I Love U
1 Capítulo Único
Koichi chegou na casa de Tsuyoshi pontualmente as 21h. Bateu na porta inúmeras vezes e, após 5 minutos, quando estava quase desistindo ouviu a porta ser destrancada. Tsuyoshi estava usando calças e camisa de malha, algo muito incomum. Koichi encarou-o por alguns segundos e entrou sem dizer nada.
Há quanto tempo estavam juntos? Um semestre talvez. Ao contrário de Tsuyo ele já havia dito “eu te amo” para o outro. Desde aquele dia não conseguia encarar o amado com a mesma naturalidade antes costumeira. Ao mesmo tempo em que se sentia envergonhado por ter dito aquilo se via angustiado por não ter ouvido o mesmo. Se Tsuyoshi só queria usá-lo ele iria suportar isso. Sempre que ele se atrasava sentia que estava com outro e apesar disso feri-lo profundamente nunca falava nada. Tinha medo de perdê-lo então mesmo que fosse difícil ia fingir que não havia se declarado e ia continuar ficando com ele.
— Desculpe, estava me trocando.
— Tudo bem. Que cheiro é esse?
— Ah, isso. Preparei somen pra nós dois. Não é nada sofisticado, a sobremesa é bem mais interessante e saborosa.
— Qual? – Koichi perguntou curioso enquanto olhava pra cozinha buscando vestígios do que poderia ser.
— Você.
— Não fale dessa forma!
-Vamos? Não queremos que esfrie.
Assim que terminaram de comer o telefone tocou e Tsuyo correu para atender. Koichi estranhou o tom de voz baixo do mais novo enquanto falava e devido a sua demora acabou cochilando em cima de seu braço que estava apoiado na mesa.
— Koichi, acorda... –disse Tsuyo sussurrando em seu ouvido.
— Droga, peguei no sono. Quem era?
— Ninguém importante.
— Como assim ninguém importante? Você demorou.
— Está com ciúmes?
— Claro que não! Mas você me deixou aqui esperando e...
— Minha sobremesa queria ser comida logo?
— Maldito! Por que gosto de você se existem tantas pessoas por aí?–Berrou com os olhos fixos no chão.
— Você está vermelho. Esta com febre? — Tsuyoshi colocou a mão na testa de Koichi para sentir sua temperatura mas este empurrou-a pra longe.
— Não encoste em mim.
As lágrimas começaram a surgir nos olhos de Koichi. Quando Tsuyo notou isso o levantou e o puxou até sua cama fazendo-o se sentar. No caminho Koichi não agüentou mais segurar e começou um choro tímido. Durante alguns minutos Tsuyoshi ficou ajoelhado na sua frente secando suas lagrimas incessantemente até ele parar. Tsuyo beijou-o suavemente e em seguida o abraçou. Koichi ficou imóvel e não reagiu nem quando teve os botões da camisa soltos um a um. Sentiu os lábios do amado em seu peitoral e suspirou mais profundamente. Entendendo isso como um sinal verde Tsuyo desceu as mãos, que estavam no pescoço de Koichi, até seus calçados. Tirou-os junto com as meias e passeou com as mãos pelas pernas ainda vestidas do mais velho. Parou quando chegou ao zíper da calça para olhar seu rosto.
— Koichi, não feche seus olhos dessa forma. Vou fazer com carinho, como sempre fiz... Se você fecha seus olhos assim, parece que esta com medo.
— Fique quieto!
— Está tudo bem, eu nunca irei fazer nada pra te machucar. Nem permitirei que te machuquem.
— O que está falando? –praguejou
— Você não está autorizado a fazer o que fazemos com mais ninguém. Assim como eu não faço nem farei.
— Não faz... Estão eu sou o único?
— Claro. Eu só faço ‘amor’ com quem eu amo. Não é óbvio?
Os olhos de Koichi finalmente se abriram e ao encontrarem os de Tsuyo ele não conteve um largo sorriso.
— HEY! Sua sobremesa vai esfriar se você não se apressar.
-Ah é? Entendi. Ja, Itadakimasu.
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