I Just Wanna Be Your Hero
13 Why do you stay?
Notas iniciais
– Eu odeio dizer eu te avisei pra você, Lena, mas eu te avisei. — falei enquanto bancava o enfermeiro, tirando a temperatura dela. Fazia uma semana que estivemos em Portland dançando no meio da chuva.
Ela estirou a língua para mim. Minha namorada é realmente muito madura.
– Você podia ter me arrastado pra fora da chuva. E não fez isso. Na verdade, no fundo, você queria ficar lá. — ela replicou, manhosa.
– Na verdade, Elena, eu só fiquei porque eu gosto de estar perto de você e porque eu sabia que eu não ia conseguir te convencer a sair. Você é bem cabeça dura quando quer, Leninha. E você sabe disso. Sua versão bêbada de sorvete de biscoito é a pior de todas para convencer.
– Porque você ainda tá aqui, mesmo? — ela já estava se irritando.
– Primeiramente, é a minha casa. Caso não lembre, você passou a noite aqui ontem. — Ela corou. — E, em segundo lugar, quando eu te deixei sozinha quando estava doente?
– Nunca. E eu te amo por isso. — ela me beijou. — Mas você devia me deixar em casa. Eu não quero que você fique doente também.
– Não se preocupe. Eu sou vacinado contra gripe e tomo paracetalena, que protege contra todas as Elenas.
Ela fez que estava magoada.
– Ai. Essa foi pior que uma facada.
– Desculpe. — beijei sua testa. — Eu vou buscar uma aspirina pra você.
– Sim, por favor. Minha cabeça está me matando.
Deixei-a deitada no quarto e desci as escadas, para procurar as aspirinas. Passei cerca de cinco minutos procurando e, justo quando achei, ouvi Elena gritando no andar de cima.
Subi as escadas correndo e, quando entrei no meu quarto, vi Elena deitada em uma poça de sangue.
– Elena? — perguntei, já desesperado.
– Damon... — ela falou, sua voz fraquejando. — Kai... me matar... faca...
– Mas não vai conseguir.
Coloquei um lençol em cima do ferimento e pedi para ela deixar a mão em cima, fazendo pressão. Depois fui pedir pro Stefan me ajudar com ela e, para a minha surpresa, ele estava com Katherine. Parece que milagres podem acontecer, afinal.
– Stefan, a Elena levou uma facada. Por favor, dirija o carro enquanto eu ligo para a emergência.
– O quê? Quando foi que isso aconteceu? — Katherine perguntou, enquanto colocava um sapato e Stefan descia para o carro.
– Longa história, explico depois.
Voltei para o meu quarto e peguei Elena no colo, tomando cuidado para continuar fazendo pressão no ferimento. Stefan já tinha ligado o carro e ele e Katherine estavam nos esperando. Entrei no banco traseiro do carro, Elena ainda em meu colo, me olhando assustada. Passei uma mão pelo cabelo dela e coloquei uma das mãos dela para fazer pressão com o lençol já bem encharcado de sangue.
Então peguei meu telefone e liguei para a emergência do hospital.
– Bom dia, emergência do Hospital Regional de Mystic Falls, como podemos ajudar? — percebi que era a enfermeira sem coração que atendeu Elena da última vez.
– A minha namorada levou uma facada e eu estou levando ela para ser atendida aí.
– Ocorrência de febre ou estado de inconsciência?
– Não. Aparentemente, estável.
– Certo, senhor. Eu avisarei nossa equipe médica para se prepararem.
– Obrigado. Alguma instrução?
– Faça pressão na área do ferimento para tentar estancar. Tente mantê-la numa posição confortável. E, caso o estado dela mude, nos avise.
– Certo. Muito obrigado.
Desliguei o telefone e me ocupei em fazer pressão na facada, como eu já estava fazendo antes. Ela continuava olhando para mim, os olhos desesperados.
– Vai dar tudo certo. Eu prometo. — falei para ela.
Ela colocou a mão no meu rosto e depois tirou. Fez uma careta de dor, como se tivesse sentido uma pontada.
– Eu sei, eu sei. Isso dói pra caralho.
Percebi que ela teria rido se conseguisse. Então olhou para os bancos da frente, onde a mão de Katherine estava apoiada na coxa de Stefan e depois olhou para mim levantando uma sobrancelha como se dissesse "o que eu perdi?" Eu não podia responder a pergunta dela sem chamar a atenção deles, então só levantei os ombros. Também era o que eu sabia. Nada.
Chegamos ao hospital e tinha uma maca pronta para recebê-la. Ela tinha que tomar soro para que eles pudessem ver o que estava acontecendo, se tinha atingido algum órgão ou... ah, meu Deus. O bebê.
Ela se mexia incontrolavelmente quando eles me pediram para que a acalmassem para que pudessem interná-la. Eu fui segurá-la e tudo o que ela fez foi estirar a língua para mim. Novamente, minha namorada é muito madura. Beijei sua testa e eles a levaram para fazer uma tomografia.
Eu não conseguia me manter quieto. Cerca de vinte minutos depois, um médico de touca e máscara veio falar conosco. Katherine estava assustada como eu nunca havia visto e parecia praticamente se segurar na mão de Stefan, como se fosse uma fonte de energia.
– São vocês os responsáveis por Elena Gilbert? — aquela voz tão conhecida por mim perguntou, mas eu não conseguia associar a ninguém.
– Somos nós, sim. — Katherine respondeu.
– Tenho que informar que a senhorita Gilbert terá que passar por uma cirurgia para conter uma hemorragia interna. A facada atingiu o baço. — ele parecia ter um pouco de orgulho desse diagnóstico.
– E o bebê? — perguntei.
– Muito improvável que sobreviva. Mas vamos levá-la para a cirurgia e faremos de tudo para salvar ambos. Inclusive, eu tenho que ir. Vou assistir a cirurgia. — ele se virou de costas e foi na direção do centro cirúrgico.
Aquilo me arrepiou um pouco. Então eu lembrei a quem essa voz pertencia. Kai Parker.
Fale com o autor