I Knew You Were Trouble
31 I Love you, Dad
Notas iniciais
Achei meu caderno antigo, e nele eu tenho várias fics escritas. Em gostei de ideias de todas elas e então resolvi juntar todas elas e criar uma só. Como entrei em férias eu pensei em escreve-la agora, assim posso postar com mais frequencia :) Eu escrevi ela e o link vai estar aqui! Espero que gostem do capitulo e da nova fic, já vou adiantando que ela é bem interessante e diferente de tudo que eu já escrevi.
Boa leitura,
Bjks!
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Dear Life,
Eu não sei como eu vim parar aqui. Como eu acabei desse jeito? Eu pensei que todos nós tivéssemos direito a um tribunal na hora do juízo final. Por que eu tenho que viver assim? Presa nessa situação? Porque justo ele? Eu pensei que quando me mudasse todos os meus problemas ficariam, mas não. Eles vieram juntos e também muito piores. Eu preciso de ajuda, e ele não pode me deixar. Se ele me esquecer, eu deixo de existir. Eu preciso literalmente dele para viver.
http://fanfiction.com.br/historia/387048/Dear_Life/
P.O.V Dan
A expressão meu coração quase saiu pela boca expressa como eu estava me sentindo naquele momento. Quando vi Clarice parada na porta eu não sabia o que estava sentindo direito. Um misto de raiva com saudade. Fui "correndo" em direção a ela. Eu só precisava tira-la daí.
–Vem comigo — A puxei pelo braço, tirando-a do café.
–Sebastian, nós precisamos conversar. — Me encarou, tirando as minhas mãos de seu braço.
–Eu tenho um lugar — Assenti com a cabeça e ela me segui.
Eu já tinha um lugar em mente, a pracinha que tantas vezes foi meu cenário em brigas, acertos e discussões. Nada melhor do que esse lugar. Nós fomos em silencio, ela atrás de mim quieta, e com os saltos batendo alto no chão. Chegamos e então eu me sentei no banco, ela fez o mesmo. A encarei, o vento fazia o cabelo cor de fogo voar sobre seu rosto.
–Sebastian, a situação não está legal lá em casa. — Eu tive que rir.
–Casa? Aquele lugar não é mais minha casa. Deixou de ser há muito tempo.
–Sebastian, você não pode virar as costas para nós. — Fiquei estático.
–Eu? Virar as costas? Meu Deus, Clarice. O pai e a mãe que me "expulsaram" de casa quando falei que seria músico. Você que foi morar com eles, eles sempre gostaram de você mesmo.
Clarice sempre foi uma pedra em meu caminho. A perfeita da família, a neta e a sobrinha que todos queriam ter. Minha mãe com toda certeza sempre gostou mais dela. Quando fui embora — sai enxotado de casa — minha adorável mãe a convidou para morar com eles.
–Não, sua mãe só quis me ajudar. Você sabe como minha mãe é louca.
–Louca? Tia Barbara é a unica normal da nossa família! — Ela me encarou.
Tia Barbara sempre foi minha tia preferida. Ela sempre foi humilde, e não tem vergonha de quem ela é. Diferente da minha mãe, que só liga para status, tia Barbara sempre preferiu ser do que ter. Posso dizer que graças a ela sou músico. Se ela não tivesse me dado meu primeiro violão, eu não estaria aqui hoje. Infelizmente nossa família não é assim, e ela sempre foi considerada "a rebelde".
–Enfim, nós precisamos que você volte.
–E porque eu voltaria? Porque lembraram que tem um filho só agora?
–Sebastian, você não sabe como foi difícil te achar. Eu tive que subornar Nate! Eu não sei o que diabos você está fazendo aqui, mas eu preciso que você venha comigo. — Nate, Nate. Tão ingenuo, aposto que ela deu em cima dele. Ele sempre foi louco por ruivas.
–Não, não vou. Eu preciso que você volte, você não pode ficar aqui. — Varias pessoas estavam ao nosso redor. Uma garota ruiva chama muita atenção.
–Não vou, e se você não for eu não vou sair daqui tão cedo. Nós podemos voltar agora se você quiser. Aquela garota bonita que estava na mesa com você, nós podemos bater um papo sobre a sua infância, como você era um chato e essas coisas. O que me diz, Sebastian? -Não, ela não pode fazer isso. Ela não sabe do plano e pode estraga-lo.
–Porque você quer tanto que eu vá? — Eu não tinha feito essa pergunta ainda.
–Sebastian, seus pais estão se separando. — Fiquei boquiaberto, meus pais? Não, isso não é possível. — Tem um voo que sai hoje a noite.
–Vamos. — A peguei pela mão e fomos em direção a casa de Charlie.
Em pouco tempo chegamos na casa. Bati na porta para ver se tinha alguém. Não obtive resposta.
–Você espera aqui — A deixei na sala e subi em direção ao quarto.
Coloquei todas as minhas coisas correndo na mala. Peguei meu celular e mandei uma mensagem para Bob dizendo que era urgente e que se tratava de um assunto familiar. Terminado tudo desci para encontrar Clarice. Não a encontrei.
–Clarice? — A procurei pela casa.
–Aqui — Escutei a voz vindo do andar de cima. A porta do quarto de Charlie estava aberta.
–Essa garota tem estilo, e é muito bonita também — Ela admirava a foto no porta retrato — É sua namorada? — Hesitei em responder.
–Não, ainda não. — Ela riu — Vem, vamos logo.
Saímos da casa de Charlie e andamos até o ponto de táxi. Fomos até a cidade vizinha e de lá pegamos o avião. Quatro horas sentado ao lado da prima mais chata do mundo seria difícil. Nós ficamos em silencio no começo, mas então ela puxou assunto.
–Você podia começar a me explicar o porque de você estar morando nessa cidade, sabendo que os sites estão dizendo que você está em um spa — Fiquei surpreso — Sim, eu procuro sobre o meu priminho na internet, já que ele não liga para dizer se está vivo ou coisa do tipo. — Nós rimos.
–É uma longa história.
–Nós temos tempo — Sorri para ela e comecei a contar tudo.
–E você gosta dela? De verdade? — Peguntou.
–Sim, eu gosto muito dela. Nunca senti isso antes. — Ela fez uma careta.
–Awnnn, meu priminho tá apaixonado! — Ela riu.
–Clarice, porque meus pais estão se separando? Tem alguma coisa que você não me contou? — Ela hesitou por um momento — Clarice?
–Sebastian, eu acho que Tio James está tendo um caso com outra mulher.
–O que? Meu pai?
–Sim, sua mãe está bastante abalada. Sabe como essa coisa de família perfeita é importante para ela.
–Como meu pai pode fazer isso? Eu não esperava isso dele.
–Não fique assim, Sebastian. Deixe para resolver isso depois.
–Sim, sim — Virei o rosto para encarar o ceú pela janela.
Peguei no sono e só acordei quando pousamos. Isso porque Clarice me cutucou até deixar um leve roxo no meu braço, com um tapa "levinho". Pegamos um táxi e fomos até o condomínio onde eu costumava morar. Paramos na casa marrom com um jardim gigante.
–Pronto para entrar em casa? — Clarice perguntou carregando minha mochila.
–Aqui nunca foi minha casa. — Fui em direção a porta. Ela ficou parada esperando.
As chaves ainda estavam escondidas no mesmo lugar, embaixo do vaso de flores na lateral da janela. Abri a porta devagar. Há anos eu não pisava nessa sala, mas tudo parecia igual. Sem querer tropecei em vaso que antes não ficava nesse lugar.
–Lucy? É você? — Meu pai saiu do escritório. Ele estava mais velho, e muito abatido. — Filho! — E veio correndo me abraçar.
Senti falta disso, senti falta dele, senti falta do meu pai.
–Como você pode fazer isso? — Me soltei do abraço.
–Fazer o que filho? — Ele parecia confuso.
–O que está acontecendo aqui? — Minha mãe desceu as escadas. Ela estava com algumas plasticas a mais e usava seu robe de seda branca — Sebastian?
–Como você pode trair a minha mãe? Pai, porque?
–Do que você está falando, Sebastian? Não, filho..
–Calma, querido. Vamos conversar — Minha mãe disse descendo os degraus.
–Ah, por favor. Vamos parar com essa coisa de família unida e perfeita. Porque vocês estão se separando? Pai, porque você fez isso? Eu não esperava isso de você. Você sempre foi meu maior exemplo, meu herói. E então você faz isso.. — Me virei, não queria encara-lo.
–Eu não trai sua mãe, filho! — Ele falou mais alto — Eu nunca faria isso!
–Então porque vocês estão se separando? — Perguntei os encarando. Eles se olharam.
–Pergunte a sua mãe — E saiu em direção ao escritório.
–Porque você foi embora, Sebastian?
–Eu não fui embora, mãe. A senhora que falou que não queria ter um filho como eu, um filho músico, baderneiro.
–Eu só queria que você fosse como..
–Como a Clarice, não é? Você sempre preferiu a Clarice.
–Ela me escuta! Ela faz o que eu mando, ela me trata como um filho deve tratar sua mãe.
–Ela só obedece você! Mãe? Você nunca foi minha mãe.
–Eu nunca te deixei faltar nada!
–Sim, você deixou. Você nunca me amou, nunca demonstrou afeto.
–Nós somos ricos, não precisamos dessas coisas. Amor é para os pobres que não tem nada e se contentam com essa ideia de que, se você tem amor, você tem tudo.
–Olha só o que você está dizendo! Eu sou seu filho, você devia gostar de mim, me apoiar. Você faz essas coisas com a Clarice.
–Ela sim parece minha filha, não puxou para a mãe louca dela.
–Não fale assim da Tia Barbara. Ela sim foi minha mãe! Se não fosse por ela eu não teria me tornado o que sou hoje. — Ela olhou para o copo de cristal na bancada e o atirou no chão.
–Não fale isso, aquela lunática. Enquanto eu era a responsável ela sempre fez tudo o que queria, era livre e tinha tudo de mão beijada. Nada nunca foi fácil para mim. — Então ela tinha mágoa dela. Tudo fazia sentido.
–Então você não gosta de mim porque eu me pareço com ela, não é? — Ela me encarou. E ficou em silencio. — Não precisa falar nada.
Sai e fui em direção ao escritório. A louca da minha família sempre foi minha mãe, e tenho certeza que meu pai não faria uma coisa dessas.
–Pai? — Bati na porta.
–Pode entrar — Ele estava escrevendo no computador.
–Pai, eu sinto muito. Eu sinto por ter ido embora, eu sinto por ter te acusado de tudo isso e eu sinto por não ser o filho que o senhor sempre quis — Meus olhos já estavam marejados. Ele parou de digitar, se levantou e fui até onde eu estava.
–Nunca diga isso, eu tenho muito orgulho de você — E me abraçou. Ele não precisou dizer mais nada. O abraço disse tudo. — Sabe filho, eu até podia continuar com a sua mãe, mas eu não estava aguentando mais. Depois que eu descobri o caso que ela mantinha em segredo com o jardineiro eu achei melhor me separar. O casamento não estava dando certo mesmo. Ela até tentou me convencer a seguir com o casamento, só para manter as aparências. Eu acho que já aguentei demais as maluquices da sua mãe.
–Eu entendo, pai. E te apoio. — Ele sorriu para mim.
–Eu tenho que te mostrar uma coisa, filho. — Ele foi em direção as escadas e eu o segui.
Subimos e paramos na segunda porta a esquerda, o meu quarto.
–Sua mãe queria jogar suas coisas fora, mas eu falei que esse era o único comodo que ela não podia mexer ou reformar. — Ele abriu a porta — Bem, pode entrar.
Eu abri a porta e tudo continuava igual, exceto por uma parede que estava cheia de recortes e fotos. Eu cheguei mais perto para olhar melhor. Eram noticias sobre mim e sobre a Underground Legends. Tudo sobre a banda e sobre nossos prêmios. Olhei para meu pai.
–Sabe, você pode ter ido embora, filho. Mas para mim você sempre continuou aqui — E colocou a mão no lado esquerdo do peito.
–Obrigada, pai — O abracei.
–Eu tenho muito orgulho de você, Sebastian. Sempre tive.
–Eu te amo, pai.
Clarice
Notas finais
Capitulo lindo né? ♥
Quero reviews, hein!
Boa férias pra quem já esta curtindo elas, tipo eu hauahsjas
Espero que gostem da nova fic :)
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Boa semana,
Mil Beijos,
Bee
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