I Love You?
12 Um dia QUASE perfeito
Notas iniciais
Eu termino de arrumar a casa e sorrio. Sam estava para chegar. Eu usava um vestido rosa, curto. Me olho no espelho e sorrio quando a campainha toca. Eu vou até o interfone.
–Quem é? — Eu pergunto sorrindo.
–É o Sam. — Ouço uma voz animada.
–Oi! — Eu grito, eu paro e respiro fundo. — Pode subir. Não, eu vou descer!
–Eu posso subir. — Ele fala.
–Não, não, não! — Eu falo gritando. — Eu estou descendo.
Eu desço e abro a porta vendo ele parado na escada. Eu sorrio.
–Uau. — Ele fala.
–Desculpa. — Eu começo. — Eu estou uma...
–Pilha de nervos? — Ele pergunta.
–Sim. — Eu admito.
–Então... vamos? — Ele pergunta.
–Sim. — Eu falo. Andamos pelas ruas desertas da cidade um do lado do outro. — Nossa... — Fica tudo deserto mesmo.
–Sim... — Ele fala sorrindo. — Só nós.
O telefone dele toca e ele o pega.
–É ela? — Eu pergunto. — Pode atender se quiser.
–Não... — Ele fala. — Quer saber, eu vou desligar esse negócio.
Nós continuamos em um silêncio constrangedor enquanto andamos.
–Desculpe. — Eu falo admitindo. — Eu não estou muito a vontade.
–Não, tudo bem. — Ele fala. — Porque esse já é o melhor fim de semana que eu tenho há muito tempo.
Havíamos voltado para casa e conversávamos deitados na cama.
–Lembra da noite em que estudamos para a prova final? — Sam me pergunta mudando de assunto. — E você não parava de rir? Sabe exatamente do que eu estou falando, não sabe?
–Sei... — Eu falei.
–Não sentiu o que eu estava sentindo? — Ele pergunta.
–Senti. — Eu falei. — Pelo menos era o que esperava que você estivesse sentindo.
–Mas depois, naquela noite quando conheci Quinn... — Ele fala. — Achei que você tinha arranjado aquele encontro.
–Não achei que alguém como você fosse gostar de alguém como eu. — Eu falo e ele sorri me beijando.
Acordo no dia seguinte e Sam estava na cama me observando e ele sorri, e eu sorrio depois.
–Que jeito bom de acordar. — Eu falo corando.
–Quero te dizer uma coisa. — Ele fala.
–Me diga uma coisa. — Eu falo.
–Eu te amo. — Ele fala e eu o encaro séria. — Eu te amo, Rachel. E eu acho que sempre te amei.
Eu fico em silencio por alguns minutos e não sei o que dizer. Na verdade sei, mas não consigo dizer.
–Eu tenho que ir no banheiro. — Eu falo e é pra onde eu corro.
Ele me ama. Ele me ama. Por que eu não disse que o amava também? Porque? Porque eu não consegui dizer! Ah meu Deus! Eu estraguei tudo. Ouço um barulho e percebo que ele está levantando. Eu abro a porta e o encaro.
–Está tudo bem? — Eu pergunto e ele terminava de se vestir.
–Sim... — Ele fala. — Eu só estou cansado.
–Você não vai ficar? — Eu pergunto.
–Eu queria, mas Quinn avisou que eles estão voltando então... — Ele fala.
–Ah é. — Eu falo.
–É melhor eu ir. — Ele fala. — Quero que saiba que o que eu disse agora pouco...
–Sim? — Eu pergunto.
–Era de verdade. — Ele fala e vem até mim, me beijando na bochecha.
E ele se vai.
Mas que merda foi essa?
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