Notas iniciais
Hello, my sweethearts! Sorry, mil vezes sorry pela demora! Vocês já devem saber que a minha vida é uma montanha russa e por mais que eu tente, as coisas nuca saem como eu planejo :( Mas enfim, vamos ao que realmente interessa! Primeiramente eu quero agradecer pelos comentários maravilhosamente maravilhosos do último capítulo! Amei muito cada um deles! *-* Sobre esse capítulo... Só tenho a dizer que ele foi feito para quem ainda tem dúvidas de que a intenção da Genevive é envenenar Klexy kkkkkkkkkkk Então, sem mais delongas... Good read!

Pov. do Klaus

Deixei o salão pouco depois de ouvir a resposta de Lexi a pergunta feita por Elijah. Eu não suportava mais ver os dois juntos. Principalmente após o episódio de mais cedo. Só de me lembrar da cena, eu tinha vontade de empalar Elijah e jogar seu caixão no fundo do oceano. A proximidade entre os dois já havia extrapolado o limite do aceitável. A verdade é que nem eu sabia o porquê da afinidade que havia surgido entre eles me incomodar tanto. Ou melhor, eu preferia não pensar muito a respeito.

Mantendo a minha resolução de não me aprofundar nesse assunto, procurei me focar em algo mais relevante e imediato. Eu tinha contas a acertar com Genevive. À tarde, quando eu fui ao seu encontro para falar sobre o padre Kieran, ela tentou me induzir a lhe dar o grimório da minha mãe. Obviamente eu descartei essa possibilidade. Porém como revide, ela se recusou a ajudar o padre. Como já era de se esperar, eu não reagi bem a sua audácia e nossa conversa terminou com Genevive me mostrando que eu precisava ter muito cuidado com ela. E essa noite, antes de eu sair do casarão, eu havia preparado uma armadilha para Genevive, na qual ela caiu feito um patinho. Sem conter um sorriso diante da caixa que eu tinha em mãos, retornei ao salão da festa, o encontrando vazio. Não havia ninguém além de Genevive. Por um momento me perguntei se Lexi já estaria em casa, mas logo tratei de esquecer isso. Estava na hora de fazer uma surpresa para a bruxa a minha frente.

— Você foi embora sem o meu presente. – Chamei sua atenção indicando a bonita caixa que eu segurava.

— Seus vampiros estragaram a minha festa. – Acusou num tom ressentido.

— Não são mais meus vampiros, love. Marcel leu meu livro de efeitos dramáticos. – Inocentei-me. – Veja, eu devo consolo à Davina porque matei o primeiro amor dela. – Justifiquei sabendo que a minha atitude com relação à bruxinha a havia chateado. – Eu tento compensar meus erros. Como na nossa discussão mais cedo. Então, aqui está. – Emendei lhe entregando a caixa.

Genevive segurou o objeto ainda com a expressão séria. Imaginei qual seria sua reação ao descobrir o que tinha lá dentro.

— Peguei hoje mais cedo. Um amigo seu me deu uma mãozinha. – Disse sem conter o toque de humor em minha voz.

— Qual amigo? – Quis saber já mais mansa.

— Abra. Veja você mesma. – Afirmei erguendo a tampa da caixa em seguida.

Não contive a minha satisfação ao vê-la se horrorizar diante das duas mãos ensaguentadas que eu mesmo havia arrancado antes de vim a festa, do cara que ela mandou ao casarão para tentar furtar o livro de feitiços de Esther. Como não conseguiu o livro por bem, Genevive optou pelo caminho mais difícil. Contudo seu empenho só serviu para abrir ainda mais os meus olhos com relação a ela.

— Achou mesmo que eu deixaria o grimório da minha mãe desprotegido? – Indaguei aguardando a sua resposta.

Após me encarar por alguns segundos e recompor sua postura, Genevive fechou a caixa e ergueu o queixo antes de se pronunciar.

— Um século atrás, eu sonhei em como seria te conhecer. Agora estou feliz por não ter conhecido. Fui ingênua para me apaixonar por você, ou te temer, mas aprendi muito mais em morte. E acredite, Klaus Mikaelson, é você quem deveria ter medo de mim. – Discursou me surpreendendo.

Genevive me deu as costas e começou a descer a escada. Não resisti à vontade provoca-la. Eu não queria que ela saísse achando que suas palavras tinham me afetado de alguma maneira.

— Que pena. Sentirei falta do sexo. – Lamentei de modo relaxado pondo as mãos nos bolsos da calça. Genevive parou onde estava virando-se novamente para mim.

— Sua amiguinha Lexi veio falar comigo hoje. – Revelou. Instantaneamente me senti tenso. – Ela realmente é uma boa garota. As palavras dela de fato me comoveram. Então eu dei esperança de que tiraria o feitiço do Kieran, mas não há esperança. Ou se havia, agora não há mais. – Completou irônica.

— Se o padre morrer, acredite, você irá logo atrás dele. – Garanti em tom de ameaça. Como resposta, Genevive deu um risinho debochado.

— Seria tolice me matar, uma aliada em potencial, em defesa de uma humana vulnerável que, por sinal, esconde coisas de você. Como por exemplo, a visita de Marcel a casa dela. Ele e a tutora dela tiveram um tempo de qualidade juntos. – Relatou com divertimento.

— Do que você está falando? – Inquiri sem querer acreditar no que ela dizia.

— Pelo visto sua preciosa Lexi não compartilha tudo com você. Entretanto eu duvido que ela tenha segredos para o Elijah. Afinal próximos como eles estão ultimamente, tenho certeza de que eles trocam confidências um com o outro. Na verdade, eu posso até imaginar a cena. – Proferiu com um sorriso malicioso. Era nítido o veneno contido em sua fala.

Antes que eu pudesse me recuperar, Genevive me deu as costas e continuou a descer as escadas. Permaneci em choque absorvendo o que tinha ouvido. A desgraçada havia acertado meu ponto fraco. Mais uma vez meus pensamentos sombrios sobre Lexi e Elijah encheram a minha cabeça. E por mais que eu não quisesse, não pude deixar de me perguntar. E se Genevive estivesse certa?

Sem ter mais nada para fazer ali, fui embora. Eu precisava de um longo banho para esfriar a cabeça. Quando cheguei ao casarão, tive a desagradável surpresa de encontrar Elijah. E o pior era que aparentemente ele estava a minha espera. Não pude deixar de reparar em suas mãos sujas de sangue.

— Vejo que já se vingou pela lobinha. – Provoquei me referindo a Hayley. – Ou terá sido pela Lexi? Mas pelo seu olhar, ainda quer mais sangue. – Emendei sarcástico. Elijah ignorou a minha alfinetada.

— Se ser insano é fazer a mesma coisa várias vezes esperando resultados diferentes, então minha missão de te salvar faz de mim o homem mais maluco de todos. – Declarou com desgosto. Não entendi seu comportamento.

— O que foi? O que foi que o bastardo fez de tão horrível dessa vez? – Questionei me fazendo de desentendido.

— Sabia que antigamente eu apreciava... Seus métodos de manipulação. Mas aqui estamos nós, à beira de uma nova era, que não só te beneficiaria, mas também ao seu filho. E você conspira com os lobos pelas minhas costas. – Ele me recriminou, fazendo as palavras de Genevive ecoarem em minha mente.

Fora os lobos e eu, Lexi era a única a saber da minha aliança com os lobisomens. Apesar do choque, naquele momento eu estava mais preocupado em rebater as acusações de Elijah.

— Conspiração é um exagero para uma reunião familiar. Se não se lembra, eles são minha família tanto quanto os Mikaelson, uma família que na verdade nem posso chamar de minha. – Retorqui o enfurecendo.

Elijah usou sua super velocidade para descer da sacada em que estava, ficando no mesmo andar que eu.

— Agora casualmente você despreza mil anos de lealdade? – Indagou sério se aproximando.

— Agora que achei o resto da minha outra família, devo ignorá-los? Achei que apoiaria meu desejo de ajuda-los, porque ajudaria a Hayley e o bebê. – Retruquei o encarando.

— Não questione minha lealdade àquela criança. – Repudiou com veemência. Não consegui mais me conter.

— Suponho que seu afeto pela Hayley não influencie sua dedicação incansável. Sim, eu vi como se importou com ela hoje. Gritou por ela no escuro. Em como destruiu fervorosamente aqueles que a machucariam. E quanto a Lexi? O que você sente por ela? Logo você? O nobre e admirável Elijah, fazendo jogo duplo com duas belas moças. O que você pretende afinal? Não pode ficar com ambas. Ou será que é exatamente isso que você deseja? – Despejei tudo o que estava engasgado em minha garganta.

Em um movimento rápido, Elijah me jogou na parede. Revidei o golpe, porém dessa vez ele levou a melhor. Meu irmão conseguiu me manter imobilizado enquanto eu o encarava com fogo nos olhos.

— Você é tão decepcionante, Niklaus. Sempre tão cego sobre os outros, mas principalmente sobre si mesmo. – Afirmou soltando-me em seguida.

Fiquei sem reação. Elijah me encarou por um instante antes de sair, me deixando sozinho. Que diabos ele quis dizer com aquilo? Sentindo-me completamente perturbado, também saí do casarão. Eu precisava de ar fresco.

Eu me encontrava um verdadeiro caos por dentro. Minha discussão com Elijah e minha conversa com Genevive não paravam de me atormentar. E no centro de tudo, como vinha acontecendo muito ultimamente, estava Alexandra. Maldito seja o dia em que eu a conheci. Por que ela tinha que se envolver tanto com o Elijah? E se eu não tivesse chegado exatamente naquela hora? Os dois teriam se beijado? Ou será que isso já tinha acontecido em algum outro momento e eu não sabia? E se Genevive estivesse certa? Alexandra era minha melhor amiga. O que automaticamente deveria torna-la proibida para meu irmão mais velho e vice-versa. Então por que os dois agiam como se não soubessem disso? Ou talvez se eu fosse menos egoísta, eu me alegrasse com a possibilidade de duas pessoas tão importantes para mim serem felizes juntas. Mas eu sequer suportava essa ideia. Eu me sentia traído, ameaçado. Uma sensação semelhante, porém mais intensa do a que eu tinha sentido mil anos atrás quando eu e Elijah nos envolvemos com Tatia me tomou. Apesar das situações serem bem diferentes.

A princípio quando notei o possível interesse de Elijah em Hayley, eu abominei completamente essa hipótese. Eu tinha medo de que caso os dois viessem a ficar juntos, meu irmão roubasse o afeto do meu filho. O criando como se fosse seu. Entretanto agora diante da perspectiva de um caso entre ele e Lexi, eu pouco me importava se ele se entendesse com Hayley.

Estanquei no lugar ao ser atingido por um cheiro terrivelmente familiar. A última coisa que eu esperava naquele momento era encontrar aquela pessoa. Ainda mais àquela hora. Quase não acreditei nos meus olhos quando avistei Alexandra entrando em um dos inúmeros becos daquela região do French Quarter. Eu podia jurar que ela estava em sua casa há muito tempo, mas pelo visto eu tinha me enganado. Curioso para descobrir o que ela fazia à essa hora na rua e com os últimos acontecimentos fervilhando em minha cabeça, aproveitei que a rua estava praticamente deserta e usei minha velocidade sobrenatural para alcança-la. Quando eu surgi em sua frente, ela reagiu como sempre se comportava com as minhas aparições repentinas.

— Klaus! Que susto! O que faz aqui? Quantas vezes já te pedi para não chegar assim? – Exclamou levando a mão ao peito tentando normalizar as batidas do seu coração.

Não respondi. Tê-la ali diante de mim, me fez perceber que eu não estava pronto para reencontra-la.

— Aconteceu alguma coisa? Onde você foi depois da confusão? Eu te procurei para me despedir, mas você não estava mais lá. – Disse estranhando o meu comportamento.

Permaneci em silêncio. Enquanto eu olhava para ela as palavras perversas de Genevive ressoavam em meus ouvidos.

— Eu quero me desculpar. Cometi um erro terrível. – Enfim me pronunciei, a preocupando.

— O que houve? – Procurou saber alarmada.

— Você foi falar com a Genevive. Ela se comoveu com o seu argumento. Podia até ter curado o Kieran. Mas eu a insultei. Como forma de vingança, ela se recusa a ajuda-lo. Kieran morrerá por minha causa... E será uma morte horrível. – Confessei vendo o choque e a confusão preencherem o seu rosto.

— Por que está me dizendo isso? – Perguntou claramente aturdida.

— Porque eu acredito que segredos são um veneno. Eles vão contra o nosso pacto de amizade. E precisam ser revelados. Como o seu segredo... Sobre a visita de Marcel a sua casa. – Revelei analisando sua reação.

O semblante de Lexi tornou-se totalmente confuso. Ela franziu o cenho para mim enquanto absorvia a minha fala.

— O quê? Marcel? Lá em casa? Eu não... – Ela se interrompeu antes de concluir seu raciocínio. Um lampejo de entendimento passou por seus olhos, me levando a crer que a fofoca feita por Genevive era verdadeira.

— O que mais você tem escondido de mim, Lexi? Talvez a sua indiscrição ao contar a Elijah sobre a minha parceria com os lobisomens? – Indaguei num tom mordaz fazendo sua expressão mudar novamente.

— Como assim? Está me acusando de ter traído sua confiança? – Questionou séria.

— Você o fez? – Repliquei dando um passo em sua direção.

— É claro que não! Como pôde pensar isso? Embora o Elijah merecesse saber o que você estava planejando com os lobos, eu não disse nada. – Justificou-se. Ela parecia ofendida.

— Tem certeza? Você e ele têm estado tão próximos ultimamente. Talvez tenha deixado nosso segredo escapar em um momento de distração... Íntimo, até. – Insisti chegando mais perto. Automaticamente Lexi recuou um passo.

— Você ficou louco?! Eu não faço ideia do por que você está agindo assim, mas eu digo e repito: Eu não falei nada ao Elijah. – Afirmou revertendo sua ação anterior e avançando um passo em minha direção. – Apesar da imensa vontade que eu tive de fazê-lo. – Completou olhando em meus olhos em um claro sinal de desafio.

Sem conseguir conter minha fúria, em um movimento rápido, a segurei pelos braços e a prensei na parede, a fazendo arfar de surpresa. Obviamente eu moderei minha força. Nem mesmo possesso como eu estava, eu era capaz de machuca-la. Mantive meus olhos em seu rosto. O único sentimento que eu via nele era choque. Lexi nitidamente não esperava por essa reação da minha parte. O martelar frenético do seu coração deixava isso ainda mais evidente.

Nós estávamos perto demais. E essa proximidade toda estava me fazendo imaginar coisas que... Antes que eu seguisse por um caminho sem volta, soltei Alexandra e me afastei mantendo uma distância segura. Ela continuou onde estava, aparentemente perplexa demais para se mexer.

— E-eu... Realmente... Não sei o que acabou de acontecer aqui, mas... Acho melhor conversamos depois. Eu tenho que ir para casa. – Gaguejou esbarrando-se em mim antes de praticamente fugir para a saída do beco.

A deixei ir. Naquele momento eu me encontrava tão ou mais atordoado do que ela. Eu não queria pensar sobre o que tinha acabado de acontecer. Logo após recuperar minha capacidade de me mover, fui até um bar qualquer e pedi uma dose dupla de uísque. Tudo o que eu desejava era calar meus pensamentos e esquecer nem que fosse apenas por algumas horas a causa da minha agonia.

Notas finais
E então? O que acharam? PS: Qual é a teoria de vocês sobre o significado do que o Elijah disse para o nosso amado King? Comentem! Estava morrendo de saudades! XOXOXOXOXOXOXOXO