I Love You - Im Not Gonna Lie
1 Capítulo 1
Notas iniciais
A cada folga que Jensen tinha das gravações de Supernatural ligava pra Alona e marcavam de se encontrarem, ou para conversar sobre o quanto ela fazia falta no seriado ou sobre suas vidas.
-Alô, Al?
-Ligou errado, aqui é da pizzaria!- Alona falou num tom irônico
-Melhor ainda! Gostaria de pedir uma pizza metade calabresa e metade quatro queijos e gostaria pedir também que a Senhora Alona Tal parasse com suas ironias e viesse me visitar. –disse Jensen contendo sua risada
-Está bem, parei! Vou à sua casa às 21:00h tudo bem? Tudo. — disse respondendo por Jensen
-Nossa Al, você é muito mandona sabia? –era uma pergunta retórica.
-Cala a boca idiota! Até mais tarde. – disse desligando o telefone.
Alona chegou à casa de Jensen, pagou o táxi e bateu na porta. Ela escutava passos que cada vez chegavam mais perto, quando a porta se abriu.
Oi!- falaram juntos com a empolgação de quem não se via há muito tempo e sentia saudades.
-Tudo bem Jen? Ela dizia dando um beijo no rosto dele — Sua barba me espetou haha!
-Ei, não reclame da minha barba, faz parte do meu charme! – Jensen disse dando passagem para que Alona entrasse.
Jensen fechou a porta e quando se virou havia uma linda mulher com cabelos claros abaixo dos ombros, um corpo atraente e uma voz suave que lhe trazia paz. Alona estava maravilhosa.
-E as gravações? Como estão indo- disse Alona andando em direção ao sofá.
-Sente-se — Jensen apontou para o sofá que era enorme, Alona ficava pequena nele, e sentou-se também — Vão bem, vamos ficar alguns dias sem gravar. Já gravamos o que era necessário para os próximos episódios, são poucas as cenas porque agora as maiores partes são de flashbacks e com outros atores. E você sabe né, já estamos na oitava temporada e temos muito trabalho a fazer. – disse Jensen se gabando e ao mesmo tempo orgulhoso pelo seriado ter chegado aonde chegou.
- Nossa, imagino a correria que deve ser no seu dia, sinto falta disso, das gravações, de todas as brincadeiras, de tudo. – nesse momento um olhar triste apareceu no rosto claro e lindo de Alona.
-Não fique assim Al, você sabe que todos nós sentimos sua falta, vou falar ao Eric pra fazermos algum pacto e trazer Jo de volta. — Jensen conseguia fazer todos sorrirem e Alona não era exceção.
-Mas faça isso rápido, antes que Dean encontre outra garota. – disse Alona rindo de Jensen e de si mesma – Jen?
-Sim.
-Onde está a Danneel?- perguntou procurando-a.
-Não sei, deve estar na casa de alguma das amigas dela, assim como faz todos os dias. – Jensen disse misturando raiva e tristeza entre suas palavras.
-Vocês estão bem? – Alona entendeu a tristeza de Jensen e queria mostrar preocupação.
-Não muito, estamos como numa crise, entende?
Alona assentiu, assim, Jensen continuou.
-Não conversamos nem nos vemos mais como antes, sinto falta dela, e quando nos falamos ela reclama de ciúmes, me evita... – falou esperando que Alona dissesse algo que melhorasse aquilo
-Mas ciúmes do que? Claro que você é um cara bonito, engraçado...
-E charmoso- completou Jensen rindo.
-E charmoso também, mas quem seria uma ameaça pra ela?
-Bom... Ela sempre cita você, por eu ser mais próximo de você do que dela – disse Jensen um pouco envergonhado.
-Eu? Em que mundo teríamos alguma coisa Jen? Somos apenas amigos não é mesmo? – na verdade Alona sempre alimentou a esperança deles terem alguma coisa, mas logo após que Jensen se casou e ela também, esqueceu-se disso.
-É, apenas amigos... -“Infelizmente apenas amigos” pensou – Mas e você e o Marcos, estão bem?- Jensen perguntou enquanto servia uísque em um copo para ele e para Alona.
-Já estivemos melhor... — disse Alona enquanto virava o copo, tomando todo o uísque em apenas um gole.
-Ei, vai com calma! – disse Jensen a alertando – como assim já estiveram melhor?
-Assim como a Dan sente ciúmes de mim com você por sermos próximos, Marcos sente ciúmes de você comigo, por isso invento desculpas dizendo que vou à casa de alguma amiga minha pra te encontrar. – Alona empurrou o copo para o lado de Jensen pedindo mais uma dose de uísque.
-Não sei de onde tiram isso – disse enquanto servia mais uma dose para Alona — o máximo de romance que pode acontecer foi apenas entre Jo e Dean, e nada mais.
-Ele é muito controlador, ás vezes penso na minha vida com outra pessoa ou sem estar casada. Casamento requer muita paciência, e isso nem eu nem Marcos temos, assim, brigamos quase todos os dias. – virou mais uma vez o copo e o empurrou para Jensen
-Al, chega, você não quer ficar bêbada não é? – disse Jensen preocupado com a amiga.
-Porra Jensen, põe mais uma dose, quase nunca bebo, sou restrita a muita coisa e agora você também quer me controlar?- Alona gritava e estava um pouco alterada, talvez por efeito da bebida.
Jensen serviu, com um pouco de receio. Logo depois tocou o telefone, Jensen colocou a garrafa de uísque na mesinha que havia na frente do sofá, levantou-se e seguiu até um aparador onde ficava o telefone e o atendeu:
-Alô? Oi amor, que horas volta pra casa? – ele escutava atenciosamente – Como assim vai dormir aí? Claro, vou ficar bem, até amanhã, beijos, te amo! – desligou o telefone e voltou ao sofá um pouco confuso.
-Quem era? – disse Alona um pouco mais alterada do que antes.
-Era Dan, vai dormir na casa da amiga dela e nem me explicou o porquê — Jensen ia continuar, mas olhou assustado para a garrafa de uísque vazia na mão de Alona – Al, você bebeu tudo?
-Jen, para de ser careta, qual o problema?- Alona estava completamente bêbada
-O problema é que você está bêbada, como vai voltar pra casa nesse estado?
Alona não respondeu, apenas pegou seu celular e entregou para Jensen:
-Procura Frida na agenda e telefone para ela, inventa uma desculpa, sei lá, fala pra ela que se o Marcos ligar na casa dela é para ela dizer que vou dormir lá.
-Mas você não vai dormir lá Al! – Jensen pegou o celular, procurou na agenda e ligou para a Frida:
-Alô, Frida? Oi, aqui é o Jensen amigo da Alona, então, ela bebeu um pouco e não tem como voltar pra casa, eu até a levaria de carro, mas o meu está no conserto e minha esposa saiu com o dela. Al veio de táxi e não posso deixar que ela vá sozinha. Marcos provavelmente ligará para você, apenas diga que Al está dormindo aí e que amanhã cedo ela volta ok? Obrigado, tchau!- Jensen colocou o celular de Al na mesinha enquanto ria e se preocupava com as danças que Alona fazia por estar bêbada.
-Acho melhor eu chamar um táxi e te levar pra casa, Marcos não cairá nessa desculpa da sua amiga e logo ligará para o seu celular... — Jensen ia continuar, mas Alona o interrompeu.
-Cala a boca Jensen, porra, você ainda não percebeu? – gritou.
-Percebeu o que? – disse Jensen confuso.
-Que eu gosto de você, sempre gostei aí você foi lá e se casou com essa Danneel que deve ser mais chata que eu quando estou na TPM!
Jensen olhava assustado e ao mesmo tempo ria da comparação que Alona fez, ele não acreditava que ela poderia ter dito aquilo pra ele, ter se declarado.
-Al, venha, vou te colocar embaixo da água fria, você não está falando coisa com coisa – ele pegou no braço de Alona e foi levando ela em direção às escadas.
-Não Jen, eu não vou, estou muito ciente do que estou falando – nesse momento Alona soltou-se de Jensen e deu um beijo nele, Jensen podia ter recuado, mas ele também desejava aquilo, ele também gostava de Alona, mas nunca admitiu nem sequer pensou em dizer isso a ela.
Jensen não pensava em nada, parou o beijo, olhou para Alona e a beijou. Aquele foi um dos melhores beijos que Jensen já havia provado, Alona tinha lábios macios e quentes e sua boca estava com gosto de uísque o que para Jensen, era melhor ainda.
Eles foram se beijando até chegar ao sofá, Jensen sentou-se com Alona em cima dele, eles estavam ofegantes e em cada olhar que eles mantiam dava pra ver o desejo que eles sentiam. Jensen agarrou os cabelos de Alona e começou a beijar seu pescoço fazendo com que ela solta-se baixos gemidos.
Alona passou a mão na barriga de Jensen e logo foi levantando sua camisa, parou na metade, segurou a camisa e o puxou pra mais perto, fazendo com que sua boca chegasse perto do ouvido de Jensen, ela sussurrou: — Você não sabe o quanto esperei por isso – deu uma risada sacana e mordeu a orelha de Jensen, que ficou arrepiado.
Jensen se levantou, pegou Alona no colo e subiu as escadas indo em direção à seu quarto, colocou-a suavemente na cama e fechou a porta.
Logo de manhã, Alona acorda envolvida pelos braços quentes e musculosos de Jensen, ela se levanta sem querer acordá-lo e se veste:
-Ei, Jensen, acorde – disse colocando uma das alças de seu vestido – tenho que ir embora antes que a Danneel chegue – se dirigiu até Jensen e o beijou, pegou seus brincos que estavam na cômoda ao lado da cama e estava indo até a porta quando Jensen, meio sonolento a chamou:
-Al? — falou esfregando os olhos
-Sim, Jen.
-Eu te amo.
Alona voltou, ajoelhou-se na cama, pegou no rosto de Jensen e fixou em seus olhos – Eu também te amo Jensen Ross Ackles – e o beijou.
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