I Knew You Were Trouble

50 I let you walk all over me, leave your footprints on my heart.


Notas iniciais
Olá, olá! Tchann tchann tchannn! Penúltimo capitulo! Estou com lágrimas nos olhos :´ Bom, eu começo agradecendo desde já o apoio de vocês, que foi essencial durante toda a fic. Obrigada a todos que estão acompanhando a fic desde o primeiro capitulo (Ange em especial) e aqueles que começaram depois, e aos que começaram agora. Eu só vou postar o último capitulo e o epílogo no final da noite, mas ainda no dia 2, para fechar um ano mesmo haha! Todos os meus desejos de feliz ano novo serão no próximo capitulo, agora está tarde e minha mãe esta muito braba porque estou acordada haha Agora temos contadores de visitas, e meu Deus! 75 visitas no último capitulo, e do dia 17 até hoje a fic teve 359 views! OMG! Obrigada a todos que comentam, e aos que não comentam também, mas que agora sei que existem e que são muitos! Agora vou dormir, mas não esqueçam de comentar e dar sugestões, porque ainda não escrevi o final! Hahaha

Nesse instante quando a música parou e ela terminou de cantar, eu sabia que podia passar por tudo nessa vida e nunca desistiria dela. Charlie é a garota que eu amo, eu não tinha mais duvida.

Então ela abriu os olhos, e eles foram de encontro aos meus. Foi nesse momento que não importa aonde eu estiver, aonde Charlie estiver é o meu lugar.

Eu ainda estou aprendendo a descobrir o que estou sentindo.

Mas com aquele olhar, eu tive certeza de que era correspondido.

E eu poderia morrer agora mesmo.

(...)

P.O.V Sebastian

Charlie ficou estática, assim como eu. Apesar de estarmos rodeados, aquele momento era só nosso. É o tipo de cena que você só imagina em filmes, e que pensa que nunca vai acontecer na sua vida. É como dizem, We accept the love we think we deserve. E estava acontecendo comigo.

Valerie abraçou Charlie e ela quebrou o silencio, olhando para multidão que a aplaudia. Saiu do palco junto com Hanna e Bam. Fiquei parado em meu lugar até que Zoe me puxou para mais longe dali. Sentei em um banco enquanto ela ficou de pé.

–Cuidado com o destino, ele brinca com as pessoas — Ela riu — Isso só pode ser o destino, quer dizer, eu estava vindo para cá justamente por causa da Charlie, e você também. A Charlie é a sua garota.

–Eu disse que ela era fantástica — Ela sentou ao meu lado.

–E você também é, pronto. Podem ficar juntos, vocês combinam — Ela me fitou — Eu vi o aconteceu lá, o olhar 43 mutuo entre vocês. — Ela riu.

–É complicado, Zoe. Eu preciso falar com ela, mas você sabe, ela é teimosa.

–Se duas pessoas são destinadas a ficarem juntas, elas vão achar o caminho de volta.

–Obrigada, Zoe. — Ela se levantou.

–Vamos lá falar com ela.

–Acho melhor não, eu ainda não to pronto..

–Ah, sei. Vai esperar os companheiros de banda, assim fica mais fácil, quando se esta
acompanhado parece que a coragem é maior.

–O que? — A olhei incrédulo.

–Boa sorte, Campbell — E se virou — Destino, destino..

Levantei ainda confuso de tudo que tinha acontecido. Eu estava há mais de vinte e quatro horas sem dormir, passei por todo tipo de perrengue, teve ainda Charlie, e carona com uma garota legal, que do nada, sempre soube a verdade e não falou nada. Era coisa demais para minha cabeça.

Tentei procurar Bob no palco, mas ele estava vazio, e no meio da multidão era difícil de ver alguma coisa. Primeiro eu precisava ir até o banheiro, eu estava um caco. Vi as placas em um poste e fui até lá.

–Sebastian? — Virei rapidamente.

–Oi, Michael — Esse cara, ah, esse cara.

–Então você voltou? — Falou me encarando.

–É, eu não podia perder esse momento tão importante pra Charlie.

–Que eu saiba vocês não estão mais juntos — Ele falou irônico, o que eu não gostei.

–Isso não significa que eu não ligo mais pra ela. Eu gosto dela de verdade, e a unica coisa que quero é ver ela feliz. Se você me dar licença. — Tentei sair de lá.

–Espera — Falou pensativo — Você precisa de um trato. — O encarei desconfiado — Esse cosplay de mendigo não vai te ajudar muito, agora se você tiver mais arrumado, quem sabe ela não volta pra você? — Ele riu fraco.

–Eu tenho que falar com Bob agora, não posso perder tempo.

–Tira a camisa — Falou estendendo a mão.

–O que? — E então ele começou a tirar a camiseta dele.

–Fica com a minha — O encarei sério — desculpa, cara, mas você não esta em condições de negar.

Tirei minha camiseta preta suja e toda amassada e coloquei a branca dele.

–Porque você tá me ajudando, Michael?

–Você pode não acreditar, mas eu gosto da Charlie, do meu jeito, mas gosto. E eu também só quero ver ela feliz.

–Isso ainda não responde a minha pergunta — Ele revirou os olhos.

–Ela só vai ser feliz se estiver com você. — Ele sorriu fraco — Você ainda pode mudar isso, Sebastian. Eu não tive essa segunda chance.

–Obrigada, Michael — Agradeci sincero.

Ele aperto minha mão, se despediu e saiu de lá.

Procurei um telefone público, precisava telefonar para Blake. Achei um perto da praça de alimentação. Chamou, chamou e ninguém atendeu. Tentei com Foster, mas estava desligado. Tentei o numero dos outros e a mesma coisa.

Ainda pelo ruas do lugar. As pessoas tinham montado umas barraquinhas e estavam vendendo seus produtos do lado de fora. De artesanato a comidas típicas. Eu estava morrendo de fome, quase desmaiando na verdade. Eu estava perdido, realmente não sabia para onde ir agora.
Fui até uma barraquinha onde tinham expostas varias pulseiras de couro. Outras eram coloridas, mas feitas de outro material. Alguns desenhos de criança faziam parte da decoração.

–As crianças do hospital que fizeram. São lindos, não são? — Me virei para ver quem falava comigo — D.Anna?

–Eu sabia que você viria, querido — E me abraçou.

–Sinto muito pelo atraso.

–Todo mundo tem seu tempo — E sorriu para mim.

–Obrigada — Sorri agradecendo.

–Acho que você precisa conversar, vamos almoçar querido — Eu disse que ela era um anjo.

Entramos em uma praça de alimentação, onde varias mesas estavam postas e ao redor varias tendas de muitos restaurantes (a grande maioria era de fora da cidade).

–Aposto que sentiu falta da minha comida — Ela me levou até a tenda da Donn´Anna, onde nós
entramos e sentamos em uma mesa na pequena cozinha improvisada.

Um funcionário nos trouxe um prato grande com um misto de comidas italianas. Minha preferida.

–Não só da comida, da senhora também. — Ela sorriu.

–Você é um garoto muito gentil, Sebastian.

–E que não devia ter mentido para pessoas tão maravilhosas como a senhora. Me desculpe,
D.Anna — Ela pegou em minha mão.

–Não é para mim que você deve se explicar, você sabe disso.

–Com a senhora é mais fácil — Ela riu — A senhora sabe como Charlie é, não sei se algum dia ela
vai me perdoar.

–Então porque você veio aqui? — A encarei confuso — Se pensa dessa maneira é melhor dar a
volta e voltar para Los Angeles. Você tem que acreditar, Sebastian. Eu sei que vocês se gostam
de verdade, todo mundo sabe, menos vocês dois. Não sei porque vocês complicam tanto, depois falam que nós velhos somos complicados e cabeças dura. Olhem pra vocês, vocês se gostam,
não se gostam? — Ela me encarou esperando uma resposta.

–Sim, eu amo sua neta.

–Então porque diabos você não diz isso pra ela?

–Eu..ahn..

–Porque você não deixa o coração falar dessa vez, ao invés da razão? — Ela sorriu — Pelo menos tente. Eu sei que com Charlie será difícil, mas o amor consegue mover montanhas.

–A senhora está certa.

–Eu sempre estou querido, só que ninguém me escuta. — Ela riu.

–D.Anna, será que a senhora pode me levar até o delegado Bob?

–Claro, querido. — Ela suspirou — Mas antes coma essa massa. — Nós rimos.

Ela era uma grande avó. Uma das melhores pessoas que já conheci. Fico feliz pelo tempo que passei aqui com ela. Isso foi uma das melhores coisas que ser Dan me trouxe.

Como prometido ela me levou até uma sala maior, de vidro, onde Lily estava concedendo entrevistas a alguns jornais.

–Eu não posso entrar, Dona Anna — Falei mostrando os jornalistas.

–Ah, sim. Vamos espera-los em outro lugar, querido — Ela me levou pela mão — Aqui. Sinta-se privilegiado, aqui é área vip — E ela riu.

–Obrigada — Olhei a sala. Era mais como um camarote mesmo, e tinha uma grande sacada. Fui até lá dar uma olhada, e me surpreendi.

–É lindo não é? — Ela estava ao meu lado agora.

–É uma bela vista, nada mau — Falei encarando toda a cidade. Esse camarote onde estávamos tinha uma vista para os palcos, onde aconteceriam os shows, e também para a pequena cidade.

–Eu tenho que ir, querido. É meu turno agora — Ela me abraçou — Quero que saiba que você é um ótimo garoto, e sei como é bondoso e generoso. Charlie vai fazer uma feliz escolha se ficar com você — E sorriu.

–Obrigada, D. Anna — Sorri para ela — Agora sei a quem Lily e Charlie puxaram para serem tão maravilhosas assim.

–Pare, querido. Você já é da minha neta, não me faça se apaixonar por voce também — E se despediu.

Fiquei sozinho sentado no sofá, até que depois de alguns minutos ouvi batidas na porta.

–Sebastian? — Era Lily — Olá, querido — E veio até onde eu estava para me abraçar — Senti
saudades de você — E sorriu.

–Posso dizer o mesmo, Lily. — Sorri agradecendo — Delegado Bob — Ele estava ao lado da mulher.

–Olá, Sebastian — Ele estava com uma cara séria — Sentimos sua falta — E me deu um curto
abraço. Fiquei um pouco surpreso, mas feliz por ele não ter me dado um tiro na cara.

–Eu fico feliz que o senhor não esteja furioso comigo.

–Eu estou, só que pegaria mal eu bater em você na frente de uma dama tão bonita — E sorriu
para Lily.

–Não fale assim, querido — Ela interviu — Sabe que Sebastian não teve culpa, simplesmente
aconteceu.

–É, mas minha garotinha está bem machucada. E eu jurei que quebraria a cara do garoto que fizesse isso com ela.

–Vá em frente, pode me bater. Eu mereço, sei que mereço. Mas e seu eu falra para o senhor que o que estou sentindo é bem pior do que um soco? — Eles me encararam — Eu me sinto um lixo, toda vez que lembro o mal que fiz a Charlie. Eu sei que a magoei muito, e que deveria manter distancia, mas eu não consigo, eu não posso. Charlie é a pessoa que mais me importo no mundo, e não poderia abandona-la machucada, eu fiz o estrago e eu tenho que repara-lo. Mas o senhor está em seu direito de pai, pode me bater — E virei o rosto.

–Bob, nem pense nisso — Lily falou raivosa.

–Eu não vou bater em você — O olhei surpreso — Pelo tempo que conheço minha filha, quase 18 anos, tenho certeza que ela já fez isso.

–E fez mesmo — Eles riram.

–Eu acredito em você, e sei que gosta mesmo da minha filha. Percebi isso no momento em que você não foi embora após um surto dela. Pensei comigo "garoto persistente'', e aqui está você. Depois de tudo isso, você ainda não desistiu da Charlie. Porque voltou? quer dizer, você poderia ter ficado na sua casa, e esquecido de nós.

–Porque vocês são minha família. Voces me aceitaram na casa de vocês, sem nem ao menos me conhecer, me deram uma chance. Você, Bob — Olhei para ele — Acreditou em mim quando nem eu mesmo acreditava. Eu te devo um obrigado, eu devo isso a todos vocês.

–Foi um prazer receber você em nossa casa, Sebastian — Lily falou gentil — Bob foi muito generoso ao trazer você.

–Eu vi que você precisava de ajuda, eu só fiz o que gostaria que alguém fizesse pelo meu filho — Ele sorriu fraco.

–E eu não tenho palavras para agradecer, apenas um obrigado não é o suficiente, mas é o que tenho. Então, muito obrigado. — Eles sorriram — Mas eu devo desculpas a outra pessoa, e gostaria muito de falar com ela.

–Por nós tudo bem, mas você sabe como ela é — Bob balançou a cabeça.

–Eu sei, mas não custa tentar. E eu vou tentar, até que ela se canse e diga me ouça. — Eu lembrei de uma coisa muito importante — Na verdade, eu já sei como vou fazer ela me ouvir. Delegado Bob, eu sei que o senhor fez um acordo com Foster, e eu gostaria de cumpri-lo. Será
que eu posso cantar hoje?

–Com toda certeza, meu jovem — Ele estendeu a mão — O palco é todo seu.

–Muito obrigado — A apertei — Eu fico muito feliz em tocar aqui, nessa cidade tão especial pra mim.

–Isso vai ser ótimo para a divulgação, não podemos esquecer desse detalhe — Lily falou — Eu vou chamar Bam para ajudar você com os instrumentos e todo o resto.

–Muito obrigado, por tudo. — Eles se despediram. Antes de sair Bob virou e me olhou.

–Minha filha tem sorte em ter um garoto como você apaixonado por ela — E sorriu.

–Obrigado — Sussurrei ao ver eles saírem.

Fiquei sozinho no camarote, e observando a sacada. O por do sol deixava a vista ainda mais bonita. Tudo passava tão depressa aqui.

–Sebastian! — Hanna abriu a porta e veio correndo me abraçar.

–Que saudades, pequena! — Ela parecia até ter ficado mais alta.

–Hm — Alguém pigarreou.

–Bam — Ele assentiu.

–Eu sabia que você viria — Ela sorriu.

–Espero que não seja tarde demais — Sorri fraco.

–Não, é. Meu Deus, isso é demais. Me sinto em um filme — Ela riu nervosa — Cade o.. — Ela olhou pra Bam — O resto do pessoal?

–Eles ficaram de vir para cá, mas com o mau tempo em L.A, não sei se eles conseguiram. O problema é que não consigo falar com eles.

–E como você chegou? — Bam perguntou.

–Longa história — Suspirei ao lembrar de tudo.

–Lily falou que você precisava de nossa ajuda, o que vai fazer?

–Eu pretendo me apresentar hoje. Vou cantar uma música especial.

–Para uma garota especial — Hanna complementou — Você vai cantar a música da Charlie?

–Sim.

–Ai Meu Deus! Ela tem que ver isso, eu vou fazer de tudo para ela assistir sua apresentação. —
Hanna sorriu.

–É um ótimo pedido de desculpas — Bam falou desconfiado.

–Olha cara, eu realmente gosto da Charlie. E eu me sinto um idiota por tudo o que fiz.

–Você é um idiota.

–Bam! — Hanna o olhou incrédula.

–Eu sei — Respondi sincero — Mas eu to fazendo de tudo pra mudar isso. E eu preciso que ela me escute. Por favor — O encarei.

–E ela vai — Respondeu assentindo — Hanna, você traga a Charlie. Eu vou arrumar um violão para o galã aqui.

–Obrigado.

–Pode deixar que eu vou fazer ela vir, não tenha dúvidas. Só um pouquinho — Ela fez sinal e foi atender o celular. — Aham. Sim, sim. Pode deixar. Tá aqui, sim. Beijos. Tchau. — Nós ficamos encarando ela — Era minha..mãe. Eu tenho que ir. Prometo que trago a Charlie — Ela soprou um
beijo no ar — Vai dar tudo certo — E saiu de lá.

–Então vamos lá, loverboy. — Bam abriu a porta e eu o segui.

Chegamos até o backstage, e ele pegou um violão e me entregou.

–Ele está afinado, toquei hoje de manhã na abertura.

–Obrigado — Falei com a voz tremula.

–Tá tudo bem?

–Eu to um pouco nervoso — Na verdade era muito nervoso.

–Você não se apresentou no VMA esse ano?

–Sim.

–E você tá nervoso porque vai se apresentar para — Ele foi mais perto do palco onde os músicos estavam se apresentando. — no máximo vinte mil pessoas?

–Mas é para a pessoa mais importante na minha vida.

–Tem razão — ele sorriu — Ah, você é próximo.

Sorri nervoso para ele. Peguei o violão e respirei fundo. Não era só mais uma música que toco em nossos shows, era a música dela. E eu faria isso sozinho, sem meus amigos para pelo menos me dar apoio moral.

–Lily já está no palco, ela vai te anunciar — Bam disse, eu gelei mais ainda.

–Bom, pessoal. Agora está na hora de uma mega atração. Como dizem, o bom filho a casa
torna, e como vocês sabem, por um curto período de tempo nós recebemos a visita de um músico muito conhecido por vocês, principalmente os mais jovens. Ele está aqui para fazer uma apresentação muito especial, e eu quero que vocês o recebam com carinho. Senhoras e senhores, Sebastian Campbell!

Gritos e mais gritos. Entrei no palco com o pé direito, precisava de um pouco de sorte porque estava desmaiando. Fui com calma até o microfone. Era uma plateia grande até, muitas pessoas de fora da cidade. Muitos celulares apontando para mim, e logo mais estria tudo na internet.

–Boa noite a todos — Encarei a luz forte em minha direção — Eu gostaria muito de agradecer a todos dessa cidade por serem tão generosos comigo e tão prestativos durante o período em que estive aqui. Essa cidade foi muito acolhedora, e eu tenho um carinho muito grande por todos. — Eles gritaram mais — Eu escrevi essa próxima música, durante o período em que estive aqui, e uma pessoa muito especial serviu de inspiração. Eu só queria pedir desculpas, de verdade, e falar que o que sinto se resume a essas palavras. Espero que gostem. — E mais gritos.

Peguei o violão e dedilhei algumas notas. Meus dedos estavam trêmulos. Respirei fundo e dedilhei elas de novo. Fechei os olhos e mentalizei ela. Respirei fundo mais uma vez. Eu não conseguiria.

De repente mais gritos. Abri os olhos e olhei para o lado. Blake e os garotos estavam pegando os instrumentos deixados pela banda anterior. Olhei para Blake agradecendo, e ele assentiu. Hanna estava no backstage, e acenou um positivo. Então ela foi busca-los. A encarei, precisava saber de Charlie. Ela deu e ombros e franziu o cenho. Então ela não viria.

–Essa é pra você, aonde quer que você esteja — Fechei os olhos.

I don't want this moment, to ever end,

Where everything's nothing, without you.

I'd wait here forever just to, to see you smile,

Cause it's true, I am nothing without you.

Through it all, I made my mistakes.

I stumble and fall,

But I mean these words.

I want you to know, with everything I won't let this go.

These words are my heart and soul,

I hold on to this moment you know.

Cause I'd bleed my heart out to show, that I won't let go.

Thoughts read unspoken, forever in doubt.

And pieces of memories fall to the ground.

I know what i didn't have so, I won't let this go.

Cause it's true, I am nothing without you.

All the streets, where I walked alone,

With nowhere to go.

Have come to an end.

I want you to know, with everything I won't let this go.

These words are my heart and soul,

I hold on to this moment you know.

Cause I'd bleed my heart out to show, that I won't let go.

In front of your eyes, it falls from the skies,

When you don't know what you're looking to find.

In front of your eyes, it falls from the skies,

When you just never know what you will find.

I don't want this moment to ever end.

Where everything's nothing without you.

I want you to know, with everything I won't let this go.

These words are my heart and soul,

I hold on to this moment you know.

Cause I'd bleed my heart out to show,

Abri meus olhos pela primeira vez. Ela estava no meio da multidão, assim como eu hoje de manhã. Pude ver lágrimas em seus olhos.

That I won't let go.

E então ela saiu quase correndo dali. Fiquei olhando ela se distanciar.

A multidão aplaudia, pedindo mais. Eu olhei para Blake, e esse fez que sim com a cabeça. Sai do palco correndo, precisava alcança-la. Fui até a saída, mas alguns jornalistas impediram minha passagem.

–Sebastian, você esteve aqui então durante esse período de reabilitação? — Uma jornalista peguntou.

–Você é um dos patrocinadores do evento? — Era outro.

–A música foi composta para alguma garota da cidade?

–Você se preocupa com esse tipo de causa? Costuma fazer doações?

–Sebastian! — Era a voz de Bob. Olhei para ele que estava vindo em minha direção com Lily ao seu lado.

–Eu tenho uma coisa só a dizer — Falei para os jornalistas — Eu me sinto muito honrado de participar de um evento assim. Essa causa é muito especial, assim como essas crianças, algumas eu tive até a chance de conhecer. Temos que apoiar iniciativas assim, e esses dois aqui — Apontei para Bob e Lily e os puxei para perto — Junto com a filha deles, foram os idealizadores da feira. O evento é em memória de um cara muito bacana, Luke Sonencler e em tudo que ele acreditava. — Eles sorriram — Obrigada. Voces devem preguntar o resto para esses dois aqui, que sabem das coisas.

Assenti para eles e saí da enxurrada de jornalistas, que agora ficaram entrevistando Bob e Lily.
Fui até o estacionamento, mas já tinha perdido Charlie de vista. Olhei para os lados, onde ela poderia estar?

–Você sabe a resposta — Bam falou fazendo com que eu me virasse. Ele sorriu e jogou as chaves do carro. Acionei o alarme e um esportivo preto acendeu os faróis.

–Obrigado — Agradeci e entrei no carro.

Eu sabia sim onde ela estava. Eu sempre vou saber. Ela deixou pegadas em meu coração, que não importa aonde eu for, todos os caminhos me levam até ela.

A praça. A aquela mesma que presenciou tantos encontros e desencontros, serviu de inspiração para a música, serviu de cenário para tantas memórias que tenho hoje. Estacionei o carro e fui andando calmamente. Meu coração estava a ponto de sair pela boca. Logo em seguida a avistei, ela estava sentada em um dos bancos encarando o chão. Estava linda como hoje pela manhã, o vento fazia com que seu cabelo voasse.

–Charlie — Falei firme. Não houve nenhuma movimentação da parte dela, ela continuou estática. Alguns segundos de puro silencio me angustiaram.

–Você achou o que? Que era só vir aqui e cantar uma musica e eu voltaria pra você? — Falou ainda encarando o chão.

Havia muita amargura em sua voz.

Notas finais
Até breve! COMENTEM Mil Beijos, Ju.