I Love Charlie
50 Epílogo.
Notas iniciais
Cinco Anos Depois.
— Diz para mim que essa é a última caixa! – reclamei me sentindo exausta.
— Sim, é a última! – ele respondeu sorrindo divertido.
Me joguei no sofá – o único móvel que havia na sala do pequeno apartamento.
— Agora é só arrumar tudo isso! – lamentei.
— Nem são tantas coisas assim... – ele disse indo até uma das caixas.
— Você fala isso porque provavelmente vai sobrar pra mim! – me levantei do sofá e caminhei até o quarto, havia uma cama e um guarda roupa ali, nada além disso.
Ouvi seus passos logo atrás de mim – sorri.
Nós estávamos morando juntos – Alguns anos atrás se alguém me falasse que isso iria acontecer, eu diria a pessoa que ela enlouqueceu.
Nunca imaginei que estaria dessa forma com ele – que me apaixonaria por ele, que eu fosse ama-lo tão intensamente. – e que isso fosse tão recíproco.
— No que está pensando? – indagou me olhando com curiosidade.
— Em nada... – falei ainda com o sorriso no rosto.
— Sabe que eu sei quando você está mentindo. Não é?! – disse com uma sobrancelha arqueada e um ar de quem sabia tudo.
— Só estava pensando em nós... – falei ainda sorrindo.
Ele veio até mim e pousou suas mãos em minha cintura.
— Pensando exatamente no que em “nós”? – sua voz saiu maliciosa.
— Pensando em como eu amo estar assim com você. – coloquei minhas mãos no cabelo dele, senti os fios macios entre meus dedos.
Aproximei meu rosto do seu, beijando-o.
Mesmo estando já a um tempo juntos, nada pareceu mudar entre nós.
Nossos beijos sempre eram intensos, quentes, como o primeiro e nunca parecia ser o último.
Aprofundando mais o beijo, Tommy deixou com que suas mãos apertassem mais minha cintura contra o corpo dele – pude sentir que ele estava ficando “animadinho”.
— Se comporta Tommy! – falei assim que fizemos uma pausa para respirar.
— É difícil me comportar com você, ruivinha. – ele sorriu safado, como sempre fazia pra mim.
— Nós temos que arrumar as coisas... – tentei falar quando ele começou a beijar meu pescoço sem pudor ou qualquer tipo de vergonha.
— Depois a gente faz isso amor, eu quero você. – ele pressionava seu corpo contra o meu em direção a cama.
Acabei me rendendo ao seu toque – afinal, eu não resistia a ele, nunca consegui resistir.
Desde o primeiro toque, o primeiro beijo – mesmo quando nós nem sabíamos que nos amávamos.
Passamos tanto tempo com esse sentimento preso, negando, brigando, nos odiando.
Mas agora, eu posso dizer que tudo era, e é amor. – Sempre foi amor.
Nós descobrimos o amor juntos – sofremos nesse caminho – mas ainda estamos aqui. Juntos.
Meu corpo estava sobre o dele, minha cabeça repousava em seu peito. – nós ainda estávamos deitados na cama – tudo o que se poderia escutar eram nossas respirações ainda irregulares.
— Eu não acredito que a gente já fez isso! Foi a primeira coisa que fizemos no nosso apartamento! – falei escondendo meu rosto em seu pescoço.
Escutei seu riso gostoso – o corpo dele se mexeu de baixo do meu.
— Tínhamos que estrear nossa casa, não é amor?! – falou malicioso.
— Safado! – falei divertida.
— Amor, eu preciso ir no banheiro – ele falou e eu saí de cima dele.
Rapidamente Tommy se vestiu e caminhou para fora do quarto.
Peguei a blusa dele que estava jogada no chão e vesti.
Ele logo retornou ao quarto, eu já estava de pé.
Tommy segurava algo em sua mão, uma pequena caixinha de veludo.
— O que…? – olhei confusa pra ele.
Sentia meu coração bater mais rápido – e como a primeira vez que o beijei, senti borboletas dançarem em meu estômago.
Antes que eu pudesse perguntar qualquer coisa, ele se ajoelhou na minha frente.
— Charlie Nilson, você aceita se casar comigo? – perguntou, fitei seus olhos.
Tommy olhava-me de forma intensa – e a única coisa que conseguia ver em seu olhar era amor.
O amor sempre esteve ali – em todos os momentos, até mesmo quando eu não percebi.
Constatei mais uma vez que eu amei Tommy Readcliff – sempre o amei – na infância – como um amor inocente – na adolescência – mesmo passando por tudo o que aconteceu conosco – e agora, já como uma mulher e não mais uma garota, que um dia ele se apaixonou – eu ainda o amo, com todo meu coração.
Eu estava tão surpresa, mas nenhum pouco confusa, eu sabia o que queria.
Deixei um sorriso carinhoso escapar por meus lábios – meus olhos marejaram e eu enxuguei rapidamente uma lágrima que desceu.
— É claro que sim! – respondi sentindo a maior felicidade, ele colocou o anel delicadamente em meu dedo e beijou. – Eu amo você, Tommy.
Levantando-se, Tommy selou nossos lábios. Jurei que pude sentir o amor como jamais antes, em uma escala de um bilhão de vezes maior. Como se o amor fosse palpável.
— Eu a amo, Charlie. – nós sorrimos um para o outro e eu pude ter a certeza que nossa história não terminaria aqui.
...
"Make it up, fall in love, try
But you'll never be alone
I'll be with you from dusk till dawn."
— Dusk Till Dawn — Zayn feat. Sia
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