I Love My Nerd
28 A dupla
Notas iniciais
Billy estava em sua sala. Ele pensou em matar a primeira aula aquele dia. Na verdade, ele queria matar outra coisa também. Davis. Será que foi isso mesmo o que aconteceu? Davis e Sarah se encontraram? Ele sentia muita raiva naquele momento. Billy pensava, pensava muito. Ele teria que fazer alguma coisa com Davis, ou veria sua relação com Sarah abalada.
– Billy? — alguém chamou. Billy se virou e viu seu pai se aproximando.
– Oi pai! Achei que estava no escritório — disse Billy.
– Não! Eu vou indo agora, alias, você não tem aula hoje? — disse o homem arrumando alguns papéis antes de colocar em sua pasta.
– Tenho, mas só irei no segundo período — disse Billy.
– Billy, Billy! — chamou a atenção o seu pai — Não faça isso! Não dê motivos para os outros comentarem suas atitudes. Tem que manter as aparências.
– É que eu precisava esfriar a minha cabeça antes de colocar os pés na escola — disse Billy incomodado.
– Algum problema? — perguntou Adam.
– O tio Alex e o Davis voltaram — disse Billy sério. Adam ficou parado em seu lugar sem dizer uma palavra.
– O... Alex? — disse Adam por fim.
– Sim.
– Hora, hora! Quem resolveu dar o ar da graça! — ele ironizou.
– Mas o que você tem haver com eles? — perguntou Adam.
– O Davis voltou diferente pai. Ele não é mais aquele garotinho esquisito de antes. Ele me enfrentou — disse Billy cerrando os dentes.
– Como?
– Ele vai dar um jeito de acabar meu namoro com a Sarah — disse Billy.
– Então faça alguma coisa! — Adam xingou.
– É claro que eu vou! — disse Billy se levantando.
– Eu quero que você mostre quem é, e que manda Billy! Não o deixe lhe afrontar. Eu não criei um covarde! — disse Adam se aproximando do filho.
– Eu não sou covarde — Billy se defendeu.
– Então não seja fraco — Adam agarrou o rosto de Billy com força — seja homem. Faça a sua namorada respeitar você. Dite as regras! — Adam soltou Billy.
– Você é um White! — continuou Adam — Mostre o poder de seu sangue — Adam se virou e foi embora.
As palavras de seu pai deixaram Billy com mais raiva. Logo ele pegou seu carro e foi para a escola.
Sarah estava sentada em um banco com Amber. As duas conversavam. Liam se aproximou.
– Liam? — Sarah chamou — O Billy? Onde ele está?
– Não sei! Você que deveria saber, não é?
– Eu ligo para ele, mas ele não atende — disse Sarah que no fundo sabia o motivo.
Liam a olhou. Ele queria dizer algo para que ela se preparasse, mas não disse.
– Eu preciso ir — disse Liam — tenho aula de matemática. Até mais meninas!
– Até migo! — disse Amber.
– Tchau Liam — disse Sarah.
– O Liam está estranho, não acha? — disse Amber. Sarah concordou com a cabeça.
– Amber? — disse Sarah.
– Sim.
– Se eu lhe contar uma coisa, você me promete por tudo que é mais sagrado, que não vai contar a ninguém? Mas ninguém mesmo, só fica entre nós duas?
– Sim! É claro! Amo esses mistérios — disse Amber se animando.
– Está bem — Sarah respirou fundo — Eu menti para o Billy ontem. Eu disse uma coisa, e não fiz — disse Sarah.
– Humm! Garotinha má! O que você fez?
– Eu fui falar com o Davis — disse Sarah um pouco mais baixo. Amber ficou boquiaberta .
– O gatinho, novo e ex-nerd Davis? — disse Amber.
– É, e eu acho que o Billy descobriu.
– Nossa!
– E eu acho que é por isso que ele não veio.
– Menina! Que coisa! Mas e ontem, rolou algo com o Davis? — perguntou Amber levantando uma sobrancelha travessa.
– É claro que não Amber! Por quê? — disse Sarah incomodada.
– Por que você está mancando.
– É que eu fui de bicicleta até lá, e quando voltei, eu cai — disse Sarah colocando a mão no joelho.
– Oh miga! Está doendo ainda?
– Não, só foi um ralado.
– A Lory não vai gostar disso, ela diz que o visual é importante — disse Amber.
– Com a Lory eu me entendo.
– Está bem! E o que aconteceu ontem na sua conversa com o Davis então?
– Foi horrível Amber! Ele me odeia — disse Sarah tristemente.
– Eu sinto muito miga.
– Tudo bem. Eu vou ficar bem — disse Sarah suspirando — agora preciso ir para a aula de literatura.
– E eu para história — disse Amber colocando a língua pra fora. Sarah riu — quem precisa saber do passado? Que gente mais sem criatividade!
– Até mais Amber!
– Até miga.
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– O que? Você chutou a garota da sua casa? — perguntou Wesley surpreso.
– Eu não chutei Wesley.
– Como você é mau — disse Wesley balançando a cabeça.
– Eu não sou mau — disse Davis se defendendo.
– Esta bem! Você não é mau — disse Wesley dando de ombros.
De repente, Sarah aparece, ela esta indo em direção ao seu armário. Ela vê Davis e disfarça. Ela se aproxima de sua porta. Davis está virado à frente de seu armário e fica a cuidando pelo canto dos olhos. Wesley está atrás dele. Sarah deixa cair um livro. Davis até tenta ter a iniciativa de se abaixar e pegar o livro, mas Wesley acaba pegando.
– Obrigada Wesley, você é muito gentil — disse Sarah dando um sorriso de agradecimento.
– De nada — disse Wesley sorrindo feito um bobo.
– Quem dera se existissem pessoas mais gentis como você — disse Sarah — E cuidado! Por que existem pessoas que só sabem julgar em vez de se julgarem primeiro. E os que se dizem amigos, são os primeiro a fazer isso — Sarah disse. Davis se virou para olha-la. Ele sabia que era para ele.
– Tchau Wesley — disse Sarah.
– Tchau.
– Wow! Que indireta! Eu até fiquei tonto — disse Wesley parecendo zonzo.
– Eu sei que foi para mim.
– Então mude o jeito de tratar ela — disse Wesley ajeitando a mochila — Bem... eu tenho que ir. Aula de educação física.
– A gente se vê depois cara! — disse Davis.
– Até mais! Seja um bom garoto! Não se meta em confusão... pelo menos até eu estar por perto pra assistir — disse Wesley se afastando. Davis riu. Não tinha como se entediar com Wesley.
Davis foi olhar seu horário de aulas. Ele tinha literatura naquele momento. Pegou suas coisas e foi para a sala.
Sarah estava sentada na classe da frente. Quando de repente, Davis entra na sala. Ela suspira incomodada. Davis quando a vê, vira o rosto e vai para o fundo da sala. Lá, ele poderia pensar melhor como falar com ela.
A senhora Robinson, professora de literatura, começou a aula.
– Bom dia pessoal! Hoje vamos começar com uma novidade! — começou a explicar a professora — Vou formar duplas para um trabalho — ela disse. Alguns alunos já estavam olhando para os outros — Mas não será com quem quiserem. Será com a dupla que for sorteada. E será um casal.
Alguns alunos reclamaram.
– Não adianta reclamarem! Será assim como eu estou dizendo — a mulher disse — eu tenho aqui, duas caixas ela pegou as caixas de cima da mesa. Uma estava escrito meninas e outra meninos — as meninas tirarão um numero de suas caixas e os meninos também. O casal que tirar o mesmo número farão o trabalho juntos. E se tentarem mudar de parceiro, darei negativo imediatamente. Estarei cuidando.
Então, a senhora Robinson começou a passar classe por classe. Sarah foi à primeira.
– Que número tirou Sarah? — perguntou a mulher.
– Quatro.
– Ok. Quatro. Agora não pode mais mudar — disse ela.
– Está bem.
E assim foi um por um. Depois de todos tirarem seus números, a senhora Robinson chegou à frente da sala.
– Bem, então vou começar a dizer as duplas — ela começou — Joyce e Simon, Amy e Luke, Diana e Peter, Sarah e Davis ...
Quando a professora disse Sarah e Davis. Tanto Sarah que estava na frente como Davis que estava no fundo se viraram para olhar um para o outro.
Sarah só pensava que aquilo só podia ser um castigo, já Davis pensou que era um sinal.
– Pois agora que eu disse todas as duplas, por favor, podem se juntar — disse a mulher.
Aos poucos, os alunos mesmo reclamando, começaram a sentarem juntos. Sarah não saiu do lugar. Ela não conseguia mover um músculo.
Davis tomou a iniciativa, se levantou e foi se sentar ao lado de Sarah. Quando ele fez, ela não o olhou.
– O trabalho é o seguinte... — começou a explicar a professora — vocês terão que fazer um tipo de biografia de seu parceiro. Vocês primeiro terão que conhecê-lo. Façam uma entrevista. Depois de terem as respostas, criarão a biografia dele baseado no que descobriram, e depois lerão na frente de todos. Ou seja, no inicio do mês que vem. Vocês têm duas semanas.
Alguns alunos reclamaram novamente. A senhora Robinson se sentou para escrever algo.
Davis e Sarah estavam em silêncio. Ela olhava para seu caderno e Davis a olhava pelo canto dos olhos.
– Então... — ele começou — acho que você não precisa saber muitas coisas sobre mim — disse Davis. Sarah ainda estava muda.
– Nem eu de você por que ...
– Se você quiser, pode pedir a senhora Robinson para mudar de dupla — disse Sarah cortando Davis.
– Não posso, assim vamos ganhar negativo! — disse Davis.
– Eu não me importo! — desta vez ela o olhou — Se é para ficar com você, para você me maltratar, prefiro um negativo... e dói menos — desta vez, Davis ficou em silêncio.
– Eu não quero mudar — disse ele depois de alguns segundos.
– Por que não? — perguntou Sarah sem entender.
– Por que... se você ganhar negativo eu também ganho — não era exatamente isso que ele queria dizer.
– Então como vai ser? Eu não quero você me maltratando — disse Sarah cruzando os braços.
– Não, eu não vou — disse Davis se escorando na mesa e suspirando.
– Então... — Sarah estava tentando entender.
– Eu sinto muito — disse Davis olhando para ela.
– O que? — disse ela baixinho.
– Por ontem — disse Davis — eu sinto muito pelo que eu disse — Sarah o olhava dentro dos olhos.
– Você... sente? — disse ela.
– Sim — disse Davis. Desta vez ela sorriu.
– Eu também sinto muito — disse Sarah — por tudo que você passou, por tudo mesmo ela — disse sinceramente.
– Olhe, eu não digo que seremos amigos como antes, mas que agora eu... prometo ser um pouco mais paciente — disse Davis. Sarah sorriu abertamente.
– Por mim tudo bem! No entanto que não fique de mal comigo! — disse Sarah.
– Eu vou tentar — disse Davis revirando os olhos — então... poderíamos ser só... colegas.
– Colegas? — Sarah pareceu pensar.
– Sim.
– Hum! Acho que está de bom tamanho — disse ela.
– Então, tudo certo colega? — disse Davis abrindo o caderno.
– Tudo certo — disse Sarah se ajeitando na cadeira.
Davis começou a escrever algo em seu caderno relacionado ao trabalho.
– Senti sua falta! — Sarah disse só para ele escutar. Ele a olhou.
– Eu também.
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