I Need You - Klaroline
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Pov Tamires
– Boa Noite! O que desejam? – chego na mesa para anotar o pedido quando me deparo com eles – Vocês? – digo um pouco surpresa.
– Tamires! – disse a irmã do Nik irritada.
– Eu sei que vocês me odeiam, mas pode pelo menos fala logo o pedido? – falo percebendo meus olhos ficando cheios da água.
– Eu não te odeio. – disse o meu ex-namorado e fico surpresa com a sua fala. – Você me enganou me traiu, mas não consigo te odiar.
– Mas eu te odeio! Preciso de outro garçom! – disse Rebekah praticamente gritando.
– Infelizmente estamos com falta de funcionários. – disse calma, para não perder o emprego que eu tanto preciso.
– Vamos embora então. – disse ela levantando, mas sendo impedida pela acompanhante de Nik.
– Não vamos estragar a nossa noite por causa da Tamires. – disse a acompanhante do Nik, mas acho que é namorada.
– Só por sua causa Caroline. Anota aí o nosso pedido garçonete! – disse Rebekah aproveitando o máximo da situação para me provocar. Anotei o pedido.
– O seu pedido será entregue em alguns minutos, se desejar mais alguma coisa é só me chamar.
– Obrigada. – disse sendo Caroline sendo simpática, mas dava para ver em seu rosto que ela não gostava da situação.
Voltei para a entrada do restaurante fiquei pensando no que Klaus me disse sobre não me odiar, isso renovou a minha esperança dele me perdoar. Afinal nada do que aconteceu foi culpa minha, estava sendo chantageada e abusada. Sei que foi errado eu não ter lhe contado a verdade, mas precisava proteger ele. No início eu gostava dele, era real , mas o meu chefe descobriu o nosso romance e começou a me ameaçar, ameaçar o Klaus, até a Rebekah que na época era minha melhor amiga, irmã. Não parava de pensar em tudo que tinha acontecido, mas vejo parando na minha frente o Klaus.
– Por que você fez aquilo comigo? – disse Klaus que parecia estar abalado em me ver.
– Eu não quis fazer nada fui obrigada.
– Como assim?
– Me ameaçaram, te ameaçaram, ameaçaram a Rebekah. Não podia deixar acontecer nada com você, eu te amava. – disse quase chorando. – Você não sabe o que eu passei por você, mas saiba eu não me aproximei de você para te destruir.
– Quem fez isso?
– Marcel. Não posso ficar falando disso aqui, vou perder o meu emprego. – estava me virando para sair quando ele me interrompeu.
– Preciso saber da verdade! Me encontre amanhã no parque as 11 horas.
– Eu vou, só para tirar esse peso das costas. – Ele saiu e voltou para a sua mesa.
A noite tinha acabado no caminho para casa fiquei pensando na reação dele quando eu contar a verdade. Será que ele é capaz de me perdoar?
Pov Klaus
– Kol, você escolheu esse restaurante de proposito! – falo para o meu irmão mais novo.
– Que isso Nik! Eu não sabia que ela trabalhava aqui.
– Já que estamos aqui, vamos ficar mesmo não gostando da Tamires. – disse Rebekah irritada. – E que história é essa de “Eu não te odeio. Você me enganou me traiu, mas não consigo te odiar”?
– Eu só não consigo odiar ela! – disse me exaltando um pouco.
– Mas deveria!
– Caroline se quiser podemos ir embora. – perguntei á minha namorada. – Vejo que está incomodada com a situação.
– Não, só que não gosto dela. – Logo percebi do que se tratava.
– Está com ciúmes, love?
– Não! Ela é linda e vocês tem uma história juntos.
– Mas é você quem eu amo! – disse para ela e logo depois a beijando apaixonadamente.
– Ah! Por favor, vão para um quarto! – disse Kol rindo.
– Larga de gracinhas Kol. – disse repreendendo ele. – Com licença.
Me levantei e fui em direção á entrada do restaurante, onde Tamires estava. Minha curiosidade era enorme, precisava saber de toda a verdade. Parei na sua frente, ela me olhou espantada.
– Por que você fez aquilo comigo?
– Eu não quis fazer nada fui obrigada. – seus olhos se encheram da água.
– Como assim? – quem faria isso com ela? Pensei.
– Me ameaçaram, te ameaçaram, ameaçaram a Rebekah. Não podia deixar acontecer nada com você, eu te amava. – ela disse quase chorando. – Você não sabe o que eu passei por você, mas saiba eu não me aproximei de você para te destruir.
– Quem fez isso?
– Marcel. Não posso ficar falando disso aqui, vou perder o meu emprego. – Ela estava se virando para sair quando eu a interrompi.
– Preciso saber da verdade! Me encontre amanhã no parque as 11 horas. – Era a única maneira de conseguir descobrir, o que me assombrou nesse último ano.
– Eu vou, só para tirar esse peso das costas.
Voltei para a minha mesa, tivemos um jantar agradável. Levei Caroline para a casa, só conseguia pensar no meu encontro no parque com a Tamires.
– Te vejo amanhã, love. Te Amo, não se esqueça disso. – digo me despedindo dela com um beijo.
– Também te amo.
Voltei para a minha casa e dormi.
Pov Caroline
O jantar dessa noite foi agradável, exceto por Tamires. Aquela garota me irrita, ela traiu o Nik, o magoou. Percebi no jantar que ele estava preocupado com alguma coisa, ele estava distante, mas tentando de toda maneira não demonstrar isso. Será que ele está me escondendo alguma coisa? Não quis demonstrar, mas estava morrendo de ciúmes. Ainda mais quando ele disse: “Eu não te odeio. Você me enganou me traiu, mas não consigo te odiar”. Eu sei que eles têm uma história, mas sinto medo. Medo do Nik perdoar ela, medo deles voltarem, medo dele me esquecer. Nunca estive tão insegura, como agora. Talvez seja porque ele é o único que eu amei, amo e sempre amarei. Estava com medo de perder meu primeiro amor.
Cheguei em casa, logo tirando aquele salto. Tinha decidido, nunca mais usarei essa porcaria, que só machuca os meus pés. Precisava urgentemente descansar, coloquei o meu pijama e me deitei. O sono não chegava, depois de tanto pensar naquele jantar adormeci.
Pov Klaus
Acordei, tomei um banho, me arrumei e fui tomar café da manhã sozinho. Rebekah e Kol saíram mais cedo, Rebekah foi para a escola e Kol para a faculdade. Nessa manhã não parei de pensar o porquê de o Marcel ter ameaçado a Tamires. Éramos amigos desde a faculdade, quando o encontrei agarrado com a Tamires, pensei que ele tinha me traído com ela, mas nunca imaginei que ele abusava dela. Com todos esses pensamentos nem reparei que já tinha saído de casa. Estava á caminho do parque, lá encontrei ela.
– Tamires
– Klaus – percebi que ela estava apreensiva.
– Comece logo, eu preciso saber da verdade.
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