I Love You, But I Dont Can Stay.
6 Capítulo 6
Ouço duas batidas na porta e vejo o reflexo do cabelo loiro da minha mãe atravez do espelho da sala virado pro lado da porta.
- Quem será? — Perguntou Elisabeth.
- Eu abro. — Eu disse.
Me levantei e caminhei em direção à porta. Minha mãe me fitava com um olhar repreensivo e quase me jogou no chão para entrar na minha casa.
- Eu sabia! Foi você não é? — Perguntou minha mãe direcionando a pergunta à Elisabeth ao mostrar a parte de cima da garrafa que se quebrou na capela.
- Fui eu sim. Eu vim visitar o seu filho e me assustei deixando cair a garrafa de vinho que eu trouxe.- Disse Elisabeth em um tom um tanto raivoso.
- O que veio fazer aqui realmente? Não entende que o Gerard é padre e que não adianta se atirar pra cima dele, pois nunca será correspondida, além do mais você é casada. Não basta ter quase estragado a promissora carreira do meu filho como paróco você ainda tem que vir aqui atormentá-lo?
- Ei Ei, ela não veio me atormentar, mãe. Nós somos amigos, além de tudo que aconteceu entre a gente ainda continuamos amigos e ela não está dando em cima de mim, ela tem respeito! — Cuspi as palavras e minha mãe fez uma feição de insulto e se sentou na cadeira aonde eu estava sentado anteriormente.
- Moon, o que faz aqui?
- Eu vim conversar com o Gerard sobre algo que aconteceu com o meu pai hoje mais cedo.
- Por que não me contou o que houve, querida? — Ela levou as mãos até o rosto de Moon e acarenciou sua bochecha.
- Estou tão desorientada que achei melhor vir falar com ele, já que ele é padre e além disso meu cunhado.
- E o que essa moça — disse ela olhando com despreso para Elisabeth que revidou o olhar- faz aqui também? Isso não deveria ser pessoal, querida?
- Acredita que a presença dela e de Gerard me acalmaram um pouco. Eu estou muito tensa, ele matou uma idosa, Donna. — Moon deixou escapar uma lágrima. Aquilo me matou, eu não gostava de ver ela chorar.
- Mas calma, tudo irá dar certo. James ligou e disse que retornará com a banda no domingo. Hoje é sexta então temos dois dias pra poder-mos fazer uma pequena comemoração, o que acha?
- Tá.
Eu me sentei ao lado de Elisabeth e pedi que ela me acompanhe-se até o quarto. Minha mãe olhou para nós desconfiada, mas continuou a papear com Moon.
Entramos no quarto e eu fechei a porta me sentando ao lado dela na cama.
- Por que ela me odeia tanto, Gee? Ela me trata como um cão sarnento, e não entende que eu sou apenas sua amiga, eu nunca iria destruir sua...- A calei com o dedo indicador.
- Esqueça ela, eu te chamei aqui para te contar uma coisa.
- O que? — Perguntou Elisabeth tirando meu dedo de seus lábios e o apertando fortemente.
- Bem... De uma forma muito errada e rídicula eu acho que me apaixonei pela Moon.
- Jura? — Ela disse com um tom de voz um pouco triste.
- É. Eu não posso me comprometer, mas eu ainda tenho sentimentos, eu ainda amo. Ei que carinha é essa? — Perguntei levantando um pouco o rosto dela que estava baixo com um olhar triste.
- Não é nada. — Ela tentou esboçar um sorriso, mas ficou séria novamente- Você fez um voto com Deus, Gee. Isso é errado, além do mais é o seu irmão que você irá apunhalar pelas costas também. Pense bem, tente chegar em um acordo mental e aceite que você não poderá tê-la. E também, nunca mais a beije, imagine se fosse sua mãe que tivesse visto? Ela teria mais uma hater na lista- rimos juntos- Entendeu mocinho? — Ela esticou o tronco e beijou a minha testa, levando meu rosto até o seu busto, me abraçando com uma mão e afagando meus cabelos com a outra.
- Eu te amo, sabia? O que seria de mim sem você, Beth?
- Eu também te amo muito, Gee. E o que seria de mim sem você? — Rimos.
Depois de alguns minutos em silêncio, ela se afasta um pouco e levanta fazendo um rabo de cavalo nos curtos e negros cabelos.
- Tenho que ir, disse ao Humbert que viria te ver mas não demoraria.
- Tudo bem, manda um abraço pra ele e um outro bem apertado no Jimmy.
- Pode deixar. Ah não esqueça do que eu te disse, ok? — Ela me deu mais um beijo, só que na bochecha, deixando a marca do seu batom vermelho e logo saiu pela porta.
Fiquei ali meditando, tentando imaginar um jeito de esquecer Moon, mas isso era impossível, eu estava apaixonado por ela, mas como? Nós conhemos a pouquissimo tempo.
- GERARD, GERARD VEM AQUI AGORA!- Gritou Elisabeth.
Sai em diparada e me deparei com a minha mãe caida desmaiada no chão.
Notas finais
Mais???
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