Notas iniciais
Maaaais um

Mary e Sebastian voltaram pra dentro de casa. Rose estava sentada no sofá, vendo desenho.

Seb foi para o quarto com Mary.

Deitaram na cama. Ela esta quieta, pensativa.

Sebastian odiava Samuel com todas as forças. Queria matá-lo.

Mary achava que Sebastian tinha algo a ver com a separação dela e Samuel. Mas ele tinha dito que não sabia... estava confusa.

Sentiu algo diferente quando viu Samuel. Queria voltar no tempo e ter continuado com ele. Não sabia o porque, mas estava diferente com Sebastian.

Se afastou alguns centímetros do marido.

Sebastian percebeu ela se afastar. Tinha certeza, que as coisas em casa, iam mudar.

Seu casamento e sua vida com Mary não ia mais ser um mar de rosas.

Sebastian — por que você tá se afastando de mim? Eu não fiz nada, mary.

Mary — eu sei...

Sebastian — então por que você....?

Mary — amor... me diz uma coisa... — sentou na cama —

Sebastian — o que?

Mary — você não sabia mesmo que eu estava namorando com o Samuel?

Sebastian — claro que não Mary!

Mary — jura?

Sebastian — sim! por que você está perguntando isso? você acha que eu tenho alguma coisa à ver com o que houve entre vocês? é isso? que eu armei pra você pegar ele com outra?!

Ela meneou a cabeça positivamente. Sabia que o marido ficaria nervoso. Logo tratou de amenizar a raiva que ele sentia. Sentou em cima de Sebastian e deu-lhe um beijo.

Mary — calma meu amor. Eu só... eu não quero pensar.

Sebastian — você duvidou de mim. Isso nunca aconteceu entre nós.

Mary — pára com isso, Sebastian. Se você está dizendo que não foi você, tudo bem. Confio em você.

Sebastian — tá bom então... mas me dá mais um beijo.

Mary — claro... — sorriu e beijou-o novamente. —

Sebastian — Mary, não duvida mais... por favor. Eu não gosto quando você duvida de mim. Eu não fiz nada pra separar vocês. Te amava, e ainda amo. Muito. Mas não seria capaz de fazer uma coisa dessa.

Mary- eu sei meu amor... me desculpa.

Sebastian — tudo bem... Agora, não é possível que ele tenha vindo morar aqui, na sorte. Ele sabia que você estava aqui.

Mary — deixa isso pra lá, meu amor... Nada que ele fizer, vai me separar de você. Temos uma boa vida, uma filha linda... eu sou muito feliz. Você me faz feliz.

Sebastian sentou na cama e a olhou com ternura. Acariciou o rosto macio dela. Era bom saber que a fazia feliz. Era o que mais queria na vida. Seu maior objetivo. Mary estremeceu com seus carinhos. Sorriu.

Sebastian — é tão relaxante, saber que eu te faço feliz...

Mary — desde o primeiro momento em que se declarou pra mim... você me faz a mulher mais feliz desse mundo!

A felicidade dentro de Sebastian cresceu. Não conseguiu segurar. Beijou-a urgentemente.

Sebastian — eu te amo tanto, minha pequena...

Ela sorriu. Adorava ouvi-lo dizer que a amava.

Sebastian — mas tenho que confessar uma coisa...

Mary — o que?

Sebastian — com o Samuel aqui... eu me sinto ameaçado.

Mary — como assim? eu não estou te entendendo..

Sebastian — nossa vida não vai mais ser a mesma....

Mary — aff... isso é coisa da sua cabeça.

Sebastian — é bom que seja..

Samuel, após colocar tudo pra dentro da nova casa, sentou no chão com Daniel. Os dois sujos, suados, e com os corpos doloridos, totalmente cansados.

Samuel — Daniel... você não tem noção do problema que vai dar a gente morar aqui.

Daniel — ué, por que? você que gostou daqui...

Samuel — o problema está no vizinho. Não no lugar.

Daniel — você já se engraçou com a mulher do vizinho?! — zombou —

Samuel — claro que não idiota. O vizinho não é ninguém mais, ninguém menos, que Sebastian Bach.

Daniel — e daí? pelo menos não é a Mary.

Samuel — aí é que você se engana.

Daniel — hã?

Samuel — aquele filho duma puta, casou com ela.

Daniel — como você sabe?

Samuel — eu vi ela hoje. E ele também, infelizmente.

Daniel — to sem comentários.

Samuel — e mais, eles tem uma filha.

Daniel — o que?! — estava boquiaberto —

Samuel — é isso aí. Ele estragou minha menina.

Daniel — bom... agora... você já pode desistir amigo.

Samuel — eu não. nem brincando.

Daniel — Samuel... olha lá... Não vai arrumar confusão.

Samuel — eu? confusão? nada a ver...

Daniel — HAHA — riu — Samuel MacGuin é parente da confusão. e sinônimo também.

Samuel — pra você.

Daniel — ah, cala a boca.. Quero saber o que você vai fazer daqui pra frente.

Samuel — nada... — olhou para o lado, com um pequeno sorriso no rosto -

Daniel — nada? até parece. — debochou — te conheço.

Samuel — conhece nada não. Agora... vamo tratar de arrumar as coisas. — disse, levantando e puxando a mão do amigo —

Daniel — ah não... to cansado...

Samuel — vamo logo...

Samuel já tinha um plano em mente. Mas demoraria para colocá-lo em prática. Convenceu Daniel à arrumar a casa. Não queria deixar nada para o próximo dia.