I Still Love You
1 Manhã
Notas iniciais
Domingo de manhã o dia estava ensolarado, o sol brilhava com toda sua força e Callie ainda estava deitada em sua cama, seus cabelos bagunçados em cima do travesseiro, o lençol de seda cobria metade de seu corpo nu, deixando estrategicamente sua costa descoberta, era a visão dos deuses, pensou Emma, que sorte a minha ter a mulher mais linda deitada em minha cama. Emma caminha cuidadosamente em direção da cama, fazendo o mínimo possível de barulho, ela queria apreciar aquela obra de arte por mais alguns minutos. A janela entreaberta deixava com que o sol entrasse cuidadosamente no quarto, alguns feixes de luz tocavam tão delicadamente a pele morena de Callie que pareciam estar-lhe acariciando. Seus cabelos expostos aquela luz mudavam de cor, uma hora pretos outrora castanhos. Emma nunca se cansava de admirar sua amada. E repetia freqüentemente a quão sortuda era por ter lhe encontrado. — Acorde meu amor— Emma sussurra em seu ouvido e ao mesmo tempo fazia caricias em sua costa ainda desnuda. – Acorde meu bem, vamos perder o passeio de barco, acorde — Emma dá-lhe um beijo no rosto e vai até a janela, abrindo-a por completo acordando Callie. – Huuumruum, quem mandou ligar o sol? Alguém desliga, por favor— Resmunga Callie, que pega um dos travesseiros e joga em Emma e outro para cobrir o rosto do sol. – Callie pelo amor de Deus, levanta estamos atrasadas e a culpa é sua que tem preguiça dominical.— Callie levanta, deixando o lençol que lhe cobria cair, fazendo assim com que seu corpo nu fique amostra, seu corpo completamente nu. Emma a observa, dá um sorriso maldoso e caminha em direção a Callie beijando seus lábios e em seguida descendo para seu pescoço, voltando para seus lábios, seus rostos de separam – Acho que não iremos ao passeio de barco não é?— Emma pergunta segurando o rosto de Callie. Callie sorrir e responde que não com a cabeça. E naquela manhã de domingo ensolarada elas fazem amor.
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O despertador toca compulsivamente o que seria uma pequena sinfonia, já passara das dez da manhã, roupas espalhadas pelo chão do quarto, a cama ainda desarrumada, Regina chega em casa com duas sacolas da padaria, havia saído para comprar o café da manhã, entra no quarto a procura de Arizona e não há encontra, vai até o banheiro ela também não está lá, na cozinha, na sala, ela procura por toda a casa e na há encontra – Não, de novo não, ela não foi lá. — Pensou Regina em voz alta, então Regina segue em direção a um quarto que havia ao lado do seu, no final do corredor, parada de frente a porta azul do quarto, ela reluta contra a vontade de não adentrar aquele cômodo, segura firme na maçaneta da porta azul, e a gira vagarosamente, como se ao abrir aquela porta uma bomba fosse explodir. Entrando no quarto, encontra Arizona sentada em uma cadeira de balanço em frente a uma janela, o vento que entrava dela fazia com que as cortinas dançassem uma valsa melancólica e muito triste, Regina se aproxima e com um toque suave no ombro de Arizona a desperta do que seria um pequeno transe, a cena era triste demais de se ver, — Vamos, eu comprei o café da manhã, você não deveria ter vindo para cá, você sabe o que este lugar faz a você— Regina fala enquanto tenta levantar Arizona daquela cadeira a puxando pelas mãos, cuidadosamente e lentamente Regina consegue tirar Arizona dali, antes de sair definitivamente daquele cômodo Regina dá uma ultima olhada, o berço azul marinho, os ursinhos de pelúcia, o tapete no formato de barco, os quadros pendurados, o cavalinho de madeira encostado no canto da parede junto ao guarda roupa, tudo ali lhe trazia saudades de alguém, porém se recusava a sentir sua falta, havia colocado em sua mente de que tinha que ser forte pelas duas, fechou a porta do quarto enquanto o fazia deixou que uma lágrima escorresse.
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— Callie esqueci de lhe dizer, mas a sua secretária ligou e disse que a reunião em Washington, D.C. havia sido adiantada para terça-feira, alguma coisa em relação aos acionistas e blá blá blá essas coisas que eu me recuso a entender, não sei como você consegue— Callie olha para Emma e ri, ela adorava esse humor matinal – Ela disse a que horas seria a reunião na terça?— Callie pergunta não conseguindo conter o riso, nossa como ela adorava esse desinteresse de Emma pelos negócios, isso a tornava mais interessante, que tipo de pessoa despreocupada com a vida e com tudo não se interessaria pelos negócios da família? A final a empresa era dela também. – Não lembro, algo entre ás 8:00 da manhã, ou seria ás 10:00? Não sei Callie, ligue de volta e pergunte. Estava mais preocupada em terminar o meu portfólio, faltam apenas cinco fotografias e eu não faço idéia de como tirá-las estou perdendo a inspiração, você poderia cancelar essa reunião e me ajudar com a inspiração— Emma olha maliciosamente para Callie, mordendo os lábios e chupando um pouco de pasta de amendoim que havia ficado em seu dedo – hein, o que acha?.
— Desculpe meu amor, por mais tentador e incrivelmente sexy que seja o seu pedido eu não posso cancelar a reunião, ela já foi adiada uma vez e essa reunião com os acionista é muito importante.— Callie levanta da mesa, segue em direção a Emma lhe dá um beijo na testa – Vou ligar para Laura, preciso ter certeza do horário do vôo, já que você é péssima em dar recados. – E segue em direção ao seu escritório.
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— Não gosto de lhe ver assim, depois do que houve conosco sinto que além de uma pessoa, perdi duas, Arizona, por favor, você não pode continuar assim— Regina tenta pegar na mão de Arizona, porém, a mesma retira a mão antes que Regina a alcançasse, diante aquele movimento de recusa Regina acomoda-se em sua cadeira e continua a tomar seu café da manhã em silêncio. – O que você espera que eu faça? Que eu esqueça o que aconteceu? Que eu esqueça ele? Assim como você esqueceu?— Arizona não conseguindo conter-se chora desesperadamente deixando suas lágrimas caírem em seu café, Regina levanta vai em sua direção a levanta da cadeira e lhe dar um abraço apertado e chora junto com ela – Não, eu não o esqueci e nem mesmo se eu quisesse poderei esquecê-lo, ele era, —uma pausa para conter o choro e recuperar o fôlego- ele é o nosso menino, nós o perdemos, mas eu também não posso perder você, você é única coisa boa que me restou, eu não posso lhe perder — Regina enxuga algumas lágrimas que ainda insistem aparecer no rosto de Arizona – Lembrei que você está devendo uma visita aos seus pais, isso iria lhe fazer bem, você sempre diz que estar em casa é como abrir a porta para a felicidade entrar, você deveria ir visitar seus pais, você deveria ir meu bem. – Um abraço bem apertado, daqueles que se perde o ar, elas ficaram assim por um tempo, Arizona se acalmou e ficou ali parada nos braços de Regina ouvindo seu coração bater. O mundo poderia acabar agora, neste exato momento, mas tudo o que ela queria era apenas ficar ali, naquele abraço confortável ouvindo o coração de Regina bater ao menos ritmo que o seu, ela não desejou mais nada. – Uma ótima idéia— Arizona respondeu.
A vida é uma caixa de surpresas, disso não temos dúvida alguma. Mas se por algo você soubesse qual surpresa a vida lhe traria, você abriria ou não essa caixa? Você entraria nesse abismo e se permitiria cair em algo desconhecido? Permitira-se experimentar algo que ninguém nunca sentiu? Arizona naquela manhã sentiu algo assim, ela queria desesperadamente sair dali, daquela casa, fugir para um lugar onde se sentisse segura, onde seria apenas ela e somente ela, um lugar onde apenas as batidas do seu coração e sua respiração fossem ouvidas. Ela já tinha seu lugar seguro, nos braços de Regina, mas ali ela já estava acostumada, precisava sentir algo novo, uma sensação nunca antes sentida, pensava Arizona enquanto arrumava suas malas para viajar, havia decidido ir visitar seus pais em Washington, D.C. talvez ali encontrasse outro refúgio.
“Regina meu bem você viu onde coloquei meu tênis?” Não o encontro, já olhei em todos os cômodos e não acho— Regina entra no quarto fica parada na porta e encontra uma cena engraçada, Arizona enfiada debaixo da cama gritando por Regina a procura de seu tênis. Regina gargalha tão alto que assusta a loira e a faz bater a cabeça na cama, Arizona sai debaixo da cama segurando o que seria seu tênis e com a outra massageava o lugar onde havia batido na cama, as duas se entreolham e riem, riem alto como se aquilo fosse realmente algo muito engraçado, depois de alguns segundos rindo as duas param para tomar fôlego, um olhar sereno de Regina é recebido com afeto por Arizona e em uni som, quase que ensaiado as duas soltam um EU TE AMO.
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“Emma querida, terei que ir a Washington, a reunião foi remarcada para amanhã de manhã e eu não posso faltar.” — A notícia não fora muito bem recebida, Emma havia planejado um final de semana para as duas, para que tivessem um tempo juntas, agora que Callie vivia viajando de um lado para o outro e não tinha mais tempo para ela, para a relação delas. Emma sabia que a empresa é importante para Callie, pois era herança e ela fazia de tudo para cuidar bem daquilo que lhe foi passado, mas Callie cuidava tanto de algo material que se esquecia do espiritual, esquecia-se de viver e às vezes Emma chegava a achar que também era esquecida – “Meu bem você viu meu passaporte, não estou encontrando, eu juro que o coloquei nessa gaveta, Emma você poderia, por favor, vir aqui e me ajudar, eu tenho que ir agora ou irei perder o voo”. Emma entra no quarto, abre a primeira gaveta do armário e tira de dentro o passaporte de Callie, lhe entrega com certa brutalidade fazendo com que Callie percebesse a sua insatisfação, e rapidamente sai do quarto. Emma é seguida do quarto até a sala, Callie não iria viajar e deixar aquele “clima no ar” senta-se ao lado de Emma lhe dá um beijo na face esquerda e sussurra um EU TE AMO em seu ouvido fazendo sua pele ficar ouriçada, Callie pega impulso para se levantar do sofá quando Emma a puxa pelo braço fazendo que Callie caísse com força sobre o mesmo e lhe entrega um beijo carregado de raiva e paixão. Ali elas fizeram as pazes.
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No relógio marcava três horas da tarde e nada de Regina aparecer. Arizona iria mata-la se ela perdesse o voo. Não muito distante dali Callie e Emma já dentro do carro indo em direção ao aeroporto.
Compulsivamente Arizona toca a buzina do carro até que Regina aparece correndo e entra no carro — “Você vai me fazer perde esse voo Regina “- resmunga Arizona e falando com as mãos, Regina adorava o modo como ela sacolejava a mão sempre que estava irritada — Desculpe, não achava minha bolsa — Regina dá a partida no carro e vai rumo ao aeroporto.
Ultima chama para o voo 845 rumo a Washington, D.C., ultima chama para o voo 84... “Boa viagem meu amor, quando chegar me telefone ficarei aguardando sua ligação” Emma dá um beijo de despedida e Callie embarca.
“Cadeira número cinco, cadeira número cinco, nossa como odeio sentar na frente, cadei ...” Callie vai perdendo a fala, sua mão começa a suar e a tremer, esfrega os olhos para ter certeza do que seus olhos viam, quando mais se aproximava de sua cadeira mais suas mãos suavam e tremiam, chegando em seu acento, ela ainda perplexa não acreditava no que via. Cabelos tão dourados como ouro, uma pele tão branca que cintilava no sol, ela ainda podia sentir a maciez daquela pele, tomando então coragem e fôlego, pois o havia perdido no momento em que havia visto Arizona sentada na cadeira ao lado da sua –“ Arizona? ”- Callie pergunta e instantaneamente a loira tira sua visão da janela e fixa seu olhar na pessoa que acabara de lhe mencionar, obtendo a mesma reação de Callie, ela não acreditava em que via, sabia que o que havia sentido de manhã não era em vão – “Callie, já faz anos” .
Depois de ter deixado Arizona no aeroporto Regina agora caminhava tranquilamente no bosque, sentindo o vento que vinha das árvores beijar-lhe o rosto e o cheiro agradável de vinha das roseiras deixavam sua pele arrepiada, nossa como ela adorava passear naquele bosque, tantas lembranças, tanta alegria aquele cheiro de rosas lhe proporcionava, caminhando despercebida, com olhos fechados e braços abertos esbarra em alguém— “Perdão, mil descul ... Emma? ”- Esbarrara em Emma, que por coincidência do destino fazia o mesmo que ela, andava de braços abertos sentindo o perfume das rosas, se fosse mesmo o destino então teria as mesmas lembranças que Regina, de quando iam ao bosque, sentavam-se em um banco e ficavam sentindo o doce perfume das rosas. “Lembrava de você.” Diz Emma.
Notas finais
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