I Miss You So Far
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Enfim, desculpem.
Boa leitura, espero que vocês gostem.
Já era quase noite e mais uma vez minha tarde terminou no mesmo lugar, com o mesmo vazio e a mesma dor no peito. Deus, eu já não aguentava mais aquilo me corroendo por dentro, eu queria viver, eu precisava de minha vida de volta. O problema é que essa vida tinha nome, sobrenome e um endereço. Endereço esse, que eu fazia de tudo para apagar de minha memória sem sucesso algum.
Durante anos Frank Iero foi tudo para mim, tudo que eu tinha e tudo que eu precisava ter. Eu realmente nunca me importei em ter que deixar meus planos de lado para realizar os dele. Eu era a pessoa mais feliz do mundo quando por minha culpa, suas lágrimas eram substituídas por aquele sorriso que me causava arrepios. Não que eu não tivesse problemas em minha vida pessoal, claro que tinha. Milhões deles, mas aquele sorriso infantil era o suficiente para me fazer esquecer qualquer coisa.
Frank era o motivo para eu continuar vivendo. Era ele a razão de todos meus antigos sorrisos, coisa que não se via em meu rosto há meses. Era por ele que eu levantava toda manha, e foi por ele que eu levantei da areia, seguindo em meu carro o caminho tão nostálgico e conhecido, parando apenas quando avistei a grande casa cor de areia.
Cada centímetro de meu corpo tremia quando tomei coragem para sair do carro. Suspirei, sentindo todo meu corpo se contrair por medo e ansiedade, mas antes de dar o primeiro passo em direção a casa, pude ouvir sussurros. Provavelmente alguém chorando. Decidi ignorar, mas mudei de idéia no mesmo instante em que ouvi meu nome entre os sussurros, e só então reconheci sua voz, a voz que fez meu mundo parar juntamente com meus movimentos e raciocínio.
Respirei fundo, procurando pelo ar que abandonara meus pulmões, sentindo minha garganta completamente seca e minhas mãos triplicarem os tremores. Em passos lentos segui os sons, encontrando a razão de todo meu sofrimento ali, debruçado sobre o parapeito da pequena ponte, se desfazendo em um choro angustiante. Meu peito parecia ter sido invadido por mãos que esmagavam meu coração continuamente. Minhas pernas não obedeciam meus comandos e eu não pude fazer nada além de ficar parado sem que ele me visse, e foi impossível conter as lagrimas que escorriam por meu rosto.
Não sei dizer ao certo por quanto tempo fiquei olhando-o. Ele parecia não ter mudado muito, a não ser por estar visivelmente mais magro. O corte de cabelo e a altura ainda era a mesma. Fui tirado de meus devaneios quando Frank se moveu, afastando o corpo tremulo pelo choro da ponte. A luz do sol já não estava presente e por isso minha visão era escassa, mas pude vê-lo suspirar, antes de subir no largo parapeito, com certa dificuldade, mas com rapidez o suficiente para não me dar tempo de impedi-lo, e então se jogou.
Minha respiração cessou no mesmo instante em que seu nome saiu de meus lábios de forma desesperada, e em cinco segundos a imagem de Frank que eu havia acabado de presenciar passou por minha mente um milhão de vezes, e, desesperado, segui os passos do pequeno ser dono de todo e qualquer sentimento existente em mim. Pulei também.
Confesso ter pulado na intenção de salva-lo ou algo assim, mas eu não sabia nadar. Mal podia prender a respiração por muito tempo devido à asma. Após cair na água, tive tempo apenas para abrir os olhos e ver Frank afundando ao meu lado. Veio-me a mente o dia em que o prometi que o amaria todos os dias de minha vida até o fim deles; Entrelacei meus dedos aos dele, que parecia já ter perdido a consciência, segundos antes de sentir o desespero pela falta de ar me consumir, unindo-me a ele na inconsciência, cumprindo minha promessa.
Notas finais
Foi um prazer ter vocês como leitoras nessa minha primeira capitulada, sim? Muito obrigada a todas vocês. Até uma próxima! ♥
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