I Need You, But ...
3 Capítulo 2
Notas iniciais
Uma aula já se passará, eu ainda não havia encontrado uma explicação obvia pro afastamento repentino. Mas talvez eu merecesse a confusão, afinal, ele deve ter retrucado a semana perdida. A pessoa a qual me fazia ignorar diversos sentimentos únicos eu conhecia a dez anos, mas na verdade não conhecia. No decorrer da semana, senti o egoismo e a infantilidade exalada pela dita amiga, percebi que coisas que eu nunca pensaria eram direcionadas a mim, isso sem nenhum motivo aparente. Por isso, nos últimos 3 dias eu tenho me isolado nos tragos profundos e muito mais constantes agora.
Levantei-me, limpando meu jeans e caminhando para o prédio da escola. Entrei por uma janela de uma sala vazia, me retirando dela para a confusão da troca de aulas e arrastando-me até meu armário para pegar meu caderno e livro, alem de uma caneta.
Na sala, a voz do professor era ignorada pelos meus ouvidos inertes. Minha mente só dava atenção ao pensamentos já permanente no de cabelos platinado. A nicotina já me faltava, assim como a paciência, esta que me fazia deixar o professor falando sozinho, já que a voz do velho era cada vez mais insuportavelmente alta.
Imaginei-me com um cigarro entre os dedos, puxava o ar com calma de forma profunda e silenciosa. Sentia uma mão dando um aperto consideravelmente forte em meu braço. E... Que porra é essa?
"O que o senhor disse?"
"Que porra é essa?"
"Pra fora." a voz agora calma me ferveu mais do que qualquer berro infernal que pudesse ser dado, então levantei-me e fui para o corredor gélido e vazio.
Coloquei meus fones e me pus a vagar pelos corredores. Minha testa bateu contra algo, contra alguém. Meus olhos encontraram os olhos sôfregos, o liquido quente de gosto metálico invadiu meus lábios doloridos pela força que meus dentes pressionaram-no.
Ele ia virando-se até eu o impedir, segurando firme seu braço. Meus olhos o fitavam com certo desespero, e eu precisava dizer o que eu precisava dizer. Mas ele desvencilhou-se, me deixando para trás com a dor do arrependimento. Senti braços rodearem minha cintura e o perfume de baunilha chegou as minhas narinas.
"Hey, querido!" e o motivo de todo o arrependimento continuava agarrando-se em mim com todas as suas forças, literalmente.
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