo que eu não queira. Namorar é nojento e chato. – A Fabray demonstrou indiferença. –
– Você é muito pessimista. Algum dia eu quero namorar uma pessoa que me trate bem, e aí nós vamos nos casar e ter filhos. – Disse uma pequena Rachel,sonhadora. –
A loira revirou os olhos, de primeira impressão a Berry parecia chata e cheia de si.
‘E a Sonserina ganha mais uma aluna.’ – Pensou consigo mesma a Fabray. –
Logo o sinal que indicava o fim do intervalo tocou, e a Fabray se levantou, sem dizer nada a Berry.
– Hey, vamos? – Indagou a Fabray, por cima do ombro. –
– Onde? – Perguntou a Berry. –
– ‘Onde?’ Pra sala, óbvio. Você senta do meu lado, lembra? – Disse a Fabray, revirando os olhos. –
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Na sexta série, Quinn e Rachel andavam sempre juntas, e só se separavam quando uma das duas faltavam, oque era o caso de Rachel naquele dia. Nevava, não muito, mais ainda nevava, e Rachel nunca fora uma ‘pessoa do frio’, e sempre ficava doente no inverno.
Quinn estava com sua prima mais nova que havia entrado na escola aquele ano, Kitty, e seu irmão gêmeo,Sam, no refeitório, a loirinha jogava God of War em seu PSP enquanto seu irmão abraçava Kitty, comparilhando um calor humano.
– Hey. – Chamou uma garota de descendência latina. –
A loira tirou seus olhos da tela do console portátil para encarar a latina, que assim como ela, usava óculos.
– Você é menina e tá jogando, que legal. Qual o seu nome? – Indagou a latina, se sentando ao lado dos gêmeos Fabray e da pequena Wilde. –
– Quinn. Esses são Sam e Kitty. – Respondeu a Fabray, meneando a cabeça em direção aos dois loiros sentandos ao seu lado. –
– Sou Santana. E aquela lá é Marley. – Disse a latina, apontando com o queixo para uma garota alta para a idade, de olhos azuis, boina e um cachecol da Grifinória. –
A morena sorriu assim que encontrou a latina, e levou sua bandeija até a mesa onde os outros se encontravam.
– Olá! – Disse Marley, sorridente, e nesse momento, Kitty corou um pouco. –
– Marley, esses são Quinn, Sam e Kitty. – A latina apontou para cada um enquanto dizia seus nomes. –
A morena se sentou ao lado de Kitty e sorriu para a loirinha.
– Você parece estar com frio. Santana já me apresentou mais quero falar por mim mesma. Sou Marley. – A de olhos azuis retirou seu cachecol vermelho com listras amarelas e enrolou no pescoço da loirinha. –
– O-obrigada. Sou Kitty. – Sussurrou a pequena que estava corada. –
E assim nasceu uma amizade que duraria para a vida inteira.
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Na sétima série as coisas já eram diferentes; Quinn olhava para Rachel com outros olhos e acordara no meio da noite assustada após um sonho molhado com a pequena judia.
Marley tropeçara sem – ou por – querer e bicou os lábios de Kitty.
Já Santana ... Santana não tinha sentimentos – de acordo com ela – e achava namorar uma perda de tempo, pelo menos até que Brittany S. Pierce, uma loirinha fofa e meiga, entrou para a escola em que estavam na época, e a vida da latina virou de cabeça para baixo.
Foi numa tarde após a aula que Quinn encontrou Santana no banheiro, a latina tinha um olhar fixo, porém vago em seu reflexo no espelho.
– Sant? – Chamou Quinn, tocando o ombro da latina. –
– Precisamos ir, a irmã da Rach já está lá fora. –
– ... Quinn, sabe aquela garota nova? – Indagou a latina, ignorando oque lhe fora dito. –
– A Pierce? –
– É, essa mesma. –
– Oque tem ela? Ela roubou seu dinheiro do lanche que nem a outra novata? – Indagou a loira, se referindo a Norah Puckerman. –
– A Puckerman não roubou meu dinheiro! ... Eu ... Emprestei? É, emprestei. – Disse a latina, e a Fabray revirou os olhos; mesmo ainda sendo nova para isso, o orgulho da Lopez sempre vinha em primeiro lugar. –
– Tá, não importa. Oque tem a Pierce? –
– Eu acho que gosto dela ... –
Uma cabine do banheiro fora aberta, revelando ser Brittany. A loira lavou as mãos na pia em que Santana estava apoiada, e sem dizer nada, pegou o rosto da latina e a puxou para um selinho demorado, enquanto Quinn observava tudo surpresa.
– Eu também gosto de você. -
Como se nada tivesse acontecido, a loirinha sorriu para Santana e se retirou do banheiro.
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Na oitava série, Santana foi precoce e teve sua primeira experiência sexual com Brittany na mesma semana do aniversário de Quinn, aproveitando a onda e presenteando-a com um box de porno lésbicos, que a loira reclamou por ser depravado, mas como qualquer pré-adolescente que se prese, ela aceitou.
Marley beijara Kitty de uma maneira decente pela primeira vez, no banheiro depois da última aula, e as duas iniciaram uma espécie de ‘amizade colorida’.
Quinn estava deitada de barriga para baixo na cama de Rachel, – para esconder a ereção que a judia lhe causava – e as duas conversavam sobre como seria o próximo ano, afinal elas iriam iniciar o ensino médio. Rachel estava empolgada, finalmente ela seria popular. Já Quinn estava normal, afinal, era só mais um ano na escola.
– Eu vou entrar para as Cheerios, vou ser a capitã assim como Beth foi! – Disse a judia, empolgada. –
– Tente entrar também, Quinn! – Incentivou a morena. –
– Não curto isso ... – Disse a Fabray. –
‘Nem se quisesse.’ — Pensou ela. Poderia levar algum golpe no meio das pernas, e se tivesse uma ereção – afinal, são várias garotas de mini-saia – ficaria evidente.
– Ah, que pena ... Queria te ver de saia. – Comentou a judia, logo corando após perceber oque tinha falado. –
– Oh, quer dizer que quer ver minhas pernas então ? – Brincou a loira, porém queria muito que isso se realizasse. –
– Só quis dizer que ... Q-quando vamos a piscina você sempre coloca um shorts ... – A pequena corou ainda mais, porém achou estranho ver que Quinn também corou. –
– E-eu ... Preciso ... Ir ao banheiro. – Disse a Fabray, num fio de voz, antes de pular da cama da morena e estranhamente ir usar o banheiro do corredor, sendo que no quarto da judia tinha um. –
E o tempo passou, Rachel cortou o contato com Quinn quando entrou para as Cheerios, a loira trocou os óculos por lentes, Santana continuou se relacionando secretamente com Brittany até que Kitty e Marley irem para o McKinley. A loirinha se tornou uma Cheerio e convenceu a Pierce de que se continuasse com Santana iria se tornar uma loser, resultando no fim de Britanna.
Porém, isso tudo mudou quando o professor de matemática entediado resolveu passar um trabalho, e aqui nós começamos ‘I Wanna be With You’.
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