Notas iniciais
Bem, essa é a 3º fic que eu escrevo, eu estava escrevendo uma outra mas me desanimei e comecei a escrever essa, espero de coração que vocês gostem.
Beijos.


- Boa noite. — Cumprimentou a moça estampando um lindo sorriso em seu belo rosto.

- Boa noite, seja bem vinda.

- Obrigada. — Ela caminhou até um dos bancos e se ajoelhou começando suas orações. Não parei de reparar nela, era belíssima. Seus cabelos eram castanhos e longos e passavam da cintura. Seus olhos eram azuis claríssimos, e seus rosto era angelical, ela parecia uma boneca de tão delicada. Sua pele era branquíssima o que a transformava em uma boneca de porcelana por total.

Após alguns minutos de preces, ela se levanta e caminha até o banco aonde eu estava e senta ao meu lado, me deixando totalmente embriagado com seu delicioso perfume, algo que parecia lavanda mas de uma aroma ainda mais apurativo, era algo mais do que lavanda. Seus cabelos cheiravam a morango era algo delicioso de se sentir.

- O senhor é o padre, não é? — Ela perguntou virando seu tronco para me encarar.

- Sim, me chamo Gerard, e você?

- Moon. Prazer em conhece-lo. — Ela estendeu sua mão direita para que eu pudesse apertá-la, mas acabou deixando a mostra algumas cicatrizes que ela portava no pulso, algo que delatava uma tentativa de suicídio.

- Nome diferente, nunca ouvi ninguém chamada Moon. — Disse em um tom um pouco descontraído, procurando descontraí-la também, ela estava visivelmente nervosa.

-Meu pai gostava de coisas relacionadas com o céu. Minha irmã mais velha se chama Star — Ela soltou uma risada deliciosa e continuou- Ele cuidou de nós duas após o divorcio dele com a minha mãe, que após se casar se mudou e nunca mais deu as caras.

- Quantos anos tem? — Sentia que aquilo era um tipo diferente de confissão, algo descontraído no qual ela chegaria já já em me contar o seu real motivo de estar ali naquele dia de extrema frieza.

-19. Eu gostaria de conversar com o senhor, será que tem um tempo? — Perguntou gesticulando um ''T'' com as mãos.

- Claro, Moon. Pode falar o que quiser, estou todos ouvidos.

-Eu quero me matar! — Disse ela em um tom que saiu quase como um sussurro.

- Mas por que? Algo lhe chateia?- Ela abaixou a cabeça escondendo seu belo rosto com os cabelos soltos. Levei minhas mãos até aqueles belos e sedosos cabelos castanhos e coloquei uma pequena mecha atrás da orelha e levantei um pouco se rosto para que eu pudesse observar melhor aqueles lindos olhos azuis.

- A vida é tão injusta. Estou aponto de desistir mas algo me puxa, algo que eu não sei mas é muito forte. Eu estava vindo da casa de uma amiga e vi essa capela e resolvi entrar aqui, já que tem mais de 5 anos que eu não entro em uma igreja. Olha, eu quero algo mas nunca consigo. A 1 ano meu pai caiu totalmente na bebida e a minha irmã afundou junto dele. É tão cômico e triste ver aqueles dois que eu tanto amo caídos pela sala a fora, tão bêbados que conversam com a própria sombra pensando ser alguém. Olha nada mais me anima, nada mais me motiva, é como se eu não pudesse mais ficar, é algo estupido e mal feito que eu chamo de ''mim mesma'', isso está me atrapalhando a crescer e mudar toda a situação na qual estou.

Olhei para ela com um olhar terno, algo que eu chamo de carinho e a puxei para um abraço caloroso. Ela era tão dócil que era agradabilíssimo ouvir sua voz sair de sua boa rosada. Ela era doce por completo, e ouvir seus desabafos era tão reconfortante para ela, era como se ela não estivesse só no mundo, e a partir dali ela não estaria mesmo, eu iria protegê-la pois era apenas uma menininha de 19 anos que achava que a vida não fazia sentido.

Após ela contar um pouco de sua vida, eu e ela resolvemos dar uma volta pelo jardim que rodeava a igreja.

- Por que padre, Gerard? — Perguntou me acompanhando ao meu lado esquerdo.

- Foi uma promessa da minha mãe. Eu nasci com uma doença muito grave e ela fez uma promessa que acaso eu sobrevivesse eu viraria padre.

-Você faz isso tudo forçado? — Ela perguntou roendo suas runhas que eram inexistentes.

- É e não é. No começo foi horrível, eu era um adolescente como qualquer um, eu queria namorar, casar e ter filhos. Eu fugi com uma namorada minha, ficamos dois meses na casa de um amigo nosso lá do Colorado. Quando nos acharam foi um transtorno total e eu tive que ser padre à base dos tapas. — Rimos juntos. — Mas hoje, depois de 10 anos eu nem me incomodo mais com isso. E a minha ex namorada é casada e tem um filho que ela fez questão que eu consagrasse. Aliás, eu quem celebrei o casamento dela.

- Nossa, isso não doeu em você, já que vocês se gostavam?

-Foi esquisito porque eu já tinha feito algumas coisas ''impuras'' com ela, mas no fim das contas eu estava preso e ela não.

-10 anos de celibato. Olha isso não é pra qualquer um, hein. Quantos têm?

- 32, nem sou tão velho assim, sou?

- Não é não. — Ela voltou a olhar pra mim com metade de seu rosto iluminado pelo transformador, ela sorriu e eu me senti corar ao ver seus olhos novamente. Ela era tão linda e pequena em relação à mim. Peguei uma de suas mãos e a conduzi até um banco. Senti o impacto de sua mão quente e macia com a minha que estava um gelo. Ela deu um pequeno gemido ao encostar nossas mãos e eu ri de sua expressão facial.

- Está bem gelada sua mão. O que é isso, estava segurando gelo todo o dia? — Ela soltou mais uma de suas deliciosas risadas.

- Não, é o tempo mesmo. Não sei como suas mãos podem estar tão quentinhas?

- Eu sou bem quente, pode tocar na minha testa e irá pensar que estou ardendo em febre, mas na verdade é só a minha temperatura normal.

- Você está com fome, tem uma cafeteria aqui perto e eu sinto a necessidade de tomar um café e comer alguma coisa, você quer?

- Falou com a pessoa que mais ama café nesse mundo. É lógico que eu quero, Gerard. Vamos lá?

- Vamos, Moon. — Era tão legal pronunciar seu nome, um nome bastante diferente, que lhe causava mais graça ainda.

Fomos caminhando até a tal cafeteria até que ouvimos alguém gritar o nome de Moon, ela imediatamente fica imóvel e empalidece.

Notas finais
Alguém quer mais??