Notas iniciais
Leiam as notas finais, por favor. Tem um aviso pra vocês. Perdão por qualquer erro de digitação e aproveitem ^^

— Você não vai comer? – estranho a sobremesa intocável de Steve sobre seu prato.

— Vou. – responde com suas pupilas dilatadas. — Mas outra coisa.

— Como assim? Não gostou do que pediu? – levo mais uma vez a colher aos lábios, sentindo o pedaço do doce Petit Gateau adentrar por minha boca.

— Não é isso, Srta. Romanoff. Estou apenas ansioso. – responde ao desatar sua gravata.

— Ansioso?

— É. E faminto.

— Sua sobremesa está bem à sua frente. – ergo os ombros e Steve sorri enquanto me encara de modo feroz.

— Concordo plenamente. – ele se levanta da cadeira e puxa a colher de minha mão.

— Steve! – exclamo quando sou virada de lado na cadeira. — O que está fazendo?

— Saboreando minha sobremesa. – suas mãos seguram meu rosto e me puxam para um beijo.

Gemo, surpresa, quando a língua de Steve lambe meus lábios antes de pressioná-los contra os seus. Por impulso, passo os braços por seus ombros e sinto suas mãos descerem por meu tronco.

O aperto que Steve dá em meus seios me faz gemer mais uma vez, o que consequentemente faz com que ele sorria contra meus lábios antes de morder e puxar o inferior.

— Parece que tem alguém animada. – Steve passa os beijos para meu pescoço.

— Steve... – ele chupa e morde minha pele sensível. — Steve, não podemos fazer isso aqui!

— Claro que podemos, Srta. Romanoff.

— Não tem câmeras?

— O ângulo não pega daqui.

— Steve...

— Shhhh. É só você ficar quietinha e não gritar.

— Não gritar? – suas mãos separam ainda mais minhas pernas.

— Espero que se contenta em um único gemido. Ou não. – ele puxa minha calça legging para baixo. — Prepare-se, Srta. Romanoff. – Steve deixa minha calcinha pendurada na ponta do pé.

— Steve...

Ele introduz a língua em minha abertura molhada, o que me faz pender a cabeça para trás e gemer alto.

— Shhhhh... – sussurra antes de me dar um forte chupão em meu clitóris.

Steve separa os meus lábios vaginais com o uso de sua ágil língua. Arfando, movo as mãos para seus cabelos, mexendo e apertando os fios loiros fracamente enquanto me sinto subindo para o abismo mais alto do mundo.

— Você é tão gostosa, Srta. Romanoff. – ele pressiona levemente seus dentes em meu clitóris. — Goze para mim, para que eu sinta mais uma vez o seu gosto. – dois dedos se introduzem em minha entrada junto da movimentação de sua língua e lábios.

Uma queimadura se espalha por minhas costas subindo pela minha nuca, o que me faz transpirar e ofegar ainda mais rápido.

Tento segurar os gemidos e a vontade de gritar, mas está tão gostoso e intenso que acaba se tornando quase impossível não me expressar de forma audível.

— Au! – exclamo após sentir Steve pressionar os dentes em meu clitóris com mais força. — Não faça isso.

— Então não grite. – ele acelera a entrada e saída de seus dedos.

— O-okay... – jogo a cabeça para trás mais uma vez quando me sinto atingir meu mais longo e alucinante ápice.

Mesmo alcançando meu orgasmo, Steve não interrompe os movimentos de sua língua. Ele passeia com a ponta da mesma por meu clitóris chupando-o junto de seus lábios antes de erguer seu rosto para mim. Sua boca é úmida, vermelha e inchada.

— Oh, Deus...! – Steve sorri e beija minhas coxas.

— Você gostou? – seus dentes beliscam minha pele sensível antes de seus lábios acalmarem o local.

— Sim. – acaricio seu rosto. — Obrigada, Sr. Rogers.

— De nada, Srta. Romanoff. – Steve ergue o corpo até seu rosto ficar à altura do meu. — Podemos ir agora?

— Agora? Já?

— O que mais você quer? – Steve sorri contra minha bochecha.

— Eu queria terminar de comer meu Petit Gateau.

— Certo. – ele fica de pé e apanha minha calcinha do chão antes de guardá-la no bolso.

— Steve?

— Sim?

— Por que fez isso? – ele sorri e nega com a cabeça. — Steve! Devolva!

— Irá para casa sem calcinha. Vista sua calça legging. E aconselho a não se abaixar, pois podem acabar percebendo e não quero que vejam algo que é meu.

— Mas, Steve...

— Termine de comer, Srta. Romanoff. – ele me encara atentamente antes de se sentar de volta. — Antes que eu termine.

▪️▪️▪️

— Você está bem? – Steve pergunta após fechar a porta atrás de nós.

— Sim. – garçons passam por nós com bandejas nas mãos. — É que... parece que todos sabem que eu estou sem calcinha! É estranho!

— Natasha. – ele ri. — Não pense nisso. Só eu sei.

Sua mão aperta minha bunda e me faz corar. Tento me afastar, mas Steve me pressiona ainda mais contra seu corpo.

— Steve...!

— Vamos logo. Antes que eu te deite aqui neste chão e arranque suas roupas! – ele segura e minha mão e me puxa, mas me salva de cair assim que meu salto prende no tapete.

— Merda!

— Você está bem?

— Sim, estou. É que esses sapatos...

Antes que eu possa terminar de falar, braços fortes e musculosos me seguram firmemente. Steve me levanta em seu colo enquanto me carrega pelo corredor em direção à saída do restaurante. Tento esconder meu rosto contra seu peito para evitar de rostos das pessoas que nos olham boquiabertas.

— Você é louco! – rio contra seu peito.

— Ainda não viu nada! – Steve brinca comigo ao me impulsionar para cima.

— Oh, meu Deus! Todo mundo está olhando para nós dois! – mais uma risadinha é abafada contra seu terno.

— Parece que é sempre o centro das intenções, Srta. Romanoff. – ele me aperta nos braços mais uma vez. — Nasceu para isso!

Assim que finalmente passamos pelas portas sob os olhares dos funcionários, penso que Steve irá me colocar de pé. Percebo que estou redondamente enganada quando ele continua a me carregar no colo até o carro.

Estamos prestes a entrar após Fury abrir a porta quando escutamos uma feminina e aguda voz atrás de nós.

— Steve!

Ainda corada, olho para seu rosto confuso, que me devolve o mesmo olhar antes de se virar comigo ainda nos braços.

— Steve!

Uma mulher de cabelo loiro escuro e olhos azuis caminha em nossa direção com os braços abertos e um acolhedor sorriso no rosto.

Movo a cabeça e vejo mais duas pessoas saindo de dentro de um carro prata com um motorista alto e loiro segurando a porta.

— Mãe?

Mãe? Oh...!

— Ah! Oi, filho! – ela para à nossa frente.

— Mãe.

Steve me põe no chão para poder receber a doce mulher nos braços. Ela me encara por cima de seu ombro com um olhar curioso.

— O que está fazendo aqui?

— Jantando com o seu pai. – aponta para trás rapidamente. — E trouxemos a Peggy.

Peggy? Quem é Peggy? Calma, menina. Já basta o Steve dando show de ciúme. Não precisamos que faça o mesmo.

Steve e eu acenamos para o homem de cabelos grisalhos que está parado na calçada ao lado de uma linda morena de cabelos longos. O mesmo homem nos acena de volta antes de começar a discutir algo ao telefone enquanto a mulher se aproxima com sensuais e cautelosos passos.

— Quem é esta mocinha?

Nós nos voltamos para a senhora loira dos olhos azuis, que fita a mim e a Steve.

— Mãe, esta é Natasha. Natasha, esta é a minha... mãe. – Steve nos apresenta parecendo estar desconcertado.

— Oi! Muito prazer. Natasha Romanoff.

Sorrio para ela estendendo a mão de maneira amigável e simpática.

— O prazer é todo meu, querida. Eu sou Sarah Rogers, mas mas pode me chamar só de Sarah.

— Certo. E a senhora pode me chamar de "Nat". Ou Natasha. Como preferir.

— Desde que não me chame de senhora. – a mulher ri junto comigo. — Ah! Estava louca para te conhecer pessoalmente! Steve me falou de você, mas ainda não tivemos uma oportunidade para nos vermos.

— É, eu fiquei sabendo. Como vai?

— Bem, minha querida! É um imenso prazer conhecer você! Foi uma pena não ter podido ir passar o Natal conosco.

— Sim, foi. Obrigada pelo convite! Desculpe, estava com a minha família e meu tio de consideração que teve um problema de saúde.

— Oh, não se preocupe, meu bem! E nem se desculpe. Viu só, Steve? Há pessoas que gostam de ficar com a família! – Sarah alfineta fazendo Steve suspirar e se limitar a formar um breve sorriso em seu rosto.

— Sim, mãe, eu sei. Tentarei estar mais presente.

— Assim espero, meu bem.

— Temos que ir, mãe. – ele coça a cabeça parecendo estar nervoso.

— Já?

— Sim. Tenho trabalho para fazer. E Natasha precisa ir para casa.

— Ah, mas eu pensei...

— Olá!

Automaticamente, desmancho meu sorriso e fito a morena abusada que não para de sorrir para nós, especialmente para Steve.

— Peggy! – Sarah passa o braço sobre seus ombros esguios.

— Oi. – ela sorri mais uma vez com o apoio da mãe de Steve. — Oi, Steve. Como vai?

— Bem. – responde brevemente.

— Não vai nos apresentar? – seu queixo se ergue em minha direção.

— Natasha Romanoff. Natasha, esta é Peggy Carter, nossa advogada e amiga de anos.

— Muito prazer, Natasha. – Peggy aperta minha mão e me olha atentamente. — É muito bonita. Boa escolha, Steve!

Peggy Carter? Sim. Sim, eu conheço este nome. Mas... de onde será que eu... Ah, menina! Não se lembra? Você leu o documento de confidencialidade! Peggy Carter é a advogada de Steve, como ele mesmo disse.

Mas ela me achou bonita? Sou uma boa escolha? Será que ela...? Oh, não!

Peggy me analisa com uma sobrancelha erguida e os dentes pressionando o lábio inferior manchado pelo batom vermelho seco antes de voltar a falar.

— Fico feliz que tenha a encontrado, Steve. – ela arrisca um rápido olhar para seu rosto tenso. — Ahn... caso precise de ajuda para o trabalho, ligue para mim.

— Não se preocupe. – Steve afirma. — Já resolvi a questão sobre o contrato.

Contrato? O quê? Peggy sabe sobre suas... Shhhhh, menina! Fique quieta e não diga nada. E disfarce este olhar de espanto que está fazendo com que seu rosto pareça um tomate!

— Steve, querido, já falou com Bucky? – pergunta Sarah.

— Bucky? – Steve repete. — Ele já chegou de viagem?

— Não, mas chegará daqui a alguns dias! E está louco para nos ver! – a mãe de Steve abaixa o olhar por breves segundos e, quando volta a erguê-lo, possui certo brilho dominando seus olhos azuis. — O que acha de um jantar? Seu pai está louco de saudades dele.

— Mãe, eu estou ocupado com...

— Ora, deixe de besteira! É o seu irmão! Por favor, querido, você pode ir jantar com a sua família. Sei que pode.

Steve suspira pesadamente ao meu lado. Alterno a atenção de meu olhar entre ele, sua mãe e Peggy, que assim como Sarah aguarda por uma resposta de Steve com um misto de apreensão e ansiedade no rosto.

Ele parece desconfortável e agitado perto da mãe. Noto que Sarah a todo tempo insiste numa aproximação com Steve, mas ele sempre corta suas brechas antes mesmo de ela sequer ter alguma esperança. Algo não vai bem entre os dois. E parte meu coração notar o tremendo esforço de Sarah e o bloqueio distante de Steve.

— Mãe, eu já disse que...

— Também ficaria imensamente feliz se Natasha fosse!

— Eu? – sorrio incrédula ao pressionar o dedo indicador contra meu peito.

Sarah me encara de maneira desesperada, recorrendo sua desesperada suplicia a mim. Já eu sinto que me encontro numa corda bamba diante de seu sutil convite.

Se eu aceitar, corro o risco de Steve se sentir pressionado a ir e ficar bravo comigo. Se eu recusar, estarei rasgando a última esperança de Sarah em receber seu filho.

— Por favor, Natasha. – a voz de Peggy parece responder a meus pensamentos. — Talvez, com sua presença confirmada, Steve possa ir ao jantar e realizar o pedido de sua mãe.

— E então? – Sarah torna sorrir. — O que me diz?

— Ér... bem... eu... e-eu iria adorar... – sinto que começo a corar e, antes que possa confirmar, Sarah toma a palavra.

— Ótimo! Vamos, filho, aceite! Natasha já concordou em ir. – ela insiste fazendo com que Steve passe a mão pela nuca antes de se dar por vencido.

— Certo, mãe, certo! Você sempre consegue o que quer, né? – Sarah engole em seco quando ele cerra os olhos em sua direção. — Só nos diga o dia. Estaremos lá.

— Maravilha! Ligarei hoje mesmo para o seu irmão perguntando que dia ele chegará de Roma.

— Roma? – não consigo esconder minha excitação por saber do lugar que o irmão de Steve está.

— Sim, querida. Roma. Por quê?

— Ér... nada, nada, é que tenho uma grande vontade de conhecer a cidade. – sorrio abertamente.

— Bom, continue com a mesma expectativa. Quem sabe um dia não tem a chance? – Peggy forma um rápido sorriso largo.

— Okay. Temos que ir agora, mãe. Explique para o meu pai. – Steve segura em meu braço e me empurra gentilmente para perto do carro.

— Certo. Até mais, queridos! Eu os vejo logo! – Sarah sorri fazendo com que eu me solte de Steve.

— Até mais. Foi um prazer conhecê-la. – eu a abraço rapidamente com receio de Steve não fazer o mesmo.

— Eu digo o mesmo, querida Natasha. Nossa... você é muito linda!

— Obrigada. – coro. — Até mais, Srta. Carter.

— Pode me chamar de Peggy. – diz sem cerimônias. — Até mais, Natasha.

Coro mais uma vez a vendo forçar um breve sorriso antes de olhar para Steve e caminhar para dentro do restaurante.

Vejo as duas adentrando o local antes da mão de Steve tornar a segurar meu braço e nos conduzir para o carro.

▪️▪️▪️

— Você está bem?

É a primeira pergunta que Steve me faz após passarmos treze minutos em silêncio. Os únicos sons que preencheram o ambiente foram os da rua e o motor do carro em movimento.

— Sim.

Minha resposta sai de modo frio e automático. Viro a cabeça para o lado na intenção de evitar encarar seus olhos intensos e analisadores. Mas, infelizmente, Steve parece querer me desvendar, pois suas mãos seguram meu queixo em direção a seu rosto.

— Diga a verdade.

— Eu estou dizendo. – ergo os ombros junto das sobrancelhas. — Por que acha que não?

— Porque não está olhando para mim. – meu rosto cora quando percebo que meus olhos estão voltados para o chão.

— Só estou com um pouco de dor de cabeça por causa do vinho.

— Mesmo? – sua voz escorrega num tom de ironia e deboche. — Ou está com dor de cabeça por causa da Peggy?

— Peggy? – ergo meu olhar em um só movimento. — O que tem a Peggy?

— É o que eu quero saber.

— Não se preocupe, Steve. Sua amiga me pareceu uma ótima pessoa!

— Natasha...

— Só me diga uma coisa.

— Sim?

— Ela sabe sobre suas outras garotas?

Cruzo os braços e enrugo o cenho vendo Steve suspirar e tentar disfarçar um sorriso enquanto coça as têmporas e abaixa a cabeça.

— Olhe para mim e não ria. – ele arregala seus olhos.

— Ei, calminha. Você assinou o contrato, portanto...

— Que se foda o contrato! – Steve abre a boca em um "oh" enquanto seus olhos pegam fogo.

— Natasha...

— Você não me intimida com isso. É apenas um pedaço de papel com regras machistas e idiotas que posso rasgar a qualquer momento!

Steve parece refletir, pois seu olhar se suaviza enquanto sua boca torna a permanecer fechada.

— Natasha, tenha calma. Não desista de nosso acordo.

— Apenas me responda. Por favor.

— Sim.

— Sim...?

— Sim, Peggy sabe sobre o que eu faço.

— O quê? – indago sem acreditar. — Co-como assim?

— Ela é a minha advogada. Foi ela quem me aconselhou a criar o contrato, tornando legal e consensual as práticas.

— Meu Deus...! – exclamo sem crer no que acabei de ouvir. — Então ela... ela já foi sua...

— Sim. – diz. — Já faz tempo.

— Por quê?

— Porque eu quis. Nós nos conhecemos e eu me interessei por ela, mas é passado.

— Ela não me pareceu ter essa convicção toda que você tem.

— Não precisa se preocupar com ela, Natasha. Nem com ela nem com ninguém.

— Eu... eu quero ir para casa.

— O quê? – Steve parece surpreso. — Por quê?

— Preciso de um tempo. Por favor.

— Natasha...

— Natasha...

— O fato de eu ter assinado meu nome no final de um contrato sadomasoquista não significa que sou sua e, tampouco, que tem direitos sobre mim!

— Natasha, o acordo do contrato vai totalmente contra o que acabou de dizer.

— Mas minha vontade vai totalmente a favor.

Meu rebate à altura parece impactar tanto a mim quanto a Steve. Nunca pensei que pudesse conseguir ir contra ele e especificar a minha escolha.

Steve parece a todo momento derreter meu cérebro e desmanchar meu coração. Perto dele eu me sinto sem voz e sem autonomia, mas agora a raiva parece ter despertado minha razão.

— Guarde essa energia toda para um outro momento, Natasha. – Steve se sente no direito de estar zangado comigo. — Hoje é quarta. Você realmente não precisa ir para casa comigo. E, como eu disse antes, jamais usarei o contrato contra você para nada. Então abaixe essa pose de nariz em pé perto de mim!

— Se eu estou mantendo essa pose é porque me senti motivada a isso. – suas palavras me machucam por dentro. — E não se preocupe com o contrato. Afinal você tem uma advogada justamente para defender suas causas.

— De que merda está falando agora? – Steve ri e balança a cabeça em descrença. — Acha que irei aos tribunais para discutir sobre o contrato?

— Bom, eu...

— Não seja ridícula, Natasha! – engulo em seco com seu esbravejar sobre mim. — É um contrato legal para que, caso haja alguma queixa, eu possa provar que tanto a minha parte quanto a outra foram consensuais nas ações.

— Eu sei. – mordo o lábio e me sinto corar. — Eu não quis... não pensei...

— Óbvio que não pensou, Srta. Romanoff! – ele faz um gesto com a cabeça para a janela do carro atrás de mim. — Parece que chegamos. Já pode sair.

— É, parece que sim. – suspiro e roço os dedos por minha calça. — Está bravo comigo?

— E eu devo estar? – Steve me devolve um olhar hostil. — Se está perguntando é por que sabe que fez alguma coisa.

— Eu não... Steve... não pode ficar com raiva por eu querer me defender.

— E quis se defender do quê? – ele se vira para mim. — Acha que eu te sequestraria e te levaria à força para minha casa? Acha que eu usaria o contrato para te fazer algum mal? Acha que eu te violentaria?

— Não! – minha voz está rouca e ofegante. — Eu jamais pensaria isso de você!

— Pois foi do que você me acusou! – ele cruza os braços. — E sim, eu estou bravo com você! Estou puto! Eu jamais, Natasha, faria qualquer coisa assim com você ou qualquer outra pessoa!

— Steve...

— O melhor é que fiquemos longe por hoje mesmo!

Suas palavras são duras e machucadas. Noto que Steve está falando sob uma névoa de mágoa e revolta. Jamais foi minha intenção feri-lo assim. Jamais foi minha intenção jogar uma acusação tão ríspida e chula assim para cima dele.

Sei que Steve jamais me faria um mal desses. Nem a mim nem a ninguém mais, como ele mesmo apontou. E meu coração está dolorido com a culpa que me corrói. Eu me sinto ingrata e triste por saber que provoquei essa injúria dentro dele.

— Steve...

— Tenha uma boa noite, Srta. Romanoff!

Ele estica o braço sobre mim e abre a porta. Eu tomo seu convite de expulsão no fundo de meu peito, o que me faz murchar e doer em todo meu âmago.

Com dedos trêmulos, desafivelo meu cinto de segurança e saio do carro. Cada passo até a portaria é um peso estrondoso que me acompanha. E tudo só piora quando eu me viro para trás, talvez numa estúpida esperança de ainda encontrá-lo por lá, e noto que o carro já partiu para longe.

Notas finais
Perceberam como a Nat está tão apaixonada e iludida que ela tá se permitindo manipular pelo Steve? E perceberam também que ele é tão recluso e ferido com os traumas de seu passado que já fica apto a agir diante de qualquer defensiva? Aqui os dois erraram e os dois machucaram um ao outro :/ Acompanhem, favoritem, recomendem e comentem. Os favoritos pararam... não querem subir??? :3 Beijocas! Ps: a fanfic EVANSSON foi atualizada ontem --> https://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-chris-evans-evanssons-life-3476044