I Love Charlie
2 Pesadelo.
Notas iniciais
“Eu estava entrando no refeitório quando de repente Tommy esbarrou em mim, derramando todo o seu suco, sujando toda a minha blusa. Eu o olhei com ódio, pois sabia que havia sido proposital.
— JÁ É A SEGUNDA VEZ, QUAL O SEU PROBLEMA COMIGO? — perguntei aos berros.
— Você é o problema Charlie, só você que ainda não percebeu! — E depois disso todos no refeitório começarão a rir. Eu peguei minha lata de coca-cola, espera ai, eu não tomo refrigerante. E tentei jogar nele, mas não consegui porque não tinha mais nada, então eu peguei o suco de Jas que estava sentada do meu lado e tentei jogar nele, mas o suco sumiu do copo. E Tommy ria ainda mais.
— CALA BOCA TOMMY! — gritei. — Cala boca seu imbecil!
— Vem calar, é o que você quer não é?! — ele deu um passo a frente, ficando mais perto de mim. — não tem coragem Charlie? — ele me lançou um olhar desafiador. — é... coragem para me bater você tem, mas para me beijar não? — ele começou a rir novamente e de repente não estávamos mais no refeitório e sim na biblioteca. E Tommy continuava rindo de mim e dizendo “não tem coragem Charlie?” “eu sei que você quer, mas não consegue porque é medrosa.” E de repente eu fiz algo impensado, eu o beijei, e comecei a escutar pessoas gritando, quando me afastei, estávamos na quadra de esportes e eu e Tommy estávamos no centro dela, e todos da escola nos olhavam. Todos ficaram em silêncio até Jas gritar muito alto do meio da multidão.
— Cuidado Charlie, ódio e amor andam lado a lado — e depois todos começaram a repetir a mesma coisa e quando eu olhei para o lado vi que Tommy tinha sumido.”
— Charlie! — escutei alguém gritar bem longe. — CHARLIE! — ainda estava longe. — Será possível que você não escuta esse despertador Charlie Nilson! — gritou minha mãe, me dando um susto e me fazendo levantar rapidamente.
— Caralho mãe! — gritei. — ela me olhou com uma cara feia. — Eu estava tendo um pesadelo. — falei tentando justificar.
— Não me interessa se você estava tendo um pesadelo ou sonhando com o amor da sua vida. — quem é que está falando de amor aqui? Porque aquela frase que Jas me disse ontem não sai da minha cabeça? O que estar acontecendo com você Charlie? — Eu quero saber a onde você anda aprendendo esse tipo de palavreado?! — lição de moral a essa hora? É demais pra mim.
— Mãe, eu não sou mais criança. — falei me levantando da cama.
— Mas as vezes age como uma! — ela falou. — eu vou indo trabalhar, hoje tenho plantão, então talvez só vou estar em casa amanhã. — avisou — se cuide Charlie e não quero ouvir você falando esse tipo de coisa! — e saiu do quarto.
Fui para o banheiro e tomei um banho — vesti uma calça, uma blusa larga e coloquei meu casaco — peguei minha mochila e desci as escadas, fui em direção a cozinha, vi que Cody já não estava mais em casa. Ele me deixou aqui, me esqueceu, aposto que deve ter ido para casa do babaca do Tommy. Tomei um café rápido e sai de casa. Fui caminhando sem pressa e quando estava chegando perto da escola, um carro passou igual a uma bala e quase me atropelou.
— Ei seu filho da puta! — algumas senhoras que estavam passando me olharam chocadas. Eu revirei os olhos e apressei o passo. Chegando na escola vi Cody e Tommy na entrada da mesma.
— Charlie. — Cody veio falar comigo. — Me desculpa. — ele estava segurando o riso. — foi em querer, eu tive que fazer uma coisa antes de vim pra cá e sai apressado e acabei te esque... — eu interrompi ele.
— Me esquecendo! É isso eu já percebi. — deixei minha irritação transparecer — Não quero saber o que você foi fazer... Mas já entendi que essa tal “coisa” é mais importante do que sua irmã aqui não é?!
— Charlie, eu só esqueci de te trazer para a escola. — falou sem se importa muito — Não faz drama!
— Não faz drama?! — ironizei. — Eu quase fui atropelada vindo pra cá!
— O seu irmão não tem culpa se você não sabe nem ao menos andar sozinha na rua! — escutei Tommy falar, ele estava logo atrás de mim, sua voz rouca me fez sentir um arrepio percorrer minha espinha, mas logo recobrei a consciência, meu Deus eu odiava ele, não posso sentir essas coisas!
Me lembrei do sonho ridículo que eu tive, mas mesmo assim virei para encara-lo.
— E ninguém te perguntou nada! — falei irritada por sua intromissão. — Pra falar a verdade, você é bem intrometido.
— E pra falar a verdade, tem garotas que adoram quando eu me intrometo nelas! — falou malicioso, vi Cody segurar a risada ao ver que eu fiquei vermelha igual a um tomate.
— E-e, eu, não estou afim de saber! — sentia meu rosto ficando cada vez mais vermelho — Eu não sou obrigada a escutar esse tipo de coisa. — protestei já indo em direção ao portão, mas me virei para falar com Cody e notei que Tommy ainda me olhava, ele desviou o olhar rapidamente para Katie que tinha acabado de pular em cima dele e beija-lo, eu os ignorei e gritei para Cody. — Vê se não me esquece na hora da saída. — ele apenas assentiu com cara de “eu já sei” e eu fui direto para minha sala. Chegando na mesma vi Jas sentada em seu lugar, parecia estar no mundo dos sonhos.
— Jas?! — eu a chamei. — JASSSS! — gritei proximo ao ouvido dela.
— O que é Charlie? — ela despertou do seu “mundo dos sonhos”. — você é bem inconveniente as vezes.
Revirei os olhos com cara de tédio pra ela.
Narrado por Tommy.
Acordei hoje ainda pensando sobre ontem. A cara de raiva de Charlie depois de eu ter “derrubado” coca-cola nela “sem querer”, era impagável. E eu já estava pensando em o que faria hoje para perturba-lá mais um pouco. — Me arrumei rapidamente para ir pra escola e fui direto para cozinha, precisava comer alguma coisa. Encontrei meu pai e minha mãe, já tomando café.
Meu pai não era um cara de muita conversa, até porque quando conversamos era pra brigar. Ele se chama Tony e tem uma empresa de administração, que ele sonha — só sonha — que eu vá assumir. Meu pai é um cara frio — ou se tornou, devido a certas circunstâncias — bem diferente da minha mãe. Ela se chama Molly e é a mulher mais doce e gentil, ela não trabalha mais, devido a essas mesmas circunstâncias.
— Bom dia meu filho. — minha mãe falou sorrindo e me dando um beijo na bochecha.
— Bom dia mãe. — me sentei na cadeira e meu pai não falou absolutamente nada, nem desgrudou o seu olhar do celular.
— Como estão indo as coisas na escola? — ela me perguntou. Eu não queria dizer para ela que eu era um péssimo aluno, que vivia na sala da diretora. Eu não queria decepciona-lá.
— Com certeza devem estar horríveis. — meu pai enfim se pronunciou. — seu filho não quer saber de nada Molly! — completou. — Quero ver quando ele tiver que assumir a empresa...
— Eu não vou assumir nada! — falei me levantando da cadeira.
— Se você não assumir, vai morrer de fome, porque eu não vou te bancar. — falou se levantando também.
— Que se fo.. — minha mãe me interrompeu antes mesmo que eu pudesse completar o palavrão.
— JÁ CHEGA OS DOIS! — ela gritou alto.
— Eu já estou indo para escola, mãe. — eu me aproximei dela e dei um beijo em sua bochecha.
Sai o mais rápido o possível de casa, batendo a porta logo atrás de mim. — Eu estava com raiva, meu pai sempre me cobrava dessa forma, como se eu tivesse a obrigação de fazer o que ele manda. Eu precisava descontar a raiva que eu estava sentindo, e não teria pessoa melhor do que a Charlie para que eu pudesse fazer isso. — Como o Cody disse que não poderia me dar uma carona hoje — estou sem carro porque meu pai pegou o meu, e disse que só iria me devolver se meu comportamento melhorasse — eu pedi para um colega nosso da escola me dar uma carona.
— E ai Noah. — cumprimentei ele assim que adentrei o seu carro. — Obrigado cara, meu pai pegou o meu carro. — falei revirando os olhos.
— Não precisa agradecer. — Noah riu. — sei como é, meu velho também pega no meu pé. — Fomos conversando sobre alguns assuntos sem importância e quando estávamos chegando perto da escola eu vi um cabelo ruivo que é inconfundível, Charlie estava prestes a atravessar a rua.
— Cara, vamos dar um sustinho na Charlie? — perguntei para Noah já sabendo a resposta. — estou precisando me divertir.
— É pra já! —falou rindo.
Na hora em que Charlie ia atravessar a rua, Noah jogou o carro para perto dela, mas sem atropela-la. — Nós começamos a rir quando ela começou a xingar. — Ruivinha brava, e linda... De uns tempos para cá venho notando que Charlie estar ficando bonita, ela sempre foi, mas está ainda mais. — Mas isso não deixa ela menos irritante.
— Corre Noah, ela não precisa saber que foi a gente — falei ainda rindo.
— Você odeia essa garota não é mesmo Tommy? — perguntou rindo também.
— Charlie é muito irritante. — respondi. — ela me tira do sério.
— Cuidado, ela pode começar a te tirar do sério em outro sentido. — notei a malícia quando ele falou.
— Ah, cala boca Noah! — respondi ríspido.
Assim que chegamos eu fui encontrar Cody, que estava com cara de idiota parado na frente do portão da escola.
— E ai Cody. — falei um pouco alto, atraindo a atenção de algumas garotas do segundo ano, que por sinal, estavam olhando para mim e para Cody sem disfarçar. — Porque está com essa cara de idiota?
— Oi Tommy!? — respondeu meio aéreo ainda. — Cara de que?
— Vishe! — eu já até sabia o que era... Cody só ficava assim quando tinha mulher no meio. — Quem é a da vez?
— Da vez o que Tommy? — ele se fez de desentendido.
— A garota. —falei. — já comeu ela? — não segurei a risada.
— Ela é diferente... —falou sorrindo, parecendo se lembrar de alguém. Que viadagem! — Não transei com ela... Somos só amigos!
— Nós somos só amigos e eu já te comi! — começamos a rir.
— Bem que você queria! — falou, e logo depois me deu dedo.
— Olha só quem está vindo ali com uma cara nada boa... — falei olhando Charlie vir até nós. — porque teve que vim de a pé para escola.
— Caralho, eu esqueci da Charlie! — Cody falou indo até ela.
Eu resolvi ir atrás dele, estava a fim de perturbá-la mais um pouco. — Quando eu cheguei até eles, por trás de Charlie só ouvi ela dizer:
— Não faz drama?! — perguntou para Cody com aquele jeito irônico irritante. — eu quase fui atropelada vindo pra cá! — assim que ela disse isso me lembrei de que tinha sido eu e Noah que tínhamos feito isso com ela e tive que segurar o riso.
— O seu irmão não tem culpa se você não sabe nem ao menos andar sozinha na rua! — resolvi me pronunciar, somente para irrita-la, assim que falei, Charlie se virou para me encarar, ela já estava com a sua tipica cara de raiva.
— E ninguém te perguntou nada! — que garota mais folgada. — Pra fala a verdade, você é bem intrometido! — É claro que depois disso, eu tinha que responder algo para ela, algo a altura.
— E pra falar a verdade, tem garotas que adoram quando eu me intrometo nelas! — Cody começou a querer rir, mas estava segurando a risada porque sabia que ela iria ficar ainda mais furiosa. Charlie ficou extremamente vermelha de vergonha e eu adorava deixa-la dessa forma, eu adorava irrita-lá.
— E-e, eu, não estou afim de saber! — falou sem graça. — eu não sou obrigada a escutar esse tipo de coisa! — e completou indo em direção ao portão. Assim que ela se virou, foi inevitável não olha-lá e perceber que ela estava mesmo ficando mais linda. Charlie estava se tornando uma mulher. E eu fiquei ali parado igual a um idiota olhando para ela, nem percebi o momento em que Katie chegou. Charlie virou e me viu olhando-a e então eu desviei o olhar e dei de cara com Katie que me beijou.
— Que susto! — falei depois do beijo.
— Eu não sou tão feia assim não é?! — falou divertida. Ela se aproximou do meu ouvido e disse. — Se eu fosse uma namorada ciumenta eu não iria gostar disso! — ela me viu olhando para Charlie. — Disfarce da próxima vez baby.
Meu relacionamento com a Katie era mais uma amizade do que namoro. — Nós tínhamos um relacionamento aberto, e nem eu e nem ela nos importávamos com isso.
Narrado por Jas.
Flashback.
Um mês antes.
Charlie me fez vim até a casa dela para nós estudarmos mais um pouco para a prova de amanhã. — Eu toquei a campainha dez vezes seguidas. Quando desisti e me virei para ir embora, aquela voz maravilhosa chamou o meu nome.
— Jas...?! — Cody falou me fazendo virar mais uma vez, somente para olha-lo.
— O-oi? — respondi sentindo um leve rubor tomar conta do meu rosto. Ele estava extremamente lindo, com uma calça moletom cinza, sem camisa. Seus cabelos estavam meio bagunçados, mas ainda assim ele continuava lindo. Eu nem sei quando me apaixonei por Cody, mas aconteceu e nem mesmo Charlie sabia disso. — é... e-eu, vim estudar com Charlie! — ele me olhou e sorriu
— Ela está dormindo. — ele entortou a boca e coçou a cabeça. Como não se apaixonar? Calma Jas! — mas se pode entrar, você já é de casa e eu posso acorda-lá, se você quiser.
— Ah não, não quero incomoda-lá. — eu respondi meio nervosa.
— Você não incomoda, Jas. — falou sorrindo logo depois. — Se quiser eu posso te fazer companhia... — eu morri e to no céu?! Ou ele estava dando em cima de mim?!
— Obrigado Cody... — ele abriu um sorriso ainda maior. — mas tenho que ir...
— Sempre esse “mas”... — falou divertido. — mas... você fica me devendo um encontro.
— E-e-eu? — falei sorrindo, eu estava tão nervosa, devia estar com cara de idiota. — Tudo bem então... Eu tenho que ir Cody... — antes que eu tenha um treco. — até mais.
— Até. — me virei e dei alguns passos. — Jas, eu vou cobrar! — gritou Cody.
Pode cobrar, com certeza!!
Três semanas depois...
Depois daquele dia, eu e Cody não nos falamos mais a sós. Era só aquela conversa normal sem muitas palavras. — Mas ele me olhava de outra forma e sempre sorria para mim de um jeito que me deixava com vergonha.
— Jas. — era a voz de Cody, assim que escutei me virei para olha-lo. Eu estava indo em direção a biblioteca, com um monte de livros nos braços.
— O-oi Cody. — sorri tímida.
— Posso te pedir um favor?! — quantos você quiser. — como você é muito boa em todas as matérias, mesmo estando um ano a menos que eu... — disse sorrindo. — Poderia me ajudar com um trabalho de biologia?
— Sim, claro! — me apressei em dizer, e ajeitei os livros que eu iria devolver. — podemos começar hoje, eu já estava indo para a biblioteca, podemos pesquisar no computador de lá.
— Ótimo então. — ele me deu um sorriso lindo. — estão pesados? Posso te ajudar a leva-los. — ele falou pegando os livros dos meus braços.
Fomos para a biblioteca e ele foi me explicando algumas coisas sobre o trabalho, chegamos lá e fizemos uma rápida pesquisa porque o sinal anunciando o termino do intervalo já tinha tocado.
— Podemos continuar amanhã? — ele perguntou.
— Sim! No mesmo horário?! — indaguei de volta.
— É no mesmo horário está bom! Obrigado Jas... — ele sorriu — vou indo, obrigado de novo, até amanhã! — ele se aproximou me dando um beijo na bochecha. Quando eu senti seus lábios encostando em mim, foi inevitável não pensar neles beijando minha boca.
Ontem...
Assim que o sinal para o intervalo tocou, Charlie saiu apressada me puxando porta a fora em direção ao refeitório.
— Espera Charlie! — falei parando. — Eu tenho que ir até a biblioteca. Te encontro no refeitório, tudo bem?!
— Ta bom. — ela respondeu e assentiu com a cabeça.
Desde a semana passada eu estou ajudando Cody com o trabalho de biologia, como nós só temos vinte minutos de intervalo, não da pra fazer muita coisa. — Fui para biblioteca e Cody ainda não estava lá, então resolvi olhar alguns livros e peguei uns dois para levar para casa. — Assim que eu estava saindo de lá, dei de cara com Cody e Victória que estava com os braços envolta do pescoço dele. Victória ou Tori como ela é mais conhecida, é da “turminha” da Katie, ela e sua irmã Lucy são “as populares”. — Eu passei por eles rapidamente e quando Cody me viu tirou os braços dela do seu pescoço e veio atrás de mim.
— Jas?! — ele me chamou e eu apressei mais o passo. — deixa eu te explicar!
— Não precisa explicar nada Cody! — falei e me virei — eu só não quis atrapalhar! Tenho que ir e por favor não venha atrás de mim. — Fui em direção ao refeitório, assim que cheguei me sentei do lado de Jeff, ele e Charlie estavam falando sobre algumas matérias mas eu não estava prestando atenção. Até que Charlie começou a brigar com Tommy porque ele jogou coca-cola nela...
Flashback Of.
Assim que escutei o despertador, me levantei e fui tomar banho. — Quanto mais eu demorar para levantar mais vontade de dormir eu tenho, por isso sempre tento sair logo da cama. — Tomei um banho e me arrumei, coloquei a blusa da escola, uma calça jeans, meus vans e meus óculos. Fui para cozinha, tomei café com os meus pais e sai de casa para ir para escola. Assim que abri a porta dei de cara com Cody encostado no seu carro. Ele estava lindo como sempre.
— Será que a gente pode conversar? — ele perguntou me olhando sério.
— Olha Cody, eu tenho que ir para escola. — falei andando.
— Sempre fugindo de mim, não é?! — indagou.
— Não! Eu só realmente tenho que ir. — falei sentindo meu rosto corar.
— Eu te levo de carro, sem problemas. — falou abrindo a porta do carro para que eu pudesse entrar.
— Tudo bem! — falei respirando pesadamente.
Ele deu a volta e entrou no carro — Fomos em silêncio para escola, Cody parecia concentrado em dirigir, então ele parou o carro uma rua antes da escola. — Me olhando nos olhos, Cody começou a falar.
— Olha, Jas... — ele fez uma pausa e continuou. — Sobre a ontem eu só queria dizer que... — eu o interrompi.
— Se for sobre a Victória você não tem que me dizer nada...! — ele bufou por eu ter interrompido o que ele falava.
— Jas eu e Tori somos só amigos, acredite! Noah terminou com ela e quando eu passei pelo corredor eu a vi chorando, então eu abracei ela e quando você nos viu, nós estávamos desfazendo o abraço. — Eu olhei para ele me sentindo patética. — E eu também não ficaria com ela.
— Porque não? Tori é bonita, e agora está solteira, o que te impediria? — eu disse mais para mim do que para ele.
— Porque ela agora é ex do Noah e nós somos amigos, e também.. — ele me olhou e se aproximou de mim. — Não é ela que eu quero.
— Não?! — meu “não” saiu como um sussurro.
— Não! — ele aproximou mais seu rosto do meu. — Você sabe quem eu quero, Jas? — eu olhei para boca dele, e ele percebeu, pois abriu um sorriso extremamente hipnotizante.
— Não, eu não sei... — Neguei. Eu queria que ele falasse que era a mim que ele queria, mas pensei “o que alguém como Cody iria ver em mim?”
— Um dia você vai descobrir, Jas. — ele me olhou meio decepcionado e se virou para frente, voltando a posição para dirigir novamente. — temos que ir.
— É, temos. — eu disse por fim, até chegarmos na escola foi só silêncio.
Quando chegamos eu agradeci por ele ter me trazido para escola e fui para minha sala, fiquei esperando pela Charlie. — Não parei de pensar na minha conversa com Cody, ele não queria sair da minha cabeça.
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