I Love You... Te Quiero !

29 A Cerejeira Sendo Consumida Pelo Fogo !


Notas iniciais
Espero que gostem. Tem bastante mistério, neste cap. *-*
Boa Leitura.

Seus pés caminhavam em liberdade, cruzando aquele vasto território. Seu território.

Ela estava mais bela que nunca, com seu vestido creme. Incrivelmente belo e acentuado.

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Não era nem dia nem noite, apenas o começo de um majestoso crepúsculo. Envolvendo-a e a suas flores.

A muito tempo atrás ela odiou aquele lugar, mas agora não sabia mais viver sem o mesmo. Reinar no inferno nunca fora o seu sonho, mas agora... Estava completamente feliz.

– Querida, temos que entrar. Já vai escurecer.

Perséfone não olha para a mãe, penas continua a caminhar em meio a flores e árvores.

Parando enfrente a uma linda cerejeira adormecida, ela faz suas flores desabrocharem. De modo que o perfume de suas flores exalasse por todos os cantos. O vento faz com que aquele cheiro percorra por todos os cantos possíveis.

– Perséfone, querida. Vamos logo.

– Pode ir na frente. Logo irei, mamãe.

– Se você se resfriar, Hades, com certeza, me inferniza por um milênio inteiro. Eu já disse que ele é um péssimo marido ? Quem já viu, sair e deixar a mulher em casa.

– Mãe, pare. Ele tem seus motivos.

– Você sempre o defende. Parece até que gosta mais dele do que de mim.

– Não faça chantagem emocional. A senhora sabe que amo os dois igualmente. Só que de formas diferentes.

– Ta certo, querida. Vamos entrar, agora ?

– Não. Pode ir na frente, quero ficar mais um pouco aqui.

– Tudo bem. Mas se você não entrar daqui a meia hora, eu virei de busca.

– Certo.

Deméter vai de encontro ao lindo castelo medieval que ficava mais a trás. Aquele jardim ficava de frente para o castelo. Só que eram poucos os que podiam o vê. Aquele lugar era particular, nenhum guarda do castelo podia sequer se aproximar dali. Só quem podia vê e se aproximar era Perséfone, a criadora daquele jardim, Hades seu marido, Deméter sua mãe e Nico Di Angelo, filho de Hades.

Com um leve aceno, as flores de cerejeira começam a se fechar. O perfume vai se extinguindo.

– Não chegou sua hora, pequena cerejeira. Espere mais um pouco. Logo poderás mostrar sua beleza e perfume.

Ao se virá para voltar para o castelo, Perséfone da de cara com Nico.

– Isso o que a senhora fez foi lindo.

– Obrigada. Vamos voltar para o castelo, já está tarde. Esta escurecendo.

– Se a senhora não se importa, eu gostaria de ficar mais um pouco aqui. Tenho no que pensar.

– Tudo bem. Fique a vontade. Só não se esqueça do que lhe disse mais cedo.

Ela começa a se afastar, dando-lhe as costas. Nico enrubesce.

– Não irei, prometo. Mas... Como a senhora soube ?

Perséfone não para de andar, muito menos olha para trás.

– Quando se ama alguém, tudo muda. Seu sorriso, seus atos, suas convicções... Tudo. Eu percebi porque sou perspicaz.

– Obrigada.

– Não me agradeça, apenas lembre-se do que disse mais cedo... Quem muito pensa, acaba deixando momentos bons se perderem no passado.

Ele nada diz, o que a faz não dizer mais nada, também. Antes de se afastar o bastante, para que ele não ousa sua voz mais, Perséfone se vira e encara o filho de Hades.

Nico encara-a de volta com expectativas contidas.

– O passado e construído por tempos que nunca vão volta. Cuidado.

Sem ter mais nada a dizer, ela vai embora.

[...]

Ártemis aumenta o passo, quase deixando suas caçadoras para trás. Ela estava com pressa, queria vê Apolo. Estava com saudades dele. Aquela caçada só tinham durado umas poucas horas, mas mesmo assim ela estava com saudades.

Suas roupas estavam impecáveis como sempre. Ela quase não fizera esforços, pois aquela fera era muito fraca.

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Já passava das 8:20 da noite.

– E verdade, senhora ? – Começa, Luma. Uma de suas mais recentes caçadoras.

– O que ?

– Que lady Atena se casou com lord Poseidon ?

– Sim, é verdade.

– Mais e seu voto de castidade ? – Prossegue com as perguntas, Thalia.

– Votos podem ser quebrados. Até mesmo um feito diante do Estige.

– Então se a senhora quiser burlar seu voto, vai poder ? – Prossegue Hanna.

– Sim. Se eu amar verdadeiramente essa pessoa, com certeza.

– Como assim ?

– Votos só podem ser quebrados quando se a amor. Não a nada mais forte que o amor.

– Lady... – Luma se detém, para não falar bobagens.

– O que Luma ?

– Nada, lady Ártemis.

– Fale – Insisti a ruiva, curiosa.

Todas param enfrente ao templo do loiro Deus-Sol, sem nem se darem conta.

Após engolir em seco, Luma prossegui.

– Mi lady, a senhora tem algo com lord Apolo ?

Não era preciso uma respostas, porque elas já sabiam a resposta. Estava na cara, no coração e nós sorrisinhos cúmplices que os dois deuses gêmeos se davam.

O silencio que se instala era carregado.

– Sim, eu tenho.

Ninguém respira por um certo prazo. O choque era visível, pois todas esperavam que ela negasse. Mais Ártemis amava o loiro demais para negar seu sentimento.

– Mas... Mas... A senhora vai abandonar a caçada ?

– Não, Larissa. Eu nunca abandonarei a caçada. Mas acho que vocês não vão querer serem guiadas por mim.

– Mas é claro que queremos, a senhora e nossa deusa. Apesar de qualquer coisa.

– Obrigada, Thalia. Mas mesmo assim, eu deixo para vocês decidirem se querem ou não. Darei um prazo de uma semana para isso. Se quiserem ainda serem guiadas por mim, agradeço-lhes e protegerei a todas em nossas batalhas. Mas se não quiserem... – Ela engole em seco.

Nunca pensará que iria dizer algo assim. Mais por Apolo, ela faria tudo.

– Se não quiserem mais, aqui é nossa despedida final.

[...]

Atena seca os longos cabelos loiros com a toalha, para logo penteá-los. Poseidon assistia a cada movimento dela, fascinado com sua beleza.

Assim que já tem os cabelos desembaraçados, Atena se vira para o marido.

– Você ainda não me disse onde vai me levar para jantar ?

– Calminha, apressadinha. E uma surpresa.

– Me conta, vai.

– Não, e nem adianta fazer bico.

Atena emburra a cara, para logo fazer bico. Poseidon ri desse lado infantil da mulher.

– Ta bom. Já que não que me conta, tudo bem. Mas vamos logo, ou eu desisto de vez de ir.

Ela caminha de encontro a saída de seu mais novo quarto, Poseidon se levanta da cama onde estava deitado e segue a mulher, admirado com sua beleza e curvas.

O vestido era simples, mas que a deixava extremamente bonita.

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[...]

Sentado em um trono incrivelmente bem adornado, estava Hades, tendo ao seu lado sua mulher, em outro trono. Um mais feminino, mas não menos bonito.

– Como foi seu dia ? – Pergunta ele.

– Bom. Mamãe brigou um pouco por eu não querer comer mais cereais, mas fora isso, foi bem agradável. Passei um boa parte de meu tempo em nosso jardim.

Ele da um de seus raros sorrisos.

– Você ama aquele lugar, não é ?

– Sim, amo demais.

– Desse jeito, eu vou ficar com ciúmes.

Perséfone ri sem graça.

– Senhor, Hermes está aqui.

Perséfone para de ri, Hades fica ligeiramente irritado.

– Mande-o vim aqui.

O empregado esquelético, acena e sai. Em poucos minutos Hermes adentra aquela sala.

– A quanto tempo, Hades. Você continua feio, mas sua mulher a cada dia fica mais bonita.

– Deixe de gracinha, me diga logo para que veio aqui.

– Calma. Bem, Zeus me mandou aqui para te entregar um bilhete, eu acho.

– Me de logo, sua lesma.

– Perséfone, não sei como você agüenta esse homem. Além de feio e azedo.

Hermes tira do bolso da calça um pequeno pedacinho de papel.

– Toma, coração de pedra. Espero que a noite você sofra com insônia – Diz o deus viajante, mas em tom de brincadeira do que de seriedade.

Logo ele desaparece, mas antes pisca para Perséfone, que cora ligeiramente. Hades fica vermelho de raiva.

– Que sujeito mais detestável.

– Calma, amor.

Hades abre o bilhete. Ao ler-lo fica irritado e confuso. Antes mesmo de conseguir tirar o bilhete do alcance de sua mulher, Perséfone o pega da mão do mesmo.

Hades,

Lembre-se de nossa conversa e do que lhe pedi. Não aceito um não como resposta.

PS: Aqui vai um pequena amostra do que pode acontecer se você dizer não...

Ass: Zeus.

– Você se encontrou com meu pai ? Hades, que o meu pai te pediu ? Que pequena amostra é essa ?

Antes mesmo do deus dos mortos poder falar, Nico entra naquele cômodo mais pálido que o possível e com os olhos arregalados.

Ele cambaleio, para logo cair de joelhos no chão, enfrente a Perséfone, que corre para ajudá-lo.

– O que ouve ? Você está bem ? Nico, consegue me ouvir ?

Hades olha para o filho, pensando que aquela era a amostra que Zeus falou.

Nico olha para o pai, suplicando algo que Hades não entende.

– Nico, você consegui falar ? Pode me ouvir ?

– Perséfone... – Nico tenta falar, mas e calado por Perséfone.

– Não fale. Nós iremos te examinar. Não se preocupe, tudo irar ficar bem.

– Perséfone... Eu fui para meu quarto, mas quando eu voltei para o seu jardim... Seu jardim... Ele esta pegando fogo.

Nico cai no chão, pois com a revelação Perséfone se afasta dele, que estava mole demais para permanecer em pé.

Hades encara a mulher, que estava em estado de choque.

Ela sai correndo, o mais rápido que pode. Hades grita para fazer-lhe para, mas ela não o escuta. O deus dos mortos sai correndo atrás da mulher. Nico e esquecido. Mais ele não se importa, pois o mesmo não tinha nada a não ser choque.

Ele nunca pensou que viria aquele jardim majestoso ser devastado por chamas. Ele estava com medo de Perséfone pirar ao vê aquela cena.

[...]

– NÃOOO... NÃOOO... NÃOOO... MEU JARDIM, NÃOOOO.

Ela cai de joelho na terra quente, vendo as chamas consumirem uma de suas coisas mais preciosas. Bem a sua frente estava a pequena cerejeira, sendo morta pelas chamas.

Hades irrompe ao seu lado. Ele puxa Perséfone para seus braços.

Com um aceno de mãos as chamas desaparecem, deixando para trás um jardim morto e banhado em preto.

Ela tremia, soluçava e chora ao mesmo tempo.

Tudo isso por sua culpa, seu miserável. Você pagará, Zeus. Eu te garanto que você pagará, Hades jura mentalmente que fará seu irmão pagar.

Notas finais
Nina Dobrev e minha Perséfone, tá gente *-* Sempre imaginei a Perséfone sendo igual a Nina *-* Espero que tenham gostado.
Comentem !!
BjsS.