I Must Be Dreaming
8 Eight!
Quando olhei em direção a porta, lá estava Gokudera com uma expressão de quem não estava entendendo muita coisa.
– G-gokudera-kun....– Oya oya, não precisa me chamar 'desse cara', provavelmente sabe o meu nome.– Claro que sim. Você tem uma fama horrível aqui. Vamos Chrome, Vamos para outro lugar. Todos estão vendo o idiota do baseball jogar e...– G-Gokudera-kun eu... Mukuro-kun não está fazendo nada demais comigo. Eu apenas... Estava comendo aqui, e ele também estava. — Falei, desviando o olhar dos dois. Eu era péssima mentindo. — Ele está sendo gentil, não se preocupe comigo. — Meu sorriso fraco era uma prova disso.– Não quer que eu fique? Ou ir tomar algo? — Ele disse, ainda desconfiado. Aquilo era estranho, mas o que eu estava achando realmente estranho era o fato de Mukuro não se intrometer enquanto eu mentia. Virei meu rosto olhando para o dele, que sorria, e o depois o de Gokudera, mexendo a cabeça negativamente.– Não precisa. — Sorri. Agora a expressão dele era de uma pessoa que queria sair dali, mas ainda abriu a boca antes disso.– Kyoko me disse que não estava se sentindo bem... Está melhor? O que vai fazer na aula vaga de depois do almoço?– Acho que na aula livre eu vou estudar na biblioteca, quietinha. Ainda não estou me sentindo muito bem. — Falei. — Mas estou melhor. Não a deixe preocupada. — Sorri novamente. Ele murmurou algo e saiu, fechando a porta. Ainda disse um ' se precisar, me chame'. Logo me virei para Mukuro, que estava mais perto de mim, e com uma expressão preocupada.– Não estava se sentindo bem?– Não tinha tomado café da manhã. Atrasada... Estou melhor, agora. — Falei, um pouco séria.– Por que você sorri para ele, para seus amigos, até para aquele delinqüente e nunca sorri para mim? — Ele perguntou, com sua mão vindo em direção ao meu rosto, hesitante. Eu fiquei com um pouco de pena dele. Aquela voz e aquela expressão.– Por que eu tenho muito medo de gostar de sorrir para você. — Falei, fechando os olhos, deixando-o tocar meu rosto. Depois me dei conta do que tinha dito, mas minha expressão não mudara. Eu devia ter dito 'porque não confio em você.' E não isso. Mas agora, nada poderia fazer. Ele me puxou delicadamente pelo pescoço, colocando o meu rosto em seu ombro, e logo nesse momento eu senti algo estranho.–– M-mukuro-sama...– Minha preciosa Chrome, você acordou. Não deveria ter acordado agora, vai ficar muito confusa, dessa forma.– Você tem razão... Eu estou confusa.... Por que....?–Meus olhos abriram vagarosamente, ouvindo uma voz conhecida. – O que você fez com ela?Estava distante. E bem irritada. Parecia vir da porta e se aproximava de forma rápida. – Eu não fiz nada. Ela veio almoçar comigo, e acabou desmaiando agora a pouco. Pensei que estivesse cansada e a deixei dormir.Ao ter uma lembrança leve do que acontecera antes disso, lembrei que eu deveria estar com o rosto no ombro de Mukuro. A julgar pela voz, pensei que pudesse sentir uma pressão no meu corpo, pois o dono da voz certamente não pensaria antes de golpear Mukuro, mas ao invés disso, senti mãos em meu rosto. E as mãos que senti em meu rosto não eram as de Mukuro.– Chrome, acorde! — A voz dizia, me soltando do corpo de Mukuro e sentando-me, dando um tapa leve no meu rosto. A primeira vez que eu ouvia uma emoção tão presente naquela voz. Era preocupação.– H-hibari...– O que ele fez com você? — Ele perguntou, ficando mais calmo.– Eu já disse que- – Ele está certo, Hibari. Ele não fez nada comigo, dessa vez. Eu estava até melhor, mas... Agora está tudo tão confuso. — Abri os olhos devagar, vendo os olhos claros de Hibari. Minha visão estava distorcida. — Está tudo girando... — Eu ia deslizar pela parede, para o lado, mas Hibari segurou meu braço.– Vou levar você para a enfermaria.– Eu vou levá-la também. — Dizia Mukuro.– Não. Eu estou devendo um favor a ela, e vou pagá-lo agora.Hibari me pegou nos braços e se levantou, sendo seguido por Mukuro.– Então é por isso que está andando tanto com ela? Por dever um favor? — Mukuro riu. — Hibari, e depois de pagar esse favor, o que vai fazer? Vai deixá-la para lá? Vai fingir que nada disso aconteceu?Hibari parou na porta. Parecia estar pensando em algo e logo falou com um tom grosso, quase destruindo minha idéia de que ele poderia estar pensando sobre isso.– Não seja tão inútil e abra a porta, Mukuro.Mukuro riu e abriu a porta, murmurando algo, que eu não entendi. E se Hibari entendeu, ignorou-o.O caminho até a enfermaria foi silencioso por parte dos dois, e por sorte não tinham muitas pessoas no corredor. Mas ainda assim, foi constrangedor todos aqueles olhares. Logo depois que saímos do telhado, eu abracei o pescoço de Hibari e escondi meu rosto ali. Naquele lugar, eu me sentia bem melhor.– Você vai voltar para a aula? — Hibari perguntou, logo que chegamos a enfermaria, enquanto me colocava na maca cuidadosamente. Ele perguntou no tom de sempre, mas não parecia usar aquele ódio mortal na voz, que sempre usava com Mukuro.– É aula livre para todas as turmas. Reunião dos professores. – Vou deixar você aqui com ela, preciso resolver algumas coisas. Não toque nela, se ela não permitir. Vou voltar assim que essa aula acabar. — Ele disse, sem nem esperar uma resposta, saindo dali. Eu iria chamá-lo para agradecer, mas ele foi mais rápido.
– Está se sentindo melhor?– Um pouco. — Falei, cobrindo os olhos. — Obrigada, mas não precisa ficar aqui senão quiser.– Então é isso? Ele te deve algo? É apenas isso? — Mukuro perguntou.– Segundo Hibari, ele me deve dois favores. Apesar de que, achei que ele já tinha quitado-os. — Eu disse, quieta. Logo depois ri e continuei. — Engraçado que eu estava pensando o mesmo que você. Se ele vai fingir que não me conhece, depois disso tudo. — Ao final da frase, minha voz estava séria. Parte de mim não queria aquilo. A parte que havia se acostumado com a presença dele e que não queria que ele saísse da minha vida.– Talvez ele não consiga. — Mukuro disse, sentando-se numa cadeira, ao lado da maca. Eu apena sabia pelo barulho que fazia.– Por que diz isso?– Por que, agora, não acho que conseguiria te tirar da minha vida. — Abri meus olhos devagar e fiquei olhando para suas mãos, que passeavam pela maca, e chegaram até a minha e acariciou-a, me fazendo corar. — Mas, pretendo ser paciente, agora. Vou fazer você gostar de mim. — Ele disse, puxando minha mão próxima aos lábios dele e a beijou. Colocou-a logo em seu lugar, sem nem me deixar fazer isso. — Acho que deveria descansar. E eu estou te atrapalhando. Vou ficar aqui fora... Depois nos vemos. — Ele piscou e saiu. Eu logo cai no sono.
Notas finais
Bem, o capitulo mostrou mais coisas sobre aquilo que mencionei no inicio. O proximo talvez deixe as coisas mais claras ainda! Talvez alguns entendam.
Estou pensando já no final da fanfic. Pensei MUITO em fazer dois finais, o problema é que cada um teria uns dois capitulos. Queria saber se vocês aprovam essa ideia.
Se não, o primeiro final vai ser o definitivo.
Acho que fic terá uns 15 capitulos no total, ainda nada certo.
Também queriam que me dissessem seu casal preferido, só pra eu saber qual a preferencia aqui!
Espero que estejam gostando!
Chuuu~
Estou pensando já no final da fanfic. Pensei MUITO em fazer dois finais, o problema é que cada um teria uns dois capitulos. Queria saber se vocês aprovam essa ideia.
Se não, o primeiro final vai ser o definitivo.
Acho que fic terá uns 15 capitulos no total, ainda nada certo.
Também queriam que me dissessem seu casal preferido, só pra eu saber qual a preferencia aqui!
Espero que estejam gostando!
Chuuu~
Fale com o autor