I Love You... Te Quiero !

42 O Coração Quer O Que Ele Quer !


Notas iniciais
Oi, tudo bem? Ainda existe alguma alma caridosa e extremamente paciênte que vai ler este cap, depois de um século sem postar nada? Espero que sim *-* Kiss, Kiss, Kiss

Guarde seu conselho, eu não vou ouvir

Você pode estar certo, mas eu não ligo

Há um milhão de motivos para eu te deixar

Mas o coração quer o que ele quer

Héstia sentia-se cada vez mais sufocada com toda aquela situação. Nunca fora sociável, muito menos comunicativa ou expressiva. Por isso, ele teve muita dificuldade em seu torna seu amigo. E ironicamente uma facilidade absurda em se torna seu primeiro e único amor.

O destino é traiçoeiro demais!

Enquanto todos elevavam a voz, brigando mais uma vez por suas escolhas, ela mantinha-se quieta ao lado de Órion, analisando-o discretamente. O plano não podia falhar. Ela não poderia falhar. Tudo era tão complicado, e ela entendia isso.

O grande motivo pelo qual a mesma tinha concordado com tudo isso era que Héstia entendia o desespero de Apolo em querer ficar com Ártemis, em querer ter o seu final feliz. Ela mesma queria ter um final feliz, mas sábia que não seria por agora. Ainda demoraria um tempo.

Este é um conto de fadas moderno

Sem finais felizes, ou vento em nós

Mas eu não consigo imaginar uma vida

Sem esses momentos de tirar o fôlego, me quebrando

Quebrando, quebrando, quebrando

Órion estava tão ou mais perdido naquilo tudo que ela, mas a mesma não iria compadecer-se, pois se ele concordará com isso tudo, o mesmo era contra tudo o que ela mais buscava e admirava: o amor. E se fosse assim, ele não era só inimigo de Apolo, mas também seu.

Quando Apolo a procurou, ela já suspeitava que o mesmo quisesse ajuda, só não sabia que seu plano era tão complicado e que envolveria tantas questões: Sorte, paternidade, lembranças e ela própria. Na verdade, todas as outras questões dependiam dela.

Se tudo desse certo, a mesma não só poderia voltar a sorri, como também poderia voltar a tê-lo ao seu lado.

Fora um doce e estúpido erro pensar que eu teria chances com ele... Agora!

[...]

NO OLIMPO

Um dia antes...

Apolo aproveitou que Ártemis estava conversando com suas caçadoras e fora ao encontro do templo da deusa da família.

Assim que avistou o pequeno e aconchegante templo, suspirou.

Parou enfrente a pequena construção e ficou fitando a porta de madeira por um tempo. Estava indeciso e tinha medo que ela nega seu pedido. Na verdade, quem em sã consciência aceitaria seu plano?

– Vai ficar encarando minha porta até quando? – Pergunta, uma voz infantil.

Apolo se sobressalta e vira-se depressa, deparando-se com uma garota de 13 anos, olhando-o curiosamente.

Ele solta mais um suspiro e sorri de forma culposa.

– Desculpe-me, Héstia. Fora indelicado da minha parte ficar encarando sua porta. Peço que perdoe-me – Sua voz sai polida.

Ela sorri minimamente.

– Não é pra tanto, Apolo. Só estou curiosa em saber o que o grande Deus-Sol quer comigo.

O sarcasmo presente em sua voz não passou despercebido pelo deus, que volta a esboçar um pequeno sorriso, mas que logo some, fazendo-o assumir uma postura séria ao lembrar-se de o porquê está ali.

–Tenho algo a te pedir... Algo que vai soar como uma tremenda loucura. E que talvez você não aceite... Mas mesmo assim eu preciso tentar. Tudo depende disso... – Sussurra para si mesmo, para logo em seguida mudar o peso dos pés.

Apolo estava visivelmente nervoso, o que só atiçava ainda mais a curiosidade da deusa.

– Vamos entrar, então. Se seu pedido é tão perturbador a ponto de te deixar tão... Ansioso, eu acho que você não irar querer fazê-lo aqui fora – Fala, passando por Apolo e vasculhando o bolso de seu jeans surrado para achar a chave de seu templo.

Héstia sempre fora uma mulher de mente antiga e ao invés de preferir uma tranca mágica, ela preferia a velha e boa chave. Era mais familiar, ao seu vê.

Engolindo em seco e tendo em mente que não poderia demorar ali, para que Ártemis não desconfia-se de nada, pois não queria dar-lhe falsas esperanças, Apolo segue Héstia para dentro do templo.

Assim que a porta é fechada, ele desanda a falar, deixando Héstia um pouco atordoada, mas muito satisfeita, pois enfim fora lhe proposto algo que, além de beneficiar os outros, também iria lhe beneficiar.

Era loucura o plano, mais uma loucura decerto muito necessária.

[...]

NO OLIMPO

Atualmente...

Não era segredo para o Deus-Médico de que Héstia era apaixonada por Hermes, pois o próprio deus mensageiro havia-lhe confidenciado isso, um tempo após Héstia expressar seus sentimentos para consigo da forma mais avassaladora possível.

Apolo logo tratou de apoiar totalmente um romance entre os dois, mas Hermes completamente tomado pelas incertezas e pelo medo de magoar a única mulher que o fez sentir-se confortável em passar um bom tempo de sua imortalidade ao seu lado, afastou-se completamente de Héstia, deixando-a desolada e um Apolo extremamente irritado.

Contudo, graças ao fato dele ter se lembrado disso — sim, ele esqueceu-se do drama envolvendo Hermes e Héstia -, o mesmo formulou em sua mente o plano mais insano que poderia formular. Mas não é segredo para ninguém que Apolo tem certa tendência a fazer loucuras, principalmente se essas loucuras envolverem Ártemis.

Custe o que custar, nós iremos ficar juntos!

Apolo é despertado de seus devaneios pela voz grossa de Zeus, mandando todos calarem-se, mais uma vez. Ele estava perdendo a paciência. E isso era bom.

– Estamos aqui por um único propósito, e pelo que estou vendo todos estão fugindo do objetivo original dessa reunião. O que é lamentável, pois só estão tentando evitar o inevitável – Rosna.

Ele levanta-se de seu trono e caminha até Héstia e Órion, pondo-se em frente aos dois.

– Como todos aqui sabem, meu voto vai para Órion – Fala enquanto seu olhar recai sobre Poseidon, que o encara de volta com agressividade – E o de Poseidon vai para Héstia, não é mesmo irmão? – Pergunto, usando um tom falsamente carinhoso.

Mesmo sem saber o porquê de Héstia está ali, tentando alcançar algo que ele tinha quase certeza que ela não queria, Poseidon afirma positivamente. Seu voto pra dela.

Órion ligeiramente deixa transparecer sua magoa.

– Hades, em quem você vota? – Pergunta Zeus, fixando agora sua atenção no deus do submundo.

– Héstia – Afirma sem nem ao menos cogitar Órion como uma opção válida.

– Minha doce esposa, Hera, diga-nos em quem você votar, por favor – Pede, usando novamente um tom falsamente carinhoso.

A deusa do casamento engole em seco, sabendo que sua escolha irá irritar profundamente Apolo e os demais quem estão ao seu lado, mas o que mais uma pessoa egoísta como ela poderia fazer? Com Órion no poder, tanto ela quanto Zeus ainda permaneceriam governando, das sombras, mas mesmo assim governando. Sem contar que, perde seu posto de deusa suprema para Héstia, estava fora de cogitação na cabeça de Hera.

– Meu voto é em Órion – Fala, suavemente.

O espanto fora geral, todos ali estavam crentes que Hera votaria contra só para afrontar Zeus, mas pelo visto, o suposto amor que os unia era mais forte que tudo.

Ele é um maldito, um cachorro sarnento, o pior dos piores, mas ficar ao lado dele é minha única chance de continuar no poder. Principalmente porque sei que ele já tem tudo esquematizado. O infeliz é esperto demais para dar um tiro no escuro! Pensa Hera, referindo-se nestes termos carinhosos a Zeus.

O quase ex-Deus supremo sorri, ao constatar que sua esposa ficou ao seu lado.

No final das contas somos iguais... Loucos por poder! Pensa ele.

– Como ela pode? – Ártemis começa sussurrando baixinho só para Apolo escutar – Ela até casou Poseidon e Atena, com eu pensei...

– Para esses dois, sempre o poder falará mais alto, Ártemis. Mas não se preocupe, tudo ficará bem – Afirma baixinho, tentando confortá-la.

– Como pode ter tanta certeza? – Sua voz sai frágil e Ártemis se amaldiçoa por isso. O que ela menos queria naquele momento era parecer frágil.

– Certeza eu não tenho, mas eu acredito no poder desse amor, pois agora eu entendo que nosso amor não fora algo criado por Afrodite. Ele é só nosso, Ártemis. Nascemos predestinados a ficarmos juntos!

Ela queria sussurrar algo de volta, algo que fosse tão lindo quanto o que ele acabará de lhe dizer, mas sua atenção fora capturada pela voz de Zeus perguntando a Hermes em quem ele iria votar.

– Voto em... Héstia – Sua hesitação não passou despercebida pela deusa familiar, nem por Apolo.

– E você Dionísio, em quem vota? – Pergunta o deus dos raios.

Dionísio remexe-se desconfortavelmente, detendo da atenção de todos. Ele sabia em quem deveria votar, mas não queria, pois isso iria lhe indispor com os deuses que ele mais admirava. Mas trato era trato.

– Irei votar em Órion.

Zeus lança-lhe um ligeiro olhar de cumplicidade.

Naquele momento, vendo os olhares magoados de Apolo, Poseidon, Atena e Ártemis, o deus do vinho sente-se mal, muito mal.

– Querida Afrodite, em quem tu votas? – Pergunta Zeus.

Todas as atenções recaem sobre a deusa do amor, que morde seu lábio inferior.

– Bem, eu... – Ela engole em seco – Meu voto vai para... Eu... Hum... Bem...

– Querida, pare de enrolar e fale logo. Diga-nos quem é a pessoa que você acha mais qualificada, entre esses dois, para assumir o trono – O sorriso macabro que Zeus estampava no rosto já dizia tudo, ele tinha dito ou feito algo que com certeza influenciaria o voto da deusa do amor.

Afrodite inspira e expira, tomando coragem.

– Órion... Eu voto em Órion – Sua voz sai esganiçada, como se aquelas palavras tivessem que arranhar sua garganta para poderem sair.

Se todos se espantaram ao ouvir Hera votando em Órion, imagina ao ver Afrodite, Deusa do Amor, aquela que sempre lhes apoiou, votando contra.

O assombro fora tanto que Atena deixou escapar um sonoro “não”, que fora prontamente ignorado por Zeus, mas não por Poseidon, que carinhosamente segura sua mão, confortando-lhe em silêncio.

Todos que olhassem para Ártemis veriam que seu sangue fugira completamente de seu belo rosto. E que suas mãos estavam levemente tremulas.

Apolo repete o gesto de Poseidon e segura às mãos da ruiva, murmurando em seguida um “eu te amo” baixinho.

Afrodite abaixa a cabeça, envergonhada por ter se deixar coagir pelas ameaças de Zeus. Mas, ela estava sem saída, pois se não aceita-se votar em Órion, todos os seus filhos sofreriam as conseqüências. E ela tinha muitos filhos!

– Hefesto, em quem tu votas? – Pergunta Zeus.

Pigarreando e se remexendo na cadeira, o deus das forjas se lembra da sutil ameaça que Zeus fez implicitamente a pessoa que o deus do fogo mais ama: “Seria uma pena se Afrodite fosse mandada para bem longe, não é, Hefesto?”

– Voto em Órion – Diz, simplesmente.

Aquela altura, nada mais surpreendia Apolo, nem mesmo o voto de Hefesto.

– Como o voto de Apolo, Atena e Ártemis é na mesma pessoa, no caso Héstia, eu tenho que avisá-los que temos um empate. E quem irá desempatar é nosso prestigiado e amado Ares – Afirma, Zeus – E então, meu caro, em quem tu votas?

Todas as atenções recaem sobre Ares, que detém de uma postura fria e impessoal.

– Quero um tempo para pensar – Afirma o deus da guerra.

Quase todos se sobressaltam, com exceção de Zeus, Apolo, Poseidon e Hades, logo os demais começam a protestar.

– Se tivemos que votar quando nos foi perguntado, por que tens que ter um tempo? – Pergunta Deméter, raivosa.

– Preciso voltar para o acampamento, não disponho de tanto tempo livre quanto você, Ares – Rosna, Dionísio.

– O mais lógico é você acabar logo com esse suspense, Ares – Afirma, Atena, tentando deixar suas emoções de lado e agir com a razão.

– Já não aguento mais ficar sentando aqui – Reclama, Hermes.

– Não prolongue mais isso, Ares, por favor... – A suplica de Ártemis faz o deus da guerra vacilar, mas logo ele lembra-se o porquê de está pedindo um tempo.

– Se vocês querem meu voto, vão ter que me dar um tempo para pensar. Se não... Decidam sem mim.

Logo protestos são ouvidos, mas todos se calam quando ouvem Zeus começar a falar:

– Você terá meia hora para pensar e nos dá seu voto.

Sem nem ao menos dizer uma palavra o deus da guerra desaparece, deixando para trás uma pequena nuvem branca de fumaça.

– Daqui a meia hora retomaremos a reunião – Diz Zeus, para em seguida assentir para que Órion o siga.

O caçador segue Zeus por um corredor estreito, desaparecendo em seguida da vista de todos. Os demais ficam sentados em seus tronos, sem saber como iniciar uma conversa.

Em um rompante, Apolo se põe em pé, fazendo Ártemis por instinto também se pôr de pé.

– Fique aqui, irei resolver tudo – Dispara Apolo.

– Mas como...

Apolo silencia Ártemis com um selinho, deixando-a completamente sem graça por ele a ter beijado na frente de todos.

– Sem pergunta doce Ártemis. Apenas sente-se e relaxe – Um sorriso faceiro brota nos lábios do loiro.

– Como assim relaxar? Apolo, você enlouqueceu?

Ele balança a cabeça positivamente.

– Sim, enlouqueci, mas foi de amor por ti.

A ruiva fica desnorteada e em dúvida quanto à sanidade de seu irmão gêmeo.

Apolo deposita um breve beijo na testa da deusa da caça e se afasta, lançando um olhar sugestivo para Poseidon, que rapidamente capta a mensagem e se levanta, pronto para seguir o ruivo, mas antes o mesmo beija a loira ao seu lado.

Os dois deuses aventuram-se no corredor por onde Zeus e o caçador seguiram.

– Agora começa a segunda parte do meu plano, Poseidon. É insana, mas a única solução plausível que encontrei para o que está acontecendo. Sei que Ares não é confiável, pois como eu, o mesmo ama Ártemis. E não podemos permitir que os caprichos de Zeus e os nossos amores desequilibrem a ordem do universo.

– Você falando assim parece até que teremos que desistir de tudo, Apolo. E se for este o caso, eu lhe aviso de antemão que não desistirei da minha Palas.

– Desistir de tudo não, apenas redefinir algumas coisas com ajuda de Zeus e do forte amor paternal que ele sente por Atena!

Você me faz experimentar algo

Que não posso comparar a nada

Eu sabia, estou esperando

Que depois dessa febre, eu sobreviva

Notas finais
Eu sei que mereço todos os tipos de xingamentos sórdidos que vocês possam criar, mas eu realmente sinto muito, gente. Está sendo tão dificil conciliar escola com cursinho, que vocês não tem noção. Estou completamente esgotada. E minha criatividade está abaixo do prê-sal, 0% de criatividade. Tive que me espremer ao máximo para criar este cpa, por isso, se não gostarem, eu realmente sinto muito. BjsS.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.