Notas iniciais
Enquanto eu não recebo nenhum review em It Always Comes Back To You (sim, isso é indireta e sim, eu sou infantil), me sobra tempo para escrever essas ones melosas com fim bonitinho. Eu gostei, gostei...
Ei, aliás, quer ouvir uma coisa engraçada? Se ainda não notou, todas as minhas fics começam com "i" e todas as sinopses com "e". kkkk, eu sou maluca.

"Mostre a eles a brincadeira, Fredweiner!"

"Claro que sim... Sam... idiota."

"E é por isso que você está atrás da câmera."

– Sam Puckett e Freddie Benson em iGet Pranky

Samantha Puckett adorava apelidar seu namorado, Fredward Benson. Depois de tantos anos ele ainda se surpreendia com a criatividade dela, secretamente anotando todos os nomes que ela o chamava em um caderninho.

Juntos há três anos (quase quatro), o casal se mantinha sólido, chegando a até dividir um apartamento. E é claro, que sendo Sam e Freddie, as brigas também eram constantes. Tudo para a relação não cair na rotina e tendo que virar uma obrigação para ambos.

Infelizmente, Sam percebia que ultimamente o namorado já não era o mesmo. Eles estavam quase terminando a faculdade – ela fazia culinária, ele fazia “algo nerd” -, e ela só percebia o quanto ele se distanciava mais e mais a cada dia que passava.

Antes, ela se lembrava triste, Freddie a acordava com beijos e, apesar de ela ser a mestre cuca, preparava um café delicioso. Sempre uma surpresa.

E agora, um selinho sem sal e nada de café na cama.

Sam não sabia o que estava fazendo de errado. Não implicava mais quando Freddie queria jogar videogames ao invés de sair, ou que Freddie preferisse ir à convenção de “Galaxy Wars” ao invés de ir à convenção de “Bacons do mundo”.

E, em sua opinião, sua vida íntima era muito boa. Excelente. Ela estava satisfeita e tinha certeza absoluta de que ele também.

Mas além de todas as outras coisas, o que realmente intrigava Sam, que a deixava mordendo almofadas e desenhando rostos em tangerinas... Era que Freddie não a chamava mais de Princesa Puckett.

Ela odiava, odiava com todo seu ser quando eles eram mais jovens e Freddie tentava intimidá-la com apelidos. Será que ele não percebia que só ela era boa naquilo?

Mas de repente, Freddie fez algo muito pior: Ao invés de dar apelidos que a irritassem, ele começou a dar apelidos que a envergonhassem. Que deixassem a valentona de bochechas rosadas e sorriso bobo nos lábios.

Ele a chamava de loirinha, baixinha, fofinha, Sammy, Samantha (sim, ele se atrevia), baby... Até depois que eles começaram um relacionamento, ela ainda sentia o rosto esquentar. Mas nada a deixava mais louca do que Princesa Puckett.

Sam achava completamente adorável. Era apaixonada. Estremecia ao ouvir Freddie sussurrar aquilo durante a noite, mesmo em sonhos. Princesa Puckett. Não soava perfeito?

Sim, verbos no passado. Freddie agora se limitava a “Sam”. Mas que droga de nome horrível! Ela detestava Sam. Queria seus apelidos, queria ser chamada de baby... Mas Freddie não queria.

– Bom dia, Sam. – Ele a beijou na testa. Ótimo, os beijos estavam subindo mais e mais.

– Bom dia, Fredweird. – O apelido escapou de seus lábios. Certamente um costume, mas nessa situação em que eles se encontravam, não era mais engraçado. – Acho que esse você já tem no seu diário. – Ela brincou, abrindo os olhos, esperando pegar um sorriso dele. Mas só o encontrou parado, fitando-a seriamente.

– Por que você mexeu nas minhas coisas? – A voz dele estava rouca e Sam teve que se controlar para não pular no pescoço dele e agarrá-lo. Droga, ele era tão atraente pela manhã.

– Eu não mexi... Você estava escovando os dentes e aí eu fui procurar o controle da TV na sua gaveta e achei o caderno...

– E quem disse que você poderia vê-lo, Sam? – Freddie perguntou com as sobrancelhas levantadas. Ela nem sabia o que estava acontecendo. Eles não tinham segredos, por isso a relação dava tão certo. Ou ela estava errada?

– Você está me escondendo alguma coisa? – Sam perguntou já com lágrimas nos olhos. Freddie suspirou e desviou o olhar. – O que está acontecendo, Freddie? Puxa, eu achei que você estivesse feliz, que nós fôssemos felizes!

– Eu estou feliz.

– Mas e eu? Não é importante pra você que eu esteja feliz também? – Ela nunca havia parecido tão vulnerável para si mesma quanto naquele momento. Era até estranho sentir as lágrimas saindo, considerando que ela era tão forte.

– Sam, eu não queria te dizer isso. Mas nosso namoro não está dando mais certo não é? Mas vamos falar disso mais tarde, eu estou atrasado. – Ele finalizou friamente, sem esperar uma resposta, saindo do quarto sem olhar para trás. Sam enterrou a cabeça no travesseiro e chorou. Era o fim de seu amor com Freddie...

...

– Eu não sei o que eu fiz Carls! – Sam choramingou no ombro de sua melhor amiga. Após passar alguns minutos encharcando os lençóis, desolada, resolveu chamar a única pessoa que a entenderia. Afinal Carly estava fazendo faculdade de psicologia. – Ele me evita, nossas conversas são sobre o clima e... Ele nem me beija mais na boca!

Carly ficou abalada ao ver Sam daquele jeito. Ela sabia o quanto era difícil para a loira expressar seus sentimentos tão abertamente, até mesmo para ela. E agora com o possível fim de sua relação mais duradoura, a morena pensou que estaria consolando Freddie e não Sam.

Parece que as coisas realmente haviam mudado.

– Oh, Sammy, não fica assim! – Ela passou as mãos por seus cachos.

– Isso, isso também! Ele não me chama mais por apelidos! – Sam relembrou, saindo do abraço para enxugar algumas lágrimas de debaixo dos olhos.

– Mas, não era você que vivia dando apelidos para ele?!

– Era, mas com o tempo ele também criou os dele. Só que eram diferentes, eram carinhosos...

– Ugh, eu me lembro de toda aquela melação de “baby”. – Carly fez uma voz mais fina do que o normal para relembrar a época da fofura Seddie.

– Olha quem fala! “Ah, Adam, minha cenoura com chantilly!” – Sam também brincou, já se libertando, pelo menos um pouco, da tristeza. As amigas gargalharam juntas.

– Brincadeiras à parte... O que vamos fazer agora?

Sam suspirou. – Acho que é melhor eu começar a empacotar minhas coisas. Começar a procurar um lugar para morar ou algo assim.

– Não acredito que o Freddie te despejaria daqui!

– Ele não vai. Mas eu quero sair, Carls, não quero mais depender de ninguém. Querendo ou não ele paga a maior parte do aluguel.

– Bom então nesse caso, você poderia morar comigo. Como nos velhos tempos!

– Valeu, mas eu falo sério sobre ser independente. Quero mesmo ter um lugar só meu. Vou ter que me acostumar a ficar sozinha, faz tanto tempo que eu estou ligada a este nerd... Vou precisar achar uma maneira de esquecê-lo. – Algumas lágrimas brotaram novamente em seus olhos. Ela amava Freddie demais. Talvez mais do que um dia amou presunto. E não queria ter que ir embora de seu refúgio feliz... Que era bem ao lado dele.

Carly a tomou em seus braços novamente, em um abraço tão apertado que Sam sentiu os ossos estalarem.

– Uh, Carly? Eu estou triste, mas não precisa me sufocar.

– Ah, desculpe! Você quer ajuda para arrumar as coisas? É melhor fazer isso antes que o Freddie chegue. – Ela se levantou e prendeu o cabelo em uma liga.

– Obrigada, Carls. – Sam sorriu para ela. As duas se abraçaram novamente, dessa vez sem apertos exagerados.

– Pra tudo o que precisar Sam. Agora por onde começamos?

...

Durante a arrumação dos pertences de Sam, a própria caiu no choro uma ou quatro vezes. Agarrava-se às camisas de Freddie e soluçava sem parar, enquanto Carly repetia que desse jeito nunca iam terminar. Sabia que estava sendo difícil para ela, mas uma coisa que a vida lhe ensinou foi dar a volta por cima. Imediatamente!

– Vamos lá, Sam, cadê aquela garota forte?! Aquela que nunca admitia nada?! Hein, hein?! Vamos, já está quase acabando... Só falta mais uma gaveta e você estará livre de Fredward Benson!

Foi aí que Sam começou a chorar ainda mais. Ela não queria ficar livre dele!

– Tudo bem, eu arrumo sozinha. – Carly bufou, se dirigindo ao guarda-roupa, tirando todas as coisas da amiga de lá.

Não demorou muito para que três caixas se enchessem, litros de lágrimas saíssem e paciências se esgotassem. Carly até precisou dar banho em Sam.

– Eu não vou vestir você.

– É como você não ia me dar banho também! – Sam gritou, como uma criança mimada. Carly revirou os olhos e em velocidade recorde vestiu-a.

– Pronto, o bebezinho já está arrumadinho. Podemos ir?

– Não! Não, eu desisto! Eu não quero deixá-lo!

– Sam, me escuta! Ou você vai agora ou...

Mas ela não pôde completar a frase, já que na mesma hora, se ouviu o trinco da porta. Sam chutou-se internamente por ter feito tanta birra.

– Sam? Você está em casa? – Freddie falou. Carly quase teve um treco.

– Viu? E agora, me fala como a gente vai sair daqui? – Sussurrou irritada.

– Eu... Eu não sei... – Samantha mordeu o lábio. Sim ela sabia. Poderia sair daquele quarto e dizer que estava cansada de viver com aquela incerteza. Ele ainda a amava? Como antes? Se sim, por favor, que dissesse. Que a fizesse ficar.

Por favor...

– Carly. Quando eu abrir a porta nós saímos correndo. Ok? Depois eu pego as minhas coisas.

– Você é maluca? – Ela assentiu e Carly pensou por um instante. – No três?

– No três. – Confirmou com a mão na maçaneta. – Um...

– Dois...

– Três! – A loira abriu a porta e deixou a amiga sair primeiro. Uma pena que o plano não deu certo e as garotas acabaram esbarrando em Freddie. – Droga, droga! Corre Carly! Continue sem mim!

– Sam? Carly? – Ele perguntou sem entender. – O que está acontecendo?

– O que está acontecendo? – Carly gargalhou irônica. – Sam está deixando você!

– O quê?! Por quê?!

Carly a ajudou a levantar e as duas apressaram o passo para a porta da frente.

– Freddie, você consegue ser mais nub do que foi a sua vida toda nesse momento, sabia disso? – Sam reclamou, saindo do apartamento, Carly a seguindo. – Hoje de manhã você mesmo disse que nosso namoro não está dando certo. E, agora, está perguntando por que eu estou te deixando?

Ele riu. Riu muito. As amigas deixaram o queixo cair com a cena. Não haviam contado nenhuma piada.

Como o elevador parecia ser o amigo da onça naquele dia, elas decidiram descer as escadas: Quanto mais rápido ficassem longe de Freddie, mas rápido acabariam com aquele joguinho todo.

– Sam! Sam! – Mas Freddie correu atrás, ainda sem fôlego.

– Freddie, por favor! – Ela implorou, algo que não fazia muito. – Me deixa ir... Eu não quero mais que você finja que está tudo bem quando eu vejo que não está! Você nem me beija mais... Nem me chama mais com os apelidos que eu tanto amo... Por quê?

Freddie deu um sorriso de lado, descendo alguns degraus, se aproximando dela. Sam deu alguns passos para trás, mas ele a puxou de volta pelo pulso. Afastou uma mecha de cabelo dela, ainda molhado... Deus, ela ficava linda daquele jeito.

– Quer saber por quê? – Ela assentiu desesperadamente, pensando que ainda não o havia convencido. – Porque você é a mulher mais teimosa, arrogante, chata, irritante, sexy, inteligente e incrível que eu já conheci em toda a minha vida. – Sam não pode deixar de sorrir. – Eu só estava nervoso, loirinha, de acabar revelando o segredo... Que a Carly me ajudou a esconder muito bem.

Freddie piscou para a morena atrás de Sam, que até então havia ficado avulsa na cena, mas que sorria como nunca. Sam já estava emocionada só pelo fato de que ele havia a chamado de loirinha. E agora havia uma surpresa. Oh, Deus, ele havia comprado bacon para o jantar?

Mas não. Era melhor que bacon, melhor que comida, na verdade. Algo que recompensou toda angústia, o estresse, as lágrimas, os gritos... Freddie se ajoelhou à sua frente, procurando algo no bolso.

Sorriu e Sam pensou que nunca o havia visto tão vermelho.

– Você adora que eu te chame de apelidos. – Fredward revelou a caixinha roxa. Samantha não segurou a emoção e chorou mais uma vez, só que agora de felicidade. – E seu favorito é Princesa Puckett... – Ele completou. – Mas você se importaria se de agora em diante eu te chamasse de Princesa Benson?


Notas finais
Que adorável! Essa foi uma das únicas coisas que eu escrevi que eu realmente gostei, sério kkkkk
Hoje à noite estarei atualizando I Take Care Of You, quem estiver lendo-a, fique atento porque as coisas estão, hum, estranhas lá né? E quem não está lendo, não faz mal dar uma olhadinha!
Mas, enquanto isso, por que não me diz o que achou dessa one-shot? :D
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!