I Love You?
2 A new beginning
Notas iniciais
Obrigada pelos comentários do capítulo anterior, vocês são demais ♥ Já falei isto não? Então repito khjgfkldkjgkfds
Espero que gostem e por favor leiam as notas finais (:
POV Austin
“Eu te amo”
Três palavras que podem quebrar totalmente seu coração. Três palavras que literalmente não constam mais em meu dicionário pessoal. Três palavras que me fizeram me arrepender de tudo pelo resto da vida. Três palavras que espero que ninguém nunca use, mas se eu fui idiota o suficiente para dizer isto tenho certeza que outros também dirão...
......
Se levantar seis horas da manhã deveria ser crime para toda sociedade, principalmente quando você começa em uma nova escola. Uma nova escola idiota onde certamente encontrarei de tudo novamente: pessoas idiotas, professores mal-humorados, garotas que só faltam mostrar a calcinha a você e parece que jogaram cimento na própria cara de tanta maquiagem, garotos idiotas que babam por isto e só faltam tirar as calças e se jogar em cima delas...
Não gosto de acordar cedo, mas isto me levou a uma evidente pergunta: quem gosta?
Fiz minha higiene matinal, botei um moletom preto, uma calça jeans e um tênis (mesmo tendo ter que usar uniforme) e sai para minha nova e “fantástica” escola. Como eu iria sobreviver àquela prisão sem vomitar ou me matar?
Caminhar de manhã cedo não era lá as mil maravilhas, principalmente quando você sabe que a qualquer momento pode ser atacado por um louco, o que seria verdadeiramente alegre para mim, já que não quero continuar com essa vida inútil em que presenteio todo dia. Me senti satisfeito ao mesmo tempo, sabendo que minhas aulas de Taekwondo devem servir para alguma coisa e que se alguém me atacasse eu poderia ao menos reagir antes de, é claro, ser morto.
Fui andando mais devagar a medida que estava chegando ao colégio e percebi que não seria legal quando entrasse no prédio, mas não me amedrontei e segui em frente com a cabeça erguida.
A escola era enorme, e parecia ser um pouco antiga, com o tempo não tendo sido nada agradável com sua estrutura, deixando-a com um aspecto de mansão mal assombrada. Na frente, ou mais exatamente do outro lado da rua, consegui ver um parque enorme com várias árvores, flores e bancos onde as pessoas poderiam aproveitar o sol que se infiltravam em meio as folhas das árvores. Cheguei a entrada e percebi que todas as paredes eram pintadas de amarelo, mas não amarelo como cor original, e sim como um branco sujo.
Entrei e percebi que os corredores estavam vazios e acredito que eu tenha sido o primeiro a chegar, depois é claro do diretor e de alguns professores, então decidi explorar a escola.
Corredores e mais corredores cheios de armários me cercavam, mas no final consegui ver um acesso a uma escadaria, que no final resolvi subir.
O segundo andar era igual o primeiro, só que com mais salas, o que não me interessou nem um pouco. Vi que o terceiro andar era proibido para alunos, mas subi tranquilamente e me deparei com um corredor escuro, com paredes pichadas, e muitas portas que possuíam seus vidros estagnados, quebrados. No final do corredor tinha mais uma porção de escadas, só que desta vez menor e mais estreito com um aspecto daqueles de filme de assombrações. Sabe, para uma pessoa que quer curtir a morte rápido eu estou louco para subir lá em cima e a encontrar. Comecei a subir as escadas e me surpreendi totalmente com o que vi...
POV Ally
– Elliot, você me leva à escola?
– Claro. – Ele sorriu para mim já com suas chaves e eu fui para sua garagem entrando em seu carro. Elliot era simplesmente o melhor amigo do mundo, além do mais era meu vizinho, o que já ajudava 100% na nossa amizade. Conheço-o desde os meus sete anos e nunca o larguei desde ali. – Dormiu bem? – Ele me perguntou enquanto ligava o carro e o tirava da garagem.
– Não.
– Seu pai?
– Sim.
– Vai ir ao hospital hoje?
– Vou.
– Quer companhia?
– São apenas duas quadras de casa, tenho certeza que posso ir andando, mas agradeço a oferta de companhia. – Ele estava com um enorme sorriso perfeito no rosto.
– Como anda a sua escola?
– Bem. — Sorri para ele, mas o garoto conhecendo-me muito bem levantou uma sobrancelha em total questionamento sobre minha afirmação. - E a sua?
– Ótima como sempre. – Ele parou no sinal e me encarou. — Por que não se muda para lá comigo? É uma ótima escola.
– Colégio para ricos e esnobes? Não, obrigada. – Ele me olhou confuso depois voltou sua atenção ao trânsito e eu me bati mentalmente por ter dito aquilo. — Sem ofensas.
– Não levei isto para o lado negativo.
– E também eu gosto do uniforme de nossa escola. – A blusa era azul e a saia era preta, completando o conjunto poderia se usar um blazer que era muito fofo. Eu não gostava muito e apesar de fazer um sol que derretia qualquer um eu geralmente usava meu moletom que era mais confortável e minha calça jeans velha que me permitia locomover sem acabar com a circulação sanguínea presa.
– Se você fosse para nosso colégio com certeza teria que usar uma blusa branca.
– Branca ou transparente? As garotas da sua escola parecem que amam usar aquelas blusas, até fazem competição de quem usa o sutiã mais colorido.
– É verdade.
– E você aproveita não? – Ele me olhou com um sorriso brincalhão no rosto. – Safadinho!
– Não é isso. Além do mais se eu quisesse namoraria todas as garotas daquele lugar, mas certamente não estou interessado nelas.
– Não?
– Não.
– É alguém da nossa escola então? – Eu perguntei confusa.
– Totalmente. Mas acredito que ela não sente o mesmo por mim.
– Sério? Você é lindo e inteligente, qual garota não fica caidinha por você? – Ele é simplesmente perfeito, com sua altura ótima para um garoto de sua idade, não muito baixo e não muito alto, com cabelos castanhos escuros que combinavam com seus olhos claros e um porte muscular definido por causa de seus longos treinos de futebol americano. Sua inteligência se superava e sua capacidade de simpatia fazia qualquer coração gelado se derreter. Como alguém não iria querê-lo?
– Ela parece não perceber...
– Chegamos. – Eu fui a primeira notar que já estávamos no estacionamento e ele sorriu meio decepcionado, como se quisesse me contar mais algumas coisa. Peguei minha mochila e desci do carro, mas antes obviamente o agradeci. – Obrigada.
– De nada, e até mais tarde.
– Hoje você tem aula até mais tarde certo?
– Sim, aulas extras.
– Te vejo de noite então. – Fui em direção ao meu armário, peguei minhas coisas e fiquei sentada ali mesma ouvindo música já que os corredores estavam completamente vazios. A medida que o tempo passava e as pessoas iam chegando, fui em direção ao banco que tinha ali e me sentei. Um instante depois, a Trish chegou e correu para o abraço.
– Oi Ally! – Ela me abraçou surpreendentemente forte. Para uma latina bem esquentadinha ela também sabia não ser fraca em situação alguma.
– Nós nos vimos quando mesmo?
– Ontem.
– Então por que o abraço?
– Não posso mais abraçar minha melhor amiga? – Ela fez um biquinho que surpreendentemente me fazia rir em qualquer situação.
– Claro que pode.
– Obrigada. – Rimos juntas mesmo com esta conversa sem sentido, sabe, melhores amigas servem para este tipo de coisa.
– Onde está a Cassidy?
– Ela disse que ia se atrasar um pouquinho, certamente chegaria na hora do almoço.
– Nossa! Esse “vou me atrasar um pouquinho” é na verdade um montão.
– Eu sei. – Fui mexer em meu celular para trocar de música e percebi a latina me encarando de lado.
– Isso está estranho, o que houve? Tem alguma coisa na minha cara?
– Esses óculos. Não gosto deles. – Os meus óculos eram de armação preta e um pouco grandes em relação ao meu rosto, mas me faziam enxergar melhor já que meu grau era um pouco alto.
– Você me fala isto todo dia. Além do mais também não gosto deles, mas os prefiro ao invés das lentes.
– Você tem lentes?
– Nossa, obrigada por ser uma amiga que repara nas coisas.
– Desculpa, é que sempre te vejo com os olhos e não tinha percebido. Mas lentes são legais e se você usá-las não precisarei te chamar mais de quatro olhos. – Ela sorriu e depois fez uma cara de decepção. – Pensando bem, fique com os óculos, senão terei que pensar em outro apelido para você.
– Agradeço novamente sua compreensão.
– De nada. – Eu ia falar alguma coisa tentando ao menos defender meus óculos (mesmo eu não gostando muito deles) até os alto-falantes da escola começarem a me chamar.
“Ally Dawson, sala do diretor neste exato momento. Ele precisa urgentemente falar com você”.
– O que será que o diretor quer comigo?
– Aprontou alguma Ally? Você tão certinha se tornando uma Trish? Que sorte sua!
– Vejo você na aula. – Botei minha mochila nas costas e fui nervosa á sala do diretor.
– Se você não for expulsa. – Acho que não podia ter ficado mais nervosa com seu comentário por que literalmente comecei a tremer. Tremer!
O que será que aconteceu? Devem ter me confundido só pode, por que eu sempre mantive meu histórico escolar perfeito e nunca fiz nada errado. O que eu devo ter feito? Nada! Meu subconsciente estava tentando me tranquilizar dizendo que eu não estava em apuros, certamente o diretor queria falar sobre algo normal, da escola. Então por que me chamar pelos alto-falantes?
Horas e mais horas estudando, dias em que eu estava a ponto de morrer (não literalmente, apenas expressando uma metáfora) eu vinha para escola só para fazer uma bendita prova, tudo bem que as vezes faltava aulas, mas eram dias de matérias inoportunas, por exemplo educação física, onde ficávamos correndo no campo feito malucos, até acabarmos quase desmaiando de cansaço.
Pessoas que tive que suportar, situações embaraçosas e constrangedoras que tive de passar, lágrimas que tive que segurar por causa de situações pessoais e não queria influenciar ninguém a sentir pena de mim. Tudo isto levava a uma questão, o que eu fiz?
Cheguei à diretoria e a secretaria foi muito simpática comigo, me elogiando de diversas formas por causa de meu boletim perfeito e de meus feitos que ajudaram mais em meu histórico. Eu agradeci não querendo ficar ali por mais tempo algum e ela foi falar com o diretor pedindo permissão para eu entrar, que concordou rapidamente ao escutar meu nome sendo pronunciado por ela.
Acho que eu fiquei mais aliviada, não totalmente, por que ele não estava com uma cara do tipo “você fez algo muito ruim, irei castiga-la” e sim um com um sorriso amigável, porém os três garotos que estavam na sala conosco não pareciam nenhum pouco satisfeitos e sim loucos para sair dali.
– Senhorita Dawson, preciso que me faça um enorme favor.
Notas finais
XOXO
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