Notas iniciais
Heey, esta é a minha segunda fic.Queria agradecer a Laura por ter feito esta linda capa e a Laís por ter me dado uns toques.Well,espero que gostem.

Era noite. Barnabas estava deitado ao lado de Jossete. Não conseguia dormir. Por algum motivo, não conseguia. Encarava o vazio a sua frente. Muitas coisas haviam acontecido desde que Barnabas tornou Victoria vampira. Eles estavam reconstruindo a mansão devido ao incêndio ocorrido. Também estavam reformando a fábrica.

Mas havia algo diferente, o clima da casa não era o mesmo. Barnabas sentia falta de algo, na verdade, alguém. Foi então que caiu a ficha. Ele – e todos na casa, sentiam falta da antiga psiquiatra. Julia Hoffman. Mas porque, logo agora Barnabas estava pensando nela? Logo agora que estava sendo feliz ao lado de sua doce Jossete. Julia Hoffman era apenas uma traidora, só queria o sangue dele para se tornar imortal, para ficar eternamente bonita.

Não que ela precisasse ficar mais bonita. Ela era linda. De fato, a mulher mais bela que Barnabas já vira em sua existência. Mas bonita que sua doce Jossete. De modo algum ele poderia comparar Jossete à Julia. A ruiva era melhor em todos os aspectos.

O jeito de Julia era provocante e o de Jossete, meigo. Os cabelos de Julia davam vida a casa e os de Jossete nem tinham cor. E o perfume de Julia, nenhum aroma poderia ser comparado ao perfume dela. Era um aroma maravilhoso, o melhor que Barnabas já sentira. Tinha que admitir, ele se perdia quando a doutora entrava na sala de jantar e sentia falta do aroma quando ela saia da sala.

Então uma pergunta invadiu seus pensamentos.

Porque ele a matou?

Porque ela tinha mentido, traído sua confiança. Mas ela o amava. Não amava? Toda mulher que o amava, morria. Foi o que Angelique disse. Mas ele não devia acreditar na palavra da bruxa. Não devia ter matado Julia. Pe4nsou na possibilidade dela ter sobrevivido. Eles talvez pudessem ficar juntos.

Era apenas um desejo oculto dele, pois sabia que se ela voltasse – o que ele achava ser impossível iria querer vingança, ela o odiaria.

A essa altura, Barnabas já tinha saído do quarto e agora caminhava em direção ao antigo consultório. Entrou. Não haviam mudado nada, ainda tinham esperança que a doutora voltasse. Estava tudo como antes. Julia passava a maior parte do dia no consultório então, aquele lugar tinha o aroma dela. Aquele lugar era perfeito, agora entendia porque a ruiva passava tanto tempo lá.

Ele se entristeceu. A casa não era a mesma sem Julia, a vida não era a mesma. Nada mais tinha graça. Por um momento pensou em como seria sua vida se ele não tivesse matado-a. Seria melhor. Tudo seria melhor. Eles poderiam ficar juntos.

Arrependimento. Era a única emoção que conseguia sentir agora. Logo arrependimento, a força mais destrutiva do universo. De fato, Barnabas já tinha desenvolvido algum sentimento pela ruiva antes de mata- lá. Ele havia gostado de ver o brilho nos olhos dela e um lindo sorriso brotar de seu rosto quando disse que ela tinha um sorriso lindo.

Ele preferiu ficar o resto da noite no consultório. Tentou descansar, mas não conseguia para de pensar no assunto. Barnabas se arrependia de ter matado Julia, mas conseguia se arrepender mais ainda do fato de nunca ter falado a ela sobre seus sentimentos. Mas o que, estaria levando ele a ter aqueles pensamentos? Amor? Ele não conseguia dizer. Queria ter a chance de consertar tudo. Não era possível. A menos que ela – por um milagre ainda estivesse viva.

Mas ele tinha que se contentar com os cabelos sem vida, o perfume enjoativo e o jeito muito meigo de sua namorada. A única coisa que queria ter era Julia. Ele adoraria ver os cabelos cor de fogo dela novamente, sentir seu cheiro, faze — lá sorrir.

Já havia amanhecido. Voltou ao quarto antes que Jossete sentisse sua falta. Tinha que tentar esquecer afinal, Julia não voltaria.

Notas finais
Reviews me deixam feliz. Enfim, é isso. Até a próxima.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!