I Must Be Dreaming
4 Four!
Notas iniciais
E acompanhem a história~
Já era meio dia e sexta-feira. Todo mundo estava inquieto enquanto eu estava como de costume, no telhado, com Gokudera. Eu estava cuidando daquele pássaro novamente enquanto os outros viam o treino de Yamamoto.
– E como você acha que ele entrou na sua bolsa? — Disse Gokudera, muito interessado, o que me era estranho vê-lo daquele jeito.
– Bem, uma janela pequena da minha casa fica aberta... Minha bolsa provavelmente estava também, como tirei livros de lá... Ele deve ter entrado de noite.
– Ou talvez ele seja um sinal... Provavelmente existem várias explicações sobre aparições de pássaros... São um mistério... — Ele disse, olhando para o pássaro. A porta se abriu e Hibari Kyoya entrou. Ele estava realmente pálido dessa vez, e parecia irritado. Além de que estava com uns... Pareciam ser arranhões no rosto.
– Chrome... Eu preciso falar com você. À sós. — Ele disse, olhando de lado para Gokudera.
– Você quer que eu fique? — Disse Gokudera. Ele não era do tipo gentleman, mas não acho que é do tipo que deixaria uma garota sozinha com Hibari.
– Eu acho que não tem problema me deixar aqui com ele, Gokudera-san.
– Tem certeza? — Ele disse, olhando para Hibari. Mexi a cabeça dizendo um 'não precisa' — Bem, vou na biblioteca. Tenho um teste, vou estudar. Qualquer coisa me chame...
Ele saiu pela porta, sendo encarado e encarando Hibari, enquanto ele se aproximava de onde eu estava sentada.
– Você levou o Hibird pra casa? Por que fez isso?
– Hibird? Está falando dele? — Apontei para o pequeno pássaro no meu colo e ele acendiu, fechando os olhos. — Ao que parece, ele foi na minha casa e ficou na minha mochila. Ou quem sabe ele entrou quando eu ainda estava na escola... Não sei lhe responder.
Ele respirou fundo, chegou bem perto de onde eu estava e se abaixou, alisando a cabeça do pequeno, que estava no meu colo. Ouvi uma voz familiar vindo da porta.
– Oya oya, o que esse cara está fazendo perto da minha Chrome?
Mukuro. Hibari virou-se e o encarou, até Mukuro estar há no máximo dois metros de nós dois. Tirou suas tonfas rapidamente, empunhando-as.
– D-desde quando eu sou sua?
– Desde o dia que eu decidi que você seria minha, pequena Chrome.
– Rokudo Mukuro, dessa vez não posso lhe punir por estar fora de sala na hora errada, mas atrapalhar a paz de uma aluna é atrapalhar a paz de Namimori. Se você continuar aqui, vou ter que lhe morder até a morte. — Disse Hibari, virando-se para o rapaz de cabelos azuis.
– ... Vou deixar para conversarmos no final da aula, Chrome. Até depois. — Ele disse, saindo, rindo daquele jeito dele. Hibari virou-se para mim e ia se levantar, mas por algum motivo não conseguiu. Apoiou-se nas tonfas, olhando para mim, mas não parecia estar enxergando.
– Hibari-san, você está bem? — Ele soltou as tonfas devagar e foi caindo para frente, em cima de mim. Hibird pulou para o chão enquanto eu segurava o rapaz, parecendo abraçá-lo. — Hibari, acorde! Você está consciente?
– Claro que estou. — Ele disse, com a voz fraca.
– O que aconteceu com você?
– Não lhe interessa. Mas eu não lembro de ter comido há um tempo...
– Como assim? Eu tenho onigiris aqui... — Tentei me esticar para pegar meu almoço, mas ele fez peso de alguma forma, não deixando. — Realmente, quer que te vejam no colo de uma herbívora? Ou quer sair daqui assim que tocar para as ultimas aulas? — Falei algo que me lembrei que ele odiava. Sempre chamava todos de herbívoros. Na hora ele ficou 'mais leve' e eu pude pegar o pote com o almoço. Peguei um onigiris e botei próximo a boca dele. Ele mordeu e pegou com a mão.
Era estranho sentir que Hibari estava praticamente em cima de mim. Sentir sua respiração, qualquer movimento que ele fazia. Depois de alguns onigiris percebi que ele estava com o braço machucado, assim como o pescoço. Ele devia ter brigado com alguém e como estava fraco, acabou se machucando. Eu tinha que levá-lo na enfermaria. Quando me dei conta, eu olhava para ele quase que encantada com tudo que ele fazia. Mexi a cabeça e voltei a realidade.
– Bem, acho que devíamos ir na enfermaria...
– Eu já comi, estou bem. — Disse, tentando se sentar ao meu lado. Sem sucesso.
– Você tem um monte de machucados, Hibari. Eu te ajudo com isso...
– Você quer que eu fique lhe devendo quantas coisas? — Ele disse, um pouco mais irritado que o natural. Hibari tinha mania de não aceitar ajuda e sempre 'pagar' o que devia. Provavelmente ia contar isso como mais um favor que ele teria que me pagar. Eu não sabia se isso era bom ou ruim. E não sabia como fazer ele me pagar depois...
– Eu só estou te ajudando como ajudaria qualquer pessoa! Não deixaria ninguém nesse estado por ai. — Ouvi o toque. Ele tentou se levantar e mesmo com ajuda das tonfas, para se apoiar, não conseguia. — Tive uma idéia. Vamos esperar as pessoas saírem dos corredores e eu lhe levo lá. Ninguém vai te ver sendo cuidado por uma herbívora, pelo menos.
– Você vai perder aula.
– Estou ajudando um aluno. Provavelmente isso não é o tipo de ato que merece punição, não é, Hibari-san? — Falei, sorrindo. Ele virou o rosto.
Coloquei Hibird na cabeça dele, como ele costumava ficar, e me levantei, logo depois, ajudando Hibari, que se encostou na parede onde eu estava sentada e encostada. Peguei minha bolsa e ele se ofereceu para pelo menos carregá-la, enquanto eu o ajudava a andar pelos corredores.
Ao chegar na enfermaria, ele se sentou numa maca e eu procurei um kit de primeiros socorros e enfaixei seu braço, após limpar o ferimento. Também tinha uns no rosto, então cuidei deles também. Hibari parecia corar um pouco, pensei se poderia ser um começo de febre, enquanto Hibird estava quieto dormindo no cabelo dele e eu sentei do lado da maca após terminar.
– Você devia ir para a aula. Eu já estou melhor.
– Vou assim que tocar para a próxima aula. Não posso entrar no meio de uma aula, de qualquer forma... E você, é bom ficar ai por um tempo. Vou deixar o resto dos onigiris aqui do lado. — Falei, deixando o pote na mesinha do lado da maca. Ele não respondeu, apenas cobriu o rosto com o próprio braço, como fazia sempre, e parecia ter começado a dormir.
Logo tocou e fui para a sala, quando um professor saiu e o outro ainda não tinha entrado.
Expliquei para os meninos o que tinha acontecido pela metade. Disse que um pessoa tinha se sentido mal e eu fui levar até lá. Gokudera perguntou o que Hibari queria, no final da aula, e eu disse que ele só queria o pássaro de volta. Ele se decepcionou, vendo que o pássaro realmente não era nada fora do normal, mas tentou não demonstrar isso.
Aproveitei que Tsuna e os outros iam ficar vendo o treino de Yamamoto e fui na sala da enfermaria. Hibari estava dormindo, quase na mesma posição, mas haviam menos onigiris no pote. Peguei e ao me virar, ouvi sua voz.
– Eu vou te levar em casa. — Ele disse apenas isso, se levantando. Pegou o blazer que estava numa cadeira ali e se levantou. Parecia bem melhor agora. Fui com ele, quieta. Não queria arrumar briga, mas de certa forma estava com medo.
– Vai falar para alguém sobre isso?
– Não pensei em falar com alguém sobre isso...
– Sobre o que? Você fez algo com ela que ninguém pode saber, Hibari-chan? — Disse aquela mesma voz que falou que me encontraria na saída. Realmente não estava mentindo sobre isso. — Me responda. Você a beijou? Fez algo pior que isso? Que pervertido. Eu jurava que você nunca faria nada desse tipo com as garotas de Namimori. — Estávamos no corredor do segundo andar, que estava completamente vazio. Eu estava com medo, por esse fato. Se acontecesse algo... E Mukuro realmente queria que acontecesse, com aquelas palavras. Ele não falava com um tom tão 'divertido' como de costume. Parecia meio irritado.
– Já passou da hora de ir embora, Mukuro. — Hibari disse apenas isso.
Naquela hora, as coisas aconteceram muito rapido. Não sabia nem ao menos explicar direito.
Senti meu pulso sendo puxado e uma mão no meu queixo. Quando olhei para frente, meu rosto estava próximo demais ao rosto de Mukuro.
– O-o q-que você está fazendo?
– Solte a garota, Mukuro.
– Então você está com ciúmes? — Mukuro disse, sorrindo. Mas era diferente, ainda parecia ter uma ponta de raiva, no fundo dos seus olhos. — Realmente fizeram algo como... Isso? — Ele puxou o meu queixo mais para perto e eu senti os lábios dele, macios, tocando os meus gentilmente. Mukuro tinha roubado meu primeiro beijo daquele jeito estranho.
Notas finais
Bem, com um evento esse final de semana, tudo ficou um caos e não to conseguindo pensar direito sobre as fanfics.
To querendo postar uma 1896 pra tirar a tensão desse pairing aqui, pra eu não me obrigar a fazer um final assim, só porque ainda não tenho uma fanfic com esse fim.
Apesar de que, ainda não sei realmente com quem a Chrome vai ficar aqui. LOL
Espero que estejam gostando, proximo capitulo postarei com reviews ( e quando tiver tempo ) e obrigada por lerem!
Chuuu~
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