I Just Wanna Be Your Hero
2 Babação de energúmenos.
Notas iniciais
Ainda bem que aquela merda daquele almoço acabou logo. Eu já estava puto com o Kai, mesmo que ele não tivesse feito nada. O simples fato da existência dele e que ele tenha tido mais sorte com a Lena de que eu já serve para que eu o odeie. E ele simplesmente faz questão de mostrar que está com ela e eu não. Como, por exemplo, na hora em que estávamos saindo do restaurante.
– Vou te levar de volta, Lena. — o aderbal falou, passando um braço pela cintura dela.
– Não precisa, Kai. Eu volto com o Damon. Fica muito fora do seu caminho. — ela respondeu, me deixando totalmente feliz.
– Eu só queria ter certeza de que você ficaria segura.
Porque raios Kai acharia que Elena não estaria a salvo comigo? Ah, é. Esqueci que isso é uma desculpa esfarrapada pra ela não ir comigo.
– Ela estará segura comigo. Pode ter certeza. — falei.
– Pode ter certeza, Kai. — ela afirmou. — Damon nunca faria nada que me colocasse em perigo.
– Ok, então. — ele levantou as mãos em sinal de rendição. — Mas eu ainda estou devendo uma carona para o trabalho. — ele falou com um sorriso cínico estampado na cara. Céus, como eu odeio essa criatura.
Lena riu.
– Certo, Kaizinho. Até mais tarde. — ela falou, dando um selinho nele.
– Até mais tarde. — ele respondeu. Mais uma vez, o sorriso cínico em sua cara.
Céus, o que a Elena vê nesse estúpido? Sinceramente, não há o que se ver em um filhinho de papai que nunca precisou fazer porra nenhuma pra conseguir o que queria. Abri a porta do carona para Elena, passando para o lado do motorista logo que ela entrou. Estávamos em um silêncio desconfortável, até que eu fiz o favor de abrir minha boca. Tomara que não estrague tudo. De novo.
– O que você vê naquele idiota, Lena?
– Do que você está falando? — ela perguntou, se fazendo de desentendida. Ela sabe o quanto eu e Kai nos odiamos.
– Ora, vamos Elena. Você sabe de quem eu estou falando.
– Eu sei. Só não entendi sua pergunta.
– Eu estou perguntando o que você vê no idiota do Kai.
– Primeiramente, ele não é idiota. — sim, ele é. Só você não vê isso. — Segundo, ele é bonito. — e eu por acaso sou feio? Ninguém nunca me disse isso, muito menos você, Leninha.- Terceiro, é engraçado. — quem faz mesmo as piadas por aqui? — Quarto, me faz companhia o tempo todo. — com quem você está falando mesmo? Ah, é. Com o cara que passou a maior parte dos últimos 20 anos do seu lado. — Quinto, é cavalheiro — como se eu não fosse. — Sexto, me liga todos os dias só para saber se eu estou bem. — como se eu não fizesse isso também. — Sétimo...
– Por favor, pare. — cortei-a. Já estava cansado dessa babação por Kai. Se quisesse fazer isso, que fizesse com as meninas e fora do meu carro, por favor. — Eu já entendi que você acha o Kai simplesmente perfeito, mas ele não é, Lena. E, mais cedo ou mais tarde...
– Pera. — ela me cortou. — Damon, você está sugerindo que o Kai não é o cara certo pra mim? — ela olhava para mim, incrédula. — Até onde eu me lembre, tínhamos feito um pacto para não nos metermos na vida amorosa do outro.
– Não, não. Não é isso. — na verdade é exatamente isso, mas eu não posso ser atirado assim, posso? — É só que eu não quero que ele te mude.
– Não se preocupe quanto a isso. Eu não vou mudar por causa dele. Nunca.
Sorri de lado para ela.
– Agora sobre o pacto. Caso não se lembre, cancelamos esse pacto ano passado quando eu namorei uma garota que você odiava desde antes de saber que ela era uma serial killer. Então, sim. Eu posso dar pitaco nos seus namorados.
Ela corou.
– Aquele caso era diferente. Ela podia te matar, sabe? Quantas são as chances de que o Kai me mate?
– Não sei. Os sociopatas estão por aí, fingindo ser gente normal. Vai que ele é um desses.
Ela riu.
– Kai Parker um sociopata? — riu novamente. — Por favor, Damon. Ele é médico. Acha que se ele fosse um sociopata não já teria matado algum paciente?
– Nunca se sabe, Lena. Nunca se sabe. — falei, sério.
Ficamos em silêncio e, em poucos minutos, chegamos ao trabalho novamente. Ainda bem. Hoje já tive o suficiente de elogios para Kai Parker por um século.
●●●
Eu estava na festa da Caroline, apenas bebendo meu uísque como qualquer cara normal. A festa tava meio desanimada, mas não tinha chegado quase ninguém. Até que Elena chegou acompanhada do idiota mor. Mas duvido que qualquer homem tenha olhado para o idiota. Não com ela naquele vestido roxo que deixava a maior parte das pernas à mostra. Logo que a vi, minha boca foi contra todo o controle do meu corpo e se sentiu na liberdade de sorrir.
– Elena, você está linda. — falei enquanto a abraçava e beijava o topo de sua cabeça.
– Obrigada, Dam! Você está lindo também.
O cheiro delicioso de seus cabelos infestou minha mente e eu não queria ter que tirar o rosto deles nunca. E ficaria com o rosto lá até o fim dos tempos, se não fosse o idiota do Kai praticamente tirando minha cabeça de lá.
– Boa noite para você também, Damon. — o energúmeno falou, estendendo uma mão "amigavelmente" para mim.
– Ah. Desculpe, Kai. Não tinha te visto aí. — apertamos as mãos "amigavelmente". Ou seja, tentamos quebrar a mão um do outro em um curto espaço de tempo. Acho que isso é a coisa mais amigável que fazemos em anos.
Elena nos olhou significativamente e tossiu. Desfizemos o aperto de mão. Apesar de não ter conseguido quebrar sua mão, me saí melhor, já que o vi balançando a mão, quando soltamos o aperto. Sorri. Damon Salvatore 1, Kai Parker 0.
– Bem, eu vou pegar um ponche. -Elena falou e o energúmeno que ela chama de namorado a seguiu como um cãozinho obediente.
Segui para o outro lado, para o bar, desejando pegar mais uma dose de uísque. Eu ia precisar se fosse pra passar a noite observando Kai agarrando Elena.
– Porque você está aqui tão sozinho, Damzinho? — ouvi aquela voz conhecida e senti uma mão pequena repousar em meu peito.
Oi, Kath. Bem, eu estou sozinho porque sua irmã me trocou pelo namoradinho bosta dela. Mas eu quero ficar sozinho, então porque não vai encher o saco de alguém que realmente goste de você, tipo do Stef? Pensei seriamente em dizer isso pra ela, mas uma coisa, chamada de educação mínima, me impediu de dizê-lo.
– Eu estou bem, Kath. Só quero ficar sozinho esta noite. — falei e bebi um gole do meu uísque.
– Tem certeza que quer mesmo ficar sozinho, Dam? — ela perguntou com os olhos suplicantes para deixá-la ficar.
– Sim, tenho certeza. Se quiser companhia, o Stef está sozinho no sofá, desesperado por alguém para conversar.
– Certo. Então vou conversar com o Stefan. Boa noite, Damon.
– Boa noite, Katherine. Aproveite e dê uns pegas no coitado. Ele anda muito solitário.
Ela me lançou um olhar fuzilante, como que querendo me matar por dizer tudo isso para ela. Mas acabou cedendo e indo conversar com o Stefan. Ela acha que sabe o que eu sinto pela Elena e tenta fazer com que eu sinta o mesmo por ela. Não me importa o quanto ela seja parecida com a Elena. Elas sempre serão dois pólos totalmente diferentes para mim. Kath é a pirralha irritante. Elena é... Elena. Não tem como definir. Não só a melhor amiga, nem a única garota com quem eu realmente quero algo bem acima da amizade. Ela é Elena. As outras são apenas brinquedinhos que eu posso guardar e pegar de volta quando quiser.
Ainda apoiado na parede, começo a passar os olhos pela sala lotada, procurando algo interessante para fazer ou simplesmente uma garota bonita que queira minha companhia. Meus olhos se focam em um ponto da sala, justamente onde eu não queria que tivessem se focado. E o pior é que eu não consigo desviar os olhos da cena.
Elena estava encostada contra a parede e Kai a pressionava contra a mesma. As mãos dele apertavam a bunda dela e ela passava as mãos pela camisa semiaberta dele, enquanto eles se engoliam numa troca excessiva de saliva. De repente, Kai subiu mais e começou a passar a mão pelos peitos de Elena e ela abriu os olhos em minha direção, os olhos com um pedido de desculpas por eu estar vendo isso. Abanei as mãos como se não tivesse porque ela se desculpar. Ela fechou os olhos mais uma vez e voltou a se concentrar no que estava fazendo.
Eu estava odiando olhar para aquela cena, mas não conseguia desviar o olhar de jeito nenhum. Decidi, então, ir logo embora. Stefan veio em seu próprio carro, então poderia muito bem ir embora sozinho quando quisesse.
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