I Need More Than Myself This Time
34 Capítulo 34 - Fim
Notas iniciais
Deixei para ir trabalhar a noite, ou no final da tarde, acabei acordando praticamente na hora do almoço devido ao horário que chegamos ontem.
Me levantei, tomei banho e já me troquei. Não tomei café, como já disse, é hora do almoço. Como faço de costume fui ligar pro Anthony já que ele não me ligou ainda.
Chamou e chamou, mas ninguém atendeu. Liguei no celular e estava desligado. Ele pode estar dormindo ou pode ter saído, o estranho é ele não ter me avisado.
Decidi esperar mais algum tempo quem sabe ele realmente não estivesse dormindo. Fui resolver algumas coisas pendente, arrumar a casa e essas coisas, então fui ligar novamente para ele, agora já passando da uma da tarde.
Outra vez, celular fora de área e em casa ninguém atendia. Olhei pela janela e o carro não estava lá, eu deveria ter visto isso antes, mas então porque não me atende?
Se é assim então fazer o que, fui almoçar sozinha. Preparei alguma comida daquelas congeladas e pronto. Agora já quase três da tarde, tenho que começar a me arrumar, e quanto ao Anthony, ele sabe onde eu estou se quiser ele vai atrás.
Achei que era impressão minha, mas desde que a gente voltou da casa do Flea ontem ele estava estranho de novo. Comecei a pensar que tivesse algo envolvido com o John, mas eu creio que não, na verdade eu espero que não.
Arrumei minhas coisas, entrei no carro e fui, sem demoras cheguei lá. Desde que voltamos de viajem eu não tive muito tempo para ficar lá, então o resultado desses dias fora é trabalho acumulado.
Eu na realidade esperava mais coisas, mas ainda bem que não tinha tanto assim, talvez eu conseguisse colocar em ordem ainda hoje, nem que eu tivesse que ficar até a hora de fechar.
Comecei a fazer as coisas e passei um tempo nisso, quando acabei o que estava por perto, lembrei de algumas coisas que eu deveria ler e que eu tinha deixado esses papeis lá em baixo. Quando sai de dentro daquela sala percebi que as coisas estavam quietas, desci e só então percebi como já era tarde, não tinha quase ninguém, apenas os funcionários arrumando algumas coisas e um ou duas pessoas no caixa, lá fora o céu já estava escuro.
Entrei numa parte reservada e me dei de cara com Claire.
- Você ainda está aqui? – exclamou
- Uhum. – comecei a mexer em algumas coisas que estavam por ali – Quando me empolgo só paro quando termino.
- Daqui a pouco a gente vai embora.
- Eu sei, não se preocupe comigo, não vou demorar. – peguei o que eu tinha que pegar.
- Está bem. – deu de ombros.
Eu até podia levar essas coisas pra casa, mas como já disse, comecei a minha bagunça de papeis aqui, se eu fosse arrumar, levar pra casa e voltar a fazer lá, com certeza eu ia desanimar e ia largar tudo por fazer.
Quando voltei para onde estava quase morri de susto, como que o Anthony tinha entrado eu não o vi.
- Apareceu a margarida?! – coloquei os papeis em cima da mesa e me encostei nela. – Onde você estava o dia todo?
- Eu fui na casa do John. – ele estava sentado a minha frente.
- Podia ter me avisado Anthony.
— Eu sei, desculpe, não quis te acordar.
- Tudo bem, eu não demoro aqui tá. – eu sabia que ele ficaria reclamando.
Fui me virar para voltar ao meu lugar, mas ele me segurou pelo pulso e me puxou para perto dele me fazendo sentar em seu colo.
- Que foi? – perguntei devido a ele estar me encarando no lugar de fazer ou falar algo.
- Você ainda gosta do John? – tinha certeza que isso tinha alguma relação com ele.
- Gosto dele como amigo. – disse simplesmente.
- Não! Quero dizer... Ainda sente algo por ele? – eu já tinha entendido faz tempo onde ele queria chegar.
- Não Anthony! Há muito tempo a única coisa que temos é amizade.
- Vocês parecem tão bem juntos, quando conversam e tudo mais.
- Eu sou tão amiga dele quanto você, ou melhor, você é mais. E realmente eu me sinto bem perto dele e gosto de ficar conversando com ele, mas é diferente. Não trocaria ficar perto de você por nada disso.
- É, acho que eu estou indo longe de mais.
- Também acho. – sorri – Não fique imaginando coisas está bem, eu sou só amiga dele.
Me aproximei e o beijei calmamente, logo me levantei do seu colo.
- Quando que a gente vai voltar pra casa? – ele disse enquanto eu ia até a porta.
- Isso só vai levar mais umas horinhas. – obviamente eu não estava falando serio, mas ele acreditou.
Antes que eu abrisse a porta por completo ele a fechou e me virou me deixando cercada, eu o encarava sorrindo, mas ele estava com aquela cara de indignado.
- Horas?
- É, umas duas mais ou menos.
- A gente vai ter que encontrar coisa para fazer então. – dessa vez sussurrou ao meu ouvido.
Me encarou mais uma vez, só que agora para me beijar. E como sempre me derreti com o seu toque logo o abracei e aprofundei o beijo.
Começou a subir suas mãos em minhas costas por debaixo da blusa, e como sempre sem perca de tempo foi aos meus seios. Achei que ia ficar nisso, mas suas mãos deslizaram e foram direto para dentro da minha calça, antes que eu pudesse fazer algo ele já estava me tocando o que me fazia gemer durante o beijo e por sua vez ele sorria daquela maneira maliciosa que só ele sabia.
- Vamos pra casa.
- Na verdade acho que não me importo de ficar por aqui. – eu ri com esse comentário, mas logo me desviei dele e arrumei minha roupa.
Abri a porta e desci, ele logo veio atrás, mas eu parei no meio do caminho quando vi tudo já fechado e o lugar vazio.
- Acho que você perdeu a noção da hora, não?
- Um pouco. – pensei por alguns segundos.
- Não tem a chave? – me perguntou
- É isso que estou tentando lembrar. – consegui me lembrar que eu guardava uma reserva em algum lugar só não sei onde. – Eu tenho a chave da porta que da para o estacionamento, a gente sai por lá.
- Ok.
- Só não sei onde está. – ri sem graça.
- Se for para achar naquela bagunça que você chama de mesa lá em cima, a gente não sai daqui nem tão cedo.
- Para de reclamar, minhas coisas são muito bem organizadas tá?! Agora sobe lá e eu procuro aqui em baixo.
- Eu sempre me dou mal, a pior parte fica sempre comigo. – ele subiu reclamando.
Eu sabia que essas chaves estavam em algum lugar, mas não consigo me lembrar de jeito nenhum. Procurei em todos os lugares possíveis, mas a única coisa que achei foi um livro que eu procurava fazia tempo, fiquei tão bem por tê-lo encontrado que esqueci do que eu estava fazendo então me sentei ali perto do balcão e comecei a ler.
- Bonito, eu me matando de procurar e a senhorita lendo. – subi o olhar do livro e encarei um Anthony de braços cruzados.
- Achou? – perguntei sem dar importância a seu comentário.
- Não. – ele disse e por um minuto não me importei, simplesmente voltei a olhar pro livro. – Sabe, isso até parece um déjà vu, a primeira vez que eu te vi, você estava exatamente ai, sentada lendo um livro extremamente concentrada.
- Serio?! E eu não te vi? – impressionante como eu perco as melhores coisas da vida.
- Do jeito que você lia, nem se sua vó estivesse sambando aqui você veria.
- Que coisa. – me levantei do banquinho alto e fui perto dele.
Ele me pegou pela cintura e me colocou sentada no balcão, como se eu tivesse cinco anos.
- E agora, o que a gente faz? – perguntei.
- Não sei. – ele começou a me beijar
O beijo foi ficando mais e mais profundo, eu cruzei as pernas ao redor de seu quadril e passei meus braços por seu pescoço enquanto ele me segurava com força.
- heunheinnhãmou – murmurou ainda me beijando.
Desviei meu rosto e o beijo foi para meu pescoço assim eu podia falar.
- O que disse? – perguntei rindo.
- Eu disse que eu te amo! – dessa vez ele me disse serio em alto e bom som enquanto me encarava.
- Também te amo. – voltei a beija-lo.
- Tive uma ideia. – ele me tirou dali de cima e começou a me puxar pela mão.
Eu imaginando que ele teve uma ideia para sair dali, mas logo vi que não, ele entrou no banheiro que era ali perto, logo já trancou a porta como se não estivéssemos sozinhos.
Não questionei, ele logo tirou a camisa e voltou a me beijar intensamente, deixando seu corpo bem colado no meu. Eu desci minhas mãos por suas costas e mais além, mas quando cheguei a seu bolso, senti um volume estranho. Coloquei a mão e puxei as chaves que eu tanto procurava.
- Nossa, estava ai o tempo todo, eu nem tinha percebido. – disse com a maior cara de pau. – Mas deixa isso pra lá. – tirou as chaves da minha mão, a jogando em qualquer canto, logo voltando a me beijar.
Nenhum de nós estava preocupado em voltar pra casa ou não, a única coisa que queríamos era curtir esse tempo juntos, que seria apenas o começo de tudo que ainda há de vir.
Fim
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