I Love-hate The Way You Are
11 Juntando as peças
Notas iniciais
Normal’s POV
Depois de alguns minutos, todos seguiram meio desconfiados até o parque de diversões. Uma mini van levava os turistas até o local.
(Ordem dos lugares: Otae, Sa-chan e Kagura, Kondo, Sougo e Gintoki, e Yamazaki e Hijikata)
Conversa das garotas:
Otae: Agora que estamos só nós, conte como isso acabou acontecendo Sarutobi-san?
Sa-chan: A historia foi bem longa. Resumindo eu me machuquei, ele me levou pro quarto, eu beijei ele, e depois, bem... Você já sabe.
Kagura: O que?
Otae: Nada demais Kagura-chan.
Kagura: Porque eu nunca sei dessas coisas...
Otae: Isso é um bom sinal, significa que o Okita-san ainda é confiável. Falando nisso, quem sabe agora o Gin-san não aceita o namoro de vocês dois?
Kagura: Sei não...
Sa-chan: Eu posso falar com ele, ou pelo menos impedi-lo de matar o garoto.
Kagura: Isso não é uma coisa pra se decidir agora, eu nem sei direito o que exatamente falar, ou como as outras pessoas vão reagir a isso. Além do mais, o careca tá por aqui, então vamos deixar a decisão pra quando voltarmos para Edo.
Otae: Tem razão, um pai idiota de cada vez.
-------------------------------------------------x--------------------------------------
Shinpachi: Gin-san, não precisa ficar tão calado pelo que aconteceu.
Sougo: Ninguém aqui está te julgando Danna.
Gintoki: Fiquem quietos, eu não quero ouvir a opinião de um monte de caras sem garotas.
Kondo: Se a masoquista conseguiu, será que eu também consigo me entender com a Otae-san?
Shinpachi: Desculpe, mas eu não acredito em milagres...
Sougo: Kondo-san, sem querer ofender, mas as mulheres ainda têm seus jeitos de conseguir as coisas, só que um gorila não tem nenhum atributo atrativo.
Shinpachi: Nossa, isso foi bem cruel.
Sougo: Por isso que eu coloquei o ‘‘sem querer ofender’’ no começo.
Hijikata: Ei, dá pra pararem com o papo besta?
Sougo: Hijikata-san, só porque você não tem sentimentos não precisa ficar bravo com a conversa.
Gintoki: Mas e você Souchirou-kun? Eu já te vi com um monte de garotas, mas não parecia interessado em nenhuma. Já que você não é um viciado em maionese, nem um gorila, e nem um par de óculos, qual sua desculpa? Joga no outro time?
Sougo: Eu não preciso de desculpa nenhuma, apenas do fato que nenhuma daquelas vagabundas era o meu tipo.
Shinpachi: Ei, parece que nós chegamos.
(todos descem da van)
Kagura’s POV
Aproveitei qualquer desatenção de Gin-chan e me distanciei de todos. Queria privacidade para poder pensar um pouco. Era ótimo estarmos fora do hotel por um tempo, porque assim o careca não tinha como ficar me vigiando. Um jato de água fria me acertou bem na cara, interrompendo meus pensamentos. Era o super sádico, que estava com uma pistola d’água num desses jogos de parque.
Kagura: Qual o seu problema idiota?
Sougo: Você parecia distraída, podia acabar se machucando.
Kagura: Então decidiu me afogar?
Sougo (sorriso sínico): Isso mesmo.
Kagura: Eu vou te matar!
Sougo: Talvez mais tarde, mas por agora, á que eu não consigo ganhar nada mesmo nessa porcaria de jogo, porque não damos uma volta?
Kagura: Não é perigoso?
Sougo: Sei lá, mas desde que começamos a namorar nunca tivemos um encontro sequer, então que tal fazermos isso agora mesmo?
Kagura: Pode ser... Que tal irmos na montanha russa?
Sougo: Não sei não, eu tenho algumas... Lembranças ruins desse troço.
Kagura: Medroso!
Sougo: Não é medo, apenas trauma, mas não quero falar sobre isso.
Kagura: Então vamos na roda gigante?
Sougo: Poder ser... A fila até que não está muito grande.
Sougo segurou minha mão e andamos até a entrada do brinquedo. Era estranho, porque nessas horas que nós realmente parecíamos um casal de verdade era quando eu ficava mais nervosa. Pra aliviar a tensão, resolvi começar um assunto.
Kagura: Ei, a Anego estava meio que perguntando como contaríamos ao Gin-chan que estamos juntos.
Sougo: E?
Kagura: Sei lá, você já tem alguma ideia?
Sougo: Vou dizer ‘‘Danna eu estou dando uns pegas na china girl.’’
Kagura: O que?
Sougo: Brincadeira. Eu ainda estou tentando achar uma forma de dizer sem ser cortado ao meio.
Kagura: Não acho que ele seria tão drástico assim.
Sougo: Tá bom, sei...
Kagura: Mas não é uma coisa a ser pensada de imediato.
Sougo: Pois é, deixa eu aproveitar esse momento sozinhos pra fazer uma coisa que eu já tava com saudades. (beija Kagura) Finalmente, nós passamos o tempo todo com os outros, e apesar deles saberem sobre nosso namoro, eu não posso fazer isso na frente deles.
Kagura: Pensei que você fosse o cara sem vergonha de nada.
Sougo: Agora é diferente.
Kagura: Nossa, essa coisa vai alto mesmo...
Sougo: A vista até que é legal.
De uma hora pra outra, as cabines da roda gigante pararam por completo, mas por achar que fosse normal, eu não dei à mínima. Até que nossa cabine começou uma espécie de queda livre. Não houve tempo pra pensar, aconteceu tudo muito rápido, só fui capaz de me posicionar de um jeito que aliviasse a queda. Logo que senti o impacto abri meus olhos novamente, e procurei pelo super sádico, mas ele continuava do meu lado com os olhos alertas, procurando uma explicação para o que havia acontecido. Foi quando eu vi uma multidão imensa de pessoas correndo desesperadamente, e finalmente entendi tudo. O motivo de a nossa cabine ter caído. O motivo da parada brusca da roda gigante. E, principalmente, o motivo pelo qual meu pai estava nesse lugar. Tudo isso causado por um monstro de oito metros de altura, completamente azul, com uma espécie de gosma saindo de 8 tentáculos que tinham pequenas garras afiadas como facas nas pontas.
Fale com o autor