I Knew You Were Trouble

1 When Everything Changes.


Notas iniciais
Minha primeira fic, espero do fundo do coração que gostem! I Knew You Were Trouble sempre será meu baby, isso nunca vai mudar. Desejo a todos uma boa leitura! Feliz começo de 2013! Leiam as notas finais :)

O começo de tudo.

(...)

– Mais um, por favor — Falei para o barman.

– Garoto, você nem tem idade para beber e já esta no seu quinto copo — Falou me olhando com cara de “você tá bêbado”. Ele aparentava já ter certa idade, o que me deixou com mais raiva. Não preciso de mais uma pessoa me dizendo o que devo ou não fazer, já tem pessoas demais fazendo isso.

– Que se dane — larguei algumas notas e saí daquele lugar.

Nem sei o que bebi, mas os efeitos do álcool se manifestavam em meu corpo. O liquido finalmente estava fazendo efeito.

Saí de lá e o vento frio me surpreendeu. Estávamos no final do inverno, e continuava nevando.

Tateei as chaves no meu bolso e apertei o botão. Com que carro eu estou mesmo? As luzes de uma BMW preta piscaram, então fui em direção a ela. Liguei o carro e automaticamente o radio ligou.

– Mas que porra... – praguejei, estava tocando Now You're Here. Não é que ela seja uma música ruim, ou algo do tipo, a questão é que eu estou de saco cheio dessa música.

Há exatos 5 meses eu a ouço direto nas rádios, e se não bastasse isso, eu tenho que tocá-la quase todas as noites. Parece que foi ontem que eu e o resto da banda tocávamos no porão da casa de Blake. Digo “resto” porque depois da briga de ontem, não somos mais amigos.

Flashback on

– Sebastian, já chega! – Blake gritou.

– O que que há velhinho? – falei sarcástico como sempre. Ele se virou, mas não estava sorrindo.

– Você tem que parar com esse ataques de estrelismo! Você sai todas as noites, não vai aos ensaios, e cada dia aparece com uma garota diferente.

– Eu sei aproveitar a fama, não sou como vocês que se perderam depois do sucesso — cuspi essas palavras entaladas em minha garganta há tempos.

– Sobre o que você ta falando Sebastian? — pareceu confuso.

– Blake, Blake, Blake, você sabe muito bem — levantei da poltrona em que estava sentado — Eu só to cansado disso tudo, antigamente não era assim. Você lembra por acaso da liberdade que a gente tinha? – ficou em silencio, os olhos fitando o chão –Quando foi a ultima vez que você escolheu a roupa que queria vestir? Ou decidiu as musicas do nosso próximo álbum? Quem decide o que a gente vai fazer somos nós, e não o Foster! – Falei gritando o final

– Você lembra o quanto a gente lutou para conseguir tudo isso Sebastian? — algumas lembranças voltaram rapidamente em minha cabeça, eu e ele fazendo planos — Se você não dá valor, eu dou! — chegou mais perto — Eu não sou um filhinho de papai que se nada der certo pode voltar correndo que tem a vida ganha! — Não aguentei mais, e parti pra cima dele.

Quem ele pensa que é pra falar assim comigo? Ele sabe muito bem que meus pais não me apoiaram nessa decisão de ser musico, e que tive que abandonar muita coisa por esse sonho.

– Parem garotos! — Foster nos separou — Amanhã vocês têm uma sessão de fotos e precisam estar intactos, não com um olho roxo. O que as fãs de vocês vão pensar?

Um lampejo de realidade me atingiu.

Minha mão estava doendo, enquanto Blake estava com as mãos no rosto controlando a dor. Os outros caras daqui a pouco estariam aqui, não dava mais para esperar que eu explodisse de novo.

– Eu cansei Foster! Se me dão licença, eu vou viver.

– Sebastian! — escutei me chamarem, mas já tinha ido longe demais para voltar.

Flashback off

Eu sei que amanhã de manhã vou ouvir sermão, mas foda-se. Sai de lá rebelde e nem pensei nas consequências. Como eu pude bater em meu melhor amigo? Blake é um irmão, e antigamente a opinião dele era a que eu mais escutava.

Estava dirigindo modesta parte bem, mesmo estando bêbado, quando olho para frente e enxergo um animal. Não consegui identificar o que era, mas sabia que o estrago seria grande. Tentei desviar dele, mas como a pista estava molhada por conta da neve derretendo o carro começou a derrapar. Em segundos tudo começou a girar, e atingi em cheio um poste. Minha velocidade não estava lá muito baixa então a colisão foi muito forte.

Minha cabeça girava, não sabia onde estava.

Quando dei por mim o poste estava prestes a cair, e em um movimento rápido abri a porta do carro e me joguei na neve gelada. Fechei os olhos por alguns instantes, o que tinha acabado de acontecer? Olhei para baixo e percebi que minha camiseta branca estava suja de sangue, já minhas mãos estavam cortadas.

Vi uma luz muito forte, mas só depois notei que aquilo eram labaredas. O fogo estava consumindo tudo. Tentei me levantar para pedir ajuda, quem sabe o extintor do carro pudesse ajudar em alguma coisa, mas minhas pernas não se moviam. O cansaço e a bebida não me deixaram continuar.

Desmaiei ali mesmo.

*****

– Ei, garoto- Escutei uma voz me chamando, eu morri?

– Hum- Balbuciei algumas palavras.

– Você está bem?- Abri os olhos, e vi um homem moreno me encarando.

– Acho que sim — Na verdade minha cabeça estava doendo muito, mas a expressão dele me dava calafrios – Onde eu estou?

– Isso é uma delegacia meu rapaz. Minha secretária Judy é enfermeira — secretária e enfermeira? — cidade pequena, sabe como é — pareceu notar minha cara — Ela te examinou, e o senhor não está gravemente ferido. Essa dor que está sentido na cabeça foi pela queda — Passei as mãos na cabeça e vi um curativo — Você provavelmente desmaiou por causa da bebida.

– Mas então o que eu estou fazendo aqui Sr... Sonencler – olhei em cima da mesa e notei a placa escrita “Delegado de polícia Robert Sonencler “.

Opa.

– O senhor estava dirigindo embriagado e bateu em um poste, ele pegou fogo e incendiou um galpão. – Uau, eu fiz tudo isso sozinho? – Recebi uma chamada e fui até lá. Encontrei o senhor desacordado, e o trouxe para cá. Como delegado tenho direito de examinar seus documentos, mas não encontrei nada que pudesse identifica-lo. Então olhei em seu celular o ultimo numero de sua agenda. Tomei a liberdade, e liguei. um homem chamado Geoffrey Foster está vindo para cá. Como o senhor é menor de idade, receio que terei que ligar para seus pais.

– Não – Se meus pais soubessem disso, pior, se a mídia soubesse disso. Eu estava perdido. Foster tem que me ajudar a sair daqui.

– Com licença delegado, mas o Sr.Foster está aqui fora e deseja falar com o Senhor – Uma mulher de trinta e poucos anos entrou na sala para avisar.

– Mande o entrar, Judy.

– Sebastian, o que aconteceu? –Um Foster indignado entrou na sala como uma bala.

– Sr.Foster, que tipo de ligação o senhor tem com esse jovem – Delegado apontou para mim.

– Eu sou empresário do Sebastian — o encarou — Delegado Sonencler, porque estamos aqui?

– Bom, primeiramente o seu cliente estava dirigindo alcoolizado. Sei que não temos leis que se aplicam a esse tipo de ocorrência, já que o percentual de liquido no sangue é bem maior que o de Sebastian, mas ele bateu em um poste e incendiou um galpão. Diretamente ele teve culpa. Então será fichado e deverá ir a júri. – Fichado?

– Mas teve mortes? Ele não prestou socorro? — virou para mim.

– Encontrei ele deitado na estrada com o extintor na mão — não me lembrava desse detalhe — e o galpão estava abandonado, só armazenava algumas coisas.

– Menos mal — Foster suspirou aliviado — Acho que o senhor não está o reconhecendo, Delegado. Esse é Sebastian Campbell, vocalista da banda mais estourada dos últimos 6 meses, a Underground Legends — deveria ter expressado uma reação, mas o homem pareceu me reconhecer em silencio — Sr.Sonencler, Sebastian é um garoto ainda, inconsequente e rebelde, mas não sabia o que estava fazendo. Ele não pode ser fichado, arruinaria sua imagem e a da banda também. O senhor não aceita fazer um acordo? – Foster estava usando suas habilidades.

– O que o senhor esta propondo Sr.Foster? Sebastian precisa pagar judicialmente por tudo o que fez, não é só porque é uma celebridade que deve receber tratamento especial. Se já fizeram esse tipo de acordo antes, saiba que eu não sou assim — pareceu ofendido.

– Não se ofenda, senhor — colocou as mão para cima — Não estou falando em libera-lo, mas em outros tipos de pena. Delegado, será que podemos continuar essa conversa a sós? – Como assim, o assunto aqui sou eu.

– Tudo bem — assentiu — Sebastian, aguarde na recepção.

Não adiantava eu falar alguma coisa, ou me recusar a sair. Minha situação não era das melhores, e naquela delegacia quem mandava era ele. Sai da sala, e fui até a sala de espera. Sentei em um sofá amarelo mostarda, que parecia antigo, e fechei os olhos. Ainda estava com dores no corpo.

A espera pareceu longa, mas depois de meia hora eles abriram a porta me chamando.

– Sebastian – Foster me chamou — Fiz um acordo com o delegado Bob – Bob? Ficaram íntimos agora? – Você não sairá impune do que fez, já que foi totalmente errado, sabe disso. Você agora vai prestar serviços a comunidade, e ajudara a reconstruir o que destruiu. Mas ninguém, repito, ninguém vai saber que é você.

– Como assim Foster? –Mas que plano era esse?

– Você vai ficar disfarçado — sorriu — Agora você é Dan, filho de um conhecido meu — delegado Sonencler falou — Você terá que prestar serviços a comunidade do mesmo jeito, não ache que vai ser moleza.

– E eu tenho escolha? – falei.

– Não –responderam em coro.

– Sebastian, eu vou mandar uma mala com as suas coisas amanhã de manhã. — levantou da cadeira, já pronto para sair — Lembre-se, ninguém pode saber quem você é além de nós três e a prefeita.

– O que a prefeita tem com isso? — encarei-os confuso.

– Ela é minha esposa — sorriu com o peito estufado — e se você vai ficar na minha casa, ela tem que saber o porquê.

– Estamos combinados delegado — Foster e ele apertaram as mãos – Espero que o senhor consiga colocá-lo na linha.

– Pode deixar- eles riram. Será que não notaram que eu ainda estava ali?

– Mas o que você vai dizer Foster? Onde eu vou estar? – Posso não ser o cara certinho, mas sem minhas fãs eu não seria nada.

– Você vai estar doente, ou coisa assim. Não se preocupe com isso, alias – Falou apontando para mim — Me de as suas lentes.

– Por quê? Eu vou enxergar como? Eu vou estar disfarçado, mas também não preciso ficar feio.

– Tudo bem Sebastian, você vai estar em boas mãos — ele deu uma piscadela para o delegado que retribuiu — Tchau delegado, e muito obrigado.

– Foster — fui até a porta.

– Isso vai ser bom para você. — apoiou a mão em meu ombro — Você não disse que estava cansado de tudo? Tente aproveitar esse tempo para pensar bem no que quer da vida, e se vale a pena continuar com essa postura.

Fiquei sem reação.

– Nos vemos em breve, Foster. — Delegado acenou para ele, que já tinha ido embora — Bom, Dan, se acostume com esse nome novo. Parece que agora somos só eu e você.

Como assim?

Em uma noite minha vida virou de cabeça para baixo.

Tudo bem, é por pouco tempo.

Eu espero.

Notas finais
E aí? Gostaram? Espero que tenham curtido, e não se esqueçam de comentar! Uma boa semana, beijos, Ju.