I Love You... Te Quiero !
37 Um Plano Perfeito Que Falha !
Notas iniciais
– Esse é seu plano ? Torna-me o Deus dos Deuses ? – Pergunta-lhe Órion, com certa repugnância na voz.
Sentando em sua cama Zeus da de ombros e continua a fitar a porta de seu quarto, enquanto Órion estava sentado na poltrona ao lado da cama, olhando-lhe interrogativamente.
Era só o que me faltava... Ele enlouqueceu de vez ! Isso tudo é ódio ? Pergunta-se o ex-caçador de Ártemis.
O Deus dos Deuses, Zeus, esperava que seu plano a prova de falhas fosse bem aceitou pelo caçador, mas ao que tudo indicava o mesmo não iria ceder a esse plano estúpido.
– Sim, esse é meu plano. Algum problema ? – Pergunta, altivo.
– Na verdade, eu tenho sim problemas quanto a esse seu plano. Ele é ridículo. Eu não quero ser o Deus dos Deuses, eu... Eu só quero a minha Lady. Ártemis é tudo o que quero.
Zeus revira os olhos, irritado.
– Você acha mesmo que Apolo vai deixar você ao menos se aproximar de Ártemis ? Mas é claro que não, seu idiota. O único jeito de isso acontecer e você virar o Deus dos Deuses é expulsar Apolo do Olimpo.
– Mais se eu o expulsar, Ártemis vai me odiar – Rebate ele – Prefiro conquistar-la do meu jeito – Conclui, se endireitando na poltrona macia.
Zeus levanta-se da cama e se põe enfrente a Órion, olhando-o severamente.
– Seu bastardo idiota ! – Grune Zeus irado, o que faz Órion ranger os dentes – Eu te ressuscitei exclusivamente para você acabar com a felicidade deles. E reconquistar Ártemis, é claro. Você vai fazer o que eu mandar. Entendido ?
O caçador se levanta, ficando cara a cara com Zeus.
– Por que tenho que obedecer a esse plano estúpido ? Ele não vai me beneficiar em nada, afinal Ártemis vai me odiar. Eu não quero ser o Deus dos Deuses. Não tenho culpa se você foi burro o bastante para me ressuscitar e infligir uma das mais antigas e poderosas regras. Zeus, você precisar entender que seus métodos para conseguir as coisas são indiscutivelmente ridículos. Eu detesto você.
Órion dar-lha as costas e segui para a porta, decidido a sair dali.
– Você achou mesmo que eu iria te ressuscitar e não ter um plano B ? Órion, não seja ingrato. Se você não me obedecer, eu te mando para o Tártaro, seu moleque.
Órion vira-se e o encara intensamente, para logo sorri desdenhoso.
– Você não vai me mandar para o Tártaro – Afirma, sorrindo zombadoramente.
Zeus arqueia suas sobrancelhas, indignado com o que ele acabou de dizer.
– E por que eu não te mandaria para o Tártaro ?
Órion dar de ombros, se vira e abre a porta.
– Porque se você me mandar para o Tártaro eles vão saber que algo em seu plano estúpido deu errado. Ou seja, eles vão saber que você falhou. E seu orgulho não vai permitir que eles saibam disso, então você não vai me mandar para o Tártaro, Zeus – Diz, para logo sumir da vista de Zeus, deixando-o furioso para trás.
Quem esse maldito caçador pensa que é ? Ele está brincando com fogo. Droga ! Agora vou ter que apela para o plano B.
[...]
Ela seca as poucas lágrimas que teimavam em cair.
Antes de conseguir esconder completamente da loira sentada as sua frente ás lágrimas que teimavam em cair, um soluço baixo escapa de sua boca.
Atena olha-lhe preocupada, mas a ruiva sorri confiante e decidida a não derramar mais nenhuma lágrima.
– Chorar não vai adiantar em nada – Sussurra tanto para si, quanto para Atena.
– Verdade. Mas guarda as lágrimas pode ser pior, pois isso corroer por dentro – Comentar a loira, sabiamente.
Ártemis não diz nada, não era preciso falar nada. A loira não queria uma resposta sua, na verdade.
– Eles estão demorando – Diz ela, olhando para o chão, tentando não fitar a loira, pois a mesma poderia vê a angustia que sentia ao não ter Apolo perto de si.
A porta que da acesso a sala do palácio de Poseidon é aberta bruscamente, mas a mesma não revê-la um Apolo impecável, ou um Poseidon imponente, a mesma revê-la um Órion levemente ofegante.
As duas deusas olham-se de relança para logo se porem em pé, fintando com raiva o moreno que caminhava para perto de si.
– O que faz aqui, caçador ? Como conseguiu entrar aqui ? – Pergunta Atena, entre dentes.
– Se esqueceu que sou filho de Poseidon, madrasta ? Posso entrar aqui a hora que quiser. Quando ele não estiver, é claro.
A primeira reação que Atena tem é resmungar maldições em grego antigo. Mas logo quando o mesmo tenta avança em sua direção, para se aproxima da ruiva que o encarava com raiva, Atena empunha sua espada e a aponta para a jugular do mesmo, que recua rapidamente.
– Não seja rancorosa, Palas. Eu não vim aqui para brigar nem nada, apenas quero falar com Lady Ártemis, em particular – Diz, um tanto nervoso ao vê a loira com uma espada na mão.
Ártemis da de ombros e suspira, olhando para um ponto qualquer da sala. Seu corpo demonstrava sua inquietação, mas ao mesmo tempo mostrava sua superioridade.
– Não temos nada para conversa, Órion. Você morreu e eu não falo com mortos ressuscitados apenas para acabar com minha felicidade. Sou rancorosa, caçador – Diz ela, com uma indiferença glacial.
Ele sorri, o que faz as duas questionarem a sanidade mental dele.
– Fico muito feliz que ainda me considere um caçador, Lady Ártemis – Sua voz e repleta de emoção.
Ele realmente ficou feliz em ser considerado pela mesma um caçador.
A ruiva fixa sua atenção nele, repleta indignação.
– Você é um caçador, só não é mais meu caçador – Rebate ela, com certa amargura na voz.
Ele suspira, não querendo mais se aprofundar neste assunto.
– Eu sei que logo Apolo vai chegar, assim como Poseidon. Afinal eles amam demais vocês para deixarem vocês ficarem sós por alguns horas, então vou ser breve, senhoras.
– Não se apresse, caçador. Estou disposta a ter corta bem devagarzinho, sem pressa – Resmunga a loira, acidamente.
Ártemis sorri de lado, um sorriso que a mesma aprendeu com Apolo.
Órion sente seu sangue ferve ao vê o modo como a ruiva sorria. Ela estava ficando idêntica ao loiro e isso o aborrecia muito.
Ele revira um pouco os olhos, meio exasperado.
– Como sempre, você é muito carinhosa, Atena. Mas estou com pressa e não quero desfrutar de seu carinho – Ele faz uma pausa dramática – Zeus não me ressuscitou unicamente para destruir sua felicidade, My Lady. Ele quer que eu me torne o novo Deus dos Deuses.
Atena explode em uma gargalhada estrondosa, achando graça nas palavras de Órion. Mas já a ruiva fica quieta, sabendo que ele não iria brincar com uma informação dessas.
– V-você é um-uma graça, Órion – Diz a loira com dificuldade por conta do ataque de riso.
Ele dá de ombros, já esperando uma reação dessa vinda da loira.
Atena para de gargalhada mais ainda continua rindo internamente do caçador.
– Não espero que acreditem em mim, apenas quis avisar antemão para que vocês não sejam pegos de surpresa. Não quero aceitar isso que ele está propondo, mas acredito que não terei alternativa. Afinal, ninguém diz não para Zeus.
Atena tomba a cabeça de lado, tentando achar resquícios de humor no que ele disse, mas o que ela achou a deixou desnorteada. Verdade, ela achou verdade em cada palavra que ele disse.
Órion da de ombros e se encaminha para a saída da sala, mas antes de ir embora o mesmo se vira e encara intensamente a ruiva.
– A cada dia que passa você se torna mais bonita. Irresistível. Sei que não sou tão esplendoroso quanto Apolo, mas prometo que se ficares comigo nunca, nunca mesmo vou te trair, minha senhora. Você é a razão de cada sorriso que dou. Apolo não merece alguém tão... Especial.
Ele vai embora, deixando para trás uma Ártemis atônica e com o coração acelerado e uma Atena confusa e muito nervosa.
[...]
O quarto do castelo do Deus dos Mares parecia ter encolhido e ficado sufocante para a ruiva. Ártemis estava preocupada com o loiro.
O corpo de Apolo se contorcia de raiva, pura e feroz.
Ártemis nunca viu o loiro tão... Descontrolado.
– Apolo...
O loiro se afasta da mesma e encara a parede, para logo socá-la com força, fazendo a mesma rachar.
Ártemis suspira, apreensiva.
Mas mesmo apreensiva ela se aproxima do loiro com doçura.
– Por favor, Apolo... Ele só veio contar o que Zeus planeja. Não fez nada comigo ou com Atena. Por favor...
– Será que não percebes ? Ele veio aqui contar isso só para que você ficasse com pena dele. Para que quando ele assumisse o trono e me expulsar-se do Olimpo você não o culpar.
Ela segura sua mão antes que o mesmo volta-se a socar a parede do quarto.
– Por favor, amor... Apolo, eu te amo. Nunca vou gostar dele. E...
Ele se afasta dela com brusquidão. Estava descontrolado demais para querer ouvir-lhe.
– Apolo, aonde vai ? – Pergunta ao vê o mesmo abrindo a porta do quarto.
Ele se vira e só ai Ártemis percebe algo que a choca. Ela percebe o ódio que ele sentia.
Ela já sabia que ele detestava Órion, agora sentir ódio... O ódio é um sentimento tão forte que chega a cegar as pessoas. E ela estava com medo que o Deus dos Médicos estivesse cego pelo ódio.
– Irei torcer o pescoço dele, para que ele aprende onde é seu devido lugar – Diz, coma voz rouca e áspera.
Ártemis fica estática vendo o mesmo ir embora fazer sabe-se lá o que. Se a mesma soubesse que contar-lhe que Órion esteve ali pudesse o desestabilizar tanto, não tinha dito nada.
Seus pés ganham vida própria e a mesma corre em direção ao loiro. Ela enlaça sua cintura com os braços magros.
Ele se vira e a encara com certa raiva.
Os segundos vão passando e nada é dito ou feito. Eles apenas ficam ali, um apreciando a presença e o cheiro do outro.
Quando ela percebe que ele está mais calmo, Ártemis captura seus lábios em um beijo sôfrego e desesperado.
– Eu te amo, Apolo – Diz ela, se afastando um pouco dele.
O mesmo se vira completamente para olhar-lhe no fundo dos olhos.
– Não quero que suje suas mãos fazendo nada imprudente. Vamos vencer essa pequena guerra jogando o jogo deles.
– Como assim ? – Pergunta confuso, agarrando possessivamente a cintura de Ártemis.
Ela sorri minimamente.
– Se Zeus quer colocar Órion no poder só para nos menosprezar, não vamos deixar. Vamos colocar outra pessoa no trono. E eu já sei até quem.
– E quem seria, Ártemis ? – Pergunta o Deus-Sol, muito curioso.
Ela não responde, apenas alarga seu sorriso.
Fale com o autor