I Never Know
9 Feliz natal e.... Dia do bolo!
Acordei na segunda-feira. Era manhã de natal. Não pude deixar de sorrir. Fiquei deitada na cama por mais alguns instantes e entrei para tomar banho. Ao sair do banheiro já vestida olhei pela janela, vi uma família na casa vizinha brincando no quintal. A mãe o pai e a filinha de uns cinco anos, uma lágrima escorreu, me lembrei de quando meus pais gostavam de mim, de quando eu não era uma filha problemática que se cortava.
-Feliz natal! — Ouvi aquela voz atrás de mim. Voltei a sorrir e um leve arrepio percorreu minha nuca, me virei e me deparei com ele sorrindo para mim.
-Feliz natal Hazza. — Retribui o sorriso. Ele se aproximou, guardou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha e acariciou meu rosto com a ponta dos dedos quentes, estremeci. Então ele fez uma coisa que me surpreendeu... Ele me beijou. Suas mãos pararam na minha cintura me puxando e colando nossos corpos, minha mão acariciava sua nuca mais o ar se fez necessário. Ele apenas sorriu e voltou a me beijar.
-Bom dia família linda do meu coração. Feliz natal. — Harry entrou na cozinha de mãos dadas comigo.
-Bom dia lindos. — Gemma piscou para mim, eu revirei os olhos. — Feliz natal.
Foi na verdade o melhor natal da minha vida.
-Quem vai abrir os presentes? — Anne perguntou nos levando para a sala.
-A Maddy, ela não é daqui. — Harry foi até a arvore e pegou um embrulho. — Acho que tem uma garota que está louca pra saber o que tem aqui. — Ele falou. Espera. Eu era a garota. Sorri.
Abri, eram discos de vinil os mais bonitos que eu já vira.
-Sabe, eu vi o tocador na sua casa e pensei que voce ia gostar.
-Eu amei, obrigada! — Eu o abracei e beijei seu rosto.
(...)
Desci as escadas e vi Harry com Gemma na cozinha.
-Bom dia Maddy. — Gemma falou. Harry olhou para trás e sorriu. Se levantou.
-Feliz aniversário! — Ele se aproximou de mim. Eu sorri. Ele olhou em meus olhos e me beijou. Meu telefone tocou. Legião Urbana. O que só significava uma coisa, Matt! O Matt e os momentos nada convenientes que ele aparece! Me separei de Harry e atendi.
-O que quer, louco problemático que me liga nos momentos errados?
-Nossa, também te amo!
-Eu estava ocupada, e eu sei que você me ama. Todos me amam.
-Ninguém me ama. — Ele falou triste. — Mas, como eu te amo eu lembrei do seu aniversário! Feliz dia do bolo. — Sorri. O dia do bolo é o mesmo que o dia do aniversário, nós inventamos isso quando tinhamos dez anos, acontece que tanto no meu quanto no aniversário dele nós jogavamos bolo um no outro e faziamos uma guerra (Inútil e infantil) de bolo. Ai começou a se chamar dia de bolo.
-Não precisa se sentir carente, eu te amo. E obrigada. Mais não vai ser assim, não tem bolo no seu nariz!
-Não acredito!
-Eu te amo Matt, não se preocupe. — Harry me olhava curioso. Tirou as mãos da minha cintura.
-Tá tá, eu sei que você me ama. Tudo bem, tenho que ir, to com saudades mana.
-To com saudades também mano.
-Fica bem tá? Beijos.
-Beijos. — Nós desligamos.
-Então... Quem é esse que você ama?
-Ele... — Caramba Maddyson, morre! De tantos momentos e você vem conversar com o Matt em inglês e logo perto do Harry? E porra, o Harry nem sabe quem é o Matt.
-Esquece. — Ele saiu da cozinha. Eu olhei para Gemma que não disse nada e fui atrás dele.
-Harry espera não é isso! — Ele me ignorou e bateu a porta da sala.
-HARRY! — Gritei na varanda. Ele olhou para mim. — O Matt é como um irmão para mim. Nós crescemos juntos lá no Brasil. — Ele analisava o chão. — Olha para mim. — Ele olhou. — Eu não gosto dele assim, eu o amo como um irmão. — Ele sorriu de canto.
-Eu gosto de você Maddy, de verdade.
-Eu também gosto de você Harry muito. Agora vamos entrar, tá frio. — Ele sorriu e me pegou no colo.
-Harry me poe no chão!
-Não.
-Por favor, Hazza me coloca no chão! — Ele balançou a cabeça, entrou comigo em casa, me colocou no sofá e me beijou.
-Vocês... Venham comer! — Anne entrou na sala. Harry se separou de mim a olhou e depois me olhou. Eu ri. Ele me deu um selinho e saiu de cima para que eu saisse. Nós entramos na cozinha.
-Que lindo! — Eu olhei para Harry que apenas sorriu. Admirei suas covinhas por alguns instantes antes de me lembrar que tinha que viver e voltei a olhar para a mesa, dezoito cupcakes com a letra M . — Obrigada. É perfeito! — Eu abracei Gemma e Anne.
-Posso comer? — Harry perguntou.
-Anda logo, pior que o Niall, nunca vi! — O telefone dele tocou.
-Falando no irlandês! — Ele atendeu e colocou no viva-voz. — Oi duende.
-Curls! Cadê a Maddy?
-To aqui Ni.
-Oi Maddy parabéééns! — Ele gritou.
-Brigada Niall. Tá tudo bem?
-Tá sim, e com vocês?
-Tudo otimo por aqui. — Harry falou mordendo o bolinho. Eu indiquei para ele que tinha glacê no rosto dele ele limpou rapidamente com a manga da blusa. Nós rimos.
-O que está acontecendo ai? Quero rir também.
-Tinha glacê no Harry!
-Vocês estão comendo cupcake sem mim? Seus pu...
-A minha mãe tá ouvindo seu lindo!
-Oi tia Anne, eu não ia xingar seu filho. Não mesmo.
-Tudo bem Niall. — Ela riu.
-Tchau Ni, vou comer meus cupcakes, um dos DEZOITO que fizeram para mim.
-Dezoito? Ah, vá se ferrar Maddy.
-Tchau, beijos para você!
-Tchau seus doidos, beijooos. — Ele desligou.
(...)
-Boa noite pra vocês! — Harry se levantou do sofá e me puxou com ele.
-Boa noite. — Eu subi com ele. Mais ele puxou minhas mãos e me levou até o seu quarto.
-Dorme comigo hoje?
-Harry eu não...
-Por favor. — Ele sorriu entendendo. — Só deita do meu lado pra mim poder te ver dormir. — Eu assenti. Nós deitamos e ele apagou a luz. Eu conhecia a fama dele (Óbvio) quem não conhecia? O mais pervertido do grupo, ex de uma mulher 15 anos mais velha... E por outro lado eu não achava certo... Não sei explicar. Não era o momento certo. Não para a minha primeira vez.
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