No capítulo anterior…

"Apanhei as chaves do carro e fui para a faculdade.

Stanford… que sonho… "

"- Oi.

– Hm, oi.

– Prazer, sou… Emily Fields.

– Prazer, Emily Fields. Sou Aria Montgomery."

"- Aluna nova? — concordei com a cabeça — Pode sentar-se na frente da Srta. Hastings.

A mencionada levantou a mão para eu me encontrar. Sorri para a garota e me encaminhei ao lugar à sua frente. Sentei-me e ouvi uma voz vinda de trás.

– Seja bem-vinda, Srta. Fields — murmurou a Hastings à minha orelha."

"Ben ignorou, apanhou minha mão e a beijou. Depois acenou a cabeça para Aria e se afastou.

– Uhhhhhhh…"

"- Alguém ganhou um paquera! — exclamou Aria."

" Pode até ser… mas… ele não faz o meu tipo…"

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A aula havia acabado. Ao som da sineta agarrei minha mochila e saí em disparada da aula de Neurociência. Saco.

Caminhei com calma em direção ao meu armário. Cheguei lá e no mesmo momento, a baixinha fechou o armário, dando de cara comigo abrindo meu armário.

– Em! Hey! — Aria exclamou.

– Ow, oi, Aria! Como foi o primeiro dia? — perguntei.

– Fui bem… eu acho…

– Conheceu alguém legal?

– Hm… sim… — ela admitiu um pouco constrangida.

– E que cara é essa…? OH! É um garoto! — raciocinei, deixando-a corada.

– Fala baixo, taquara rachada! Sim, é um garoto!

– Ei, o que está havendo? — perguntou Spencer se aproximando.

– Aria conheceu um garoto! — berrei.

– Shhhhiu! — Aria me censurou.

– Hmm… e quem é o pretendente? — perguntou Spencer, com um sorriso malicioso na cara.

– Bem… o nome dele é Ezra Fitzgerald…

– Fitzgerald!? Do Teatro Fitzgerald!? Em Nova Iorque!? — exclamou Spencer incrédula.

Aria corou enquanto eu e Spence fazíamos a festa.

– O namorado da Aria é um riquinho! — berrei novamente, atraindo alguns olhares.

– SHHHHHHHIU! — Aria reclamou.

– Podemos terminar nossa conversa em um jantar, na minha casa? Vamos lá, estou convidando! — chamou Spencer.

– Eu topo. — confirmou Aria.

– Eu… ihh! Não posso. — me lembrei — Marquei de jantar com meu pai hoje… pode ser amanhã?

– Tá bem. Até mais, Em! — despediu-se Aria.

– A gente se vê, aldeã! — disse Spencer.

– Até amanhã, Srta. Hastings. — disse sorrindo.

Spencer e Aria se afastaram sorrindo, enquanto Emily foi caminhando até seu carro.

– Ei, Fields!

Emily se virou, à porta de seu carro. Ben. O "moleque multiuso".

– Oi… Ben… — suspirei.

– Como foi o primeiro dia, novata? — perguntou se aproximando de mim com um sorriso de canto de boca galanteador.

Sei qual é seu tipo, garoto… Se é do time de futebol… é dos pegadores…

– Bom… se não fosse por conta do jantar com meu namorado, entrava nos detalhes. — disse abrindo a porta do meu carro.

– Namorado… uma palavra não muito agradável, não acha? — Ben retrucou.

– Dando em cima de uma garota comprometida… uau, que badboy! — exclamei irônica.

– É o meu charme. — ele afirmou sorrindo. — E aí, como vai?

– Tenho que ir, Ben. — disse entrando no carro com um meio sorriso.

– Não quer sair qualquer dia desses? — se apressou.

– Tchau, badboy. — bati a porta do carro e abri a janela para encará-lo.

Encaixei a chave e girei, ligando o motor do meu carro, ainda encarando-o.

– Você não tem namorado, não é? — ele concluiu sorrindo.

Abri um sorriso de canto de boca e parti com o carro.

Cheguei em casa em cerca de 20 minutos. Não moro muito perto, mas também não é a Oceania! Estacionei no meio-fio em frente ao meu quintal. Desliguei o carro, saí e tranquei. Caminhei calmamente até a entrada de minha casa, retirando meu celular do bolso da calça para checar as minhas notificações.

"Uma Nova Mensagem"

Abri.

"Querida, me chamaram para a base militar da Filadélfia, chamado de urgência. Acho que terei de fazer uma viajem ao Iraque. Volto semana que vem, passo em casa à noite. Desculpe, Emily. Remarcamos o jantar assim que eu voltar. Beijos, te amo, filha.

– Pai"

Bufei. Agora ele me diz isso! Acho que não peguei ainda o telefone da Spencer ou da Aria… alguma chance de achar elas em redes sociais on-line? Talvez… vamos ver…

Entrei em casa, tirei meu laptop da minha mochila e o abri sobre a mesa da cozinha, puxando uma cadeira. Liguei e entrei na internet.

Aria… Montgomery, certo? — pesquisei.

E aqui está ela! Estudante de Literatura em "Starford University", dizia. Filha de Byron Montgomery e Ella Montgomery, irmã de Mike Montgomery. Uau. Não sabia que seu perfil em redes sociais fornecia tanta informação.

Adicionar. Solicitação de Amizade enviada. Aguardando resposta.

Beleza… vamos ver em suas amizades se encontro Spencer.

Hanna Marin… Noel Kahn… Ezra Fitz(o boy magia da Aria!)… Jenna Marshall… Ben Coogan(ela tem o Ben? que surpresa, nas redes sociais se adiciona até inimigo…)… Caleb Rivers… Mona Vanderwaal… Alex Santiago… Mike Montgomery… Paige McCullers… Lucas Gottesman… Toby Cavanaugh… Isabel Randall-Marin(Randall-Marin? Se decide, colega)… Melissa Hastings(Hastings…?)… Spencer Hastings… SPENCER HASTINGS! achei :)

Entrei no perfil de Spencer. Estudante de Medicina em "Stanford University". Filha de Peter Hastings e Veronica Hastings, irmã de Melissa Hastings.

Ahh! Melissa Hastings! Entendi.

Adicionar. Solicitação de Amizade enviada. Aguardando resposta.

Dei uma olhada na minha página inicial… nada interessante… veja, Justin Timberlake cortou o cabelo! Ah, não… montagem… queee interessaaaante…

– PLIM! — meu computador apitou. Uma nova notificação.

"Aria Montgomery aceitou seu pedido de amizade."– UH! Aria me aceitou! YEY!

"Hey, Miss Fitzgerald!"– enviei para ela.

"Ha-ha, tãããão engraçado, Emily!"– Aria.

"Então… meu pai cancelou meus planos… ainda rola aquele jantar na casa da Spence?"– Emily.

"Claro, Em! Vou ver se falo com ela. Te vejo lá?"– Aria.

"Com certeza."– Emily.

"Te passo o endereço mais tarde, até."– Aria.

"Até."– Emily.

Fechei o laptop.

O que eu faço enquanto isso? Aff, tédio…

Peguei meu livro de Fisiologia, sentei sobre o pequeno sofá ao lado de minha janela, abri o livro e comecei a rever a matéria dada hoje.

FIQUEM QUIETOS! Sei que parece nerdisse demais mas preciso de notas! ENTÃO, SHHHHHIU!

Depois de alguns minutos estudando, eu cansei. Quem não cansaria? Fechei o grosso livro em um movimento rápido, apanhei minhas chaves e saí de casa. Fui dar uma passeada no shopping… essa é a teoria das garotas. Entediada? Vá ao shopping. Com certeza terá algo que lhe interesse. E sempre tem.

Fui de carro ate o shopping próximo à minha casa. Estacionei na garagem do edifício e subi ao térreo. Dei umas voltas, subi, desci, olhei algumas lojas, mas nada demais… até que encontro uma loja que me atraiu. Havia uma blusa muito fofa, onde havia escrito "ROCK n' love". Entrei na loja e caminhei por um lado da sessão de cabides. Segurei a blusa mas senti a puxarem pelo outro lado dos cabides.

EU VI PRIMEIRO, BITCH!

Agarrei a blusa e a puxei.

– Ei! — a garota reclamou do outro lado das blusas. Afastei a blusa de minha visão e olhei para minha concorrente. Era bonita.

(LINDA)

Havia cabelos até os ombros, ondulados e loiros, olhos brilhantes e azuis, não como os da minha ex-namorada, porém mais claros.

– Hmmm… foi mal…? — tentei.

– Er… é… desculpe… mas eu vi primeiro. — ela disse rápida.

– Quê? Claro que não! Eu vi ela do outro lado do corredor! — protestei indignada.

– Você tá blefando! — ela berrou.

– Não tô!

– Mentira!!!

Mostrei língua pra ela e agarrei a blusa. Ela se mostrou indignada. Puxou a blusa para si e a abraçou com força.

– Hunf! Eu nem preciso dessa blusa mesmo! Ia comprar pra minha avó… — impliquei.

– Ei! Ela FICA bonita em garotas jovens! — reclamou a loira.

– Eu nunca disse que não fica.

– Você deu a entender!

– Você nem sabe quantos anos minha avó tem… eu, hein!

A garota bufou.

– Acho que não quero mais essa blusa… — ela resmungou. Largou a blusa e saiu da loja. Assim que ela desapareceu no corredor, eu agarrei a blusa para mim.

– HAHAHA! — VENCI!

Então lembrei das doces feições da garota…

"Acho que a blusa pode esperar um pouco mais na loja…" pensei — sorri para mim mesma.

A garota-da-blusa daria uma boa amiga, acho eu…

Saí da loja e dei mais umas voltas no shopping e lembrei do jantar na casa de Spencer. Desci à garagem e entrei no meu carro. Dei a partida e comecei a retirar meu carro da vaga. Ao mesmo tempo outro carro ameaçou sair da vaga ao lado.

AH, NÃO! EU SAIO, COLEGA!

Me apressei a aumentar a marcha e dei ré desesperada… pra cima do outro carro. '-'

Eu amassei a droga do carro! @#$%ˆ&*(!

– EI! QUAL É A TUA!? — o motorista berrou raivoso.

Calma… HEIN?

Abri a janela e apertei os olhos.

Garota-da-blusa!?– berrei.

– Hein? Você!? Argh! Não é possível! Está me seguindo!? — ela reclamou em altos berros.

– Ha! Sonha que algum dia acontece, meu amor! — brinquei arrancando-a um bico frustrado.

– Olha o que você fez com meu carro! Considere-me morta, querida! Minha mãe faz o trabalho sujo!

– Olha, me desculpe… me desculpe, mesmo… — disse saindo do carro, assim como ela.

Andamos até ficarmos lado a lado e admiramos o estrago que causei ao carro dela. Uau.

– Ain…! — ela soltou preocupada.

– Calma, tá? Eu estraguei, eu resolvo! Vou chamar um mecânico pra tirar o carro e eu pago o conserto, okay? Descupa!

A loira suspirou mantendo a calma, ainda olhando para a lateral do carro totalmente arrasada.

– Tá. Desculpa. Tudo bem. — ela disse calma. Sorri para ela e ela sorriu meio tensa para mim.

Liguei para um guincho, que chegou e logo retirou o carro da garota-da-blusa do estacionamento do shopping. Enquanto isso bloqueávamos a passagem para praticamente todos os carros do shopping. Então o carro dela foi retirado de lá.

– Então… quer que eu te leve para casa? — ofereci meio sem-graça.

– É o mínimo que pode fazer, né? — ela soltou entrando no meu carro, sem mais nem menos.

– Ei, foi um acidente! Eu, hein… — entrei no carro.

Saí do shopping e fui dirigindo em direção à minha rua, então me lembrei da criatura calada sentada de braços cruzados ao meu lado.

– Ah! Hum… onde você mora? — perguntei.

– Pensei que já soubesse, a julgar que está no caminho certo até agora… — ela afirmou sorrindo.

– Então você mora perto da minha casa pois era pra lá que estava indo, tinha esquecido completamente da sua existência aqui. — confessei.

– Nossa. Sério? Obrigada. — a loira disse irônica — Moro ali, depois da casa verde.

Andei mais um pouco e parei o carro no meio-fio em frente a casa dela.

– Sua casa é linda. — disse.

– Obrigada… então… você… quer entrar, sei lá?

– Ah, não, se for incômodo…

– Você não pareceu ligar se eu me incomodava quando roubou minha blusa ou quando estraçalhou meu carro. — ela disse convencida.

– Argh, que se dane, vamos entrar! — me dei por vencida arrancando-a um sorriso orgulhoso.

Saímos do carro e andamos até a porta de sua casa.

– Sua mãe não está? — perguntei.

– Não, trabalha até tarde. Entra, … caraca, eu não sei o seu nome! — ela lembrou.

– Meu nome é… Oprah McFly. — disse.

– Prazer, Opr… EI! — ela se tocou.

Deus, como é lerda. Ri.

– Meu nome é Emily Fields. — disse.

– Hm, prazer, Emily Fields. Sou Hanna Marin. — ela disse.

Sorrimos uma para a outra.

– Bem, Hanna Marin, adoraria ficar e admirar sua decoração chiquérrima, mas tenho um compromisso.

– Namorado? — ela me perguntou.

– Hm, não… se tivesse seria namorada, mas estou solteira no momento… — admiti.

– Você… é…?

– Sim…

– Ah, não me entenda mal! Não tenho problemas com isso! Nenhum! Eu respeito totalmente! — ela disse rapidamente, corando um pouco.

Suspirei com um sorriso no rosto.

– Só temo que vá dar em cima de mim, Emily Fields… — disse forçando uma voz sexy.

– Ha ha ha! — forcei uma risada falsa. — Como se fosse a única que se interessou por mim, baby…

– Ei! Não me interessei por você! Argh, sou 99% hétero!

99%?

– Você não sabe do que sou capaz, Fields. — Hanna disse fazendo-me rir.

– Bem, tenho que ir, Han. Realmente gostei de te ter como uma amiga. — sorri.

– Estarei aqui, Em. — ela disse sorrindo. — Até.

– Tchau, Marin.

Saí pela porta da frente, então a ouvi me chamando.

– Vai ter que me levar de carro amanhã de manhã, Fields! Te espero às 8h!

– Estarei aqui, garota-da-blusa!

Entrei no carro e dirigi de volta para casa. Guardei meu carro e fui a pé para a Spencer. Ela mora perto. Segui as coordenadas da mensagem de Aria e cheguei rápido. Estava me aproximando quando uma garota de bicicleta passa e me derruba. Ao ver o que fez, a menina parou a bicicleta e veio me ajudar a levantar.

GRANDE DIA, EMILY! SÓ CAGADAS!

– Me desculpe! — ela pediu me estendendo a mão.

– Estou bem. — disse me levantando.

– Ei… eu te vi em Stanford! Nas piscinas.

– Sim, vou entrar pro time… você nada?

– Sim. Parece que seremos colegas. — ela sorriu animada. — Sou Paige McCullers.

– Sou Emily Fields.

– Prazer, Emily. — ela disse.

Deu um passo e caiu em cima de mim. Nossos rostos estavam próximos, sentia sua respiração.

– Er… eu… — comecei, sem-graça.

– M-me desculpe… eu não…

Ela se levantou e me levantou em seguida, puxando meu braço. Novamente estávamos com os rostos quase colados.

– Eu… tenho que entrar… — disse vermelha.

– É… e-eu… tenho que ir… tchau.

– Tchau…

Ela pegou a bicicleta e saiu praticamente desesperada de lá. Caminhei puxando fôlego até a porta, e antes que eu pudesse tocar meu dedo na campainha a porta se abriu diante de mim.

– Então esse é o seu tipo? — perguntou Aria com uma cara safada.

– Er… posso… entrar…? — perguntei corada, tecnicamente correndo para dentro da casa.

– O que foi aquilo, Srta. Fields?

Spencer estava sentada numa poltrona, de braços cruzados, me encarando com uma feição estranha. Se não a conhecesse… diria que estava com alguma espécie de ciúmes… mas o que eu sei? A conheci ontem!

Notas finais
Sorry make you wait, but... i don't care! Screw up, all of you! I have the control... of EVERYTHING. -J