I Wanna be With You.

14 Capítulo 14 - Mother.


Notas iniciais
Hey, olha eu aqui de novo :D

Estávamos apenas eu e o resto da Liga da Justiça no Starbucks numa tarde depois das aulas, já que a Trindade Profana teve treino das Cheerios, e aproveitando isso, eu decidi contar para as duas sobre o acontecido de sábado anoite.

– Cara, isso é nojento. Digo, sua mãe já passou a língua pelo lugar de onde aquela Hobbit saiu. – Falou Santana, colocando as mãos na boca, como se fosse vomitar. –

– Eu vou precisar de terapia, isso que nem é coisa minha. – Comentou Marley, coçando a cabeça. –

– Ok, mais algum comentário idiota ? – Indaguei, revirando os olhos, as duas não estavam ajudando muito. –

– Só estamos querendo ajudar Quinnie, não reclama. Mas mesmo assim, sua sogra poderia ser sua madrasta, ou até mesmo sua outra mãe, já parou para pensar nisso ? – Pediu a latina, limpando os óculos na barra da blusa cinza. –

– Não, nem um pouco, idiota. Agora, vamos voltar ao foco da conversa, por favor ? – Tomei um gole do mocaccino, sentindo o gosto de chocolate com uma pitada de café se espalhar pela minha boca. –

– Hmm ... Você está com medo da sua mãe, certo ? Detesto acabar com suas esperanças, mas os Wilde são os piores. Experiência própria, seu tio quase me matou na primeira ida a casa de Kitty. – A morena deu de ombros, enquanto levava o canudo do copo de plástico a boca. –

– Ei, que tal ... Não, deixa. Puts, Fabray, você se mete em cada situação, hein ! De tanta gente no mundo, foi engravidar justo a filha da ex da sua mãe ! – Ralhou a latina. -

– Como é que eu ia saber !? – Me defendi, e a latina revirou os olhos por trás dos óculos. –

– Não foi isso que eu quis dizer, besta ! Foi um aviso pra que da próxima vez você se lembre da utilidade de uma camisinha, animal ! –

– Sim, mas agora já está feito, Satã. E vendo por um lado mais .. Legal .. Meu futuro filho e Charlie serão primos ! – Disse a morena, sorridente. Era engraçado a maneira que Marley era idiotamente otimista. –

– Que seja ... – Comentou a latina, voltando a atenção ao seu croissant de chocolate. –

– Oque Santana quis dizer foi ... Nós somos suas amigas e sempre poderá contar conosco ! – Marley sorriu de uma maneira infantil. –

– Mentira, eu disse extamente oque eu queria. – Disse a latina, sem tirar os olhos croissant. –

– Você poderia ser legal com outra pessoa sem ser a Britt as vezes ? – Pediu Marley, revirando os olhos. –

– Não transo com vocês pra isso. –

– Deus, você é impossível ! –

– Tá, tá, todo mundo ta olhando pra gente, e já ta quase na hora de irmos pegar as garotas, então porque simplesmente não esquecem isso ? – Pedi para as duas que apenas assentiram com a cabeça e ficaram resmungando insultos uma para a outra. -

E as duas passaram metade do dia brigando pelo fato de Santana estar pouco se fodendo para os outros e Marley achar isso errado, pareciam até um casal ... Eu shippo.

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– Isso não vai dar certo, Rach. Quando minha mãe quer, ela pode ser a pior dos piores ... E isso não é da boca pra fora. Vai dar merda. – Disse, assoprando alguns fios róseos que teimavam em cair no meu rosto. –

– Quinn, estamos nisso juntas. E além disso, nem todo mundo é ruim. – A voz da judia veio abafada de dentro do banheiro de seu quarto. –

– Minha mãe é ruim quando está brava, acredite. – Insisti, enquanto me deitava na cama de casal de colcha rosa e branca. –

– Quinnie, ela me trata bem desde a quinta série. Não é agora que ela vai surtar. –

– Na quinta série eu não tinha te engravidado, esse é o problema. –

– Não fale como se Charlie fosse um problema. – Ralhou a judia, fingindo estar brava. –

– Não disse que Charlie é um problema. –

A pequena saiu de dentro do banheiro com all stars brancos, uma calça jeans preta colada em suas pernas definidas por conta dos treinos das Cheerios, uma regata branca e um casaquinho preto. Não deu para esconder a ereção.

– Não acho que estou vestida para um jantar com a sua mãe ... – Comentou a judia, olhando para as próprias roupas. Eu revirei os olhos, com um sorrisinho idiota no rosto. –

– Rach, é só um jantar com minha mãe e o Sam, nada de mais ... Sem dizer que você está linda assim ... Certeza que não tem uma rapidinha antes ? — Pedi, fingindo uma cara de dor. –

– Quinn, sua mãe já ligou falando que está nos esperando ... Mas na volta eu posso te satisfazer. – A judia tinha um sorrisinho malicioso no rosto, enquanto me lançava uma leve piscadela. –

Eu estampei um sorriso de lado no rosto, quando na verdade estava querendo morrer por dentro. Sabe quando você faz alguma coisa de errado e seu sexto sentido fala que sua mãe vai te dar uma surra e bate um desespero ? Pois é.

Eu desci as escadas atrás da pequena, e logo nos deparamos com Beth e Shelby. As duas estavam sentadas no sofá que ficava de frente para a TV, sem realmente prestar atenção no programa.

– Mãe, Beth ... Já estamos indo. – Disse a pequena, chamando atenção das mais velhas. –

– Você tem certeza de que não quer que eu ou Beth acompanhe vocês ? – Indagou a Corcoran mais velha, visivelmente preocupada. Como ela mesma disse, ela conhece a minha mãe. –

– Não vai ser nessessário, Judy Fabray não é esse monstro todo que vocês dizem. – Disse a judia, me puxando pelo braço até a porta. –

Oh, sim, Judy Fabray pode ser esse monstro todo que nós dizemos.

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Sam e eu trocavámos olhares desesperados, Rachel estava em um de seus interminavéis dialogos com minha mãe e parecia não dar muita atenção a isso. Deus, eu suava frio, aquele seria o dia de minha morte, minha mãe com certeza enlouqueceria depois de saber a verdade. Apesar de ser uma pessoa aberta com quase tudo, ela era conservadora, e por mais que ela tenha aceitado minha sexualidade, sendo óbvio que nenhum homem iria me querer na minha situação, ela nunca foi muito com a cara das minhas – poucas – ‘namoradinhas’ antes de Rachel. Talvez ela só tivesse aceitado pelo fato de que ela também já foi apaixonada por uma garota, eu não sei ao certo.

– Quinnie, querida, parece tão tensa. Oque foi ? – Indagou a loira de olhos azuis, encarando-me preocupadamente. –

– E-eu ... Eu ... – Alternei o olhar preocupadamente entre Sam e Rach. – Preciso ... Preciso ir ao banheiro ! – Exclamei, antes de praticamente sair correndo até o banheiro e me trancar lá. –

Me olhei no espelho; estava pálida e suava frio. Ótimo. Rachel que estava grávida e estava agindo normalmente, rindo, conversando ... E eu estava quase tendo um filho ali ! ... Força de expressão.

Observei meu reflexo uma ultima vez no espelho, antes de lavar o rosto com água fria e tomar um pouco de coragem. Abri a porta e caminhei calmamente até meu lugar na mesa, e troquei um olhar rápido com Sam; era agora.

– Mãe ... – Chamei, meio nervosa. Meio não, com certeza estava para ter uma parada cardíaca. –

– Oque foi Quinnie, está se sentindo mal ? – A mais velha alternava o olhar entre mim e Sam, possívelmente já havia notado que algo estava errado. –

– T-também, mas não é isso ... – Eu tomei a mão de Rach por baixo da mesa. –

– Oque foi ? – Indagou a mais velha, já se mostrando impaciente. –

– É-é que ... Primeiro, prometa não surtar. –

– Lucy Quinn Fabray ! Você sabe que eu não gosto de enrolação ! Vai falar ou não vai ? –

– Rachel está esperando um bebê. – Sussurrei, mais para mim mesma do que para Judy. –

O silêncio reinou. Ela parecia atordoada, como se lhe tivessem feito uma pergunta a qual não sabia a resposta.

– ... O-oque ? – Estava notavelmente irritada, porém a mais velha lutava para manter a calma. –

– R-Rachel ... – A frase morreu, eu não conseguia mais falar, meus estômago dava voltas. –

– Estou grávida de Quinn, Senhora Fabray. –

Novamente tudo ficou quieto, a tensão era palpavél.

– Mãe ? – Cochichou Sam, colocando a mão no ombro da mais velha, que estreitou os olhos e mordeu o lábio inferior, antes de me lançar um olhar assassino. –

– Samuel, suba. – Disse, num fio de voz, ficando cada vez mais irritada. –

Em um piscar de olhos, a cadeira de Sam estava vazia. Minha mãe alternou o olhar raivoso entre mim e Rach.

– Lucy Quinn Fabray, pode explicar isso ? – Pediu a mais velha, visivelmente irritada. –

– Nós transamos .. E ela ficou grávida. – Por um momento eu senti vergonha, me sentindo incapaz de olhar a loira nos olhos. –

– Seu pai ... Não passou metade da vida ensinando você e Sam a evitar um ... Acidente ? –

– Sim, mas ... Foi sem querer, agora já aconteceu. –

– Não trate isso como se fosse uma coisa normal, Lucy Quinn Fabray ! Vocês tem só dezesseis anos ! Não vê como isso pode atrapalhar seu futuro ?! – Ralhou a loira, já quase gritando. –

Um resquício de raiva me atravessou. ‘Isso’ ?

– Shelby também tinha dezesseis anos quando engravidou de Beth, e hoje é uma estrela de sucesso. E ‘isso’, mãe, é seu neto e meu filho. – Eu estreitei os olhos para a mais velha. –

– Ótimo, agora além de tudo ela apoia vocês ? – Indagou a loira sarcasticamente. –

– Ela nos ajuda, não apoia. Ela já passou por essa situação e sabe como é. – Me defendi, encarando Judy nos olhos. –

– Não imaginei que seria irresponsavél a esse ponto, Lucy. Quando você se assumiu lésbica já levou consigo o nome Fabray a lama, agora quer se aprofundar ainda mais tendo um filho na adolecência ? Faça um favor a todas nós, Rachel, tire isso. – Se ela não fosse minha mãe, eu teria a espancado ali mesmo, mas ao invés disto, eu mordi o lábio inferior até sentir o gosto amargo de sangue se espalhar por minha boca. –

– Não seja hipócrita, Shelby contou sobre seu relacionamento com ela ! – Palavras certas, situação errada. –

O rosto da mais velha se contraiu em um ataque interno de raiva, e ela bufou, antes de me lançar um olhar desgostoso.

– Saiam. – Ela sussurrou. – Não quero vocês ou seu filho aqui. – Disse por fim, dando a entender que a conversa estava encerrada. -

Rachel deixou algumas lágrimas rolarem pelo rosto antes de se levantar e se dirigir até a porta da frente, deixando a casa. Me levantei e dei as costas para Judy, sem não antes a olhar uma última vez.

– Você prefere a porra de um nome que nem é seu de nascença a sua própria filha e neto ? –

E saí, deixando para sempre a mulher que uma vez fora meu porto-seguro, e agora, era apenas a pessoa que eu mais desprezava no mundo. Eu disse que ia dar merda.

Notas finais
Triste realidade ;-; Me doeu aqui só de escrever ;-; Alguém me abraça que eu vou cry. - Quinn é a unica Sarley/Ropez shipper do mundo :v -