Notas iniciais
desculpem n ter postado ontem, estava sem tempo. Espero que gostem desse. Acho que ficou meio bobo mas estou com preguiça de fazer outro hehe

Anthony’s POV

Acabamos de sair da montanha russa, foi uma ideia maravilhosa, já que a cada looping que ela dava, Rose grudava em mim como se eu fosse a barra de segurança. Eu achei isso muito bom e até mesmo divertido, mas tinha hora que essas curvas pegavam pesado.

Enfim saímos de lá e ficamos apenas andando procurando outro lugar para ir, ela estava com seu braço preso ao meu.

Chegamos faz tempo, quando ainda o tinha o sol, agora o céu estava naquela mistura de cores e um clima agradável. O parque tinha bastante gente, mas nenhuma muvuca ou desorganização, uma musica animada, típica de parques, tocando ao fundo.

- Vamos comprar algodão doce? – ela perguntou animada parecendo uma criança.

Apenas acenei e ela me puxou em direção ao moço que estava vendendo, ela foi a primeira a pegar, então se encostou em uma das paredes de barracas que tinha por ali enquanto eu pegava o meu, que não demorou a ficar pronto. Olhei para ela enquanto ia para perto, e ela estava olhando para o doce dela concentradamente, por mim eu podia puxa-la e beija-la nesse momento, mas um lado de mim me segurou, mas não segurou direito já que quando cheguei perto dela involuntariamente já coloquei minha mão na parede a cercando o que fez ela olhar pra mim.

Tinha um olhar cativante e inocente, parecendo não perceber minhas intenções, dei um passo frente e me aproximei mais ainda dela, passei seu cabelo para trás da orelha e dessa vez ela me encarava com um olhar mais serio, mesmo assim ainda esboçava um sorriso calmo.

Aquilo aconteceu rapidamente, mas quando está acontecendo parece que o mundo para e você vive em câmera lenta. Ela sorriu e colocou um pedaço do algodão doce na minha boca assim que eu me aproximei sutilmente, mas eu ainda não ia beija-la.

Se desviou do meu braço e puxou o mesmo para que eu a seguisse. Só então me toquei do que eu estava fazendo, mas ela não pareceu incomodada. Ao contrario estava ainda animada, e aquele jeito doce dela estava me encantando cada vez mais.

- Vamos nesse. – apontou mesmo estando com o algodão na mão.

- Dois, por favor. – pedi ao homem que estava na barraca.

Tinha duas cestas de basquetes, mas elas se mexiam vagarosamente, mesmo assim dificultava um pouco acertar.

Ela tinha cinco chances e acertou as cinco, eu também fui bem, talvez não tanto quanto, mas sempre jogo, já dela eu não esperava.

- Você é boa nisso!

- Meu pai me ensinou, ele era fanático por basquete e joga muito bem até hoje. – respondeu enquanto pegava o urso enorme que ela tinha ganhado.

Saímos dali, e aquele urso era tão grande que eu já estava até com ciúmes, já que ela estava se matando para andar e segurar ele sem que tampasse sua visão.

Eu ia pega-lo quando ela chamou um menininho que passava ao lado dela, os olhos da criança até brilharam quando viu o tamanho da pelúcia. Ela entregou e logo voltou ao meu lado, e se para ela o urso já era grande, imagine para aquele menino, mas foi uma coisa legal ela ter feito isso.

- Seu pai te ensinou a jogar basquete, mas duvido que ele te ensinou a atirar. – por minha vez a puxei.

Era simples, patos de madeira numa esteira e tinha algumas chances para atirar neles com a espingarda. Olhei para ela, e pela cara que fazia, ela não era muito boa com armas.

Dito e feito, o primeiro tiro foi terrível e até o moço que estava na barraca se abaixou, mesmo que não fosse bala de verdade. Eu ri, mas eu já ia ajuda-la.

- Não ri. – fez um biquinho e mais uma vez eu achei graça.

- Espera que eu te ajudo.

Fui atrás dela e conduzi seus braços até um ponto bom para ela segurar a arma. Aquela parte da minha mente que eu tentava não dar atenção veio a tona e não consegui resistir a deslizar minhas mãos por seus braços vagarosamente até chegar a suas mãos, ela estava paralisada. Depois que a ensinei a atirar, e ela acertou quase tudo, eu não a soltei, ela colocou a espingarda sobre o balcão, mas eu continuei segurando suas mãos, e mais uma vez não resisti, seu cabelo estava preso, exibindo a pele macia de seus ombros e pescoço por onde espalhei delicados beijos, e imediatamente senti ela se arrepiar com isso.

Mesmo estando atrás dela eu pude perceber um sorriso.

- Pra onde quer ir agora? – perguntei perto de seu ouvido

- Pra onde você quiser. – deu de ombros, pena que onde eu queria não envolvia esse parque.

Fomos então para uma parte mais distante, não mais vazia do que a que estávamos. Andamos apenas olhando o lugar e observando o céu que agora exibia suas estrelas.

Foi quando um daqueles palhaços que ficam andando e fazendo graça por ai nos parou. Estávamos um do lado do outro, mas o cara parece que só viu ela, na verdade ele até me olhou, mas foi com ela que fez um brincadeira com as próprias mangas e surgiu com uma rosa, depois que entregou para ela saiu de perto de nos.

Ela se virou ficando de frente pra mim, mas na verdade o observava enquanto ele se afastava, ela voltou o olhar para frente, mas não pra mim e sim para a rosa.

- Palhaço abusado – dessa vez eu o observava, mas quando olhei pra ela, me encarava sorrindo.

Sem juntar nossos corpos, coloquei minha mão em sua cintura.

- Eu gostei daqui. – comentei.

- Você nunca tinha vindo aqui?

- Já, mas nunca com uma companhia tão linda. – afastei seu cabelo e observei ela sorrir envergonhada e depois olhar para a flor.

- Acho que está na hora de irmos, não acha? – perguntou em tom baixo porem claro.

- Você está certa, já está bem tarde.

Realmente já estava na hora de ir, eu acabei esquecendo que ela acordava cedo. Voltamos para casa e eu estava ansioso pelo dia seguinte, para que eu pudesse me encontrar com ela de novo, mas acho melhor não apareceu lá no trabalho, deve ser chato isso, eu vou lá quase todos os dias.

Fim Anthony’s POV