Notas iniciais
Eu não botei nome de personagens porque queria que vocês se identificassem ok?
Por favor escutem: http://www.youtube.com/watch?v=cRMevGc3934

Minha garganta doía graças aos vários gritos que eu dava cada vez que ele recebia um soco ou um chute. O homem que me segurava estava apertando muito meu pulsos, mas como eu poderia ligar para essa dor quando via o meu amado sendo espancado.

Lágrimas caíam dos meus olhos. Porque ele teve que responder aqueles caras? Porque ele não poderia simplesmente ignorá-los e ir embora comigo daquele bar? Simples: Porque ele era problema.

Estava dançando sozinha quando um grandalhão me segurou pela cintura e tentou me beijar à força. Ele cheirava à álcool, e quando eu tentei me afastar ele segurou meu braço com muita força. Doía. Até que ele foi empurrado para chão, e quando olhei para trás para ver meu salvador pude ver o brilho em seus olhos, ele parecia gostar de uma briga. Ele partiu para cima do grandalhão e o encheu de socos, quando ele finalmente desmaiou, meu salvador se virou e falou:

- Tenha mais cuidado — E foi se distanciado.

- Espera! — Gritei e corri para acompanhá-lo — Posso saber seu nome?

- Me chame de Problema — Falou e deu uma piscadela.

Seu rosto já estava roxo por causa dos vários hematomas, sangue jorrava da sua boca, seus braços estavam inchados e sua blusa estava rasgada. Ele sequer tinha forças para se defender agora. Eu tentava me soltar dos braços do cara que me prendia à todo custo. Eu precisava salvá-lo. Eu o amava.

- Não! — Repetia.

- Sim! Vamos, só uma música! Você sabe o quanto é boa! — Falou ele.

- Mas eu morro de medo de publico! Você sabe disso...

- Apenas tente. — Falou ele e eu o olhei apreensiva — Tudo bem. Quando estiver lá em cima olhe para mim, apenas para mim e esqueça o resto. Estou aqui por você, lembra? — Me epurrou para o palco do pub. Então peguei um violão e olhei para ele. Comecei a tocar com o meu olhar voltado a ele. Estava funcionando.

Eu não aguentava vê-lo sofrer, então quando vi que o grandalhão que lutava com ele pegar um canivete do bolso, meu coração pulou fora. Sem hesitar, ele enfiou o canivete na barriga do meu namorado, que agora jorrava sangue. Ele olhou para o cara que me segurava e ele me soltou e como se nada tivesse acontecido eles saíram do bar. Eu corri ao encontro do meu amado caído no chão.

- Por favor não me deixa! — gritei e vi ele olhar na minha direção — Por que você fez isso? Por que foi brigar com aquele cara? Eu te amo...

- Por que eu sou Problema, lembra? — Perguntou com certa dificuldade. Depois de alguns segundo ele falou — Eu também te amo — E fechou os olhos. Me deitei ao seu lado no chão frio com lágrimas rolando livremente pelo meu rosto.

Notas finais
Obrigada por lerem! Por favor comentem! Criticas são bem vindas, só não vale xingar...
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!