I Love You... Te Quiero !
15 Não Se Precisou De Palavras... Tudo Acabou !
Notas iniciais
Boa Leitura.
Seus longos cabelos eram levemente levados pelo farfalho do vento, que entrava pela janela aberta.
Ela olhava para os dois homens, um de cada lado seu, sendo que Ares estava mais afastado. Eles faziam-lhe promessas silenciosas. Deveria ela acreditar ?
- O que você faz aqui, Ares ?
- Papai que Ártemis e Atena no Olimpo. Não voltarei sem elas.
- Então, eu acho que você vai precisar de um incentivo para voltar – Diz o loiro, de um modo ameaçador.
Ares ri secamente.
- Apolo, você mal saiu das fraldas ainda, que mesmo me enfrentar ? Eu tenho milênios e milênios de experiência em batalhas á mais do que você.
( Não sei se é verdade, mas na minha fic o Ares e mais velho que os Gêmeos *-* )
- O que vale não é a experiência, mas sim o talento. Posso te garantir que talento eu tenho de sobrar.
- Parem, vocês dois estão agindo infantilmente. Isso e ridículo.
- Ridículo e você ir embora com esse estúpido, Ártemis – Apolo estava se deixando dominar pelo ciúmes.
- Apolo, não se esqueça com quem esta falando, eu posso torce seu pescoço, moleque.
Ares estava furioso.
Ártemis sente Apolo aperta de leve sua mão.
Ela suspira, já cansada.
- Eu me pergunto como Ártemis consegue te agüentar, moleque.
- Me agüentar ? Vá a merda. Você está sendo um estorvo como sempre, Ares. Porque não vai procurar a quem atormentar.
- Já achei, decidir atormentar você, o pivete galinha do Olimpo.
- Seu...
- JÁ CHEGAR, SEUS MERDAS.
Ártemis explode e logo se afasta do loiro, puxando sua mãos bruscamente da dele. Estava magoa, ferida e sensível.
Os dois ficam olhando para ela, atônicos.
Ela fecha a mala bruscamente e a coloca no chão. Sua irá era visível.
- Eu não preciso de vocês para nada, certo. Vocês são dois estorvos em minha vida. Será que não vêem que eu não preciso de vocês. Se Zeus descobri que matei um humano e me punir, ÓTIMO, assim eu não precisarei ficar olhando para suas caras.
Ela sai batendo a porta, a procura da loira.
Os dois deuses encaram a porta por onde ela saiu.
- Ela ta de TPM ?
- Sei lá. Acho que não.
- Vai atrás dela sua anta – Ordena o Deus da Guerra.
- Pera, você não ta a fim dela ?
- To.
- Então porque está me mandando ir atrás dela ?
- Porque ela vai descontar a raiva dela em você, então não vai sobrar raiva para descontar em mim.
O loiro encara o Deus da Guerra, querendo matá-lo.
[...]
Atena estava tremula e sem palavras, o que é uma raridade isso acontecer.
- C-como é ?
- Eu pedir a Zeus para me casar com você, mas ele negou meu pedido. Então tivemos uma grande discussão.
- Por que ele negou ?
- Ele acha que eu não sou bom o bastante para você, e que você deve permanecer ao lado dele.
- Não entendo.
- Atena, Zeus te que só para ele. Ele quer tudo para ele.
- Não gosto que fale mal dele.
- Mais é verdade.
- Ele é meu pai.
- Não se esqueça que ele é meu irmão. Que eu o conheço melhor do que você.
- Duvido disso. Você sempre brigam e você nunca o elogia.
- Para que vou elogiá-lo ? Ele só faz merda.
- Isso não é verdade. Não seja ingrato. Ele já teve ter feito algo bom por você.
- A única coisa boa que ele já me fez, foi ter te colocado no mundo.
Ela cora, e desvia seu olhar do dele.
Poseidon leva sua mão até o rosto dela, para logo acariciar sua bochecha corada.
Atena recua, mas quase cai ao pisar em falso em cima de sua mala caída. Se Poseidon não tivesse a segurado pela cintura ela teria se estabanado no chão.
Rostos próximos, corpos colados, respirações entrelaçadas. Era assim que eles dois estavam.
[...]
Ártemis caminha de encontro a porta do quarto da loira, mas antes de abri-la, ela sente Apolo a segurar.
- Eu fui um idiota. Isso eu admito. Mas ruiva, eu não vivo sem você. Dafne nunca vai chegar ao seus pés. Ela não é como você. Você e mil vezes melhor. Naquele dia em que eu fiz aquilo, que eu te trai, foi por pura vaidade. Eu não sabia a falta que você ia me fazer. Eu não tinha noção do amor que eu sinto por você.
Ela fica em silencio por alguns instantes.
- Você me chamou de...
- Você não e uma assassina... Bem você é. Mas todos nós somos. Eu sou, todos os deuses. Todos os seres imortais são. E da nossa natureza ser assim. Eu só falei aquilo no calor do momento, eu tava furioso. Mal conseguia pensar direto.
- Tudo o que você disse...
- Não era verdade. Eu tava com raiva, eu sou uma besta, você sabe disso. Eu nunca acerto... Só quando eu não quero acerta... Você... Eu não sou bom com palavras nem gestos.
- Apolo...
- Ártemis, eu te amo. Sempre vou amar. E da minha natureza te amar, pois eu não sei fazer outra coisa.
- Nosso destino...
- Esta na nossas mãos, eu sei. Sei que só faço coisa errada, e que tudo o que eu faço não e culpa do destino. E minha.
- Apolo...
- Sim ?
- Se você me interromper mais uma vez eu corto sua língua.
Ele engole em seco, para logo ficar calado.
- Vamos falar com, Atena e Poseidon.
- Por quer ?
- Porque eu quero falar com eles, agora cala a merda da boca.
Ela suspira, para logo abrir a porta do quarto deles.
[...]
Seus corpos ainda estavam colados e seus rostos próximos. Seus lábios agora avermelhados e melados de batom denunciava-os.
Assim que os dois deuses percebem a presença dos gêmeos se afastam.
Atena dessa vez não se desequilibra.
- Precisamos conversa – Ártemis diz, já entrando no quarto.
Nem ela nem Apolo estavam ligando para eles terem se beijado, já que a vida era deles.
- Ares está aqui – Apolo diz sem rodeios.
- Fazendo ? – Pergunta, Poseidon.
- Veio em busca de Atena e Ártemis.
- Papai, foi ele quem mandou, não é ?
- Sim, Atena.
- O que vamos fazer ? – Pergunta a deusa loira.
- Nós iremos embora – Responde, a deusa caçadora.
- O QUE ? NÃO. Você não vai com ele – Diz o loiro, furioso.
- Eu disse que ia embora, não com ele.
O loiro fica quieto.
- Vocês sabem que tudo que ocorreu aqui... – Tenta se explicar, Poseidon.
- Poseidon, agora não. Depois voltamos a nós falar, mas agora e a hora do adeus.
A loira pega sua mala e se põe ao lado da ruiva.
- Essa missão foi um fracasso, por um único motivo.
- Qual, Atena ?
- Nós estávamos juntos. Não fomos feitos para isso. Não conseguimos trabalhar juntos.
- Não e verdade, tivemos alguns conflitos mais...
- Não, Atena está certa – Ártemis o interrompe – Somos deuses, esse negocio de os opostos se atraem e vivem felizes só acontece com humanos.
- Vocês estão erradas. Não podemos desisti do amor só porque somos deuses e temos diferenças – Protesta o loiro.
- Apolo, você e o sol e eu a lua. Você e o dia e eu a noite. Quando eu estou nascendo, você esta se pondo. Não fomos feitos para nós encontramos. Nunca teremos um final feliz – Dizer isso foi a coisa mais difícil que ela já fez.
A loiro fica em silencio.
- Quando os humanos idealizam um deus, qual e a primeira palavra que os vem a mente ? Me digam – Ordena a Ártemis.
- Perfeição – Responde, Atena.
- Somos perfeitos ? – Volta a perguntar, Ártemis.
- Não – Poseidon responde, roucamente.
- Onde você quer chegar, Ártemis ? – Apolo, agora nervoso, pergunta.
- Os humanos nós idealizam perfeitos, com isso pensamos que somos. Mas não, não somos. Somos mais imperfeitos que os humanos. Aquele ditado deles, os opostos se atraem, não faz sentido para nós.
- Por que não ? – O loiro pergunta, confuso.
- Porque não somos apostos, Apolo. Somos todos iguais. Assassinos frios e egoístas – Responde a loira, entendendo tudo o que a ruiva disse.
Diz aquilo em voz alta soou mais pesado do que pensar naquilo.
- Por isso, o amor e para tolos humanos. Eles tem sua cara metade, sua alma gêmea. Mas nós deuses não. Somos um bando de sanguinários sedentos por poder – Diz Ares, aparecendo do nada – Por mais que queiramos o amor, ele só e dado para os humanos. Ou para Afrodite.
Aquele foi o adeus mais doloroso de todos. O final. Não houve uma grande briga ou revolta. Apenas o silêncio. A partir dali, tudo acabou de verdade.
Não e preciso uma briga para sabe-se que tudo acabou, o silencio por si só demonstra o adeus que com palavras não foi dito.
Notas finais
BjsS.
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