Notas iniciais
Oi minhas leitoras lindas, perfeitas e maravilhosas!!! Cá está a minha pessoa com mais um capítulo para vocês, menos de três dias depois do anterior. Isso é uma espécie de milagre causado por ir passear na praia na chuva. Sim, isso é anormal. Enfim, a todas que queriam um pouco mais de Delena, esse capítulo é especialmente feito para vocês. Ou talvez não. Depende do ponto de vista. Enfim, BOA LEITURAA!!! Beijos da Mabizinha ♡♥♡ P. S.: eu ia postar hoje de manhã, mas a internet cuzuda da escola bloqueia o Nyah :( (Pov Elena)

Depois de passar a tarde com Damon eu estava perfeitamente relaxada e descansada. Eu simplesmente não consigo relaxar desse jeito quando estou com o Kai. Talvez seja por conhecer Damon a vida quase toda ou por ele me conhecer praticamente melhor do que eu mesma, mas eu me sinto segura quando ele está do lado. Me sinto eu mesma. Não que eu seja alguém diferente com Kai, mas, não sei. Com Damon é mais natural. Sou tirada de meus devaneios pelo toque do meu celular. Vejo a foto de Kai na tela e tenho vontade de não atender, mas sei que, se não atender agora, ou meu celular vai ter um treco de tanto vibrar ou vai ter tantas mensagens na caixa postal que eu vou passar o resto da noite escutando. Contra todos os meus instintos, atendo o celular.

– O que você quer? — perguntei, doce como um chicote.

– Nossa, boa noite pra você também. — Kai respondeu.

– Boa noite. — respondi, ainda sem vontade de falar com ele. — O que você quer, Kai? — repeti a pergunta.

– Eu queria pedir desculpas. Eu sou um desgraçado ciumento e possessivo. Desculpa. Se você queria almoçar com o idiota do Damon, não tinha problema. Você me perdoa?

Bufei. Eu com certeza tenho o namorado mais idiota do mundo e o mais fofo também.

– Claro que eu te perdôo. Mas, por favor, pare de chamar o Damon de idiota.

– Eu tenho uma boa notícia. Tente adivinhar o que é.

– Hum, talvez você tenha uma reserva para dois no Caribe? — falei, já rindo. Claro que não era isso.

– Ahn, não passou nem perto. — pude perceber que ele sorria do outro lado da linha.

– Você vai dar uma de High School Musical e vai brotar na minha varanda cantando com uma cesta de comida? — perguntei, mas claro que, novamente, era brincadeira.

– Lena, você tá me estranhando? Quando, em um milhão de anos, eu imitaria High School Musical?

Ri. Isso ele nunca faria.

– Acho que nunca. Você resolveu que vai dar uma de Christian Grey?

– Olhe, já que você vai continuar com essa palhaçada, vou dizer logo. Se lembra que eu disse que tinha colocado meu currículo num hospital enorme em Portland.

– Claro. — era mentira, porque eu tenho certeza que ele não me disse, mas deixei passar. E tenho certeza de que ele já esqueceu do que eu tinha dito e mentiu dizendo que lembrava.

– Eles me aceitaram. E querem que eu assine os papéis depois de amanhã para começar logo que assinar.

– O que? — minha voz saiu esganiçada, não sei se por estar feliz por ele ou se por só ter mais um dia com meu namorado na cidade.

– Eu não queria ter que sair tão de repente, mas eu perderia a vaga. Tem muita gente querendo trabalhar lá, Lena. Eu só queria saber se tá tudo bem por você que eu...

– Vá. — cortei-o. — Sério. Você precisa ir. Não se prenda aqui por mim.

– Está tudo bem mesmo? Tipo, você não se importa que eu vá trabalhar quase do outro lado do país?

– Eu vou sentir sua falta, mas você precisa fazer isso. É o seu futuro. Eu não quero impedir que você o siga. E você tem que seguir.

– Enfim, eu vou embora amanhã à noite e, bem, eu queria ficar com você hoje. Ah, se quiser me ajudar a arrumar as coisas amanhã, está convidada.

– Se você quiser vir aqui pra casa, está convidado.

– Você sabe que eu viria mesmo sem ser convidado, certo?

Ele nem esperou a resposta e desligou na minha cara. No andar de baixo, escutei o Jer falando com alguém e, segundos depois, o som de passos na escada. Não. Não podia ser.

Mas era. Em dois segundos, ouço batidas na porta de meu quarto.

– Entrega especial! — ele disse.

Abri a porta e encontrei Kai com uma embalagem de pizza e uma garrafa de vinho.

– O que é tudo isso? — perguntei enquanto ele invadia meu quarto e colocava a embalagem de pizza e o vinho em cima da minha mesa em que eu estudava.

– Bem, eu queria uma despedida sua e já que você muito provavelmente não gostaria de sair da sua casa às oito e meia para ir encontrar seu namorado carente. — ele falou enquanto passava as mãos pela mimha cintura e beijava minha cabeça por trás.

– Você me subestima demais. — falei me virando para unir nossos lábios.

Rocei meu nariz no dele e o abracei, ficando com a cabeça encostada na dobra de seu pescoço. Se fosse por mim, passaria um bom tempo assim, mas fui interrompida.

– Leninha. — Kai chamou.

– Oi.

– Eu estou com fome.

Comecei a rir.

– Vamos comer a pizza, então.

Abri a embalagem e encontrei uma pizza de anchovas. EU. ODEIO. PIZZA. DE. ANCHOVAS. Só pode ser brincadeira. Alguém tem que aparecer e dizer que estou num programa de pegadinhas, que essa pizza não é pra mim e que meu namorado não está indo para o outro lado do país. Pelo visto, não era brincadeira, já que Kai pegou um pedaço e começou a comer.

– Não vai comer, Lena?

– Claro. Só quero começar com o vinho. — menti descaradamente. Eu não queria contrangê-lo com mais uma coisa que eu já contei sobre mim ou sobre minha vida e que ele esqueceu.

– Ok, então. — ele beijou minha têmpora. — Mas cuidado. Tomar bebida sem ter comido nada dá uma puta duma ressaca.

– E você sabe disso porque tem experiência no assunto.

– Claro. — ele riu. — Agora coma, por favor. Não quero que você aprenda errando como eu.

– Tá bem, então. Eu vou comer a pizza.

Peguei um pedaço da pizza e me obriguei a comê-lo até o fim, mesmo estando quase vomitando antes de terminar a primeira mordida.

– Já comi. Feliz? — ele riu e assentiu com a cabeça. — Agora vou abrir esse vinho.

Abri a garrafa do Cabbernet e tomei da boca, pela falta de taça/copo. Kai olhou para mim, os olhos arregalados.

– Ora, por favor. Vai dizer que nunca fez isso.

– Claro que eu já fiz. Só achei que você gostaria de tomar pelo menos num copinho de plástico.

Dei de ombros.

– Eu não ligo de tomar da boca da garrafa. E, de qualquer forma, combina com comer pizza com a mão.

Nunca fui uma mulher sofisticada e ele sabe muito bem disso.

– Eu sei que não liga e eu sei que combina, mas eu também quero beber. E tive quase certeza que você tomaria a garrafa toda.

Ri.

– Eu deixaria um gole para você, mô.

– Tenho certeza que deixaria.

Ele tomou a garrafa da minha mão e deu um gole. Em menos de meia hora, tínhamos acabado com toda a garrafa e não estávamos mais no nosso normal. Beijei-o intensamente, passando as mãos por seus cabelos, enquanto as dele repousavam em minha cintura. Ele foi me empurrando até a cama e, sem nenhuma delicadeza, rasgou minha blusa no meio.

– Você me deve uma blusa nova! — exclamei.

●●●

Acordei de manhã como nos dias anteriores. Os braços de Kai envolvendo minha cintura nua casualmente.

– Não queria ter que deixar isso. — Kai murmurou contra meus cabelos.

– Nem eu. — sussurrei contra o travesseiro.

– Infelizmente, isso vai ser bem raro.

– Umhum.

– E eu tenho que arrumar minhas coisas para a mudança.

– Só mais dez minutos.

– Vamos, Lena. Eu só tenho mais catorze horas aqui e você quer passá-las dormindo?

– Argh. Vou levantar.

E acabei levantando mesmo contra a minha vontade. Vesti uma roupa limpa e escovei os dentes, encontrando Kai já pronto para descer. Descemos as escadas de mãos dadas e encontramos Kath e Jer tomando café.

– Lena, meu amor, gema mais baixo, por favor. — Katherine praticamente gritou, de modo que, talvez, até nossos pais mortos tivessem escutado.

– Vá se fuder, Katherine. — resmunguei.

– Ahn, não, Leninha. — ela sorriu maldosamente. — Ei, vocês querem tomar café com a gente?

– Não. Tenho que ir. — Kai, respondeu por nós dois, mesmo sem saber se eu aceitaria o café ou não.

– Vamos embora, Kai. Não quero que gaste mais tempo do seu último dia por aqui.

– Último dia? — Kath perguntou. — Você e a Lena vão se separar de verdade?

– Sim. Fui aceito para um grande hospital em Portland. — Kai respondeu. — Agora, se não se importam, tenho muito a arrumar antes de pegar meu vôo.

Ele me puxou junto enquanto saía pela porta da frente.

– Vamos. Quero que me ajude com a mudança. — ele entrelaçou nossas mãos e me guiou até seu carro.

●●●

Passamos o dia inteiro juntos, arrumando as coisas para a viagem dele e eu tentando me acostumar com a ideia de não tê-lo por perto. Finalmente, a hora de deixá-lo no aeroporto chegou e, o que eu menos queria era ter que deixá-lo entrar por aquelas portas. Beijei-o por um longo tempo, pouco me fudendo para as pessoas olhando.

– Eu te amo. — falei.

– Eu também. Adeus, Lena. — ele falou enquanto entrava pelo portão de embarque, me deixando sozinha no aeroporto. Nesse momento, eu queria que Damon estivesse aqui, só para não me deixar sobrar, apesar de que tenho quase certeza que ele estaria pulando e gritando de alegria quando o avião saísse. Ou estaria me consolando. Não sei. Dependeria muito do humor dele. Observei o avião sair sem chorar, totalmente o contrário do que eu imaginava que seria.

Fui para casa no meu carro, não me arrependendo nem por um segundo de tê-lo deixado ir.

Notas finais
TCHAUU