Notas iniciais
Hey!

Perdoem caso não fique sempre fiel às personalidades deles. Apesar de gostar muito do ship, nunca antes havia me aventurado a escrever sobre.

Perdoem qualquer erro ortográfico que brote na tela.
E a música da vez é... Fire meet Gasoline - SIA

“It’s dangerous to fall in love
But I wanna burn with you tonight”



A música ecoava pelas caixas de som muito bem dispostas ao longo do salão no qual a festa acontecia. Os convidados dançavam despudoradamente, talvez sob o efeito do álcool que já se fazia presente em seus organismos. Todos bailavam ao ritmo imposto pela seleção de músicas do DJ, com exceção de Ben Grimm que analisava cada um dos presentes, mantendo-se firme como uma rocha. Sem arredar sequer um dos pés do chão.

Mais a frente, quase fora do seu campo de visão, um loiro dançava basicamente esfregando-se nos corpos de qualquer pessoa próxima o suficiente. Instigando tanto as muitas pessoas que dançavam ao seu lado, quanto a qualquer pessoa que gastasse alguns segundos observando-o.

— Ele vive como se não houvesse amanhã. — Reed estava parado ao lado esquerdo de Ben, segurando duas taças de champagne.

— Vivendo desse jeito, algum dia não haverá mesmo. Já falou com a Sue, ou isso aí é sua coragem em forma líquida?

— O quê eu posso falar? Ela parece bem. E sempre que eu tento algo, eu estrago ainda mais as coisas. Não seria sensato irritá-la sabendo que ficarei no mesmo lugar que ela. O espaço é enorme, mas a estação nem tanto. Prefiro não estragar as coisas, não mais.

— Às vezes eu acho que você é muito cérebro e pouca ação. As mulheres podem até gostar de caras inteligentes, mas também gostam dos que têm atitude. Pensa nisso, ô gênio.

Ben já estava cansado de dar sempre o mesmo conselho para Reed, e o amigo jamais fazer o certo. E de certa forma, nem mesmo ele. Afinal, estava mais uma vez encarando a única coisa que conseguia tirar toda sua sanidade, Johnny Storm. E mais uma vez se manteria distante, pelo simples receio de nada sair como planejado. Aconselhava Reed a tomar uma atitude, mas assim como o amigo, ele permanecia afastado do que realmente queria. Não era de se espantar que Reed não tivesse coragem o suficiente, nem mesmo Ben que era movido por sua coragem havia conseguido dar um passo em direção àquilo que realmente desejava, mesmo que escondido em camadas e mais camadas de indiferença.

— Não fique aí parado feito pedra. As meninas ficam até com medo de se aproximarem de você, sabia? — Johnny havia se aproximado sorrateiramente, aproveitando-se da distração de Ben.

— Não sei quem te falou que eu quero que alguém se aproxime.

— Hey grandão, relaxa. Amanhã faremos algo muito incrível, deixe as gatinhas te compensarem previamente por esse ato heróico. — ele sorria de forma lasciva, levando o copo aos lábios, desfrutando o sabor de sua bebida.

— O que você falou que ia fazer? — o copo nas mãos de Ben encontrava-se vazio. Obrigando-o a aproximar-se do garçom mais próximo, descartando o copo vazio, tomando posse de outro com algo que ele julgou ser whisky com coca-cola.

— Pra ela, eu falei que ia desviar um asteróide que ia cair na terra. — o loiro apontou para uma moça de madeixas tingidas de vermelho, de costas para ambos. — Para aquela outra eu falei que ia buscar formas de desvendar curas para doenças. — seu dedo em riste, seguindo para a próxima garota, trajando um vestido tubinho de um escandaloso tom de amarelo. — E pra você, eu prometo achar a cura para mau humor crônico. Apesar de saber que esse é provavelmente o seu charme. — uma piscadela tão descarada que Ben realmente chegou a acreditar que aquilo era uma espécie de cantada. — Mas eu não preciso chegar na estação espacial para te ajudar com isso.

Johnny se afastou tão rápido quanto havia se aproximado, deixando a mente de Ben borbulhando em ideias sobre o que realmente aquele papo significava. O moleque, como Ben costumava se referir, era sempre assim. Cheio de papos que pareciam repletos de duplos sentidos, nem sempre tão escrachados, dificultando para que ele compreendesse o mais novo dos Storm’s.

Aquilo o irritava, tanto quanto ter que esconder que aquilo também o intrigava. Como admitir que Johnny Storm havia crescido e se tornado um homem desejável? Pior, com admitir que ele o desejava?

Ben balançou a cabeça, afastando-se dos pensamentos que o rondavam há tempos, finalizando com a bebida em seu copo em dois únicos goles, enquanto seus olhos o traiam, buscando Johnny pelo amplo salão da festa.

Avistou Reed atrapalhado com duas taças de champagne em mãos, tentando se manter longe de Sue Storm, que lançava olhares esperançosos para o brilhante cientista. Avistou Victor Von Doom aproximar-se de Sue, entregando-lhe uma taça de champagne, cortando pela raiz, qualquer esperança que Reed tivesse de se aproximar.

Ele havia aconselhado “mais ação, menos cérebro.” Como poderia aconselhar, se nem mesmo ele seguia os próprios conselhos? Por sorte, Reed jamais o indagou quanto a isso.

— Ben, animado para amanhã? — sempre sorridente para falar com ele, Sue Storm estava agora, parada ao lado de Ben, que ainda encarava o amplo salão de festa.

— Não sou como vocês, Sue. Sabe que estou indo porque o senhor gênio não saberia o que fazer quando algo estivesse fora dos cálculos, ou seja lá o que ele tanto fica fazendo. — ambos deixaram sorrisos escaparem, Ben estava sempre presente, como o plano B para qualquer que fosse o caso. Sempre fora assim, e Reed já havia se acostumado com a presença do amigo. Ben era como uma rocha, sempre sustentando Reed quando ele caia, ou quando ele achava que ia voar.

— Ele conta sempre com você. Ele confia em você e preza por sua companhia.

— Não é apenas a minha companhia que ele preza, Sue. Ele só não é bom quando não tem variáveis e cálculos para que ele possa entender ou explicar.

— Não tente defendê-lo, Ben. Ele teve todo o tempo do mundo para criar as variáveis, e colocá-las na equação. Esse é simplesmente um cálculo que ele não quer resolver. No final, ele e eu somos mais uma equação não resolvida. — o sorriso, antes feliz, dissolveu-se numa tristeza camuflada. — Vou deixá-lo curtir o resto da festa. Não exagera, amanhã será um grande dia.

Um singelo afago nas costas do homem, e Susan Storm afastou-se a passos lentos, como se calculados com muita dificuldade. Mais um Storm afastava-se, mas quando Susan se afastou, Ben não sentiu a necessidade de percorrer os olhos pelo recinto a procura dela. Estava na hora, finalmente estava na hora de ir atrás daquele moleque de uma figa, e confrontá-lo com todas aquelas piadinhas de duplo sentido.

Onde? Não teria como ele sumir. Teria?

Talvez se engraçando com alguma das moças que incrivelmente pareciam acreditar nas mentiras contadas por ele.

Uma, duas, três voltas completas naquele recinto que agora, parecia tão minúsculo.

— Procurando algo?

Encostado na pilastra, escondido pela má iluminação daquele trecho, com uma taça de champagne em mãos, pela metade. Um sorriso confiante nos lábios, e uma pose digna de algum galã de uma comédia romântica; Johnny Storm.

Ele aproximou-se o suficiente para ficar a centímetros de distância de Ben, podendo tocar seu torso rapidamente.

— O gato comeu sua língua, grandão?

— As moças perceberam que você mentiu pra elas?

— Não, na verdade, elas nunca percebem que eu estou mentindo. Estou começando a achar que sou um excelente ator. Consigo enganar todo mundo. — teatral como de praxe, abriu os braços, buscando englobar todo o recinto naquele gesto.

— Não consegue não. Você não me engana, Johnny.

— Não mesmo? Então você é cego, ou algo do tipo? — mais palavras que Ben não conseguia entender. Não naquele contexto. — Acho que sou tão bom ator que consegui confundir a cabeça do público. — mais uma vez na noite, ele estava se afastando, deixando Ben novamente com a cabeça transbordando de pensamentos confusos.

Chega, aquele era o ponto final.

Tomado por um impulso irrefreável, Ben agarrou o braço esquerdo de Johnny, levando-o para fora do salão principal, seguindo para algum lugar mais sossegado, e sem tanta gente que servisse de testemunha caso ele perdesse a cabeça e tentasse jogar o moleque pela janela.

— Chega de frases sem sentido e de sair me deixando confuso com tudo o que você disse.

— Eu te deixo confuso?

Ben não havia soltado Johnny nem mesmo quando enclausurados pelas paredes metálicas que compunham o elevador. Soltando-o apenas para arrumar seus fios que encobriam parcialmente sua vista.

— Não me respondeu, grandão. — o olhar estava diferente, com uma leve pitada de expectativa, e Ben havia reparado em tal detalhe. Também havia reparado a aproximação sutil de Johnny, tal como a forma acelerada que sua respiração havia adquirido.

Afastou-se um passo para cada que Johnny havia dado em sua direção. Estava louco, agarrar o rapaz daquela maneira e basicamente jogá-lo no elevador. Aonde ele iria com aquilo?

— Você é sempre caladão, e isso me deixa curioso. Porque eu acho que você pensa muito antes de falar. Queria ver você soltar o verbo pelo menos uma vez. — não havia mais para onde Ben andar, ficando com as costas fixas à parede do elevador, com Johnny a seu encalço.

Estavam presos naquele elevador, pelo menos até chegar à cobertura.

— Você disse que as mulheres não sabem que você mente. Como tem certeza? — aquela havia sido a única pergunta que Ben fora capaz de pensar no momento.

— Bom, se elas tivessem notado minhas mentiras, saberiam que no fundo eu estou pensando em outra pessoa. Nem consigo gravar o nome delas.

— Então você é um canalha que está tentando esquecer uma mulher, se deixando levar pelos braços de outras?

— Nunca disse que estou tentando esquecer, e muito menos que é uma mulher. Mas, se não posso ter aquilo que realmente quero… — as palavras haviam sumido no ar. Johnny podia sentir as lufadas de ar que Ben soltava pesadamente pelos lábios, como se evitasse inalar o cheiro do perfume do loiro. — O que foi, estou invadindo seu espaço pessoal? — havia sido uma pergunta retórica, afinal, ainda há pouco Ben havia feito o mesmo puxando-o para aquele elevador.

— Não acha que está um pouco quente?

— Quanto mais quente melhor, não acha?

Agora Ben começava a entender o que Johnny estava dizendo, não apenas naquela festa, mas sempre que se encontravam, cada esbarrão proposital, cada sorriso seguido por uma piscadela. Coisas que ele jurava que era apenas implicâncias sem qualquer outro tipo de mensagem. Johnny estava mesmo dando em cima dele de forma tão descarada o tempo todo e ele era cego demais no próprio desejo para poder enxergar?

Quando as portas do elevador se abriram, Johnny seguiu para fora, rumando para a enorme janela da cobertura, olhando a vista quase vertiginosa.

Ben nada pôde fazer, além de seguir o mais novo.

— Acho que a convivência contínua com o Reed, te deixou cego para as coisas que acontecem à sua volta, grandão. Não saberia que alguém está te dando mole, nem se a pessoa entrasse em combustão na sua frente.

Ele esperou, na verdade, eles esperaram. Johnny esperou para que Ben tomasse alguma iniciativa, e Ben Grimm esperou que o loiro se explicasse.

Johnny não sabia mais como deixar claro o que queria, apenas uma última tentativa. Levou as mãos até a barra de sua camisa, levantando-a lentamente, até que estivesse fora de seu corpo, jogada ao chão de forma automática.

— Vou precisar pegar fogo pra você entender?

Ben estava se perguntando como ele sabia. Como aquele moleque poderia saber que ele o desejava? Ele escondia isso muito bem. Não?

— Então é isso o que você realmente quer?

Os passos foram quase milimetricamente calculados, seriam se não fosse Ben ali. Ele não agia de forma controlada até os mínimos detalhes. Ele parou apenas para ter a certeza de que era mesmo aquilo que estava prestes a fazer, a acontecer.

— Disse que te ajudaria com a cura para o mau humor crônico. E essa á a maneira que eu sei pra ajudar.

Nada mais precisaria ser dito entre eles. Não naquele momento. Não quando os corpos utilizavam de outra forma de linguagem.

Johnny não esperou que Ben tomasse a iniciativa, quebrando a distância remanescente, selando seus lábios ao do maior. Sentido-se envolto pelos braços fortes de Ben, acomodando seus braços nos ombros largos do mais velho. As línguas bailavam e buscavam dominar. Num último passo, Ben conseguiu prender Johnny contra a janela, pouco se importando com a bela vista que dali poderia ter. Estava perdido demais nas sensações que o jovem estava lhe dando, oferecendo-se de corpo e o que mais pudesse naquele momento.

As pernas do loiro já circulavam a cintura de Ben, a pele quente e macia o fazia imaginar cada vez mais atos obscenos. Atos que Johnny parecia querer, como se seu corpo queimasse em desejo.

Os beijos estendiam-se pelo pescoço de Ben, descendo lentamente como se buscasse torturá-lo com a espera. Johnny aproveitou-se do apoio dado pela janela colada em suas costas, liberando suas mãos para despir Ben daquela peça que já o incomodava, impedindo-o de prosseguir com a trilha de beijos.

Não era tão fácil quanto ele havia pensado. As tentativas eram inúteis e aquilo o frustrava.

— Tira essa camisa antes que eu acabe rasgando ela! — por fim, dando-se por vencido, exprimiu seus sentimentos.

— Aguenta firme.

Ben conseguia sentir o corpo de Johnny prensando-se contra o seu, podia sentir a firmeza de suas coxas, assim como as outras partes do corpo do loiro. Certificando-se de que ele não cairia, soltou-o por tempo o suficiente para se livrar da camisa sem estampa.

— Muito melhor. — não havia como não dizer em voz alta, e Johnny até negaria depois, caso Ben comentasse algo. Mas naquele momento ele estava agradecido pela ajuda, afinal, a visão que se sucedeu fora de lhe dar água na boca.

Os beijos retornaram, repletos de desejo e um leve toque de selvageria. Mostrando que a vontade de ambos estava em seu ápice. Obrigando-os a deixarem as coisas ainda mais quentes quando Ben caminhou com Johnny em seu colo até um aparador de madeira polida, colocando-o sentado ali.

Pressa.

Aquela simples palavra descrevia os atos de ambos, buscando despirem-se o quanto antes, como se competissem entre eles para ver quem ficaria nu primeiro.

Sapatos jogados de qualquer maneira pelo chão, meias, calças, cuecas. Estavam numa pilha torta de roupas.

— Tem uma coisinha pra você no bolso da minha calça. Era pra ter pego antes, mas estava com pressa pra ficar pelado na sua frente. — mais uma vez aquela pose de galã, com os braços abertos, como se fosse um presente para Ben vê-lo daquele jeito.

Ben pegou a calça, tateou pelos bolsos até achar no dianteiro esquerdo, uma embalagem unitária, retirando-a do bolso.

— Não trouxe nada pra você. — ele estava prestes a abrir a embalagem, mas o loiro o interrompeu, tomando posse do preservativo ainda protegido pela embalagem.

Johnny queria aquilo há tempos, e embora gostasse, e muito, da ideia de um sexo casual, uma rapidinha… não era o que queria, não sem antes experimentar tudo o que havia imaginado uma ou vinte vezes.

Abaixou-se quase em câmera lenta, beijando o torso de Ben, fazendo-o arrepiar, não apenas com os toques, mas com a premissa do que estava por vir.

A descida fora lenta, mas os demais atos passavam longe de qualquer delicadeza. Era rápido, como se a cada sucção, fosse tirar de Ben algo mais que gemidos não muito bem contidos. Ele tentava reprimir, fosse mordendo os lábios, ou até mesmo o dorso de sua mão livre, afinal, a outra ocupava-se em agarrar os fios loiros de Johnny.

Pronto, estava parcialmente saciado de seus desejos, faltava apenas a cereja do bolo. Sentir bem acometer-se em seu interior, até que não fosse capaz de pensar em mais nada.

Levantou-se na mesma velocidade que havia descido, beijando e tocando cada parte possível do corpo musculoso de Ben. Não precisavam falar, não trocaram palavras, mas trocaram olhares. Estavam cúmplices nos atos e ações. Sabiam o que fazer, e sabiam o que queriam.

Ben selou os lábios ao de Johnny, guiando-os para perto do aparador, novamente. O beijo fora interrompido, mas o loiro sugou o lábio inferior do maior, mordiscando ao final do beijo. Girando seu corpo, pondo-se de costas para Ben, curvando-se levemente para se apoiar no aparador de madeira polida que havia próximo à enorme janela da cobertura.

O reflexo de Ben era observado atentamente por Johnny. O loiro o viu abrir a embalagem unitária, viu o maior desenrolá-la em seu membro, e curiosamente o viu abaixar. Sumindo de seu campo de vista.

— BEN! — ele teria chamado de forma muito mais contida, mas Ben Grimm havia surpreendido-o com um ato que definitivamente Johnny Storm não esperava naquela noite.

— O quê? — as mãos dele estavam espalmadas na pele alva que compunha as nádegas de Johnny, e o ar que rompia por seus lábios eram sentidos no íntimo do loiro, que estava quase debruçado num móvel, com as pernas abertas a mercê das vontades do mais alto.

— Nada… con-continua.

E ele continuou.

Johnny não sabia se segurava-se no aparador para não cair, se gemia, ou se buscava palavras para tentar fazer Ben cessar com os movimentos de sua língua. Estava perdido demais no frenesi de sensações para reagir a qualquer coisa. Estava entregue demais para pedir que ele parasse.

Ben sabia que o loiro estava totalmente entregue, afinal, gemia por seu nome despudoradamente, e ver Johnny daquela maneira o fazia bem. Sentir-se desejado da mesma forma que desejava, o fazia bem. Cessou os movimentos, levantando-se, querendo saciar também os seu desejos.

Levou dois dedos até os lábios do loiro, colocando-os lentamente no interior da cavidade oral, sentindo a habilidosa língua de Johnny banhar a extensão de seus dedos com a saliva. Lubrificando-os o suficiente para ajudar na penetração.

Um dedo, dois dedos, e investidas contidas, porém firmes. Indo cada vez mais rápido, preparando-o para algo mais satisfatório para ambos.

— Ben, é muito legal da sua parte todo esse preparo e tudo mais. Só que eu não estou mais aguentando. Dá pra você…

Não teve tempo de concluir sua frase, talvez nem mesmo qualquer pensamento que viesse depois.

Ben havia acometido-se naquele interior quente, sentindo-se acolhido e expulso pelos músculos de Johnny que buscavam se acostumar com a invasão abrupta.

— Porra, Ben!

Não era reclamação, e Ben sabia.

Se o vidro que compunha a janela não fosse altamente resistente, eles já o teriam quebrado, dado às repetidas vezes que o aparador chocava-se contra o vidro. Sendo empurrado pelos corpos de ambos que movimentavam-se num ritmo frenético. As estocadas nada sutis, acertavam uma parte sensível no interior de Johnny, fazendo-o quase urrar de prazer, o que obrigava Ben a ir cada vez mais rápido, algumas vezes disrítmico, mas sempre intenso.

Estavam suados, as respirações anelantes e os batimentos cardíacos estavam arrítmicos. As pernas de ambos davam sinal de cansaço, mas as estocadas permaneciam firmes e fortes, chegando a ecoarem pelo recinto pouco mobiliado.

A destra de Ben seguia um caminho que Johnny ansiava, seu membro negligenciado, fazendo-o vítima de uma masturbação tão destoante quando a atual penetração. A canhota ocupava-se em agarrar os fios loiros, puxando-os para trás, trazendo o corpo de Johnny para colar-se ao seu, numa última e precisa estocada. Liberando-se enquanto ainda masturbava Johnny, que gemia obscenidades nunca antes imaginadas por Ben.

— Então, era isso mesmo o que você queria?

— Digamos que hoje eu não vou procurar isso em outros braços.

Ben se afastou, apenas o suficiente para que Johnny virasse, encarando-o.

E o louro o beijou. Ainda repleto de desejo, mas talvez com uma pitada de carinho. Não iria admitir, nenhum dos dois iria. Não naquela noite.

— Melhor se vestir, mas sabe… espero que consiga explicar para todos, porque você está sem camisa. — ele correu, pegou as roupas no chão, entrou no elevador, e acenou com a camisa de Ben na mão. Estaria ferrado depois, mas valeria a pena.



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