I Wanna Be Forever Young (in Hollywood)
10 Subiu um calor agora...
Notas iniciais
POV Thalia
Misery Business tocando. Paramore... hora de acordar.
Mas peraí... meu alarme toca Know Your Enemy do Green Day. Como assim? Alguém tá mexendo no meu celular e eu odeio que façam isso.
Abri os olhos lentamente, vendo um teto bem alto, todo escuro. O quê? Eu não to no hotel? Terminei de abrir os olhos e tentei me espreguiçar, mas os braços não mexiam. Abaixei minha cabeça e eu não estava deitada, nem na minha cama, muito menos num lugar confortável. Eu estava sentada numa cadeira, amarrada por... cordas de aço? Nossa, será que alguém acha que eu vou virar o Hulk? Por favor né... E pra completar, eu estava sem roupa. Só de calcinha e sutiã. Mas o quê? Mano, como assim? Que porra é essa?
Olhei e vi a Drew em minha frente, mexendo no meu celular.
– Larga! – tentei me levantar, em vão. A cadeira estava presa no chão – Larga meu celular agora!
– Me obrigue!
Tentei me levantar novamente e ela começou a rir.
– Barangaaa... – murmurei pra mim mesma
– O que você disse? – ela perguntou baforando na minha cara
– Ai que bafo! – fiz careta – Olha, se você não ouviu, não vou me dar ao trabalho de repetir. Agora larga o meu celular!
– Tudo bem. – ela jogou o iPhone no chão – Isso é do século passado e só tem música idiota, não me interessa.
– Vaca! – gritei – Como se funk fosse muuuito melhor. Nem se compara ao rock. Assim como você não se compara a mim. Mesmo usando minhas roupas.
Sim, ela estava usando as minhas roupas. Pelo menos tentando, até porque nessa loira oxigenada a única coisa que combina são as roupinhas de piriguete dela.
– Cala essa boca. – disse Drew “se admirando” – Ficou muito melhor em mim!
Ri alto. Mas gargalhei mesmo.
– Você não tem estilo, não tem corpo, não tem bunda, não tem perna, não tem peito e se acha uma modelo de Paris. Se você rouba esses seus trapos, que não podem nem serem chamados de roupa, no lixão da mãe Lucinda, minha querida, a culpa não é minha.
HAHA’ 10 a 0 pra mim!
Drew me deu um tapa na cara.
– Cala essa boca, GAROTA! – ela gritou
Nossa, até parece que eu ia deixar barato. Como minhas pernas estavam soltas, empurrei-a na barriga, com muita força. A piriguete gemeu de dor.
– Bate de novo! – exigi – Se você realmente acha que eu tenho medo de uma vagabunda de quinta, está muito, mas muito enganada.
Ah! 100 a 0!!
– Você vai ver, sua puta! – e veio pra cima de novo, pronta pra me dar um soco, mas o celular dela começou a tocar
– Ain, desliga essa merda! Que música ridícula, velho! – eu pedi, querendo estar com as mãos livres para tampar meus ouvidos
Puta música de drogado!
– Cala a boca, vadia! – ela gritou atendendo – Alô?... O que você quer, Britney?
Britney? Nome de puta, deve ser da família da Drew.
– BRITNEY, SEJA LÁ QUEM VOCÊ FOR, SOCORRO! A DREW ME SEQUESTROU! CHAMA A POLÍCIA. E O MANICÔMIO TAMBÉM, PORQUE ESSA GAROTA TEM SÉRIOS PROBLEMAS MENTAIS! – gritei super alto
– PILHA! – Drew chamou brava
Um cara gigante apareceu e colocou um pano na minha boca, me impedindo de falar.
Drew se afastou um pouco, discutindo com a tal de Britney no celular.
Fiquei me debatendo, mordendo o pano e batendo o pé no chão com toda força, fazendo eco naquele galpão enorme, escuro e sujo.
– Ei! – o grandão lá tinha a voz tão, mais tão grossa que até me assustou – Acho melhor você ficar quietinha. Não quero te machucar, mas tenho que obedecer às ordens da dona Drew.
Fiz sinal pra ele tirar o pano da minha boca.
– Não vai gritar? – ele perguntou
Assenti com a cabeça e pilha tirou o pano
– Me tira daqui, me ajuda cara! – eu implorei
– Não posso. – ele disse abaixando a cabeça
– Por quê?
– Porque... – ele foi interrompido pela vadia:
– Coloca o pano na boca dela de novo! – Drew gritou – Anda, seu imprestável! Me obedeça ou vou ser obrigada a falar com o meu pai...
– Perdão dona Drew. – Pilha colocou o pano novamente na minha boca
Tentava falar, mas os únicos sons que eu emitia pareciam de homens das cavernas.
– Amarre os pés delas! – ordenou Drew
Pilha veio até mim novamente e amarrou meus pés na cadeira. Não tentei nada, pois ele era minha única chance de sair dali.
– Nós vamos sair. – ela continuou me olhando com cara de nojo – E pra isso, a gorila primata aí vai ter que calar a boca. Só que do jeito mais difícil.
Drew começou a me bater e minha expressão era de ódio. Não podia fazer nada, estava amarrada. Ela me bateu muito, muito mesmo. Socos, chutes, pontapés, tapas. Até que ela empurrou a cadeira, me fazendo bater com a cabeça no chão. Não senti mais nada.
POV Lorrayny
Senti algo em cima de mim, praticamente me esmagando. Abri os olhos e vi quem? Harry!
– Ei! – disse ainda meio sonolenta – Sai de cima, curly!
– Hum... – ele começou a babar
– Harold Edward Styles, sai de cima de mim e para de babar! – gritei
– Ah! – ele disse abrindo o olho e me abraçando – Quem é?
– Lorrayny! – respondi
Ele não me soltou e levantou o rosto. Como estava com a cabeça na minha barriga e como eu estava deitada, ele olhou direto pros meus peitos.
– Nossa, que visão linda. – ele disse cínico – Podia ser assim todo dia, né?!
– Eu vou te matar, garoto! – comecei a bater nele – Seu cara de pau!
– Pára, pára Lorrayny! Tá doendo! – e se levantou
Fiz o mesmo.
– O que a gente está fazendo aqui mesmo? – ele perguntou com aquela voz rouca, que de manhã é mais sexy e com aqueles olhos verdes cerrados por causa do sol
Eu estava tão hipnotizada que comecei a falar merda:
– Harry eu te am... – acordei – Eu te odeio!
– Também te amo. Agora será que dá pra você responder?
– O quê, garoto?
– O que nós estamos fazendo no meio dessa floresta? – ele continuou
– Nós estamos em busca de um tesouro, você não lembra? – respondi séria
– Que mané tesouro, garota? Pirou?
– Não! Só que a gente está perdido. Temos que achar a Thalia, mas não lembro como chegamos aqui.
Nós olhamos por volta e a floresta era bem aberta, e no meio dela tinha um grande galpão.
– Hanny, lembra, a Thalia está naquele galpão! – ele disse apontando
– Verdade!
– Só que eu quero ir pra casa. Cansei de dar uma de policial.
– Não tem como, Harry! Não temos carro, nem moto, nem GPs, muito menos um mapa. E eu não faço a menor ideia de onde estamos, nem como chegamos aqui. Além de a gente ter de pegar a Thalia...
Ele me interrompeu desesperado:
– Lorrayny, você tá louca? Sua louca! – e começou a andar em círculos – A gente está perdido aqui nesse lugar, nos cafundó de José!...
– O termo correto é “os cafundó onde Judas perdeu as botas!” – o corrigi bem calma
– E o que eu falei? – Harry perguntou obvio
– Você falou José, mas na verdade é Judas.
– José... Judas... é tudo com J.
– Meu Senhor! – disse a mim mesma – Como algum dia eu cheguei a acreditar que essa coisa tinha algo na cabeça? Alias, ele tem né... tem merda.
– O que você disse?
– Nada ué.
– Então para de frescura e arruma um jeito da gente sair daqui.
– Só depois de salvar a Thalia! – respondi brava
– E quem disse que ela quer ser salva?
Fiz uma cara de: “Sério?” e ele gritou emburrado cruzando os braços:
– Ah! Sua chata!
– Ô criançinha, se ficar com fogo na bunda não vai ganhar doce!
– Alguém já te disse que as vezes dá vontade de ti bater?
– Já. – respondi obvia – Você, a Joyce, o Nini, o Lou, o Daddy e o DJ Malik, por quê?
– Porque é verdade!
– Harry... cala a boca! – gritei
– Vem calar.
Esse menino ta me provocando
– Beleza! – respondi e dei um tapa na cara dele
– Ei, não era desse jeito!
– Era como então?
– Assim!
Harry me pegou pela cintura e me beijou. Sem língua, porque ele pode até ser lerdo, mas não é burro. O empurrei.
– Ha-rol-do! Que intimidade é essa, garoto? Não te dei permissão pra sair me beijando assim.
– Vai dizer que não gostou...
– NEM UM POUCO! – respondi brava, tentando parecer verdade – DA PRÓXIMA VEZ VÊ SE PENSA NAS CONSEQUENCIAS, ATÉ PORQUE SE TIVER ALGUMA COISA QUE CORTE AO MEU LADO, VOCÊ VAI SER CASTRADO OK?
– Oh oh oh, take it easy girl!
– TAKE IT EASY NA PUTA QUE PARIU! VOCÊ PARA DE SE ACHAR!
– Lorrayny, eu preciso te falar uma coisa... acho que estou... hum... gostando de...
O interrompi:
– Harry, fica quieto.
Vi o cara grande colocando Thalia, que estava só de calcinha e sutiã, no porta malas de uma Range Rover , estacionada em frente ao galpão e logo depois entrando no galpão de novo.
– Vem. – eu disse puxando Harry pelo braço
– Não! – ele sussurrou – Isso não vai dar certo, Lorrayny. Para de se achar uma agente do FBI!
– Shiu! – coloquei o dedo em frente a boca e continuamos andando
Fomos até a Range Rover e eu fiz as minhas maracutaias, desligando o alarme e abrindo a porta de trás, porque o porta malas só abria com a chave.
– Como. Você. Fez. isso? – Harry perguntou pausadamente e boquiaberto
– Foi assim que me criaram... – e dei uma piscadinha –...Houston, Texas, baby!
– Nossa, vai ô Beyoncé da vida!
– Who Run The World? – perguntei rindo
Ele riu de volta.
– Thalia? – perguntei me levatando e olhando o porta malas enorme que aquela Range Rover tinha – Thalia, cadê você?
Localizei-a no fundo desacordada e toda ensanguentada.
– Thalia! Meu Deus, o que fizeram com você? — tentei pular o banco e ir até lá, mas Harry não deixou
– Drew e o grandão estão vindo. Se esconde! – ele disse me puxando pra debaixo do banco.
Drew sentou no banco do motorista e o grandão, que eu descobri que chama Pilha, foi no banco do passageiro.
O caminho durou muito. Praticamente umas duas horas e meia. Eles conversaram tanto e algumas vezes pude ouvir o nome de Thalia e do pessoal, mas não entendi muita coisa, pois eles conversavam em russo. Pelo menos parecia russo.
Chegamos num lugar bem afastado. Levantei minha cabeça de leve e vi uma casa P-E-R-F-E-I-T-A no meio da floresta.
O Pilha saiu do carro e pegou Thalia no porta malas, enquanto Drew ia direto pra entrada da casa. Algum tempo depois resolvi sair.
– Vem Harry! – o peguei pelo braço e fui saindo de fininho, com o Haroldo se debatendo
Nós entramos na casa bem devagarzinho. Vi a sala de estar... e meu Senhor Pai Do Céu! Que era aquilo? Ouvi passos e me escondi atrás do sofá. Original né?
POV Luke
– Annabeth, pelo amor de Deus, chame a policia! – gritava desesperado
– Não vai adiantar nada, Luke! – ela tentava me acalmar – Eles só procuram alguém depois de 24 horas de desaparecimento. E não fazem nem 12 que a Thalia, a Lorrayny e o Harry sumiram.
– Mas a gente tem que fazer alguma coisa!
Estava em estado de choque. Thalia disse que só ia pegar mais bebidas e não voltou até agora. Eu e o pessoal procuramos por TODA, T-O-D-A Los Angeles e nem sinal da morena, nem da Hanny, nem do Harry. Eles não iam nos deixar sem noticias, aliás, eles não podiam estar conscientes em lugar nenhum, ao menos que tivessem sido sequestrados e por mais que isso seja ruim, é a única hipótese.
Ficamos todos na cobertura da One Direction. Os garotos da banda estavam no andar de cima, espalhando fotos da Thalia pelo twitter e fazendo twitcans pedindo pra galera nos dar alguma informação dos três. As meninas tentavam me acalmar, dizendo que eles sabem se defender e que nada de ruim havia acontecido, mesmo eu sabendo que elas só falavam isso para me tranquilizar mesmo, até porque Thalia, Lorrayny e Harry podem até ser loucos, mas não ao ponto de fazer isso com os amigos deles de propósito. E os meninos estavam andando por aí, perguntando na rua se as pessoas haviam visto uma roqueira de temperamento forte, uma jovem atriz ruiva e o cantor da 1D de cabelo estranho. Hades estava puto da vida com todo mundo porque havíamos faltado na gravação e o Simon Cowell tava dando cria porque não ia ter show do One Direction de noite, imagine as fãs...
– Luke, fique calmo. – disse Bella – Daqui a pouco Thalia aparece aqui do nada, dizendo que só foi comprar um All Star, ou uma bota, ou algo do Green Day.
– Não, Bella. – respondi afundando minha cara nas mãos – Pra que porra ela ia sair de madrugada, direto da balada, sem ao menos me avisar? Ela foi sequestrada e não está bem, eu tenho certeza.
– Não há essa possibilidade, Luke! – continuou Silena, acariciando meu cabelo, assim como Nina, Bella e Annabeth – O hotel é super seguro. Não teria como alguém sair daqui, carregando uma garota esperneando, ou desacordada. Os seguranças iriam desconfiar, concorda?
– Tá, mas esse povo quando quer alguma coisa faz de tudo para conseguir e alguém rico subornaria os seguranças super fácil.
– Luke, pare de pensar essa coisas agora! – ordenou Nina – Não aconteceu nada. Thalia está bem e toda essa algazarra que a gente está fazendo não servirá pra nada, porque Thalia, louca do jeito que é, aparece aqui daqui a pouco tirando uma com a cara de todo mundo.
Fiquei quieto, mas ainda pensando em tudo que a minha morena podia estar passando.
4 horas depois...
[...]
[...]
[...]
[...]
[...]
Agora já fazem oficialmente 15 horas que os três sumiram. Já é hora do almoço e nada deles aparecerem, nem nenhuma noticia deles chegou até nós. Não conseguia comer, porque não sabia se Thalia estava comendo ou estava com fome. Não conseguia dormir, pois não sabia se Thalia estava dormindo ou estava com sono. A única coisa que eu fazia, era perguntar à Annabeth se faltava muito para irmos na policia. Nenhuma possibilidade (a não ser de seqüestro) vinham em minha cabeça e minha vontade de contar ao Zeus que a filha tinha desaparecido começou a aumentar. Quem sabe ele sendo trilhonário não consegue achá-la? Já que a policia não pode fazer nada antes de 24 horas, talvez Zeus consiga.
– Annabeth, liga pro...
Fui interrompido por Louis desesperado, que desceu as escadas pulando cinco degraus, ao invés de um:
– Estava pensando com meu cérebro... – avá –... e cheguei a conclusão de que esse desaparecimento tem haver com a Drew e com a Thalia tê-la chamado de puta, vadia, biscate e piranha.
Dei um pulo do sofá.
– LOUIS, VOCÊ É UM GÊNIO! – dissemos em uníssono
– Oshi, agora que vocês descobriram isso? – ele perguntou convencido – É lógico que sou um gênio.
– Eu to indo na policia e eles vão ter que achar essa vagabunda filha duma puta da Drew. Ou vão ter que se ver com Hades e com Zeus. – saí correndo e logo percebi que vieram todos atrás
POV Thalia
Ô caramba! Dormir, acordar, dormir, acordar... Que merda! Isso cansa, sabia?!
Espera.... ai minha cabeça, ai minha barriga, ai minha perna, ai minha cara, ai meu corpo! Credo, tá tudo doendo, velho.
Fui tentando abrir os olhos, mas quanto mais tentava, mais doía. Quando finalmente consegui essa proeza, um quarto TOTALMENTE ROSA invadiu meu campo de visão
Eu estava deitada numa cama de Barbie. Afff!
– Ah! – gritei – Socorro! Que pesadelo é esse?
Tudo doeu mais ainda
– Alguém me tira daqui, pelamor do Green Day!
Uma garota entrou fazendo careta
– Odeio esse quarto. – ela disse vindo até mim
– Ah, que ótimo. – respondi – Então me tira daqui, porque estou tendo uma overdose de pink.
Ela riu
– Como você está se sentindo? – perguntou olhando minha cabeça
– Uma merda. Tá tudo doendo! Mas me tira desse quarto de Barbie, que pra uma punk, é tortura.
– Punk? Tu é das minhas.
Me virei para olhá-la e realmente a garota tinha estilo (http://www.polyvore.com/seleys/set?id=59495026#stream_box).
– Como é seu nome? – perguntei desconfiada – Qual sua relação de parentesco com a Drew e de quem é esse quarto ridículo?
– Sou a Ashley. Mas pelo BVB, não me chame assim nunca! Aff nome de puta. Prefiro Ash, sabe, me lembra o Slash...
– Ele é muito foda mesmo...
– Bem, respondendo suas outras perguntas: sou irmã da puta vadia da Drew, infelizmente e esse quarto é da minha outra irmã, a Peyton.
– O quê? – perguntei fazendo todos os músculos do meu corpo doerem – Tá brincando que a Drew é sua irmã né?
– Pior que não. E ela é minha gêmea ainda por cima...
– Oshi, quantos anos tu tem, garota?
– Vinte.
WHAT THE FUCK?
– Não. – continuei – A Drew não tem vinte anos. Não mesmo. Dou no mínimo uns sessenta e quatro.
Ela gargalhou
– Nossa, sem dúvida. Tanto botox que ao invés de ficar bonita, piorou o que já era feio.
– Falando na praga... cadê ela? – perguntei
– Graças a Deus não tá em casa. Provavelmente está em um dos puteiros que ela frequenta. – Ash respondeu – E vamos sair desse quarto que essa frescura de patricinha já está me contaminando.
– Me ajuda. – pedi estendendo o braço
Ela pegou e me puxou. Fomos até seu quarto, que era muito a minha cara
– Senta ali...
– Thalia. – ajudei-a
– Senta ali, Thalia. – ela apontou pra cama e eu fui até lá
Ash foi ao seu closet e começou a escolher uma roupa.
– Seu quarto é muito perfeito. – eu disse admirando o ambiente
– É sim. O quarto foi feito totalmente pra mim. Os móveis rústicos e a lareira dão um ambiente mais antigo, mais legal.
– Realmente... – concordei
– Pode ser essa? – ela trouxe uma roupa simples, mas confortável praquele frio daquela casa no meio da floresta
– Pode sim. – peguei a roupa e me troquei
Enquanto prendia meu cabelo, Ash foi fazendo curativos nos machucados pelo meu rosto
– Quero sair daqui. – disse brava – Me ajuda.
– Não posso, Thalia. – ela se levantou e foi guardar a caixa de curativos no banheiro – É praticamente impossível te tirar daqui.
– Oshi, por quê?
– Porque a casa está completamente cercada por seguranças igual ao Pilha que você conheceu e eles só obedecem meu pai. E são ordens restritas do meu pai, a pedido da vadia da Drew, que você fique presa aqui.
– E agora? Fudeu!
– Literalmente.
– Vocês tem um sotaque russo. Por quê?
– Somos russos sim. Meu pai é um mafioso.
– Mas a máfia não é...
– Italiana? – ela perguntou, me fazendo assentir com a cabeça – Não, Thalia. Há máfia em todo lugar do planeta.
– Legal.
– Muito mesmo. Principalmente as armas deles. Você não tem noção. Ah, e meu pai tem uns capangas muito gatos também.
Eu comecei a rir.
– Pena... tenho namorado. – disse fazendo bico
– Sério? Não acredito. Que pena...
– Né... – concordei
Uma garota (http://www.polyvore.com/seleys/set?id=59526890#stream_box) entrou correndo:
– Ash! Ash! Cadê aquela menina que estava no meu... – e olhou pra mim – Ah, você está melhor? – perguntou vindo e se sentando ao meu lado
– Sim, sim. – respondi olhando-a e fazendo careta
Pense numa Barbie...
– Ela é a Peyton. – disse Ash – A do quarto pink. E como dá pra você perceber, rosa é a cor preferida dela.
– O que pra uma roqueira... — comecei
–... é estranho. – continuou Ash – Mas mesmo sendo paty, ela é legal.
– Não, tudo bem. – respondi – Desde que ela me ajude a sair daqui...
Outra garota (http://www.polyvore.com/seleys/set?id=59522549#stream_box) entrou, me interrompendo:
– Ash, cadê a Pey... – e viu Peyton sentada na cama – Ah, está aqui.
– Mais uma menina? – perguntei incrédula – Caramba!
– Você está bem? – ela perguntou, vindo até mim e se ajoelhando
– Um pouco melhor, só quero sair daqui, porque se vocês não sabem, estou sequestrada!
– Acalme-se...
– Thalia!
– Acalme-se Thalia. – a garota que acabara de entrar disse – Nós vamos dar um jeito.
– Bem, essa é a Kimberly, mas conhecida como Kim. – explicou Ash – Outra doidona, mas bem legal. E minha terceira irmã.
– Nossa, sua mãe e seu pai são bem... – pensei em uma palavra coerente com o momento -... ativos, hein?!
As três riram
– Sou adotada. – disse Kim – Eu, Peyton, Pietra e Hannah somos adotadas.
– Sim. – concordou Ash – Eu e Drew somos gêmeas, infelizmente, e as outras quatro são adotadas. Mas ainda tem meus outros quatro irmãos, três também adotados.
– Pelo amor de Deus! – disse não acreditando em tanta gente – E cadê o resto do povo?
Algo de vidro quebrou, fazendo um eco em toda a casa.
– Você vai conhecer agora. – disseram as três
Descemos tranquilamente a escada, e eu comecei a ouvir vozes alteradas vindo acho que da sala. Sim, era uma sala. Enorme e L-I-N-D-A . Havia três garotos e uma garota discutindo e eu imagino que eles quebraram um vaso, porque no chão tinha um monte de cacos de vidro, com água e flores envolta.
– ME DÁ O INGRESSO AGORA! – gritava uma garota loira http://www.polyvore.com/21/set?id=59031886#stream_box
– ME DÁ O CELULAR! – um garoto também loiro gritou de volta
– Primeiro o ingresso. – ela disse negociando – One Direction é muito mais importante que esse celularzinho.
– Vai logo e para de frescura, Hannalla!
– Hannalla é a sua bunda, Milton.
– Não. Minha bunda tem classe. E é Tom, não Milton.
– E eu sou Hannah ok?
Peyton se intrometeu:
– Nossa gente, pára com isso. Nós somos pessoas decentes e não macacos primatas.
– Cala a boca patricinha! – os dois gritaram em uníssono e voltaram a discutir
Peyton se fingiu de ofendida e saiu rebolando, de nariz empinado. Kim foi logo atrás.
– SE VOCÊ NÃO ME DER OS MEUS INGRESSOS PRA PISTA VIP DO SHOW DO MEU MARIDO EU VOU TE MA...
O garoto interrompeu:
– Marido? Só porque você deu um anelzinho pro tal de Niall e ele te deu uma pulseirinha, tu acha que é quem? A gostosona do gueto?
– Você está falando com a própria, meu amor!
Comecei a rir descontroladamente. Os quatro olharam pra mim:
– Quem é essa louca? – perguntaram em uníssono
Parei de rir do nada.
– Thalia. Muito prazer. – fui até cada um e apertei a mão deles, enquanto os quatro me olhavam espantados – Só fiz isso pra ver se vocês paravam de discutir, que temos assuntos muito mais sérios para tratar.
Eles arregalaram os olhos de um jeito, que vocês não têm noção. Só dava eu e Ash gargalhando.
– Nossa, quem chamou essa gata e nem me avisou? – ouvi uma voz bonita pra caralho e parei de rir
Vi um cara que acabara de entrar na sala, secando o cabelo com a toalha e só de sunga.
– Deus, será que eu morri e não percebi? – disse a mim mesma – Estou tendo uma visão do paraíso. Queque isso?
Todos começaram a rir da minha cara.
Ash chegou mais perto e murmurou:
– Falei que os capangas do meu pai eram uns gatos?
– Uhum. – concordei – Mas que barriguinha é essa?
– Gostoso né?
– Gostoso, mas dá pro gasto.
– E o seu namorado, Thalia?
Não deu nem tempo de responder, porque o garoto que acabara de entrar veio até mim e deu um beijo demorado em minha mão. Rolou olho no olho e tudo...
– Muito prazer, Alexandre Striquer. Ou Alex.
– Thalia. – disse me recompondo – Ou Thalia Grace.
Ele riu e foi tentar fazer os irmãos pararem de brigar, que eu percebi um pouco depois que voltaram com picuinha.
– Ash, será que dá pra você me levar em algum lugar que tenha água gelada? – perguntei na maior cara de pau – É que subiu um calor agora...
– Como é o nome do seu namorado mesmo?
– Luke, por quê?
– Luke!! – ela disse me provocando – Preciso ter uma conversinha com vocêêê...
Notas finais
ME PERDOEM?
Na boa, foi dificil, mas eu consegui postar....
Bem, qualquer coisa: reviews tá?
Beijos, abraços, mordidas e suco de uva.
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