I Might Suck Your Blood
2 Looks like we have our first family secret.
Aria estava encostada em um poste de luz, enquanto seus dedos se moviam rapidamente pelas teclas do celular novo. Ela contava para Spencer sobre o encontro mais chato que já tivera, enquanto esperava que seu pai chegasse em um estacionamento de uma lanchonete qualquer. Aquele havia sido realmente um dos piores de todos os tempos. O garoto, além de não ter nada de interessante para falar, ficou fazendo piadinhas sem graça o tempo todo, ela bufafa só de relembrar as horas torturantes que passara ali. Ele realmente não teria um segundo encontro.
Estava entretida em suas mensagens quando ouviu o som metálico de algo caindo. Uma lata de lixo, há poucos metros dela rolava pelo chão. Era apenas impressão dela, ou a noite se tornara mais fria e as estrelas pareciam estar se escondendo? Aria estreitou o casaco no corpo, pedindo, em seguida, para que viessem buscá-la mais rápido possível por mensagem.
Não demorou muito para que pudesse ver um homem se aproximando dela, o qual, infelizmente, não era seu pai. Era alto e tinha ombros largos, mas não demais, apenas na proporção certa. Seus cabelos negros e ondulados se bagunçavam ao vento, enquanto um sorriso um tanto malicioso surgia nos lábios do homem. Ele era bonito, com certeza, do tipo que faria todas as amigas de Aria suspirarem, mas tinha algo nele que dava calafrios na garota. E não em um bom sentido.
- Boa noite. — Cumprimentou-a, se aproximando. Seus olhos azuis pareciam cintilar.
- Boa noite. — A voz de Aria soou como um sussurro fraco, enquanto ela tentava esboçar um sorriso.
- Uma garota tão bonita como você não devia ficar sozinha assim de noite. Pode ser perigoso. — "Não quando seu pai é um original." Teve vontade de responder, mas achou melhor não. E já que a frase dele poderia ser considerada uma ameaça ou um flerte. Aria decidiu escolher flerte, até porque havia saído de um encontro horrível, e a aura perigosa do homem soava sexy.
- Sou Aria Pierce. — Estendeu sua mão com um sorriso no rosto. Sempre que dizia seu nome, lembrava de onde ele viera. A maioria das pessoas estranhava que ela não usasse o último nome de seu pai, como o de costume, mas sim o de sua mãe. O que acontecera, foi que Katherine se recusara a acrescentar Mikaelson em seu nome, e depois insistira que sua filha tivesse seu sobrenome, e seu pai, querendo evitar conflitos com a esposa temperamental, acabou aceitando. Aquilo fora motivo de zoação para o lado dele por anos na família.
O homem misterioso continuava se aproximando, e só parou quando seu rosto estava a centímetros de distância do dela.
- Não sou muito fã de formalidades. — Ele proferiu em um sussurro, encarando os olhos dela. Mas, mal teve tempo de terminar a frase quando algo o tacou na parede da lanchonete.
- Pai! — Aria exclamou, encarando um Elijah muito mais bravo do que ela já vira. Ele pulou para o homem, ainda um tanto atordoado e a cena em sua frente se tornou borrada, e difícil de se distinguir, enquanto seu pai e o homem misterioso se engalfinhavam em uma briga. A julgar pelo fato de que ele ainda estava vivo, ele provavelmente era um vampiro. Se ouvia alguns grunhidos de esforço, enquanto os dois borrões percorriam o estacionamento. A briga não demorou muito para terminar, com Elijah o pressionando contra o carro.
- Nunca mais toque na minha filha, nem se aproxime dela, me ouviu? Eu quero você longe da minha família! — A voz dele tremia de raiva, e Aria estava estática, observando a cena. Seu pai normalmente era uma pessoa muito pacífica e moral, ele nunca se descontrolava. Nunca. Aquela cena era completamente nova. Mais surpreendente ainda fora a expressão calma do homem, quase de deboche. Ele não sabia que estava sendo ameaçado por um original, ou era apenas sem noção? Ela sentiu a mão de seu pai a agarrando pelo braço e a puxando até o carro, e por mais que ela olhasse para tráz, o homem, quem quer que fosse, já havia ido embora. — Aria, me escute. Nunca mais quero te ver conversando com Damon Salvatore.
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