I Wanna Lay Beside You
4 Casa de Harry
Notas iniciais
Mas agora com duas fics, provas e teatro fica mais dificil ~chora~ mas eu não vou abandonar viu? Podem ficar tranquilas
Estava tomando meu banho, concentrada no fato de sonhar com Niall, avaliando se estava ou não louca, quando minha mãe bate na porta. Veio avisar que um garoto, segundo ela muito bonito me esperava na sala, o que me obrigou a terminar logo o banho. Coloquei um shorts e uma regata qualquer e desci.
- Como descobriu onde moro? -perguntei pra Harry antes de qualquer coisa, interrompendo a conversa dele com meu irmão.
- Já disse, eu dei um jeito — ele sorriu e se levantou, vindo me cumprimentar com um beijo na bochecha. O único motivo pelo qual não me esquivei foi que toda a família estava ali, sorrindo e me incentivando a ser uma "boa garota" com ele.
- Sei... — observei seus olhos. Um verde profundo que parecia ver através de mim.
- Vamos? Eu fiz reserva pra gente em um restaurante que não aceita atrasos.
- VOCÊ O QUE??? — gritei.
- Brincadeira, calma — percebi que todos na sala riam. Bufei e abri a porta
- Vamos agora. — falei sem humor.
Assim que saí de casa vi uma mercedes preta, era enorme, perfeita. Não acreditei que fosse dele até ele abrir a porta e me convidar pra entrar.
O banco era extremamente confortável e tudo ali tinha o perfume de Harry, o que eu não sabia se era bom ou ruim.
- Gostou? — ele perguntou presunçoso.
- Você roubou de quem? — olhei os dvds que tinha ali. Como suspeitava: ação, terror e alguns pornôs.
- Ei, não é pra você — ele tirou os dvds da minha mão — e entenda que algumas coisas você só tem que aceitar, e não perguntar.
- Então você roubou mesmo. — confirmei.
- Ponha o cinto — ele falou e apertou o acelerador. Tive a impressão de que estávamos voando. 10 minutos depois chegamos em um local abandonado, cheio de arvores e muito escuro.
- Mora no meio do mato? — perguntei, voltando com a minha ideia de que ele era um tarado, e que agora iria me estuprar.
- Moro mais pra frente — ele apontou o dedo em direção a mais mato... Pelo menos do meu ponto de vista.
- Não vejo nada.
- Sua visão é muito limitada.
- Ta me dizendo que sou cega? — perguntei sem paciência.
- To dizendo que minha visão é melhor — ele riu — mas não espero que entenda.
- Agora também sou burra?
- Você esta pondo palavras na minha boca.
Fiquei em silêncio, prevendo que quanto mais falasse, mais insultada seria.
Vinte minutos depois apareceu uma casa. Era toda de madeira, no meio das árvores, suas janelas estavam todas fechadas. Se eu fosse aquelas garotas que se assustam com qualquer coisa, provavelmente já estaria gritando e pulando em Harry para me proteger.
- Chegamos — ele deu um sorriso como quem se desculpa — é assustadora pra você?
- Preciso entrar pra te responder — falei, esquecendo de toda a raiva que eu sentia por ele. Aquele lugar era realmente interessante.
Harry desceu do carro e abriu a porta pra mim, depois tirou do bolso um chaveiro de caveira e abriu a porta. Antes de entrar tive uma sensação estranha. Foi quase como ouvir a voz Dele me pedindo pra não fazer isso, quase.
Por dentro a casa era igualmente assustadora, porém, acolhedora. Tinha fotos de Harry, com alguns prováveis amigos, nas estantes de mármore branco. Sofás altos e marrons. A cozinha, que era colada com a sala, parecia grande.
- Então? — ele perguntou ancioso.
- Poderiam facilmente gravar um filme de terror aqui — ele pareceu gostar da minha resposta.
- Assustada?
- Nem um pouco — sorri.
- O quarto é lá em cima, vamos.
- Não vou ao seu quarto — falei, com um tom óbvio na voz.
- Por que? Eu já falei que não sou estuprador — ele revirou os olhos.
- Foda-se, eu não vou subir — sentei no sofá — agradeceria se trouxesse seu material pra cá.
- Folgada — ouvi ele sussurrando enquanto subia as escadas.
Logo ele voltou com um caderno e um notebook.
- Qual o tema mesmo? — perguntei, completamente entediada.
- Demônios.
- O que temos que falar?
- Bom, só a historia, eu acho.
Assenti e ele continuou:
- Demônios são anjos que se rebelaram contra Deus, e desde então lutam pra acabar com a humanidade. Você tem que tomar o devido cuidado com eles pois podem te enganar, mentir, mexer com sua mente. Podem andar ao seu lado sem que você note, claro, se não souber como reconhecer um. — Fiquei em silêncio, absorvendo as informações.
- Wikipédia? — perguntei.
- Sim.
- Seu notebook ta desligado — argumentei.
- Pesquisei antes.
- E decorou?
- O assunto me interessa.
- Acredita nisso? — perguntei, pronta para começar a assustá-lo.
- Precisamos, não acha?
- Não.
- Não acredita em anjos? — ele perguntou, agora sério.
Pensei sobre meu sonho com Niall, em como tudo parecia real. Preferi não responder.
- Ta, que seja — ele suspirou — eu já fiz o trabalho.
- SEM MIM??
- Você conhece o assunto?
- Não, mas eu podia pesquisar.
- Adiantei o serviço – ele sorriu, e aposto que tentava me amolecer com aquilo... Não conseguiu.
- E por que estou aqui então? Quero voltar pra casa!
- Queria conversar com você — ele falou, assumindo o tom sério novamente.
- Sobre?
- Niall. — Senti meu coração gelar. — Você tem sonhos com ele, não tem?
- Como você...? Olha, isso é particular meu. Me leva pra casa, por favor.
- Camila — Harry segurou meu braço, me impedindo de levantar — não procure por ele.
- Ele morreu, Harry — tentei não mostrar a dor que aquela frase causava.
- Não significa que não esteja vivo em seus sonhos.
- Quer controlar o que sonho agora? — eu sentia cada músculo do meu corpo pedindo por uma briga. Era de Niall que ele estava falando.
- Quero te ajudar.
- Então se afasta de mim! — no momento que falei isso, percebi que ele estremeceu, mas ignorei e continuei — eu não entendo o motivo de você querer falar dele, de me trazer aqui só pra isso!
Dessa vez eu me levantei, mas ele me prendeu contra a parede e sussurrou as palavras:
- Não procure por ele.
Senti um bafo quente em meu rosto e logo depois fechei os olhos.
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