I N D I V I D U A I S
11 R I T U A L
Seu pai aos 13 anos contou sobre a sala precisa, Scorpius precisava de um lugar para treinar suas aulas de violino. Seu pai costumava dizer que ele pegava muito pesado nos seus treinos, mas se um dia quisesse fazer parte do Instituto D’vinci de Artes Cênicas em Paris ele deveria treinar bastante.
O achado da sala precisa foi algo esplêndido, foi seu segredo. Teia sossego para treinar sem ser incomodado. A sala atendia seus desejos, se transformava em um teatro, holofotes em cima de si. Sentia-se grandioso!
Aos 17 anos, seu segredo fora descoberto. Para sua surpresa, Molly Weasley II estava no seu palco, com um vestido preto dançando, ao ritmo de uma melodia da qual nunca ouvira.
Ficou ainda mais surpreso quando se viu sentado na ultima cadeira apenas observando a dança dela e o deixando embasbacado com tanta sutileza. Fez um som com a garganta e Molly estava furiosa.
— O que você está fazendo aqui? Estava me observando, isso é coisa de gente pervertida, Malfoy! – Ela o encarava, seu vestido estava bem revelador, mas não fez nenhuma menção em se cobrir.
— Olha Weasley. Eu venho todas as noites ensaiar, quem não deveria está aqui é você.
Então Molly ponderou, e disse algo sobre os dois ensaiarem juntos, ela poderia dançar o que ele tocava. Assim ela veria se ele tocava bem.
Sentiu-se incomodado, mas com o passar das noites, acabou percebendo que apreciava a companhia dela.
Então passou noites, eles ensaiavam juntos. Ela dançava o que ele tocava, fazia observações e ele o mesmo. Depois foram vendo que ansiavam pelos ensaios, teve noites que apenas conversavam sobre tudo.
Quando estavam juntos, perceberam que era leve. Diferente de tudo. Mas não poderiam jamais ultrapassar essa linha imaginaria, seria errado.
Ele sabia que todas as quintas a noite, Molly ia para o monte para seu ritual das Deusas, ela havia contado com a intenção de que uma noite ele poderia participar e tocar o seu violino e ela dançar para a lua.
Molly havia descrito que ele deveria ir com roupas leves de um branco prateado, como a luz do luar. Ela já estava posta, ajoelhada e com a cabeça baixa. Provavelmente fazendo alguma prece antiga, ele havia aprendido que a garota levava seus rituais pagãos muito a sério.
Com a varinha, Molly fez que o pentagrama branco brilhasse com uma luz prateada, as velas vermelhas se acenderam com chamas da mesma cor. Ela o olhou no fundo dos olhos, ele entendeu. Então tocou, sentia seu corpo todo estremecer, suas mãos firmes tocando a mais bela das melodias enquanto Molly dançava de forma delicada, aumentando o ritmo de acordo com melodia.
Em um movimento, viu o vestido de Molly mudar de branco-prateado para um vermelho sangue, seus passos se tornaram mais brutos e rápidos, a melodia tocava mais freneticamente e em um passe o pentagrama se tornou vermelho e as mãos de Molly tinham um corte.
A melodia acabou. Seu corpo dava espasmos, mas não era medo. Largou seu violino no chão, virou Molly para si e beijou. Era a única certeza que ambos tinham.
Ela entendeu, tirou seu vestido deixando a mostra seu corpo desnudo, branco como a lua. Tirou a sua roupa e transaram, como dois selvagens. Transaram ao luar, com velas de chamas vermelhas ao redor e um pentagrama vermelho em baixos de si. Seus corpos suados, o gemido alto de Molly e a brutalidade do Malfoy. A deusa estava os abençoando.
O Sacrifício tinha sido aceito.
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