Notas iniciais
Perdão por qualquer erro de digitação e aproveitem ^^ Tradução do capítulo: Formatura

Assim que abro a porta de casa, sinto meu rosto em um completo e tenebroso incêndio com a visão que tenho à minha frente: nada mais, nada menos do que Rebby e seu suposto namorado — Sam — nus, suados, ofegantes e boquiabertos me encarando do sofá.

— Oh, meu Deus, Natasha! – Rebby empurra Sam para longe enquanto puxa sua camisa para se cobrir. — Não olhe!

— Ér... desculpe, eu... eu não espero entrar em casa e me deparar com tal cena! – eu me viro para fechar a porta e continuo de costas até ela me autorizar.

— Pensei que fosse dormir com Steve! – Rebby me faz revirar os olhos e virar de frente para ela. — Ainda não!

— Desculpe! – devolvo o grito na mesma intensidade e volto a ficar de costas para ela e Sam, que se apressa em vestir a calça jeans. — Olha, eu fui apenas jantar com o Steve, mas isso não quer dizer que eu tenha que dormir com ele.

— Até parece, Natasha! – Rebby puxa meu braço e me encara com a respiração ofegante e os cabelos ainda grudados ao rosto. — Vocês brigaram?

— Não.

Rebby parece entender o recado quando eu desvio o olhar para Sam, pois cruza os braços e suspira como se estivesse pensando em algo para chutá-lo para fora de casa.

— Ahn... baby, acho melhor encerrarmos nossa noite por hoje. Nós nos vemos amanhã.

— Bom, eu...

— A verdade é que já está tarde e eu tenho que acordar cedo.

— Certo. Eu já vou indo. – Sam caminha até nós e aponta para sua camisa, que está vestida em Rebby. — Ahn, eu...

— Ah, certo, certo. – diz ela. — Natasha, passa o sobretudo. – jogo os braços para trás e entrego a peça de roupa a ela. — Obrigada!

Rebecca é rápida em ficar nua da cintura para cima antes de vestir meu casaco. Sam e eu trocamos olhares tímidos um com o outro diante do momento nada recatado de Rebby.

— Obrigado, gata! – Sam pega sua camisa e a veste. — Bom... sinto muito que... tenhamos nos conhecido assim.

— É, eu sei. – acabo rindo de todo o cenário. — Sou Natasha. Natasha Romanoff.

Samuel Wilson, mas pode ser só "Sam". – ele aperta minha mão.

— Certo. E eu... quer dizer, você pode me chamar só de "Nat". Ou Natasha. Você escolhe.

— Okay. – ele sorri mais uma vez e solta sua mão. — Vou indo, Rebby. Até amanhã.

— Tchau.

Rebby inclina seu rosto para que Sam lhe dê um rápido beijo, porém ela parece ser tão surpreendida quanto eu quando ele a debruça para a esquerda e lhe dá um beijo de cinema.

Desvio meu olhar para baixo pensando sobre o porquê de Steve não fazer tais coisas românticas comigo. Mas, menina, ele tem sido muito doce e carinhoso. Eu sei, Little Red. Mas ainda assim quer me controlar e castigar. Que tipo de carinho é esse?

— Wow! – Rebby exclama sem ar enquanto se põe de pé corretamente. — Que beijo!

— Você mereceu, querida. – Sam pisca enquanto abre a porta atrás de si. — Até mais, Nat!

— Tchau, Sam! – aceno brevemente antes de ele soprar mais um beijo para Rebby, que sorri e finge o "pegar" com a mão. — Nossa! – exclamo assim que Sam bate a porta. — Vocês são muito melosos! Pelo visto fizeram as pazes, né?

— Simmmm, ele me ligou logo depois que saí do banho. – Rebby comemora vibrante. — Mas fique sabendo que você está me devendo um último orgasmo.

— Eu? Último? Mas quantas vezes vocês...

— Umas... oito, mas nós estávamos prestes...

— Foi uma pergunta retórica, Rebecca!

— Não importa. Você que está nervosinha porque não deu hoje. – Rebby cerra seus olhos e se atira no sofá.

— Ei! Olha a vulgaridade! – pego uma almofada do chão e jogo nela. — E foi apenas um jantar. Terminamos de comer e Steve me trouxe para casa. Só isso.

— Verdade?

— É! Por que não seria?

— Natasha?

— Sim?

— Olhe para mim.

— Não posso.

— E por que não?

— Porque estou catando as almofadas que você e seu namoradinho jogaram no chão com a... atividade que estavam fazendo! – solto uma risada involuntária ouvindo Rebby fazer o mesmo.

— Deixa isso para lá. – ela me puxa pela mão e me faz sentar ao seu lado. — O que houve?

— Como assim? – ergo os ombros para Rebby torcendo para que ela desista.

— Aconteceu alguma coisa e você não quis dizer na frente do Sam. Okay, eu entendo. Afinal, ele é amigo de Steve e, mesmo que não fosse, não tem motivos para ficar falando sobre sua vida pessoal na frente de um estranho.

— Rebby, não...

— Mas pode falar para mim. Sou sua melhor amiga e quero o seu bem, quero poder te ajudar, Nat.

Não posso evitar de lhe soltar um triste — porém compreensível sorriso — ao ouvir suas doces e acolhedoras palavras. Rebby é uma boa amiga, aliás, minha melhor amiga. Eu realmente não tenho como esconder nada dela.

Mas você deve! Assinou dois documentos declarando e afirmando manter silêncio sobre os gostos singulares de Steve, menina! Fique quieta!

— Ahn... Rebby, Steve... ér... Steve e eu tivemos uma discussão, mas não foi por isso que vim dormir em casa. Eu já estava para vir.

— Você já estava para vir? Mesmo?

— Sim.

— Ah, Natasha, qual é? Acha mesmo que vou acreditar nisso?

— Bom, você deveria. – ela bufa e revira os olhos com minha resposta.

— Natasha, eu não sei o que aconteceu, mas por mais que possa parecer estranho e frio, também parece que Steve gosta de você. – Rebby se levanta ajeitando o sobretudo em seu corpo. — Às vezes as pessoas não gostam de nós como esperamos ou como queremos, mas isso não quer dizer que elas não gostem.

Minha amiga termina sua frase e segue para o quarto antes de me olhar rapidamente sobre o ombro e fechar a porta. Fico sozinha na sala ainda repensando sua fala em minha cabeça.

⚫⚫⚫

Finalmente o dia de minha formatura chega!

Depois do jantar com Steve, não conversei mais com ele. Trocamos algumas mensagens pelo telefone sobre algumas pesquisas que ele me dissera para fazer sobre submissão, mas fora isso não conversamos sobre mais nada. Depois do jantar de quarta, eu deveria ter passado a quinta com ele e pegado todo o final de semana. Mas, diferente do que eu esperava, Steve mesmo me disse para não ir vê-lo. Estranhei seu pedido, mas decidi não insistir, pois também não queria vê-lo.

Apesar de termos nos evitado durante esses dias, sei que isso não será prolongado. Sei o que estou prestes a enfrentar e sei que Steve já deixou bem claro como as coisas serão. Mas eu ainda me assusto.

Dentro de todas as exigências e punições, eu me sinto usada como um objeto. Não é o bastante passeios e jantares. Eu quero mais, eu preciso de mais.

— Natasha, vem logo! É o dia da nossa formatura, não acredito que vamos chegar atrasadas!

— Já estou indo! – grito de volta para Rebecca antes de correr para fora do quarto, o que faz com que eu tropece na mesinha da sala e caia no chão.

— Ah, Natasha! Puta merda! – Rebby me ajuda a levantar. — Será que você não consegue dar dois passos sem cair?

— Vou tentar. – suspiro enquanto esfrego meu joelho. — Minha mãe ligou?

— Só de manhã. Ela já deve estar lá na faculdade, Nat, assim como todo mundo. Vamos logo enquanto parou de nevar!

— Okay, okay. – fico de frente para o espelho e arrumo meus fios ruivos. — E meu pai também, né?

— Eu já disse: todo mundo, Natasha! Inclusive o Steve! Vamos logo, por favor?

— Tá, tá. – pego a bolsa e a passo em volta dos ombros.

▪️▪️▪️

— Gente, gente!

Rebby e eu sorrimos vendo Gwen correr até nós toda saltitante e alegre.

— Oi, Gwen! – eu a abraço na mesma intensidade de seu sorriso. — E aí? Preparada?

— Não! Já fiz xixi cinco vezes e achei que fosse vomitar dez! – ela pressiona seu ventre. — O que será que eu tinha bebido quando decidi aceitar ser a oradora? Será que eu estava chapada?

— Não fique. Você vai arrasar! – Rebby pisca para ela. — Cadê os outros?

— Peter está com a tia May e Miguel deve estar com os pais. – Gwen responde. — Ah, Nat! Sua mãe está procurando por você.

— Está? E cadê ela?

— Lá dentro. Vem comigo!

Seguro na mão de Gwen e a sinto me puxar para frente cruzando os portões da faculdade com Rebby ao nosso alcance.

Enquanto vamos passando por diversas pessoas sorridentes — tanto alunos quanto familiares — tento achar Steve, mas não consigo. E não porque há gente na frente, mas sim porque simplesmente não o encontro em lugar algum.

— Nat!

— Mãe! – solto a mão de Gwen e corro até mamãe.

— Oi, meu amor. Como você está?

— Bem, mãe. – respondo não querendo soltá-la. — E você?

— Também, querida. – os braços de mamãe se afastam antes de suas mãos acariciarem meu rosto.

— Cadê a Hazel?

— Está com Robert. Seu pai já deve estar...

— Natasha!

— Pai! – solto as mãos de mamãe corro até meu pai.

— Oi, princesa. Nossa! Você está tão linda! – ele me encara com um sorriso emocionado. — Não acredito que cresceu tão rápido!

— É, nem eu. – mamãe comenta com lágrimas nos olhos.

— Mãe, para...

— Oh, Natasha! – mamãe me puxa para mais um abraço. — Querida, você sempre será meu bebê.

— Mãe! – resmungo ouvindo risadas atrás de mim. — Mãe, para, para. Por favor. – consigo me soltar de seu caloroso e apertado abraço e vejo Rebby e Gwen rindo. — Mãe, para de chorar...

— Natasha, eu te amo. Sabe disso, não sabe?

— Claro que eu sei, mãe! – afago seu ombro para acalmá-la. — Você também sabe, né, pai?

— Claro, claro! Kathleen, por favor. Ela está se formando, não está morrendo.

— Pai! – olho ao meu redor e avisto Rebby e Gwen ainda às gargalhadas. — O tio Nik veio?

— Ele disse que tentaria sair cedo do trabalho, princesa. Acredito que venha.

— Tá, mas...

— Nat, deixa eu te dar mais um abraço?

— Mãe...!

— Vou ligar para ele agora. – papai pega seu celular.

— Okay, eu... vou sair daqui, mamãe vai acabar me matando.

— Filha, aonde você vai?

— Para longe, mãe! – respondo já me afastando.

— Nat!

Procuro a dona da voz com um enorme sorriso no rosto, que acaba aumentando luminosamente ao encontrá-la.

— Hazel!

Não preciso correr até ela, pois a mesma vem até mim sorrindo felizmente.

— Nat, Nat! É hoje que você fica adulta, né? – ela me faz rir enquanto eu a abraço.

— Adulta eu já sou, Hazel. – encaro seus olhos castanhos e admiráveis. — Estou me formando em Psicologia para que possa trabalhar nessa área, mas eu já sou adulta.

— Ah, tá, então... quando você ficou adulta?

— Quando eu amadureci. Hazel, você vai entender quando crescer. Não se preocupe com isso agora. Entenda uma coisa.

— O que é, Nat?

Eu me abaixo até ficar à altura de seus olhos, para que assim possa falar atenta e diretamente a ela.

— Prometa que irá aproveitar o quanto puder sua infância! Não tenha pressa para crescer. Olha, você tem a vida toda para ser adulta, tem até morrer. Mas a infância? Acaba. Acaba e não se pode recuperar.

— Então eu...

— Aproveite esta fase. Poderá ser adulta pelo resto de sua vida, mas a infância é só agora. Entende?

— Sim. – ela sorri. — Eu amo ser criança!

— Sim, eu sei. – eu a abraço novamente. — Eu também amava... – murmuro perdida em minhas lembranças saudosistas.

▪️▪️▪️

Bom... olá! – a voz de Gwen soa no microfone. — Boa tarde a todos nós que estamos aqui hoje, tanto para alunos quanto para familiares que sempre nos apoiaram! Sempre nos deram os abraços e incentivos para chegarmos até onde chegamos. Sem vocês, não estaríamos aqui. – ela para por um momento para respirar fundo. — Sei que em toda formatura, sempre tem a função de orador da classe. E nós que a pegamos ficamos nervosos e arrancando os cabelos. – sua fala nos faz rir. — Comigo não está sendo diferente. –nós rimos mais uma vez. — Mas eu não ligo. Eu já tive muitos momentos para ficar realmente nervosa e não será agora que eu ficarei. Não deste jeito. Não me preparando para o que realmente é a vida. – ela sorri docemente. — De todas as escolhas que podemos tomar, nunca desistir será sempre a mais certa de todas! Será aquela que nos dará coragem para sempre seguirmos em frente não importando as circunstâncias. Problemas? Todos temos. Resolvidos? Alguns sim, outros não. Mas, ao invés de pegarmos isso e usarmos contra nós, devemos nos inspirar e servir de exemplo, dando a volta por cima de qualquer dor que possamos chegar a sentir. De qualquer negação que podem nos dar. De qualquer humilhação e queda que possamos ter. Quem cai hoje levanta amanhã. Sempre assim. É assim que é a vida. – Gwen para por um momento, sorrindo mais uma vez com seu doce e brilhante olhar. — O que eu quero ressaltar é que a vida passa rápido demais. Ela não é eterna, galera. — mais um segundo de silêncio se passa, o que nos permite ouvir as fungadas de Gwen. — Desculpem. Estou um pouco emotiva. – ela sorri timidamente para elas. — Okay... vamos lá! – minha amiga respira fundo antes de prosseguir confiante. — Olha, eu sei que todos pensam que somos imortais. Era para ser assim, na verdade. Estamos nos formando! Mas, como nossos anos de colegial e agora de faculdade, o que torna a vida valiosa é não durar para sempre. O que a torna preciosa é que ela termina. Sei disso agora mais que nunca. – afirma com convicção. — Há alguns anos, eu perdi meu pai e pensei que jamais iria suportar a dor que senti. É, está certo. Ela não passa. Nunca. Dói até hoje e doerá para sempre. Mas, com o tempo e apoio de quem nos ama, passamos a aprender a conviver com a dor, vendo que não é tão insuportável quanto aparenta ser nos primeiros dias. – algumas lágrimas escapam de seus olhos verdes, fazendo com que eu lhe lance um sorriso que dê forças a ela. — Hoje é um dia especial para podermos nos lembrar que tempo é sorte. Então, não desperdicem tempo vivendo a vida de outro. Faça a sua valer alguma coisa! – incentiva sorrindo abertamente. — Lutem pelo o que acreditam! Seja o que for! Porque, mesmo que tenhamos dúvidas, não tem jeito melhor de viver! É fácil se sentir esperançoso em um lindo dia como hoje, mas haverá dias sombrios à nossa frente. Dias em que nos sentiremos sozinhos, e são nesses dias que precisamos de esperança! Não importa o quão ruim fique ou o quão perdidos iremos nos sentir, vamos prometer, todos juntos, que teremos esperança. Vamos mantê-la viva, gente!Gwen nos faz sorrir novamente. — Temos que ser maiores do que a dor que sofremos. Meu desejo para todos nós é que nos tornemos a esperança. As pessoas precisam disso. E, mesmo se falharmos, não há forma melhor de se viver. Hoje estamos diante de todas as pessoas que nos ajudaram a formar quem nós somos. Eu sei que parece que estamos dizendo "adeus", mas carregaremos cada um de nós em todas as coisas que fizermos, para nos lembrarmos de quem somos e de quem deveríamos ser. Passei ótimos anos com vocês, eu vou sentir muito a falta de todos. – ela sorri enquanto chora novamente. — Jamais me esquecerei de entrar nas salas e avistar cada rosto que me fez sorrir por tantos anos! Passamos pela mesma coisa quando terminamos o colégio e agora o mesmo sentimento nostálgico volta a preencher nossas almas. – Gwen funga. — Mas precisamos ser fortes e confiantes, afirmando para nós mesmos que somos capazes de sorrir e fazer com que o sentimento nostálgico se torne um sentimento saudosista. Foi ótimo conhecer cada um de vocês, muito obrigada por tudo! E parabéns, turma de 2017! – ela para por um momento para segurar as lágrimas. — Conseguimos!!!!

Gwen finaliza seu discurso fazendo com que todos nós nos levantemos para aplaudi-la. Alguns assobiando, outros gritando. Eu me contento em bater palmas e sorrir totalmente emocionada com suas belas e doces palavras.

— Caraca! A Gwen arrasou, né? – Rebby sussurra no meu ouvido. — A menina oradora da minha turma não foi tão bem quanto Gwen!

— É, nem a da minha. – comento. — Mas a Gwen arrasou mesmo! Totalmente! Eu amei!

— Ela está de parabéns! – Miguel arregala os olhos e sorri ao nosso lado. — Eu simplesmente adorei o discurso dela!

— Eu também! – afirma Peter. — Eu amo aquela garota! E vou pedi-la em casamento!

— Como é? – Rebby, Miguel e eu indagamos ao mesmo tempo.

— O que foi, gente? Acha que vai ser muito rápido?

— Ér... não, não, é que...

— Peter, sinto muito, mas ela vai para Oxford, em Londres! – a fala de Rebby quebra a minha. — Acha que ela terá cabeça para responder à sua pergunta? Vocês já se resolveram?

— E se eu fosse com ela? – a sugestão de Peter me faz rir incrédula.

— Você vai com ela, Peter? – ele sorri e assente. — Ma-mas... e a sua... e sua tia May?

— Bom, poderia cuidar dela para mim? – pede com o rosto corado.

— Oh, Peter! Claro que sim! – nós o puxamos para um abraço. — Sentiremos saudades de você, doido! Mas, se estará com Gwen, então pode ir.

— Mas isso não quer dizer que ficará sem nos visitar, hein! – Miguel repreende com o apoio de Rebecca.

— Não, claro que não! – Peter sorri para nós. — Eu amo vocês, gente!

— Nós também, Peter. – digo vendo Gwen surgir atrás de nós. — Gwen!

— Oi! E aí? O que acharam? Meu discurso foi bom?

— Foi perfeito, amor! – Peter a beija rapidamente. — Sinto muito pelo seu pai.

— É, eu sei, mas não sinta tanto. Eu sei que ele assistiu e amou tanto quanto vocês! – responde emocionada. — O que estavam conversando?

— Sobre... ér... ainda... não terem anunciado a chegada de Steve Rogers. – Rebby me faz parar de sorrir e olhar para os lados curiosa.

— É verdade! Pensei que ele seria o primeiro a falar. Até mesmo antes dos oradores. – comenta Gwen também olhando ao redor.

— Ér... com licença, eu... eu preciso dar um telefonema. – pego o celular e me afasto.

Chego a um canto calmo, discando o número de Steve e aguardando por três longas chamadas antes de ouvir sua firme e rouca voz.

Natasha?

— Steve! Oi! Onde você está? Por que ainda não chegou?

Natasha, sinto muito. Sinto muito não ter avisado, eu... eu estou ocupado.

— Quê? Como assim? Você não vem?

Não.

— Quê??? Mas ficou de fazer o discurso de encerramento e entregar os diplomas!

Sim, sim, eu sei. E eu iria, daria tudo para ir, mas não vai dar. Eu lamento.

— Mas o que aconteceu? O que você tem?

Trabalho. – responde rapidamente. — É importante que eu fique, sinto muito.

— Okay... – suspiro sentindo sua falta. — Ér... posso... posso te fazer uma pergunta?

Diga.

— Está bravo comigo por quarta passada?

Sim. – responde após suspirar mais uma vez.

— E é por isso que você não vem?

Não, Natasha! Acha que eu tenho medo de você?

— Não! Eu não disse isso, eu só queria saber...

Olha, eu estou, sim, bravo com você! E, se quer saber se eu quero te castigar, a resposta é "sim" também!

— Sim? Mas eu não fiz nada.

Você foi bem respondona!

— Mas eu estava... eu estava...

Não quero falar sobre isso agora. Conversamos depois. Tenha uma boa formatura!

— Steve...

Até mais.

Notas finais
A frase da Rebecca foi baseada numa frase do personagem Landon Gibson, da série "After", de Anna Todd ^^ Levanta a mão quem se emocionou com o discurso da Gwen! Levanta a mão quem gostou do Peter ir morar com ela, em Londres! Agora, levanta a mão quem acha que Steve está puto! O.o Eeeeeeeeita, melhor pedir pra levantar a mão quem acha que ele NÃO está puto O.o O que acharam do capítulo? Eu peguei o discurso da Gwen, do filme "O Espetacular Homem-Aranha 2 - A ameaça de Electro", e encaixei algumas falas. Gostaram? :3 Quero divulgar uma fanfic ROMANOGERS que é maravilhosa! Estou morrendo com a ideia da história. Leiam! Aqui está --> https://fanfiction.com.br/historia/673253/Inevitavel_atracao/ Please, acompanhem, favoritem, recomendem e comentem! Vocês comentaram no capítulo passado. E, por isso, atualizei hoje. Se querem capítulo novo logo, comentem. Isso estimula :3 Beijocas! Ps: muito obrigada pelos 757 comentários, 167 acompanhamentos, 8 recomendações, 16.692 visualizações e 69 favoritos. Hmmm, safadenhos... ( ͡° ͜ʖ ͡°)