Notas iniciais
Minha primeira Songfic, curti muito fazer, a primeira song para a primeira vez que escrevo com meu Shipper favorito.

Dedico-a as minhas duas lindas! Tia Cali que me deu uns toques legais e a minha onee linda que eu pentelhei e betou para mim. Amo vocês.

Espero que gostem e uma boa leitura.

I Miss you!

"Where are you and I'm so sorry

I can't sleep I cannot dream tonight

I need somebody and always

This sick strange darkness

Comes creeping on so haunting every time"

"Onde você está? Eu sinto muito, muito

E não consigo dormir, eu não consigo sonhar esta noite

Eu preciso de alguém e sempre

Essa escuridão estranha doentia

Vem se arrastando, me assombrando toda hora.

Estava deitado na cama de casal, que agora parecia maior que o comum, após sua partida. Era tão estranho, ela era pequena quando ele estava ali, agradável. Conseguia dormir e sonhar nela, mais quando ele partiu, nada disso era possível mais. Fria, desconfortável, assim como o quarto escuro, que só era iluminado, pelas luzes da rua, e nem a lua gostava mais de iluminar aquele ambiente.

Quando foi que o grego começou a ter medo do escuro? Não, Minos não tinha medo do escuro, nunca teve, porém, quando ele partiu o monstro de baixo da cama criou vida, e o medo assim como o vazio que sentia, tomou forma de escuridão e o assombrava. Não só à noite, mais a todo instante.

Lembranças on...

Nada na vida é perfeito, muito menos aqueles dois, mas havia harmonia e bem querer. Ao longe Minos viu o pisciano vir e já sorrindo como de praxe, acenou. Estava esperando em frente a agência de fotografias, não que ele fosse modelo, apesar das propostas, nunca aceitou, odiava esse tipo de exposição. Todos os dias o albino ia buscá-lo no trabalho. O pisciano era da parte administrativa. Mas se o grego pudesse escolher, ia querer que ele fosse enfermeiro, pois era médico e seria a combinação perfeita, mas o namorado não queria, sempre em busca de liberdade. O aceno não foi respondido, acompanhou o olhar do pisciano e só então percebeu que não era para si. "Quem diabos é aquele?" — Pensou ao fitar o italiano de sorriso maroto e olhar ameaçador, não que o rosto daquele homem mostrasse fúria, mais sim desejo, luxúria, e esse olhar Minos conhecia bem.

O sangue ferveu, e assim que o pisciano veio até ele o alertou, e decretou que não queria mais o peixinho como assim chamava, de papo com aquele imbécil. O pisciano sempre impassível concordou para evitar mais confusões. Mais sempre ao mesmo horário o homem de cabelos azuis e curtos estava à espera do pisciano, em uma provocação muda, e foi em um," Eu tenho namorado" que o sossego de Minos foi embora. Enlaçou a cintura do menor e o beijou na frente do outro. — Tem dono! — Disse, encarando o Manigold, Albáfica tinha dito o nome do "amigo" ao Minos.

-Até mais Albinha. — Disse intimo provocando e ignorando o outro, que logo foi segurado pelo namorado que levava aquilo nada a sério.

- Vamos ter sérios problemas se continuar falando com ele. — encarou as orbes cor de céu.

- Hey! Eu prometo. — Sorriu. — Eu prometo.

No outro dia, a primeira coisa que o rapaz fez, foi dizer ao Manigold para manter distância, e explicou toda a situação. O italiano concordou e se fez de amigo, mais logo correu para o chefe e debulhou a sua maneira toda a conversação, o pisciano foi advertido e meio que obrigado a falar com ele.

Desceu as escadas, já era hora de Minos ir buscá-lo, quando sentiu seu braço ser segurado.

- Com pressa Albinha? — Falou o moreno sorridente.

- Mani, por favor, nos limitaremos a apenas falar sobre trabalho em hora de trabalho. — Informou o azulado.

- Ok! Não está mais aqui quem falou. — O deixou, já tinha feito o que queria, Minos já tinha visto o pisciano. — Só mais uma coisa Alba, você é meu amigo de trabalho, não pode deixar de falar comigo pelo menos lá ok? Mais se te prejudicar eu dou uma desculpa ao chef! — Plantou a semente no rapaz ingênuo.

- Tudo bem Mani! — Sorriu, mais o sorriso se desfez ao ver a cara de fúria do namorado.

Chegando em casa a briga começou, foi só o tempo de fechar a porta atrás de ambos.

- Pensei que iríamos comemorar hoje, não é sempre que se completam vinte e três anos e junto a isso, três anos de namoro. — Colocou o bolo na mesa, arrumando, acendendo a vela decorada que comprou e depositando um pequeno embrulho de presente ali perto, tentando parecer calmo, e ficar calmo, mais não conseguiu.

- Tenho cara de Corno? — Olhou impaciente para o rapaz que o olhava espantado com o que acabara de ouvir.

- O que quer dizer com isso? Que eu o traí? Eu nunca faria isso, ainda mais com você! — Retrucou o pisciano exaltado.

- Como não? Prometeu que não falaria mais com ele, peixe. Você prometeu. Isso também é traição, não cumprir com promessas! — O albino estava pesaroso, não queria brigar, mais não se controlava, estava se sentindo enganado e traído.

A vela no bolo acabou por se apagar. Chocolate era o sabor preferido do pisciano, mesmo assim aquele bolo não foi tocado, e a chama da vela em forma de peixinho nunca foi soprada, nem o pedido especial que sempre se faz nos aniversários foi desejado.

- Ele trabalha comigo, entenda isso! — Pediu o Holandês.

- Ele quer te comer, isso sim. — Respirou fundo e completou. — Eu acredito em você, mais Albáfica, você é ingênuo. — Praticamente implorou para ser entendido.

A chama se extinguiu, a luz que vinha do peixinho no bolo foi apagada pelo vento que entrava na janela aberta.

- Seja claro, o que quer insinuar? Que sou ingênuo a ponto de te trair sem nem mesmo perceber? Não me trate como criança! — Acabou gritando, o que fez o Griffon se exaltar.

- Chega! — Gritou em retorno. — Vamos...- Se acalmou e fitou o bolo a sua frente, o sangue tinha se aquietado, e um sorriso mínimo surgiu nos lábios. Empurrou o bolo para o lado do pisciano, e lhe entregou uma caixinha bem embrulhada, o namorado recebeu, mesmo com certa relutância.

- Obrigado! — Sorriu, o sorriso que derretia o grego, mais quando era dirigido a outros, despertava seu lado mais negro, no entanto, o sorriso era para si, e logo arrancou um ainda mais largo e não menos bonito do albino.

- Eu te amo Alba! — Disse envolvendo o amante em um abraço apertado e terno.

O telefona toca. As juras de amor e os carinhos cessam, e a voz da secretária eletrônica dá o famoso bip e o recado nada agradável é ouvido por ambos.

" Alba? Alba? Você tá ai? — A voz por trás do telefone parecia confusa. -Não sei se está, também não me importa, é o Mani falando aqui, e quero dizer que... Eu amo você Albáfica e estou pouco me lixando pro idiota do seu namorado, que se fôda! Você é meu, nasceu para mim. Eu te amo e vou lutar por você!"

O recado foi dado, o rapaz atrás da linha desliga, o silêncio toma conta de todo o local, mas não por muito tempo. O grego sai em passos largos até a sala, simples e bonita, que havia sido decorado pelos dois, a pouco mais de dois anos. Já fazia um bom tempo que estavam juntos, felizes, e o canceriano apareceu e abalou a paz que convivia de forma harmoniosa com o grego e o holandês. Minos sentia, ou melhor, sempre soube que aquele maldito italiano queria o seu peixinho, e ele não iria permitir, mais o ciúme é um monstrinho que vai crescendo aos poucos e perde o controle; o monstrinho do Griffon cresceu e não tinha mais controle.

Quase correu atrás do albino, andou em passos largos e o alcançou, estava sentado no sofá de cabeça baixa, os fios desordenados pelas mãos nervosas. O pisciano de fato era ingênuo, e aquela declaração foi uma surpresa, não esperava, e não era recíproco, o coração do holandês sempre foi do grego, e de mais ninguém.

- Eu... Vou sair do emprego! — Disse sem jeito.

O albino riu, parecia um louco, o sorriso, ou melhor, a gargalhada, fazia o mesmo parecer alguém insano. — Eu estou errado não é, Albafica? — sua voz saiu irônica. — Você me traiu com ele. — Afirmou, mais dessa vez não sorria, fitava o nada.

- Não! Eu nunca... Eu juro que não sabia dos sentimentos dele. Minos eu te amo! Eu não sabia. — Insistiu e era sincero em suas palavras, no entanto, o grego estava cego. Completamente cego, só enxergando aquilo que queria ver.

"And as I stared I counted
The webs from all the spiders
Catching things and eating their insides
Like indecision to call you
And hear your voice of treason
Will you come home and stop this pain tonight
Stop this pain tonight"

" E enquanto eu olhava, eu contava

As teias de todas as aranhas

Pegando coisas e as comendo por dentro

Como a indecisão de ligar pra você

E ouvir sua voz de traição

Você virá para casa esta noite?

Acabe com esta dor esta noite. "

Lembranças off...

Deu o goto, ainda fitando o teto, encarando as estrelas, adesivos postos pelo pisciano...

- Porque estrelas amor? — Falou sozinho representando, revivendo a cena, sonhando acordado, e a pessoa em seu sonho respondeu.

- Oras por quê?! Para você lembrar de mim, e saber que lembro de você quando olho para o céu, qualquer representação do céu me lembra você, gatinho branco! — Sorriu e piscou.

Os braços do albino tentaram o alcançar, era tão real, e quando quase o tocava, a imagem sumiu, e os olhos do gatinho branco, marejaram. As lágrimas insistiram em escapar, e o único abraço que recebeu foi o de sua nova companheira, a solidão. E essa lhe deu lembranças nada agradáveis.

Lembranças on...

- Vou embora, Se não confia em mim, partirei, vai ser melhor para nós dois. — Concluiu o rapaz de fios azuis, seu rosto era triste, e molhado por lágrimas.

- Ainda está ai? Pensei que já estivesse ido. — Indagou de forma fria. Não recebeu resposta.

Não demorou muito para o pisciano arrumar suas coisas e partir, não olhou para trás, era doloroso. E foi nesse dia que todos os medos de Minos se apresentaram e ficaram sem pedir licença.

Lembranças off...

Se o telefone falasse, diria que não aguentava sair do gancho e voltar para o mesmo, ou ele mesmo faria a ligação. Três semanas que pareciam uma eternidade, pensou que ele iria voltar. Não dormia e muito mal comia, só o suficiente para resistir e ouvir o barulhinho daquele aparelho de telefone. Maldito orgulho, não aguentava mais, precisava dele, e nem mesmo as estrelas que contemplava desde sua partida, conseguiam amenizar sua dor. Ligou e a voz feliz do pisciano atendeu.

" Alô? Oi, aqui é o Alba, não posso atender agora, mais se quiser deixar recado."

Suspirou, por um instante, mas foi só por um instante. Ouvir a gravação do pisciano, foi sua mais nova forma de se distrair, mas não por muito tempo. Com exatos dois dias, o amor vencia o orgulh; não se pode esperar menos deste quando se é verdadeiro.

Se recompôs, não queria aparecer daquela forma para o amado; o namorado, nunca o chamou de ex. Foi até seu trabalho, e descobriu que o holandês tinha pedido demissão, foi até sua antiga casa e a mesma estava trancada. Os vizinhos disseram que ali não havia ninguém, e não sabia mais aonde ir, saindo a vagar pelas ruas. Viu o mar, e lembrou como ele gostava de ir ali, andou sem parar e não sabia mais onde procurar.

Foi então que lembrou, ele tinha um primo distante, o parente morava em uma cidade vizinha e não se demorou muito a chegar até lá, as lembranças de onde era a casa estavam escassas, mais o destino tem suas jogadas e não muito longe dali avistou o pisciano, passeando com um poodle. Riu com acena, estava bobo, feliz, idiota, não entendia como deixou aquele anjo escapar de suas mãos, riu sozinho, ficou nervoso, parecia que ia conhecê-lo pela primeira vez. Se escondeu entre as árvores, o coração estava descompassado, e pulava feito louco, como se quisesse escapar daquele peito. Céus precisava daquele homem como se precisa de água no deserto, como o sangue que corre nas veias. Não o deixaria mais escapar, não seria estúpido, já tinha aprendido sua dura e dolorosa lição, e faria de tudo para não provar mais dela.

Tomou fôlego e decidiu se aproximar, o que fez o pisciano arregalar os olhos e olhar o mesmo incrédulo.

- Minos?! — Falou mais para si do que para o outro.

- Já esqueceu de mim? É...não sabia que gostava de poodles. — Sorriu sem jeito.

- É do Dite, meu primo. — Disse e continuou a andar. — Adeus Minos.

- Fique comigo esta noite...Sinto sua falta, não perca tempo comigo, mais não me deixe. Sua voz não sai de dentro da minha cabeça e você não sai do meu coração, fique comigo esta noite, eu sinto muito, me perdoa meu anjo, desde que você partiu tenho medo do escuro, minha vida parou no tempo, eu não consigo dormir sem você!

Parou os passos, sentia tanta falta daquele estúpido, seus dias não foram muito diferentes, mais isso Minos nunca saberia. Virou e olhou para o mesmo que estava diante de si, ajoelhado com uma rosa vermelha em mãos.

- Sinto sua falta...

...

O corpo se mexiam, com a força do outro sobre si, indo e vindo com vontade, o fazendo mais uma vez seu; gemia de prazer, e mesmo inebriado em desejo e saudade, pode ver as estrelas no teto, poderia jurar que elas brilharam, vai ver estavam mesmo brilhando.

- Ahh Minos...

Os lençóis estavam bagunçados, suor se formava no corpo de ambos, os lábios vermelhos denunciavam os beijos de saudade... Os corpos se derramaram ao mesmo tempo, e com mais vontade do que as outras vezes. Mais beijos e juras de amor sem serem interrompidas.

- Você esqueceu seu presente. — O albino pegou a caixinha do criado mudo, ainda estava intacta.

O pisciano abriu o objeto, e dentro do mesmo havia uma aliança. — Minos...

- Não precisa responder agora. Apenas use, assim como essa. — Mostrou o anel em seu dedo e colocou a outra aliança na do pisciano que não o impediu. — Me perdoa peixinho!

Em um ímpeto o pisciano ficou por cima do grego. — Shiii — Colocou um dedo nós lábios do outro, e os fios azuis se misturaram aos brancos. — Eu aceito!

Se aquelas estrelas falassem...

"Hello there
The angel from my nightmare
The shadow in the background of the morgue
The unsuspecting victim of darkness in the valley
We can live like Jack and Sally if we want
Where you can always find me
And we'll have Halloween on Christmas

And in the night we'll wish this never ends
We'll wish this never ends"

" Eu sinto sua falta

Olá querida

O anjo do meu pesadelo

A sombra no fundo do necrotério

A vítima suspeita da escuridão do vale

Nós podemos viver como Jack e Sally, se quisermos

Onde você pode sempre me encontrar

E teremos Halloween no Natal

E de noite desejaremos que isso nunca acabe

Desejaremos que isso nunca acabe..."

The end?

Notas finais
Foi muito bom escrever uma musica que amo com o casal que amo *-*.
Reviews é sempre bom, criticas serão bem aceitas, mais com carinho kkk.

Há nada mais a falar, mas espero que curtam assim como curti escrever. Até mais ver!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!