I Love You, Sweet
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Gente, esta é minha primeira fic e deve ter alguns errinhos e eu sei que o tempo está todo embaraçado, mas vou tentar corrigir isso com o decorrer do tempo. Comentem e me façam mais feliz!
P.O.V.s Madlyn
O Despertador tocou.
Sentei na cama. Ainda estava escuro. Peguei meu celular e vi as horas. 6 da manhã. Me levantei, fui até o armário e peguei a roupa que tinha separado para hoje.
-Quer ovos com bacon ou panquecas? – ouvi minha mãe perguntar da cozinha.
-Panquecas! – respondi.
Fui para o banheiro e me olhei no espelho. Meu cabelo estava parecendo um ninho de rato. Todo levantado, espetado e embaraçado. Todo dia era assim.
Entrei de baixo do chuveiro e tomei um banho. Quando saí, arrumei meu cabelo –que, por sinal, é bem fácil de arrumar. Ele colabora bastante-, passei maquiagem e encarei meu reflexo no espelho. Daqui uma meia hora, estarei embarcando num avião para uma cidade desconhecida, com pessoas desconhecidas, e só voltarei daqui a um ano. Tentei não pensar nisso. Precisava me concentrar em me mostrar confiante para meus pais. Desci as escadas.
Quando entrei na cozinha, vi meu pai lendo o jornal e tomando café. Obviamente tentando se mostrar indiferente à situação atual, mas seus olhos estavam vermelhos e inchados e seu rosto marcado por lágrimas. Minha mãe estava no fogão fazendo suas famosas panquecas francesas.
-Bom dia! –falei. Em seguida, beijei a face esquerda de meu pai.
-Oh, bom dia, princesa! –respondeu ele.
-Bom dia, filha! –disse minha mãe, com um sorriso no rosto. Então, colocou um prato com algumas panquecas na minha frente. – Aqui estão suas panquecas!
-Obrigada, mamãe! –peguei meu prato de panquecas e me sentei na mesa. Derramei uns dois litros de calda, mais ou menos. Comemos em silêncio. Quando terminamos, meus pais me levaram de carro até o aeroporto. Subimos as escadas e esperamos sentados. Às sete horas, uma voz feminina ecoou nos alto falantes:
TODOS OS PASSAGEIROS DO VOÔ 451, COM DESTINO A LONDRES, INGLATERRA, DEVEM SE DIRIGIR AO PORTÃO 7.
Estava na hora. O silêncio que havia se instalado entre nós foi quebrado por minha mãe.
-Então! É melhor você se apressar, ou perderá o avião! –disse ela.
-É, é, tem razão! –eu disse. Em seguida abracei-a. Ela me deu um beijo na testa e disse que iria ficar tudo bem e que cuidaria de meu pai.
Quando abracei meu pai, ele me apertou forte. Disse que me amava e que voltaria aqui para me buscar no ano seguinte. Disse que cuidaria de minha mãe.
Quando o avião decolou, vi as casas, os carros, as pessoas. Tudo se afastava rapidamente. Tudo que eu conhecia, virando pequenos pontinhos pretos abaixo de mim. Quando lembrei do que viria a seguir, não pude evitar que uma pequena e teimosa lágrima escorresse. Um continente novo, um país novo, uma cidade nova, uma casa nova, pessoas novas. Tudo novo e desconhecido. E eu teria de enfrentar isso sozinha. O intercâmbio tão sonhado, que agora se tornava algo estranho. Algo assustador e, ao mesmo tempo, encantador.
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