I Love You... Te Quiero !
35 Os Amores Só Atraem Guerras !
Notas iniciais
Encolhida em um canto do escritório estava Ártemis e Atena, a loira tentava acalmar a ruiva com todos os argumentos céticos que a mesma conhecia. O que eram milhares.
Apolo já havia esgotado todos os seus argumentos emotivos para fazer-lhe parar de chorar. Mas nada parecia adiantar. Ela estava desolada, e principalmente desorientada.
A chegada repentina e frustrante de Órion afetou completamente seu emocional. Não porque a mesma sentia algo por ele, mas sim, pois um sentimento bastante esquecido e enterrado em seu ser havia desabrochado mais uma vez. A culpa.
Ela sentia-se culpada, muito culpada. Afinal, havia sido ela quem matará Órion, mesmo sem saber, é claro.
Apolo estava num canto afastado conversando com o moreno inquieto. Poseidon.
– O que será que Zeus pretende ? Além de transforma minha imortalidade em um inferno, é claro – Pergunta o loiro.
– Ele sabe que com a volta de Órion, além de destruir seu relacionamento ele ia me irritar profundamente. Órion é uma das minhas maiores decepções.
– Ele não ama, Ártemis.
– Creio que ama, Apolo. Por mais que eu deteste admitir isso em voz alta, antes de se torna um caçado ele era problemático. Não de uma forma visível. Em seu intimo, ele acreditava que um dia eu cederia meu trono para ele. Mas quando percebeu que isso não ia acontecer, ele me atacou da pior forma. Levando minha ex-esposa para a cama. Para a minha cama. Por mais que eu não a amasse, meu orgulho ficou muito ferido. Quando ele entrou para a caçada, mudou completamente. Chegou até a me pedir perdão.
Poseidon passa as mãos pelo cabelo, para dá uma boa olhada em sua mulher ao lado da ruiva. Apolo o segue com o olhar e se fixa em Ártemis, que soluçava.
– Puro fingimento o dele – Retruca o loiro, encarando a deusa da caça – Ele é um desgraçado, idiota. Só quer me tirar Ártemis – Os dois homens se olhar – Mas uma coisa é certa, Poseidon. Se ele voltar a se aproximar da minha mulher, não terei piedade. Mandarei seu filho para o tártaro. Nem que para isso eu tenha que começar uma guerra.
Poseidon suspira, para logo decretar algo que até agora Apolo ainda não tinha percebido. Ou fingia não perceber.
– Apolo, nós já estamos em guerra. Uma guerra contra Zeus.
Apolo respira com certa dificuldade, mas se recompõe logo.
– Eu já imaginava que isso viria há acontecer. Mas pensei que seria por outros motivos, não porque estamos amando as pessoas, que Zeus julga serem erradas. Ele é um filho da puta mesquinho.
– Calma, sobrinho. Ele ainda é seu pai. E infelizmente meu irmão.
– Não me peça para ter calma. Não mesmo – Diz trincando os dentes e estreitando os olhos azuis, agora, com uma mescla de dourado.
– Apolo, não podemos declarar uma guerra a Zeus. Não abertamente. Ele tem muito poder. Por enquanto !
– Ela não para de chorar. Isso me destroça por dentro – Diz ele, encarando a ruiva com ternura e amor.
– Vá até ela. Faça-a parar de chorar. Vocês se amam. Não devem ficar se martirizando. Pelo menos, não por hoje – Diz ele, com a voz rouca e grossa.
Apolo caminha até a ruiva e a puxa para um abraço. Ela se aninha em seus braços, fechando os olhos e exalando o cheiro dele. Seus soluços e lagrimas vão aumentando.
– Ártemis... Amor, por favor... Tudo vai ficar bem. Eu prometo – Diz ele, com a voz terna e compreensiva.
Seus braços envolvem sua cintura e ele enterra seu nariz no pescoço dela.
Poseidon envolve Atena nós braços também. Por mais que ela permanecesse forte diante daquela situação, ele sabia o quão desconfortável era saber que Órion estava vivo. Principalmente porque ele e Atena nunca se deram bem.
Atena não suportava Órion. Mesmo que ele nunca tenha lhe feito nada. Ela não gostava da presença dele.
– Acho melhor dormimos um pouco. Amanhã será um dia longo e muito cansativo. Se eu conheço Órion bem, ele virá aqui – Diz o moreno, beijando o topo da cabeça de Atena.
– Durmam aqui, Apolo. Posso mandar organizarem um quarto de hóspedes para vocês dois – Sugere Atena.
– Não. Não queremos atrapalhar – Começa ele – Não mais do que já atrapalhamos vocês dois – Completa.
Apolo se separa de Ártemis, mas sem deixá-la ir para longe de si.
– Não seja bobo. Vocês podem sim ficarem aqui. Além do mais, Órion com certeza está no Olimpo. Não é bom que vocês se encontrem – Diz ela.
– Tudo bem – Responde uma vozinha feminina e delicada.
Apolo olhar para Ártemis e lhe oferece um sorri tranqüilizador. Ela tenta lhe sorri de volta, mas acaba falando miseravelmente.
– Tudo bem, ficaremos – Diz ele com convicção.
[...]
A mesa estava repleta de comidas variadas. Um verdadeiro banquete digno de um Deus.
Pena que nenhum dos quatros tocou na comida.
– Vamos, precisamos comer – Tenta incentivar Poseidon. Mas nem ele queria comer.
– Estou sem fome, amor – Fala, Atena.
– Eu também não estou ! – Dizem em coral, Apolo e Ártemis.
Eles dois se olham, para logo sorrirem minimamente.
– Hum... Bem... Temos que nós alimentarmos, hoje é natal – Poseidon tenta soar alegre.
Os três riem um pouco, eles nem se lembravam desta data festiva.
Os deuses não comemoravam o natal. Era uma data exclusiva dos mortais. Mas isso não quer dizem que eles não podia se divertir ou trocar presentes neste dia. Mas como aquele não era um natal agradável, não haveria troca de presentes.
Com a comida intocada eles quatro saem da mesa. Todos presos em suas próprias linhas de raciocínio.
– Precisamos resolver uma certa pendência hoje. Só eu e Apolo – Comunica Poseidon, as meninas.
Elas os encaram.
– Que pendência ? – Perguntam elas, ao mesmo tempo.
Eles se olham, para logo suspirarem.
– Temos que falar com Hades. Ele é o único que pode nós da algumas respostas, no momento.
– Também quero ir – Ártemis brandiu.
– Eu também, oras – exclama Atena.
Eles seguem até a sala de visitas.
– Não acho que seja uma boa idéia vocês irem – Comenta Apolo.
Ártemis olha-o fulminantemente.
– Não mesmo. Essa é uma conversa de homem para homem – Encerra Poseidon.
– Que comentário mais machista – Diz Atena, horrorizada – Isso é ridículo ! – Completa, se jogando em um sofá, completamente irada.
Ártemis junta-se a ela, tanto sentando-se no sofá, quanto partilhando de sua irá.
– Entendam – Começa o loiro, ao lado de Poseidon — Temos que conversa com ele a sós, unicamente porque esse assunto em questão deixa vocês dias abaladas.
– Até algumas poucas horas atrás você estava irritadíssimo. Então não venha me dizer que esse assunto nós abala unicamente.
– Temos uma emocional menos frágil – Completa Poseidon.
– Desde quando você virou tão machista, Poseidon ? – Pergunta a loira, incrivelmente descrente.
O moreno suspira, mas quem fala é o loiro.
– Por favor, entendam. Precisamos resolver esse assunto da forma mais fria e inteligente que conseguirmos. Vocês estão com as emoções a flor da pele. Principalmente você Ártemis. Deixem-nos resolver isso.
Elas ficaram caladas, irritadas e evidentemente magoadas.
Eles entenderam esse silencio nada agradável como um consentimento da parte delas.
– Precisamos ir, mas prometemos voltar logo e com o máximo de informações possíveis – Diz o moreno, tentando tranqüilizá-las.
Após um longo e demorado beijo que ambos os casais trocaram, eles foram-se.
[...]
Trajando seu vestido vermelho chamativo, Afrodite deixa seu templo.
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Por onde a mesma passava homens a olhava.
Sua cabeça dava voltas e mais voltas, tudo graças à conversa peculiar que ela tivera com Hefesto. Durante toda a conversa ela corou, ou sorriu bobamente. Uma atitude infantil e que ela nunca teve.
Isso estava lhe inquietando.
Ela foca-se no caminho que percorria, mas ao vê uma figura masculina vindo em sua direção. Seu corpo trava.
Mas quer merda... O que está acontecendo aqui ?
Órion passa pela mesma se nem ao menos cumprimentá-la. Afrodite vira-se para encarar o homem que acabará de passar.
– Você morreu – Afirma ela.
– E você é muito indelicada – Diz ele sem se virar nem nada.
Afrodite fica vendo-o se distanciar. Estava atônica e muito surpresa.
– Vejo que você teve o desprazer de se reencontrar com Órion – Uma voz masculina fala, bem perto de seu corpo.
Ela se sobressalta e se afasta um pouco.
– Você me assustou, Hefesto.
– Desculpe. Não foi minha intenção.
Ela sorri sem graça, mas logo fica seria.
– Ele... Ele... Ele está morto.
– Não, ele estava morto. Órion foi revivido por Zeus.
– O QUÊ ! Você está brincando, não é ?
– Não, eu não estou.
– Por que ele faria isso ?
– Quer mesmo que eu diga ? Aposto que você já sabe.
– Ele quer destruir o namoro de Apolo e Ártemis, não é ? – Pergunta ela, já sabendo a resposta.
Ele da de ombros, só ai ela percebe que o mesmo segurava uma caixa media toda embrulhada com papel de presente.
– Zeus é muito imprevisível. Mas, não quero falar sobre isso, não agora. Isso aqui é para você – Diz, para logo dar-lhe a caixa.
Afrodite quase pula de tanta felicidade.
– Como eu sei que você gosta do natal. Apesar de eu não saber o porquê, já que nenhum deus gosta, eu te trouxe um presente.
– Eu não sei o que é, mas sei que vou amar. Você tem um ótimo gosto para presentes.
Ela abre a caixa rapidamente. Seus olhos brilham ao vê o que ali tinha.
– Eu mesmo que fiz, pena que não combina com seu vestido – Ele diz.
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– E maravilhoso, Hefesto. Eu amei. Muito obrigada.
– Só aceito o seu agradecimento se você almoçar comigo, hoje.
Ela sorri.
– Aceito. Mas antes, eu preciso comprar algo para você.
– Não é preci...
– Calado, eu vou comprar e pronto.
Ele sorri um pouco com a teimosia dela.
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