I Said Goodbye

1 Goodbye Mommy


Notas iniciais
Minha primeira Deathfic, espero ter conseguido me expressar bem :D

Dei o último gole.

Já era o fim da terceira garrafa de Bourbon. Olhei para o ambiente, um bar com paredes exageradamente vermelhas, pessoas por todos os lados, a sétima banda fajuta de rock cantando num palco improvisado.

O lugar cheirava à cigarros e vômito. As paredes eram limbosas e o ar pesado devido à fumaça. Levantei e fui andando calmamente pela grande multidão que se espremia pelo pequeno espaço, pulando, gritando, dançando ao som da música barata. De 5 em 5 minutos o vocalista acabava uma música e antes de começar outra, ingeria mais um pouco de um pó branco que ficava sobre a caixa de som.

Fui ao banheiro, rastejando pelas pessoas enfurecidas e loucas.
\"O inferno são ou outros.\" — Era o que dizia na porta de uma cabine no banheiro masculino.
Escolhi a cabine aparentemente menos suja. Sentei no vaso fechado e senti uma leve tontura me passando pela cabeça, minhas mãos já tremiam de novo... Eu não aguentava mais isso.

Suspirei fundo. Apanhei uma seringa suja do bolso inferior da calça. Meus bolsos estavam lotados de utensílios. Era só mais um dia.
Preparei a seringa e penetrei rápidamente no braço, usando dessa vez uma dose mais forte. Uma dose talvez 4 vezes mais forte do que costumava usar.

A música mexia as portas das outras cabines e o som abafado quase não chegava ao banheiro, na última cabine, onde eu estava.
Até as paredes suavam.

Injetei toda a droga dentro de mim, senti queimar.
Meus músculos enrijeciam, como sempre, só que dessa vez mais intensamente.
Senti meu braço pesado, duro.

E tudo começou a rodar, não parava, não parava...
O banheiro logo foi para fora do bar, logo foi para minha casa, minha mãe, ali, deitada no sofá, onde a havia deixado. Chorando, bêbada.
A cabine de banheiro ia passando por muitos momentos, que eu esqueceria. Que acabariam logo, junto comigo.

Me senti mais longe, olhei para baixo e vi meu corpo, inútil. Caído. Na cabine suja de um banheiro sufocante. Uma seringa suja enfiada estranhamente bem no meio de meu braço.

Eu me sentia bem, estava mais leve agora. Havia acabado tudo, todo o sofrimento, toda a dor, a angústia.
Era o único jeito, o único jeito de acabar com tudo, o único jeito... acabar com o causador de tudo isso: Eu.

Ao lado do corpo sem vida, um bilhete. Escrito com caneta borrada e letras tremidas. Um papel sujo e molhado de suor.
Era apenas pedacinho de papel amassado, que continha mais significado que muitos livros estúpidos, palavras que jamais foram ditas. Constrangia e dava um calafrio em quem quer que ousasse ler...

\"Adeus mamãe. Me desculpe... \"

Notas finais
Comentem... :)